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Montante de renegociações do crédito à habitação caiu em fevereiro

Montante de renegociações baixou em fevereiro para 534 milhões de euros, menos 64 milhões de euros face a janeiro. Contudo, em termos homólogos, registou um aumento de 27 milhões de euros, de acordo com o Banco de Portugal.

Montante de renegociações do crédito à habitação caiu em fevereiro

O montante de renegociações caiu em fevereiro para 534 milhões de euros, registando uma quebra de 64 milhões de euros em relação ao mês anterior, de acordo com os dados do Banco de Portugal (BdP).

Em janeiro, o total de renegociações a famílias residentes na área do euro e aos emigrantes portugueses fora da área do euro, tinham atingido os 598 milhões de euros, o valor mais alto registado desde outubro de 2025.

Contudo, no mês passado, as renegociações caíram 64 milhões de euros, passando de 598 para 534 milhões de euros. Comparando com fevereiro de 2025, são mais 27 milhões de euros.

Devo renegociar o crédito à habitação?

Renegociar o crédito à habitação pode ser uma boa forma de reduzir a prestação mensal, ajustar o prazo do empréstimo ou melhorar as condições contratuais. A renegociação pode permitir a eliminação ou redução de comissões, alterações ao valor do spread ou do tipo de taxa associada ao crédito, o que se pode traduzir em poupanças significativas.

Naturalmente, renegociar um contrato da dimensão de um empréstimo à habitação é uma decisão que deve ser ponderada, mas não se trata apenas de uma solução de último recurso em caso de dificuldade. A renegociação pode e deve ser encarada como uma ferramenta de gestão financeira.

Quando devo renegociar?

O momento ideal para renegociar não é igual para todas as famílias e deve depender da análise de várias variáveis. As instituições financeiras não oferecem as mesmas condições a todos os clientes, pelo que discutir o assunto com o banco é um primeiro passo importante para perceber o que se pode alterar.

Ainda assim, as famílias devem estar a par das condições do mercado para evitar que as condições do empréstimo, nomeadamente as prestações, se tornem insuportáveis. Nesta altura de elevada volatilidade, com diversos conflitos a pressionar as economias, é bom acautelar um possível aumento da inflação.

Na verdade, o Instituto Nacional de Estatística (INE) já prevê um aumento da taxa de inflação de 2,1% em fevereiro para 2,7% em março.

Caso a inflação acelere ainda mais, acabará por influenciar as decisões de política monetária do Banco Central Europeu que, num cenário desse género, poderá optar por subir as taxas diretoras.

Por consequência, a Euribor tenderia a subir e, com ela, as prestações dos créditos à habitação. Antecipar essas possibilidades é sempre prudente, particularmente para quem tem empréstimos com taxa variável.

Que tipo de taxa faz mais sentido?

O crédito à habitação pode ter três tipos de taxas com impactos diferentes na prestação: taxa variável, fixa ou mista.

A taxa variável acompanha a evolução da Euribor, o que significa que pode subir ou baixar ao longo do tempo, consoante o comportamento da Euribor.

A taxa fixa é, tal como o nome indica, o oposto. Garante estabilidade durante o período em que está em vigor e protege o cliente de subidas inesperadas que pudessem afetar a prestação. Já a taxa mista combina um período inicial em que o crédito tem taxa fixa e mais tarde passa a taxa variável.

Em momentos de incerteza quanto ao rumo da inflação e às decisões do BCE, a taxa fixa pode ser encarada como uma opção mais segura. No entanto, cada instituição financeira oferece condições diferentes a cada cliente, pelo que a decisão deve ser tomada após simulação e comparação de propostas caso a caso.

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