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Como faço para vender a eletricidade dos meus painéis solares?

Escrito por Pedro Andersson

06.05.21

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8 min de leitura

Já pode vender o excedente do seu painel solar, mas compensa?

Com a ajuda de vários leitores do blogue finalmente já tenho umas luzes sobre como está a funcionar a venda de eletricidade. Obrigado a eles pela paciência de passarem uma hora e tal ao telefone comigo :).

Na altura em que instalei o meu painel solar, a lei era simples: Eu instalava e só tinha de o registar na página da DGEG (Direção-Geral de Energia e Geologia). Fiz isso pessoalmente. A partir desse momento, tinha uma produção de autoconsumo. Tudo o que consumisse em tempo real era para mim e não contava para a minha fatura de eletricidade que era enviada para o meu fornecedor; por outro lado, o que eu não consumisse em tempo real era “oferecido” à rede a custo zero. Acordo simples e claro.

Ao registar-me na DGEG, eles informavam a e-redes (antiga EDP Distribuição) e atualizavam o meu contador para poder fazer essas contas. Assim aconteceu. Vieram rapidamente mudar o meu contador para um “inteligente” (bidirecional).

Os contadores inteligentes da eletricidade são bons ou maus? Parte II

E assim passaram 4 anos. E entretanto a lei do autoconsumo mudou. Para mim continua tudo igual (consumo instantaneamente o que produzo; o resto é oferecido à rede), mas já há portugueses que aproveitam a nova lei que entrou em vigor no ano passado para vender o excedente em vez de o oferecer à rede.

O que vos vou explicar a seguir é muito básico, mas é o que eu já entendi do processo. Foi-me explicado assim por quem já está a vender. Ainda me faltam alguns detalhes, que estou a investigar para fazer a reportagem para o Contas-poupança, mas quero desde já partilhá-los convosco porque esta informação pode ser muito útil para muitos de vocês.

Instalar

Passo 1: Instalação dos painéis. Este detalhe é óbvio, mas muito importante. Só pode vender eletricidade se tiver um painel ou painéis com uma produção igual ou superior a 350 W. Ou seja, eu tentei fazer isto mas fui logo recusado à partida porque o meu painel é só de 250 W. Portanto, se eu quiser vender o meu excedente de eletricidade produzida pelo painel fotovoltaico obrigatoriamente vou ter de comprar outro para somar ao que tenho ou substituí-lo por um de 350 W.

Fica então aqui a primeira nota que descobri: Isto só se aplica a quem tem pelo menos um painel de 350 W ou então mais do que um, que na soma de todos eles o mínimo de produção seja 350 W. Ficou claro este ponto?

Registar

Passo 2: Ao registar esses paineis na DGEG, vai receber uma carta da E-redes a avisar que vão substituir o contador (se já não for inteligente ou com as características necessárias para o processo de autoprodução). Pelo que entendi esta substituição do contador deverá ocorrer independentemente de querer vender eletricidade à rede ou simplesmente oferecer o excedente.

Aqui surgem várias situações. No meu caso, isso foi gratuito em 2016. Depois começou a ser pago (creio que cerca de 30 euros) e agora passou para 70 euros + IVA, ou seja cerca de 100 euros. Deve contar com esta eventual despesa que para muitos é inesperada. Também pode acontecer não ter de pagar nada, se a sua zona é uma das que vai ter os contadores substituídos nos próximos meses independentemente de ter painéis solares ou não.

CPE de produtor

Passo 3: Depois de ter o contador “novo”, deve contactar a E-redes e solicitar um CPE de produtor de eletricidade. Este CPE é diferente (e novo) do CPE que tem na sua fatura de eletricidade. Eu contactei a e-redes por telefone (contacto no google ou na app “e-redes”) e atenderam-me rapidamente. Simpaticamente disseram-me que não o podia ter porque era só a partir de 250 W. Foi assim que soube.

Fazer um contrato de venda

Passo 4: Após a alteração de contador e de ter um CPE de produtor, deve ligar para alguma empresa desta lista para contratar venda. https://www.erse.pt/eletricidade/funcionamento/comercializacao/

Deve ligar, mandar e-mail ou preencher o formulário de contacto de todas essas empresas a perguntar se compram eletricidade e a que preços (podem fazer-lhe o preço que quiserem). As pessoas com quem falei escolheram a empresa “Energia simples”. Aparentemente é a que faz os melhores preços e dá a resposta mais rápida. Não confirmei. Aceito outras opiniões vossas. Não tem de ser cliente de eletricidade da empresa a que vende eletricidade.

Começar a receber o dinheiro

Passo 5: Terá de preencher todos os documentos que essa empresa lhe mandar e indicar um IBAN onde, de X em X meses, lhe vão depositar na conta o valor devido.

Os preços que pagam são completamente (na minha opinião) ridículos. Estamos a falar de cerca de 3,5 cêntimos por kWh. Ou seja, se tiver de pagar 100 euros pela troca do contador, vai ter de vender 2.857 kWh de desperdício só para recuperar o valor do contador.

Só para terem uma ideia, o meu painel solar de 250 W produz 400 kWh/ano. Portanto, se eu tivesse de pagar 100 euros para me substituirem o contador, demoraria 7 anos só para amortizar o valor do contador. Fora o valor do painel.

Se estiver naquelas zonas em que a substituição do contador é de graça, parece-me ser uma boa alternativa. Na prática é tudo ganho (pouco, mas ganho). Seria só o trabalho de pedir o CPE de produtor (gratuito) e de assinar o contrato com a empresa que me vai comprar os excedentes.

Parece-me ser igualmente “menos mau” para quem tem vários painéis (porque quis, ou porque foi enganado) e assim, pelo menos, vai recuperar algum do dinheiro que está neste momento a desperdiçar completamente porque está a dar tudo o que produz a mais.

O Net metering de 15 em 15 minutos

Os novos contadores (pagos por si, ou gratuitos se estiverem para ser substituídos nos próximos meses) fazem uma contagem acumulada de 15 em 15 minutos. Isso é vantajoso para quem tem painéis solares. É que fazem uma média entre o que gastou e o que deu à rede a cada 15 minutos, em vez de simplesmente fazer a conta ao que consumiu naquele instante em que o painel esteve a produzir.

