Gás

Garrafas de gás – Baixaram o preço mas aumentaram o valor da entrega

Todas as “botijas” de 13 kg custam 22 € Como expliquei neste artigo AQUI, as garrafas de gás (ou botijas, ou bilhas, como queiram chamar) têm preços máximos durante o Estado de emergência. Os preços passaram a ser fixos entre os 18,20 € e os 81,05 €, dependendo da capacidade e tipologia. O problema é […]

Garrafas de gás – Baixaram o preço mas aumentaram o valor da entrega

Todas as “botijas” de 13 kg custam 22 €

Como expliquei neste artigo AQUI, as garrafas de gás (ou botijas, ou bilhas, como queiram chamar) têm preços máximos durante o Estado de emergência. Os preços passaram a ser fixos entre os 18,20 € e os 81,05 €, dependendo da capacidade e tipologia.

O problema é que muitos vendedores estão a vender ao preço correto, mas aumentaram 400% ou 500% o valor da entrega em casa. Ou seja, antes a botija custava 26 euros e levavam a casa (talvez cobrassem 1 euro ou 1,5 €). Agora cobram os 22 previstos na lei mas cobram 4 ou 5 euros pela entrega em casa. Ou seja, acaba por ficar tudo na mesma. Abaixo tem o conselho da ERSE sobre o que deve fazer se se aperceber disso.

Os preços

Como já vos disse, é ilegal qualquer vendedor cobrar mais do que 21,15 € para as garrafas de gás butano com capacidade de 12,5 kg e 22 € para as de 13 kg. Claro que pode cobrar menos!

As pluma, por serem um produto de “luxo” não estão abrangidas, podem cobrar o que quiserem.

Já o GPL propano, também na tipologia T3, terá um preço máximo de 18,20 € na garrafa de 9 kg e de 22,24 € na garrafa de 11 kg.

No que toca à tipologia T5, o preço do GPL propano não poderá ultrapassar os 63,04 € na garrafa de 35 kg e os 81,05 € na garrafa de 45 kg.

TEM AQUI A LEI Despacho-4698-A_2020

Há especulação nos preços de entrega

O Governo fixou os preços máximos a pagar pelo gás de garrafa durante o estado de emergência, mas se agora o seu fornecedor aumentou ou passou a cobrar-lhe um preço pela entrega da garrafa em sua casa, a ERSE aconselha que reclame junto da ASAE. Também tem o Livro de Reclamações eletrónico, por exemplo.

Evite a taxa de entrega

O preço do serviço de entrega é livre. Podendo, diz a ERSE, vá buscar a garrafa diretamente à sua loja habitual ou peça a alguém de confiança que o faça por si.

Se a loja estiver encerrada ao público, troque a garrafa de gás num posto de abastecimento de combustíveis ou num hipermercado mais perto da sua casa.

Caso tenha um contrato com o seu fornecedor e não estiver previsto esse pagamento do serviço de entrega de garrafas ao domicílio, reclame.

Tem aqui o original com o alerta da ERSE.

Se houver especulação no preço dos serviços de entrega denuncie à ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica) em www.asae.gov.pt.

A Entidade Nacional dos Serviços Energéticos é a responsável pelas fiscalizações no terreno. Desde a entrada em vigor do Despacho que fixou os preços máximos das garrafas de gás comercializadas no território continental, a ENSE já instaurou quatro processos crime por especulação de preços na venda de garrafas de gás acima dos valores definidos (€22).

Nos últimos dias foram fiscalizados vários operadores económicos de venda de garrafas de gás, tendo os quatro processos crimes mencionados, sido já enviados para o Ministério Público. Encontram-se, ainda, em análise documental vários processos – confrontação documental entre aquisição e vendas.

Defenda os seus direitos

Portanto, defenda os seus direitos e dos dos seus familiares que dependem (e muito) das garrafas de gás. Muitas vezes quem vive na cidade esquece-se que a maior parte das famílias portuguesas (sim, a maior parte) não tem gás canalizado e paga fortunas para ter gás para cozinhar e para os banhos.

Não pague nem mais um cêntimo do que o que a lei diz (22 euros). O preço do gás engarrafado roça o criminoso face ao preço dos mercados internacionais.

Mas perceba que os revendedores compram já a preços inflacionados. Muito estão a perder dinheiro a vender a 22 euros porque pagaram isso ou mais do que isso aos seus fornecedores. Tenha isso em atenção quando reclamar. O problema está antes deles e não neles. Mas não deixe de reclamar. Senão assim que o Estado de Emergência acabar, volta tudo ao mesmo.



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