
A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação voltou a descer em dezembro para 3,130%, menos 0,3 pontos base em relação ao valor registado em novembro, revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Depois de ter atingido o pico em janeiro do ano passado, a taxa de juro tem vindo a descer consistentemente desde então. O mês passado foi o 23º mês consecutivo de quebras e também o que registou o valor mais baixo desde junho de 2023.
Relativamente aos empréstimos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro implícita baixou para 2,850%, menos 0,3 pontos base do que em novembro.
Na nota divulgada esta quarta-feira, o INE destaca ainda que a taxa de juro média anual para o total do crédito à habitação em 2025 fixou-se em 3,414%. No ano anterior, o valor foi de 4,372%.
O ano passado, o capital médio em dívida aumentou 5806 euros, para 72 314 euros, e a prestação média mensal diminuiu 2% (menos oito euros), para 396 euros.
Prestação média subiu
Apesar de a taxa de juro implícita ter descida, a prestação média do total de créditos à habitação subiu ligeiramente no mês passado. Fixou-se em 397 euros, mais três euros face a novembro. Contudo, em termos homólogos, verificou-se uma descida de seis euros.
Dos 397 euros de prestação média registada no mês passado, 194 euros destinaram-se ao pagamento de juros, ou seja, 48,9% do montante total. Os restantes 51,1% dizem respeito ao capital amortizado (203 euros). Em dezembro, e pela quarta vez desde abril de 2023, a parcela relativa a juros teve um peso na prestação média inferior a 50%.
No que diz respeito apenas aos contratos celebrados nos últimos três meses, o valor médio da prestação em dezembro foi de 675 euros, mais sete euros relativamente ao mês precedente. Em relação a dezembro de 2024, trata-se de uma subida de 6,8%.
Capital em dívida continua a aumentar
Ao contrário do que tem vindo a acontecer com a taxa de juro implícita e a prestação média, o capital médio em dívida para a totalidade dos créditos à habitação continua a aumentar. Em dezembro, subiu 600 euros, atingindo os 75 270 euros.
Nos contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio em dívida foi de 168 350 euros, ou seja, mais 1689 euros face ao mês de novembro.