Vamos a um exemplo simples, que me foi explicado por uma pessoa que trabalha na área. Se usar uma chaleira elétrica que consome 1.000 W durante 1 minuto e o painel solar estiver a produzir 250 W naquele minuto, a minha chaleira só vai buscar 750 W à empresa fornecedora de energia. Mas com o net metering, se o painel produziu 700 W durante aqueles 15 minutos, vai descontar 700 W a tudo o que a minha casa consumiu durante esse período, desde que a minha casa tenha consumido mais do que os 700 W, como foi o caso da chaleira.

Com os registos de 15 em 15 minutos, só é considerado desperdício para a “rede” o que sobra da média entre o que o seu painel ou painéis produziram e o que a sua casa gastou em cada período de 15 minutos.

Isto parece ser um cálculo mais justo. Mais uma vez, para que isto aconteça vai ter de ter um contador que faça estas contagens parcelares e que as envie para a e-redes, para que a e-redes a envie para o seu fornecedor para que depois esses valores sejam refletidos na sua fatura de eletricidade. Se não sabe qual é a sua situação contacte a e-redes e pergunte se o seu contador é dos que faz net metering de 15 em 15 minutos.

Das duas uma, ou já o tem e confirma que isso está a ser feito, ou terá de pedir a mudança do contador com os respectivos custos para si (ou não, como lhe expliquei acima). Seja como for, gastar 100 euros para ter esta contagem de 15 em 15 minutos apenas com um, dois ou 3 painéis parece-me ser um péssimo negócio. Vai demorar provavelmente anos e anos a fio (talvez décadas) para recuperar esse seu “investimento”.

Para mim, não faz sentido ter de ser o consumidor a pagar o contador porque nunca será seu. Se sair de casa não o vai levar consigo.

Tenho mais algumas questões que ainda não domino, mas para já foi o que consegui saber. Espero que estas informações o ajudem a perceber se deve dar este passo ou como o dar.

Brevemente farei o balanço da produção em abril do meu painel solar.

Leia também: Quanto custa um painel solar?

Tem AQUI o vídeo com a instalação do meu painel.

Aproveito para lhe recordar este artigo sobre como os vendedores podem tentar fazer com que compre mais painéis do que aqueles que precisa.

Neste momento, o meu desafio é juntar todas estas formas de poupança diferentes para deixar de pagar eletricidade durante muitos anos. Explico neste artigo como estou a planear passar a ter faturas de eletricidade quase a zero. Ainda não consegui, mas vou no bom caminho.


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64 Comentários

  1. Vitor Ferreira

    Boa noite,

    Eu estou a tentar fazer o contrato de venda de excedentes, mas ainda não consegui! Penso conseguir com a ecochoice! Um dos problemas é o recolhimento das assinaturas da procuração que temos que assinar e devolver à empresa que energia que nos vai representar na oemie e na ren! No então há empresas que não pagam este custo, alfa energia, energia simples (actualmente)! Está procuração para mim, e já estive com 2 de de empresas, tem um problema, não menciona que está é apenas validade para o contrato que iremos celebrar! Quando o contrato acabar, a procuração também fica sem efeitos! Eu posso quer mudar de comercializadora para me comprar o excedente e depois quem me está a representar nos é a nova comercializadora mas a antiga que rescindi contrato!

    Outra questão é ter um seguro de responsabilidade civil! A luz Boa, no seu contrato diz que temos de ter mas não diz se é do produtor ou da casa!

    Para quem outra questão é o IVA em que a luz Boa diz no seu contrato que temos que pagar IVA! Na energia simples, o contrato particular vem logo com o artigo em que estamos isentos de IVA.

    Temos de nos coletar para receber esse dinheiro. Ou devemos pois já tive uma empresa que me disse que não era preciso! Mas temos mesmos que ganhamos 10€ ano!

    Por fim na minha opinião o melhor tarifário é o indexado diário, em que temos que pagar uma comissão de gestão. Esta comissão varia desde 6€, a 10% ou 12% do valor diário da oemie!

    Espero ter ajudado e concluir o meu contrato com êxito!

    Responder
    • Bruno

      Conclusão,os painéis solares só servem para encher os bolsos a diversas entidades e esvaziar os nossos!!!

      Responder
      • Pedro Feiticeiro

        Boa noite.
        Se vender o meu excedente, como declaro esse rendimento ao IRS?

        Existe obrigação de estar colectado?

        Responder
        • Jose

          Claro, e iva.

          Responder
    • Gil Nunes

      Olá Senhor Pedro Andersson,

      Quero dar-lhe os parabéns pelo seu artigo, muito bom, como sempre.
      No entanto, a minha mensagem tem outro propósito, dar-lhe a conhecer uma situação algo caricata.
      A minha última fatura de eletricidade foi emitida no dia 1 de setembro.
      De lá para cá, nada!
      Tudo isto coincide com a instalação de painéis fotovoltaicos em regime de autoconsumo, no dia 2 de setembro.
      Entretanto, tentei consultar os meus consumos no site da E-Redes.
      Não há qualquer registo de leituras, desde setembro!
      Já contactei a E-Redes, que assumiu (por telefone) estar com problema semelhante com outros proprietários de UPAC.
      Também já contactei a empresa que me vende eletricidade.
      E nada…

      Talvez tenha aqui material para o seu programa…
      Os meus cumprimentos.

