
A taxa de juro média geral dos novos depósitos a prazo aumentou ligeiramente em março para 1,42%, de acordo com dados divulgados esta quarta-feira pelo Banco de Portugal (BdP).
É o segundo mês consecutivo em que se verifica uma subida da taxa de juro média dos novos depósitos a prazo, tendo passado de 1,36% em fevereiro para 1,42% em março.
Os depósitos com prazo até um ano representaram 97% do total de novos depósitos, mais 2% em relação a fevereiro.
O montante de novas operações também aumentou 2518 milhões de euros, totalizando 13 110 milhões de euros, o segundo valor mais elevado da série histórica.
O que fazer?
Manter dinheiro em depósitos a prazo neste momento significa perder poder de compra. Os dados disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), relativos à inflação em março mostram que, nesse mês, o indicador se fixou em 2,7%.
Ora, se a inflação estava em 2,7% e os bancos pagavam apenas 1,42% sobre os depósitos a prazo, o dinheiro na conta está a render menos do que aquilo que os preços sobem. Com a agravante de que ainda tem de retirar 28% de impostos aos juros que receber.
Na prática, todos os meses, o valor real da poupança está a diminuir.
Que estratégias aplicar?
- Diversificar aplicações: manter apenas uma parte em depósitos a prazo, para liquidez e segurança imediata.
- Aproveitar alternativas seguras com mais rendimento: em Portugal, os Certificados de Aforro da série F continuam a pagar taxas superiores às dos depósitos bancários e são garantidos pelo Estado.
- Investimentos de médio e longo prazo: quem puder arriscar um pouco mais deve considerar fundos de investimento, ETFs ou PPR com perfil adequado ao seu risco. O objetivo é procurar retornos que superem consistentemente a inflação.
- Definir horizontes de tempo: o dinheiro de que vai precisar a curto prazo pode ficar em depósitos ou contas à ordem; o que só vai usar a médio/longo prazo deve ser colocado em produtos que realmente protejam contra a inflação.
Guardar dinheiro apenas em depósitos a prazo é, atualmente, um erro financeiro, porque os juros não acompanham a inflação.
A solução não é deixar de poupar, mas escolher onde aplicar para que o esforço de poupança não se transforme numa perda.















