
A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação voltou a descer em fevereiro para 3,079%, menos 3,2 pontos base em relação ao valor registado em janeiro, revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE) esta quinta-feira.
Depois de ter atingido o pico em janeiro do ano passado, a taxa de juro tem vindo a descer consistentemente desde então. O mês passado foi o 25º mês consecutivo de quebras e também o que registou o valor mais baixo desde junho de 2023.
Relativamente aos empréstimos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro implícita aumentou para 2,871%, mais 2,4 pontos base do que em janeiro.
Prestação média desceu
A prestação média do total de créditos à habitação também baixou ligeiramente no mês passado. Fixou-se em 397 euros, menos dois euros face a janeiro. Em termos homólogos, verificou-se uma descida de três euros.
Dos 397 euros de prestação média registada no mês passado, 194 euros destinaram-se ao pagamento de juros, ou seja, 48,9% do montante total. Os restantes 51,1% dizem respeito ao capital amortizado (203 euros). Em fevereiro e pela sexta vez consecutiva, a parcela relativa a juros teve um peso na prestação média inferior a 50%.
No que diz respeito apenas aos contratos celebrados nos últimos três meses, o valor médio da prestação em fevereiro foi de 695 euros, mais 19 euros relativamente ao mês precedente. Em relação a fevereiro de 2025, trata-se de uma subida de 11,7%.
Capital em dívida continua a aumentar
Ao contrário do que tem vindo a acontecer com a taxa de juro implícita e a prestação média, o capital médio em dívida para a totalidade dos créditos à habitação continua a aumentar. Em fevereiro, subiu 500 euros, atingindo os 76 494 euros.
Nos contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio em dívida foi de 171 862 euros, ou seja, mais 3009 euros face ao mês de janeiro.