      Responder
        • Jorge Gomes

          Olá Pedro,
          Congratulo pelo excelente trabalho que tem vindo a fazer. Estou com o mesmo problema. Em Novembro de 2022 instalaram-me o contador bidirecional e até hoje não passaram as contagens à EDP-Comercial para faturarem. Alegam ter problemas de base de dados. Mas o que é certo, é que no portal da e-Redes as minhas contagens estão lá. Parece-me muita coincidência com o orçamento de estado. Será que existe algo no orçamento de estado que vá alterar alguma lei nesta matéria e que estejam a fazer um compasso de espera para saber o que fazer relativamente ao excedente injetado pelos micro-produtores?
          Obrigado

          Responder
          • Jorge Gomes

            Corrijo:
            “Em Novembro de 2021”.
            Obrigado

  2. Bruno Rodrigues

    Boa noite, eu tinha 540w e troquei os painéis para ficar com 4kw. Acontece que na e-redes como já era produtor tinha um contrato antigo que tive de rescindir para a empresa que montou consiga o novo registo. Isto desde 20 de Janeiro. O que diz o site dos registos é que o CPE da fatura já está em uso. Aguardo resolução, para que a e-redes me dê o CPE de produtor e dar continuidade ao processo já enumerando por si.

    Responder
    • Pedro Sabino

      Bom dia Pedro.
      Instalei painéis solares em novembro de 2020. A empresa que vendeu os painéis tratou também do registo junto da DGE. Em março 2021 finalmente chegou a carta da E-REDES a dizer que a minha UPAC obriga a que o equipamento de medição obriga a que o equipamento de medição registe a energia injetada na rede através de telecontagem. Sugeriam a compra do equipamento à E-REDES ou comprar a outro fornecedor. Comprei o da E-REDES por 29.70€.
      No final de março vieram instalar o contador bidirecional.
      Depois recebi uma carta a comunicar que o aparelho tinha sido instalado e que, segunda a minha opção, o meu código de produtor CPE seria activado.
      O que me surpreendeu foi que após ter o contador inteligente e depois de me registar no site da E-REDES, descobri que para ter acesso aos relatórios do contador teria de pagar à E-REDES 😕….

      Responder
  3. Jose Antonio Silva

    Boa tarde, sr, Anderson,
    Na verdade está tudo certo no que referiu ao longo do texto, mas existe um pequeno senão nesta lei da venda de electricidade às redes.
    Existe uma lei de 2020 chamamos-lhe despacho nº 6453/2020 aprovada pelo conselho de Ministros em 19/06 que diz que a tarifa que é paga de acesso ás redes é debitada mensalmente pela metade do valor ao consumidor que produz energia e dá o excesso ás redes de consumo, mas na verdade a ERSE sabe do não cumprimento desta lei. Já produzo energia há um ano e já dei ás redes a custo zero 15000KW . Mas se quer saber da lei é consultar o despacho que é um complemento da lei 162/2019 de 25 de Outubro.
    Obrigado
    José António Silva

    Responder
  4. José Horta

    Boa tarde,

    Antes de mais, quero-lhe agradecer Pedro pelas suas contribuições para educação financeira dos portugueses, é um verdadeiro serviço público.

    Coincidentemente comecei a investigar este assunto esta semana e quando liguei a uma das empresas que compram kWh disseram-me que teria de pagar IVA sobre a receita, mas não me explicaram como se processava.
    Para além disso também teria de declarar no IRS; ambas as coisas pareceu-me excessivo, tem informação acerca destes assuntos?

    Obrigado,

    José Pedro Horta

    Responder
    • Pedro Andersson

      Olá, o que sei é que algumas empresas dizem isso e outras não. Ligue para as Finanças 217 206 707. Mas prevejo que não saibam ou que dêem informações diferentes. A situação ainda é rara…

      Responder
  5. Daniel Sebastião

    Faltam aí as questões fiscais associadas à venda do excedente:
    . A partir do momento que se vai vender algo, vai ter de haver faturação à mistura, pelo que quem vende precisa de registar o início de atividade nas finanças.
    . Em condições normais (até 10k€/ano de venda) fica-se ao abrigo da isenção do IVA, pelo que se pode retirar o IVA da equação. Logo no processo de início de atividade indica-se uma estimativa das vendas anuais e aquilo estima se ficamos isentos de IVA (Art. 53 se não estou em erro).
    . Tem de haver lugar à emissão de faturas da venda. Neste caso, sendo a venda feita essencialmente por particulares, o mais usual penso que seja o próprio comprador a emitir a fatura (auto-faturação).
    . Mesmo sendo o comprador a emitir a fatura, a mesma tem de ser submetida pelo vendedor no portal e-fatura. Normalmente o comprador envia o ficheiro SAFT ao vendedor e basta este fazer lá a sua submissão.
    . Havendo rendimentos obtidos, esses terão de ser declarados no IRS do ano seguinte. Não faço ideia se isto impede a utilização do IRS automático…

    Notas adicionais:
    . Existem uma série de burocracias adicionais necessárias e não indicadas no texto. E.g., registo junto da REN, da OMIE, etc… Por exemplo, cada UPAC que vende aparecerá listada aqui: https://www.mercado.ren.pt/PT/Electr/InfoMercado/InfStructMerc/UnidMercado/Paginas/UnidF%C3%ADsicasRE.aspx (e dá para ver as empresas que compram)
    . Devido à sobrecarga burocrática não sei se quem compra, apenas estará interessado em comprar quando há um número significativo de painéis na instalação… Mesmo quem vende não sei se faz sentido tanto trabalho apenas com 3 ou 4 painéis e vendas residuais.
    . Não é obrigatório vender o excedente a quem compramos eletricidade, mas há empresas a fazer melhores condições se se juntar tudo (o que é natural digo eu).
    . Quando a potência da instalação FV for superior a 4kW é necessário instalar um contador de produção dedicado à instalação. Os instaladores normalmente cobra uns 700€ por isso. Custo completamente a cargo do produtor…

    Responder
    • André Carvalho

      Excelente resumo dos pontos, especialmente na parte fiscal. Eu posso confirmar que tudo o que está escrito nesses pontos batem certo com a minha experiência. Obrigado por deixar aqui este resumo!

      Responder
  6. Michael

    Em relação a tentar ter factura zero pela Endesa, já não vai conseguir ter pois recebi um e-mail a dizer que vão alterar o contrato e que apartir de agora só poderemos adicionar até 25 amigos (25 euros de desconto), mas quem tivesse mais do que os 25 antes desta alteração do contracto não seria afectado.

