
A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) propôs um aumento de 6,3% nas tarifas do gás natural a vigorar a partir de 1 de outubro de 2026 e até 30 de setembro de 2027.
No mercado regulado, os preços de venda a clientes finais para "consumos iguais ou inferiores a dez mil metros cúbicos por ano (m3/ano), essencialmente consumidores domésticos, a variação tarifária é de 6,3%" para o ano gás 2025-2026, lê-se no comunicado divulgado pela ERSE esta semana.
De acordo com o regulador, o impacto na fatura do gás natural para os consumidores domésticos, incluindo taxas e impostos, deverá traduzir-se num aumento entre os 0,89 cêntimos e os 1,58 euros por mês.
Para um casal sem filhos no 1º escalão de consumo - 1610 kilowatt-hora/ano (kWh/ano) -, o aumento deverá ficar por volta dos 0,89 cêntimos, ficando a fatura média mensal nos 17,36 euros a partir de outubro de 2026.
No caso de um casal com dois filhos no 2º escalão de consumo (3407 kWh/ano), o aumento ficará pelos 1,58 euros, traduzindo-se numa fatura média mensal de 32,49 euros, segundo as simulações da ERSE.
Na nota publicada esta semana, o regulador recorda que ficam sujeitos a variações os cerca de 437 mil consumidores que, até final de junho do ano passado, ainda permaneciam no mercado regulado.
Já no mercado livre, os preços de venda a clientes finais variam entre comercializadores e dependem da oferta contratada pelo consumidor.
Tarifa de Acesso às Redes também sobe
O preço final da fatura de fornecimento de gás natural, quer no mercado regulado, quer no mercado livre, inclui o valor relativo às tarifas de Acesso às Redes, recorda o regulador.
No caso dos consumidores domésticos, a variação das tarifas de Acesso às Redes vai implicar aumentos médios de 0,173 cêntimos por kWh.
Para os consumidores não-domésticos, a variação das tarifas resultará em aumentos até 0,053 cêntimos por kWh.
A variação do preço final dos consumidores em mercado liberalizado, que no final de junho do ano passado eram cerca de 1,13 milhões, não depende apenas das tarifas de Acesso às Redes, recordou a ERSE. É também afetada pela "componente de energia adquirida por cada comercializador nos mercados internacionais", a que acresce a respetiva margem de comercialização.
Os clientes com tarifa social, quer no mercado regulado, quer no mercado livre, continuam a usufruir de um desconto de 31,2%, calculado por referência aos preços de venda aos consumidores finais do mercado regulado.


















