
Cheque Formação + Digital: um apoio que continua a ser pouco conhecido
O prazo para aproveitar o apoio do Cheque Formação + Digital foi alargado até junho de 2026. Quem trabalha em Portugal pode receber até 750 euros do Estado para fazer formação na área digital. O apoio estava previsto terminar em dezembro de 2025, mas foi prolongado devido à elevada procura.
Chama-se Cheque Formação + Digital e a reportagem desta semana do Contas-poupança explica como funciona este apoio, quem pode candidatar-se e o que é preciso fazer para receber o reembolso.
Não importa a idade, a profissão ou o grau académico. O objetivo é que todos os portugueses ativos (não se aplica a desempregados e reformados, para eles há outros cursos) saibam usar melhor as ferramentas digitais no trabalho e no dia a dia.
Quem pode receber este apoio do Estado
Rafael Charrua fez uma pós-graduação em Ciência de Dados num instituto politécnico deSantarém. Precisava desta formação, que custou cerca de 1.500 euros. Por conhecer o Cheque Formação + Digital, acabou por pagar apenas metade do valor.
Outro exemplo é o de Ana-lia, de 25 anos, gestora de conteúdos numa empresa em Aveiro. Fez um curso online de Marketing Digital, com duração de cerca de 60 horas, para reforçar as competências profissionais. O curso ficou totalmente pago com este apoio. Um mês e meio após a conclusão da formação, o reembolso já estava na conta e agora pondera inscrever-se noutro curso.
Podem beneficiar do “Cheque Formação + Digital”:
- Trabalhadores por conta de outrem (setor público ou privado)
- Trabalhadores independentes
- Empresários em nome individual e sócios-gerentes
- Trabalhadores estrangeiros com residência legal em Portugal
⚠️ Reformados e desempregados não estão abrangidos por este apoio, mas o IEFP tem outros programas específicos para esses casos.
Que cursos dão direito ao reembolso
Há duas condições essenciais:a entidade formadora tem de estar certificada pela DGERT (Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho) e a formação é paga primeiro pelo próprio formando. O valor é reembolsado mais tarde, após a validação do processo.
O prolongamento deste apoio até junho de 2026 resulta do interesse crescente por parte dos trabalhadores. O mercado de trabalho está a mudar rapidamente e a Inteligência Artificial já ameaça muitos postos de trabalho e profissões.
O IEFP espera receber cerca de 1.500 candidaturas por mês. As áreas mais procuradas têm sido Inteligência Artificial, Gestão de Redes Sociais, Marketing Digital e Cibersegurança, mas todas as áreas digitais estão abrangidas.
Pode tratar-se de um curso longo numa universidade, um mestrado ou uma pós-graduação, mas também de formações mais simples, como Word, Excel ou PowerPoint. Há candidatos de todas as idades, desde jovens em início de carreira até profissionais com 50 ou 60 anos.
Como funciona a candidatura passo a passo
- Pensar no curso que pretende fazer.
- Analisar os conteúdos programáticos da formação.
- Escolher uma entidade formadora certificada pela DGERT.
- Confirmar se o curso está abrangido pelo Cheque Formação + Digital.
- Candidatar-se na plataforma do IEFP.
- Descarregar e preencher os formulários exigidos.
- Submeter a identificação e os documentos pedidos.
- Garantir que não existem dívidas às Finanças nem à Segurança Social.
Em regra, a resposta chega no prazo aproximado de 30 dias.
Onde encontrar cursos realmente abrangidos
Com uma pesquisa simples na internet é possível encontrar dezenas de escolas e entidades certificadas com cursos abrangidos por esta medida. É um apoio relevante, mas convém não esquecer o essencial: paga primeiro, recebe depois.
Vale a pena avançar neste apoio?
Se escolher bem, pode tirar um curso que o ajuda a progredir na carreira, aumentar a produtividade ou até mudar de profissão, sem gastar nada.
➡️ Ouça o episódio do podcast Contas-poupança onde explico todo o processo e conto a minha experiência pessoal com o curso de Inteligência Artificial:🎧 Como receber 750 € “grátis” para fazer um curso na área digital – o prazo foi alargado
Aproveite esta oportunidade. Uma formação destas pode significar um aumento das suas competências profissionais, com as respetivas melhorias salariais.
Perguntas e respostas rápidas
1. Posso candidatar-me mais de uma vez?
Sim. Pode apresentar uma nova candidatura 12 meses após a data de conclusão do curso anterior, desde que cumpra os requisitos.
2. Tenho de estar inscrito no IEFP?
Não. Basta ter situação laboral ativa em Portugal — como trabalhador dependente, independente ou empresário em nome individual.
3. Posso escolher qualquer curso digital?
Não. O curso tem de ser ministrado por uma entidade certificada pela DGERT, universidade ou escola profissional.
4. O curso pode ser 100% online?
Sim, desde que seja com formadores em tempo real. Cursos gravados, sem interação, não são elegíveis.
5. O que acontece se reprovar ou desistir?
Se não concluir o curso com aproveitamento, não recebe o reembolso.
6. O dinheiro é pago antes do curso?
Não. O participante paga primeiro e recebe o valor após a conclusão e validação da candidatura.
7. Os estrangeiros também têm direito?
Sim, desde que tenham residência legal em Portugal e estejam a trabalhar.
👉 Resumo prático:
- Candidaturas (e conclusão do curso) até 30 de junho de 2026
- Reembolso até 750 € por trabalhador
- Cursos certificados na área digital
- Formação presencial, mista ou online com formadores reais
Oportunidade para investir em si mesmo, a custo zero