    Responder
  7. Ana Nazário

    Boa tarde Pedro,

    O valor de compra do excedente parece ridículo quando comparado ao valor de compra da eletricidade na rede pelo consumidor final mas, na verdade, os comercializadores não podem dar muito mais por esse excedente uma vez que o mesmo é imprevisível. Acresce que é depois o comercializador que lhe compra a energia que tem de acertar as contas com a E-Redes e REN pela passagem desse excedente na rede elétrica, o que encarece no fim a compra desse excedente para o comercializador.

    É como se o Pedro ou outro vendedor fossem produtores no mercado diário de energia. Nesse mercado, o preço de compra irá rondar em média entre os 40€ e os 70€ por MWh, conforme os meses, com a diferença que esse produtor sabe exatamente que quantidades de energia produzida entrega ao mercado. No caso destes excedentes essa previsão é muito difícil porque depende não só dos hábitos de consumo de cada um mas também do tempo do próprio dia. Por estes motivos, o comercializador não pode oferecer um preço muito mais alto pelo kWh de excedente. Além disso, convém lembrar que nos 0,15€/kWh de compra de energia da rede já têm incluídos não só o preço de produção dessa energia (que poderá variar entre 0,04€ e os 0,07€) como também todos os custos da rede, os CIEG bem como taxas e impostos.

    Por todos estes motivos, é importante dimensionar o autoconsumo de sua casa para as suas necessidades efetivas e tentar que o mesmo seja mesmo auto-consumido uma vez que aquilo que pode ganhar com o excedente de venda é mesmo muito pouco.

    Espero ter ajudado!

    Responder
    • Pedro Andersson

      Ajudou sim. Obrigado. É também a minha conclusão.

      Responder
  8. Carlos Pereira

    Caro Pedro,

    O Net Meetering já é permitido em Portugal? Disseram-me alguns especialistas que apenas existe esse conceito no Brasil e um ou outro pais da europa.

    Os Melhores Cumprimentos
    Carlos

    Responder
    • Pedro Andersson

      Não só é permitido, como muitos porugueses já têm.

      Responder
      • António Rodrigues

        Quem faz a operação D o netmetering: a e-redes ou o comercializado?
        Obrigado

        Responder
        • Maria Santos

          Boa noite ! Sou cliente da edp comercial, só eletricidade e gostava de saber qual é a empresa mais barata e estável., nos preços.

          Responder
    • Luis Sucena

      Bom dia,

      A questão é que o net meetering não é todo igual. Tanto quanto tenho ideia no Brasil, tal como em Espanha, não há períodos de 15 minutos. Apenas pagamos a diferença entre o que consumimos e o que produzimos. O saldo é em 24 horas.
      Isto sim, é justo para o produtor. É como se vendesse ao preço que compra. Não vejo problema nenhum para ninguém. A energia aparece na rede e é utilizada para fornecer um qualquer casa por conta de um qualquer comercializador. Sem burocracias.
      A média dos 15 minutos não é a melhor coisa, porque estou sujeito a ter de pagar eletricidade mesmo que tenha produzido mais do que consumo.
      Acresce dizer que isto que seria uma solução sem custos e justa vai ser compensada com o Estado a financiar sistemas de armazenamento de 5, 6 ou 10 mil euros com capacidade para 5, 7 ou 10 Kwh (não chega para o consumo diário de muitas casas). Para quê? Somos um país rico? Para colocar o dinheiro nos bolsos de quem. Nunca será compensado o investimento. Além do gasto ambiental e outros da produção dos equipamentos de armazenamento.

      Atentamente,

      Luis

      Responder
  9. Lecas

    Boa tarde, Pedro.

    Sem me prenunciar muito apenas posso dizer que toda a energia injetada na rede ela é deduzida ao consumo da rede, ou seja, se eu consumir 500 KWh e der a rede 50 KWh só me vão cobrar apenas de 450 KWh esse mês e assim por diante.

    Responder
    • Leonel

      Boa tarde “Lecas”
      Este processo, onde é deduzido o que for injetado na rede, é automático ou apenas funciona se for efetuado registo na DGEC?

      Responder
  10. Lecas

    Eu falo porque já tenho EDP BOX BIDIRECIONAL a muito tempo. mas como a micro já não estava a dar apenas direcionei a energia para autoconsumo, após registo na DGEC.

    Responder
  11. Lecas

    Caro(a) Cliente,
    A sua Unidade de Produção para Autoconsumo (UPAC) obriga a que o equipamento de medição registe a energia injetada na rede através de telecontagem.
    Equipamento de medida bidirecional
    No entanto, o seu equipamento de medida da energia já se encontra adequado para registo quer da energia consumida como cliente, quer da energia injetada como produtor, em períodos de contagem de 15 minutos.
    Assim, não será necessário adequar o equipamento de medida da energia, uma vez que já possui um equipamento bidirecional em telecontagem.
    Intervenientes e Responsabilidades no Processo de Ligação de uma Unidade de Autoconsumo
    DGEG
    E-REDES
    (Distribuição de eletricidade)
    Cliente/Produtor
    O seu registo foi efetuado com sucesso na plataforma da DGEG
    I (õ) fflCÍ
    NP \/ tXjfllKM
    Estamos a tratar do seu sistema de contagem
    Processo de certificação
    A certificação da sua unidade de Produção é da responsabilidade da DGEG
    Comercializador
    Para a venda de energia excedentária entre em contacto com um comercializador de energia elétrica à sua escolha
    1
    O equipamento de medida bidirecional encontra-se corretamente adaptado e será ativado o CPE de Produção, que poderá consultar no Portal do Autoconsumo da Direção Geral de Energia, relativo à sua unidade de autoconsumo.
    A partir desse momento, está em condições para iniciar as interações com as restantes entidades intervenientes.
    Para mais informações
    Qualquer esclarecimento adicional poderá ser obtido através dos números 808 100 100 ou 218 100 100 (dias úteis das 8h-22h, custo da chamada definido pelas condições do seu tarifário), selecionando a opção 4 – Autoconsumo, ou no site e-redes.pt.

