A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação subiu em março para 3,088%, mais 0,9 pontos base face a fevereiro, revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE) esta terça-feira.
Trata-se do primeiro aumento em mais de dois anos, considerando que a taxa de juro implícita tem vindo a descer consistentemente desde fevereiro de 2024.
Depois de ter atingido o pico em janeiro de 2024, a taxa de juro desceu por 25 meses consecutivos, registando a cada mês os valores mais baixos desde junho de 2023.
No que diz respeito aos empréstimos celebrados apenas nos últimos três meses, a taxa de juro implícita desceu para 2,830% em março, menos 4,1 pontos base em relação a fevereiro.
Prestação média aumentou
A prestação média do total de créditos à habitação também subiu no mês passado. Fixou-se em 402 euros, mais cinco euros face a fevereiro. Em termos homólogos também aumentou quatro euros.
Dos 402 euros de prestação média registada no mês passado, 196 euros destinaram-se ao pagamento de juros, ou seja, 48,8% do montante total. Os restantes 51,2% dizem respeito ao capital amortizado (206 euros).
Em março, e pela sétima vez consecutiva, a parcela relativa a juros teve um peso na prestação média inferior a 50%.
Relativamente aos contratos celebrados nos últimos três meses, o valor médio da prestação em março foi de 700 euros, mais cinco euros relativamente ao mês precedente. Em comparação com março do ano passado, trata-se de uma subida de 15,9%.
Capital em dívida continua a aumentar
O capital médio em dívida para a totalidade dos créditos à habitação continua a aumentar. Em março, subiu 584 euros, atingindo os 77 078 euros.
Nos contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio em dívida foi de 175 838 euros, ou seja, mais 3976 euros face a fevereiro.














