O Banco Central Europeu (BCE) reuniu esta quinta-feira e decidiu não alterar as três taxas de juro diretoras. De recordar que em julho o regulador interrompeu, pela primeira vez desde junho do ano passado, o ciclo de cortes.
Em comunicado, depois da terceira reunião de 2026, o BCE informou que as taxas mantêm os valores de 2%, aplicável à facilidade permanente de depósito, e de 2,40% para a facilidade permanente de cedência de liquidez. Já a taxa de refinanciamento, que influencia a Euribor, continua em 2,15%.
Na mesma nota, e referindo-se aos objetivos definidos para a inflação, o Conselho do BCE reitera que está "preparado para ajustar todos os instrumentos ao seu dispor, no âmbito do seu mandato, com vista a assegurar que a inflação estabiliza no seu objetivo de 2% a médio prazo".
Considerando o impacto da guerra no Médio Oriente sobre os preços dos produtos energéticos, que consequentemente fez subir a inflação, o BCE alerta para tempos de grande incerteza.
As implicações da guerra para a inflação a médio prazo vão depender da intensidade e da duração do choque sobre os preços dos produtos energéticos, lê-se na nota.
Quanto às expectativas para a inflação a longo prazo, o regulador acredita que continuam "bem ancoradas", embora a curto prazo se espere um aumento significativo das expectativas para a inflação.
"O Conselho do BCE acompanhará de perto a situação e seguirá uma abordagem dependente dos dados e reunião a reunião na definição da orientação apropriada da política monetária", mas sublinha que não pode comprometer-se previamente com uma trajetória de taxas específica, lê-se ainda no comunicado.
De acordo com o calendário disponibilizado no site oficial, a próxima reunião do BCE está marcada para os dias 10 e 11 de junho.