    Responder
    • Vitor

      Boa tarde,
      O meu fornecedor de energia é a EDP, e liguei para a E-Redes para solicitar a alteração do CPE para Produtor, ao qual me disseram que não seriam eles, e que teria de ligar para a DGEG e solicitar a alteração. É mesmo assim? Já liguei várias vezes para a DGEG e nunca consegui falar com eles.

      Responder
      • Pedro Andersson

        Olá. Sim. É só preencher o formulário na DGEG.

        Responder
        • jose c. maximino

          E ficar à espera de uma resposta, no dia se são nunca à tarde…
          Estou à espera de uma resoposta da DGEG a um mail vai para 4 meses.

          Responder
  12. Paulo Picaluga

    Bom dia
    Informação também interessante para este tema:
    “Consumidores têm isenção de custos de interesse ao injetarem na rede o excesso produzido” – A novidade foi dada por João Galamba, Secretário de Estado da Energia, no seminário online “A transição energética e o investimento das comunidades”, organizado pelo projeto Ponto Energia.
    Informação no Portal Energia de Novembro de 2020.

    PS: Tenho a sensação que as entidades quanto menos informação transmitem às pessoas, melhor para eles e para o estado. Toda a informação recolhida é sempre aos bocados e nunca são claros.

    Responder
  13. YURIY HUBEN

    Boa tarde,

    Esse contador da Fotografia, zcxe110cru0l3d2.03, já faz essa contagem da “NET metering” ou ainda não?

    Obrigado

    Responder
  14. José Lapão

    Boas,
    Estou em processo de instalação de uma UPAC de 1,56kWh e tenho andado a volta com a questão do contador, a empresa contratada para a instalação da UPAC faz o registo da DGEG, mas informou-me que para poder aceder ao plano do fundo ambiental teria de ter o contador bidirecional, e que segundo o site da e-redes o mesmo só será trocado no segundo trimestre de 2022, contactei a e-redes e foi-me dito que o contador abrangido pela campanha o qual seria trocado na data prevista não é compatível com a UPAC de painéis fotovoltaicos. Ora pelos comentários aqui descritos assim que a empresa instalar a UPAC e me registar na DGEG (como está escrito no contrato) esta iria contactar a e-redes para ir trocar o contador, e não seria por esse da campanha (que ainda não entendi porque o trocam se realmente não faz leitura remota, pois como vi numa reportagem do contas poupança, a maior parte da rede não está preparada para receber essa leitura, não seria melhor primeiro fazer o upgrade a rede?)
    Caro cliente,

    Em resposta à comunicação em assunto, que nos mereceu a melhor atenção, e na impossibilidade de estabelecer contacto telefónico através do número registado na nossa base de dados e do número apenso à queixa (inválido) vimos pela presente, confirmar que a instalação em apreço tem atualmente um contador estático.

    Caso pretenda aguardar pela nossa campanha de substituição para o contador bidirecional, temos previsto a sua execução no decorrer do segundo trimestre de 2022.

    No entanto, esclarecemos que, caso pretenda avançar com a aquisição de painéis solares, informamos que o contador que será necessário instalar, terá que ter a capacidade de disponibilizar todos os dados previstos na legislação em vigor, algo que o contador referido anteriormente (o contador de campanha) não terá.

    Mais se esclarece que, nos termos previstos da legislação em vigor, nomeadamente o Decreto-Lei n.º 162/2019, artigo 16, ponto 5 os custos associados à aquisição, instalação e exploração dos equipamentos relativos à medição da produção total são suportados pelo autoconsumidor.

    Os custos tabelados e definidos pela Diretiva 1/2021 da Erse para comparticipação destes contadores são:

    -Contador monofásico – 79,99€ + IVA
    -Contador trifásico – 115,39€ + IVA

    Estamos disponíveis para esclarecer as suas dúvidas
    Se pretender mais informações, contacte-nos através da opção “Fale Connosco” no site e-redes.pt ou envie um e-mail para apoiocliente@e-redes.pt
    Se preferir, ligue 808 100 100 ou 218 100 100, nos dias úteis, das 08h00 às 22h00 (Custo da chamada definido pelas condições do seu tarifário).

    Com os melhores cumprimentos,

    E-REDES – Distribuição de Eletricidade, S.A.

    Equipa de Apoio ao Cliente

    Ou seja pelo que depreendo, os contadores bidirecionais não estão preparados para autoconsumo, terá de ser um contador que depreendo seja de produção, quer eu queira vender ou não o excedente a rede, ou seja só por querer painéis solares sou obrigado a parar os 80€ +IVA.

    Pergunto aqui se realmente isto é verdade ou não

    Responder
    • Norberto Henriques

      @José Lapão, conseguiu esclarecer a sua questão? Basta o contador bidirecional para o autoconsumo, ou será mesmo necessário o contador equipado com net metering?

      Responder
      • José Francisco Boleta Lapão

        Boas tardes @Norberto Henriques

        Até ao momento nada, pedi à e-rede/EDP Distribuição para me virem trocar o contador que fosse compatível com as minhas necessidades (painéis fotovoltaicos) e até ao momento e já passou cerca de 1 mês enão há nenhuma resposta por parte deles, nem nenhuma ordem de trabalho no site da e-redes referente ao meu CEP. Mas segundo o e-mail que está que recebi e que transcrevi aqui, o contador da campanha não serve para o autoconsumo logo deve-se deduzir que terá de ser o com net metering, acontece que a minha zona não está abrangida por rede inteligente, logo ou usam um com modem GRPS (não sei quem paga as comunicações, ou então ficamos na mesma pois por muito inteligente que seja o contador a rede da e-redes/EDP Distribuição é burra que nem uma porta alias como a maioria dos colaboradores da mesma, pois foi necessário fazer uma queixa no livro vermelho para que alguém com alguma inteligência me respondesse e me enviasse o respetivo e-mail.

        Quando os painéis estiverem instalados (final de agosto, e esteja inscrito na DGEG logo vejo o que a e-redes vai fazer ou se vou ter de reclamar no livro vermelho para que me instalem o contador, é que nem a pagar aquela gente se meche.

        Responder
  15. Lecas

    Boa tarde

    Caro Pedro

    sei que se esforça muito para nosso conhecimento, mas venda a rede só a Microprodução. O autoconsumo não tem venda, mas sim troca de energia ou seja.
    Ex: (22,20 KWh consumi 12,16 KWh a rede fui apenas retirar 0,29 KWh E injetei na rede 10,04 KWh) isto foi o caso real do meu dia de 17-08-2021. E carreguei o meu carro Elétrico, tuto isto desde as 07:00 as 17 que é ao mesmo tempo que estou a ler a seu newsletter. E o dia ainda não acabou, e estou durante a noite a consumir uma média de 5 KWh. Ou seja, o que estou a injetar na rede é deduzida no final do mês ao comsumo que efetuar. E não e paga nemhuma energia a mim mas sim troca de energia.

    Responder
    • Pedro Andersson

      Olá. A partir de 300w de produção para autocnsumo já pode vender. E atenção que a “troca” que refere não é no total do dia, mas a cada bloco de 15 minutos. O que não gasta de dia não vai”poupar” à noite. Veja lá isso 🙂

      Responder
  16. Lecas

    Caro José Lapão

    Os contadores Bidirecionais esses sim é que fazem com que envie e receba a energia.

    Responder
    • José Lapão

      Bons dias,

      Eu tenho contador digital estático, pois tenho bi-horário e com o contador mecânico não dava para diferenciar consumo em vazio e fora do vazio.

      Segundo reportagens na TV e leitura online, até 2024 todos os contadores deve ser bidirecionais ou seja o contador da campanha a que a e-redes se refe têm de ser desse tipo “bidirecional” , mas segundo o e-mail que me enviaram, o contador da campanha não serve para auto consumo.

      O que eu acho é que há uma grande falta de comunicação de parte a parte, e porque a e-redes embora tenha mudado de nome pertence ao grupo EDP, sei de uma pessoa que colocou painéis fotovoltaicos pela EDP, e não foi preciso nada, a própria EDP comunicou com a e-redes (EDP-Distribuição) para trocarem o contador e o cliente não pagou nada, como eu embora ainda cliente EDP-Comercial, estou a colocar os painéis por outra empresa (que me faz mais barato para a mesma potência e marca de painéis) existe todo estre atrito com a troca do contador, e com pagamentos.

      Os nossos governantes legislam tando, mas não no que devem, já que se deve alcançar a descarbonização o quanto antes deveria de haver legislação em que assim que o cliente colocava painéis, e era comunicado á DGEG, esta iria comunicar á e-redes para a troca do contador adequado para o autoconsumo assim como automaticamente abrir a porta HAN no mesmo e informar o fornecedor de energia atual de que o cliente tinha instalado os painéis e que a partir desse momento o consumo de energia iria ser medido em tempo real (diga-se de 15 em 15 minutos) isso era legislar bem e criar transparência, não a opacidade que existe por a e-redes ainda estar na espera do grupo EDP e dar preferência ao clientes EDP em detrimento dos outros.

      Responder
  17. Lecas

    Bom dia,

    Sim pedro a leitura é efetuada de 15 em 15 minutos eu li o contrato que tenho, mas no final do Mês se produzi 400 KWh e consumi 500KWh só pago 100KWh. Posso provar que é pura realidade.

    Responder
    • Pedro Andersson

      Sim. O que diz está correto. O consumo feito em tempo real não é pago à empresa. Estava apenas a referir-me ao que é produzido e não consumido.

      Responder
      • Antonio Rosmaninho

        Boa tarde,

        Estou aqui com uma dúvida, registei a UPAC, e estou à espera que a e-redes venha parametrizar/alterar o contador. Após esta alteração ficamos logo a usufruir do Net-metering, ou é necessário fazer mais alguma requisição? e a quem é feita essa requisição? E-redes? ou fornecedor de energia, no meu caso Edp Comercial?

        Obrigado

        Responder
  18. Lecas

    Boa noite,
    Caro Pedro

    De facto, o que é consumido com autoconsumo ou não tem que ser pago e isso todos nós sabemos, mas o que for produzido em excesso caso exista conta certa como é o meu caso ao cabo de um ano existe um acerto de contas, a meu favor ou a Empresa, seja positivo ou negativo. eu pagava 100 € mensais passei a pagar cerca de 60 €, hora a partida estou já a ganhar embora o investimento de 3 000.00 € já começa a compensar. Por isso, digo eu, tenho o mesmo fornecedor e não me dou ao trabalho porque tempo é dinheiro de estar ao telefone para falar com mil e uma Empresa. Tenho a EDP. a qual não tenho queixa. desconto de 6% 20% ao carregar o carro Elétrico e fico apenas por aqui. Vale o que vale.

    Cumprimentos

    Responder
  19. Norberto Henriques

    Não sei se o net metering é uma questão de opção para o autoconsumidor, pelo menos para a e-REDES.
    No meu caso já tenho um contador bidirecional, mas como pelos vistos não estou numa “zona inteligente”, para ter net metering a funcionar será necessário adicionar um modem GPRS para permitir a comunicação do consumo.
    Como tal já recebi o famoso email da e-REDES a sugerir o pagamento de quase 100€ pela troca do contador.
    Sucede que no regulamento 373/2021, em particular no artigo 26, é dito que em instalações sem necessidade de controlo prévio (que penso que só se aplicam a partir de potência instalada igual ou superior a 30kWp) e sem venda do excedente, basta que o contador seja bidirecional e assim esteja configurado.
    No entanto a e-REDES insiste que tenho de trocar o equipamento para que o net metering esteja a funcionar no tal modo de 1/4 de hora. Quem terá a razão?

    “Artigo 26.º

    Características dos equipamentos de medição

    1 – Os equipamentos de medição a instalar nos pontos estabelecidos no Artigo 24.º devem cumprir:

    a) Os requisitos técnicos e funcionais previstos na Portaria n.º 231/2013, de 22 de julho, no caso de instalações em BTN;

    b) Os requisitos técnicos e funcionais previstos no GMLDD, no caso de instalações em BTE, MT, AT e MAT.

    2 – Sem prejuízo do previsto no número anterior, para instalações de autoconsumo individual não sujeitas a controlo prévio nos termos previstos no Decreto-Lei n.º 162/2019, de 25 de outubro, e sem contrato de venda do excedente, cabe ao respetivo autoconsumidor a decisão de instalar o equipamento de medição inteligente previsto na alínea a) do Artigo 24.º, aplicando-se o disposto no Artigo 25.º

    3 – Sem prejuízo do previsto no número anterior e no Artigo 52.º, os equipamentos de medição instalados nos pontos estabelecidos nas alíneas a), b) e d) do Artigo 24.º devem obrigatoriamente ser parametrizados pelos operadores das redes para registo bidirecional.”

    Responder
  20. Diogo Rodrigues

    Boas tardes.
    Tenho andado a seguir este Post e apesar de haver bastante informação interessante, há uma informação que não consigo encontrar.
    Existe alguma lista dos comercializadores que compre energia a micro produtores com UPACs?
    No Post inicial está a lista total dos comercializadores, mas apenas os que compram interessam e a lista não faz distinção.
    Também era interessante saber o preço por KWh a que cada um compra.
    Cumprimentos.

    Responder
  21. CARLA SOFIA PENACHO NUNES

    Bom dia,

    Tenho contactado diversas empresas para saber das condições de venda de energia excedentária produzida pelos meus painéis fotovoltaicos e das inúmeras empresas que contactei nenhuma neste momento está a comprar energia…mesmo constando da pagina de associados da ACEMEL, dizem que agora não estão a comprar energia !!!será coincidência ???
    Alguém que me possa facultar o nome de alguma empresa que compre energia.

    Posso também adiantar que há mais de 1 mês que adquiri o contador bidirecional à ERedes (98,39€) e ainda não está a comunicar leituras de 15 em 15 min conforme nos tinham informado… dizem estar com atrasos / problemas técnicos.

    Responder
    • Pedro Andersson

      Olá face aos preços da energia, as empresas teriam prejuízo se lhe pagassem o preço da omie.

      Responder
    • Miguel Dias

      Boa tarde,

      Eu tive resposta de várias empresas que me comprariam a energia: Luzigas e Luzboa.
      A Luzigas tinha 3 opções de compra (uma delas exclusiva para clientes), por isso só podia optar por 2 delas:
      – valor fixo de 0,04€/kWh
      – valor indexado à média diária do OMIE, descontando uma taxa de gestão fixa (6€/MWh)
      A Luzigas inclusivé enviou-me um contrato em papel para assinar. Mas eis que surge o presente envenenado: a e-Redes exige que as assinaturas sejam reconhecidas num notário. Dirigi-me a um notário e pediram-me 35€ por reconhecer cada assinatura. Ora tendo em conta que o meu excedente ronda os 5kWh/mês, se me pagarem 0,10€/kWh, serão 0,50€/mês -> 6€/ano. Ou seja precisaria de mais de 10 anos só para recuperar o reconhecimento das assinaturas.
      Neste momento estou a ver se um advogado amigo me pode reconhecer as assinaturas gratuitamente, caso contrário desisto do contrato e de tentar vender a energia excedente.
      Vou antes avaliar o custo de usar essa energia para carregar baterias.

      Responder
  22. Hugo

    O que acho estranho e difícil de entender é, porque é que essas empresas nos pagam? Como é que fisicamente conseguem usufruir dessa energia? Ou como fazem render esse investimento? Como é que essa energia vai diretamente a empresa específica que escolhermos para fazer esta parceria? Não consigo entender.

    Responder
  23. João Dias

    Boa tarde.
    Se possível, Pedro Andersson, peço que quando fizer a peça refira os passos nas finanças para vender energia: Será necessário apenas abrir atividade? Há comissões de venda? Haverá alguma empresa que retire o valor da vendo ao do consumo (se se juntar a venda e o consumo na mesma empresa), tornando desnecessário o registo nas finanças?
    Grato pela atenção,
    João Dias

    Responder
    • Diogo Rodrigues

      @João Dias: Eu concordo plenamente com a ideia de “vender” à mesma companhia que estamos a comprar, mas acho que eles querem separar as coisas porque se for tudo junto torna-se demasiado óbvio que estamos ser “roubados” porque no mesmo horário nos pagam 1/4 (ou menos) do preço que lhes pagamos a eles.
      Na realidade todos sabemos disso, mas se calhar eles não querem que se torne ainda mais óbvio.
      Ainda assim, eu preferia ter essa possibilidade.
      Há no entanto uma coisa que eu ainda não percebi bem: quem é que está a lucrar com a energia que eu “meto” para a rede e não facturo a ninguém?
      Cumprimentos.

      Responder
  24. Gil Nunes

    Olá Senhor Pedro Andersson,

    Quero dar-lhe os parabéns pelo seu artigo, muito bom, como sempre.
    No entanto, a minha mensagem tem outro propósito, dar-lhe a conhecer uma situação algo caricata.
    A minha última fatura de eletricidade foi emitida no dia 1 de setembro.
    De lá para cá, nada!
    Tudo isto coincide com a instalação de painéis fotovoltaicos em regime de autoconsumo, no dia 2 de setembro.
    Entretanto, tentei consultar os meus consumos no site da E-Redes.
    Não há qualquer registo de leituras, desde setembro!
    Já contactei a E-Redes, que assumiu (por telefone) estar com problema semelhante com outros proprietários de UPAC.
    Também já contactei a empresa que me vende eletricidade.
    E nada…

    Talvez tenha aqui material para o seu programa…
    Os meus cumprimentos.

    Responder
  25. Luis Fernando Lima de Brito

    É complicada essa situação… Mudei-me há alguns anos para Portugal e, entre meus planos, estava a instalação de paineis solares, como os que possuía no Brasil (8 paineis de 350W). Infelizmente, tive de desistir da ideia, uma vez que, aqui, o excedente tem de ser vendido a preços irrisórios. No Brasil – e pelo que pesquisei, em muitos outros países – a concessionária recebe o excedente na ofrma de crédito, para disponibilizá-lo ao próprio consumidor quando houver maior demanda de consumo e pouca ou nenhuma geração própria. Ou seja, a concessionária assume o papel de “bateria”, armazenando o consumo excedente e devolvendo-o depois ao consumidor à noite ou em dias nublados. Obviamente, há um custo para isso (uma taxa de cerca de 15 EUR por mês), mas o sistema ainda assim é interesasante, visto que minha fatura, que era da ordem de 100 EUR, ficava reduzida a esta taxa de 15 EUR. Se não for dessa forma, a única solução, na minha humilde opinião, seria tornar-se totalmente idependente da rede (o famoso “off grid”), mas isto requer uso de baterias etc, e não vejo ainda vantagem financeira para fazê-lo. De outra forma, não há benefícios em um sistema que só gera energia durante o dia, quando as pessoas estão fora de casa, e não à noite, quando todos retornaram do trabalho e da escola e há maior consumo. Isso, na maioria dos casos, porque obviamente há situações em que há atividade doméstica durante as horas de sol (finais de semana, pessoas já reformadas etc), mas pelo menos no meu caso, não compensa. A solução definitiva seria uma revisão séria da lei ser, obrigando as concessionárias a seguir o modelo que realmente funciona, adotado em todo o mundo. Porque, como é hoje, só beneficia as empresas geradoras e distribuidoras de energia, e não a população.

    Responder
  26. Paulo Gomes

    Boa tarde,

    Gostaria de apenas expor a minha experiencia, que penso podera ajudar varias pessoas a exclarecer muitas das duvidas mencionadas nos post anteriores e que tambem tive durante este rocesso que foi bastante moroso.

    Instalei paineis fotovoltaicos em 10/2020, com potencia total de 1,92KW e um inversor de 1,5KW.
    Já tinha um contador bi-direcional instalado pela e-redes que passou a estar na rede inteligente em 12/2020. consegui efectuar um contrato de venda do excesso da energia produzida com a Ecochoice em Maio de 2021 e que iniciou efectivamente em 07/2021.

    Para efectuar o contrato tive de registar a actividade na AT e estou isento de IVA ao abrigo do artº 53, a Ecochoice envia a auto-factura e o respectivo SAFT para que eu o entregue a AT.

    Quero chamar a atenção que apenas e só quando o contrato de venda de excesso entrou em vigor é que o meu consumo passou a considerar o Net-metering, até aí apenas era considerado o que deixava de consumir.

    Tambem quero chamar a atenção que as facturas da electricidade irão sofrer vario ajustes nos primeiros meses, porque a E-redes demora bastante tempo a fornecer o saldo efectivo do Net-Metering ao comercializador, e honestamente parece-me que ira continuar a acontecer durante bastante tempo.

    Desde 07/2021 o comercializador já efectuou um factura de acertos em 11/2021 e posteriormente anulou as facturas desde 08/2021 até 12/2021 e emitiu nova factura de acerto em 12/2021 com novas estimativas, o que já me dá indicação que havera nos proximos meses novos acertos a srem efectuados quando a e-redes passara a transmitir os saldos dos Net-Metering.

    Mas de facto a minha conclusão é que enquanto não tivernos um contrato para venda do excesso o claculo de Net-metering não é efectuado.

    Pa

    Responder
  27. Pedro Liberato

    Boa tarde!
    Partilho aqui uma informação retirada do site da E-redes, que considero importante.

    “No caso das instalações Baixa Tensão Normal (BTN), e apenas quando se encontra planeada pelos operadores de rede a instalação na Instalação de Utilização (IU) de um equipamento de medição inteligente, no prazo máximo de 12 meses a contar da data do respetivo pedido de instalação, os operadores das redes são responsáveis pelos encargos associados à aquisição do equipamento de medição no ponto Contagem Consumo/Produção. Se o autoconsumidor quiser antecipar a substituição do referido equipamento, poderá fazê-lo, assumindo os encargos associados à aquisição do equipamento de medição.
    Quando não se encontra planeada pelos operadores das redes a instalação na IU de um equipamento de medição inteligente, os autoconsumidores são responsáveis pelos encargos associados à aquisição do equipamento de medição a instalar no ponto de Contagem Consumo/Produção, e caso optem por adquirir o equipamento junto do respetivo operador de rede, aplica-se o preço regulado definido pela ERSE.”
    Ou seja, se a instalação por feita por outra empresa que não comercializa energia, teremos que pagar o contador!! Justo?? Claro que não ! 🙁
    Cumprimentos,

    Responder
  28. Pedro Liberato

    E tendo em conta que a E-Redes está constantemente a alterar os prazos de instalação dos novos contadores, para mais de 12 meses (muito provavelmente, propositadamente), afim do autoconsumidor suportar os custos tendo em conta a crescente adesão aos UPAC, seria interessante colocar este assunto em cima da mesa nos média e inclusive exercer pressão sobre o regulador!

    Cumprimentos,

    Responder
  29. António Rodrigues

    quem faz a operação do net metering: a distribuidora ou a comercializadora.
    Onde posso ter acesso a esses dados? Obrigado

    Responder
    • Pedro Liberato

      No site da E-Redes, fazes o registo e deverá aparecer lá os teus CPE’s.
      Cumprimentos,

      Responder
  30. Lecas

    Até que enfim a montanha pariu um rato.

    Já tinha explicado em outra altura que o que vai para a rede é deduzida na fatura e não paga.

    Já sou UPAC a très anos e sempre foi assim. Enquanto Microprodutor já desisti o ano passado por o valor pago po KWH er muito baixo, então resolvi colocar o resto dos painéis para a UPAC.

    Responder
  31. Joana

    Obrigada!

    Responder
  32. Diogo

    Pedro, qual o melhor valor que tem conhecimento que estão a pagar pelo Kw da energia excedente vendida? E qual a empresa? Obrigado!

    Responder

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