
O custo de vida é uma das principais preocupações das famílias portuguesas e evitar erros de consumo pode fazer uma diferença significativa no orçamento mensal.
Neste Dia Mundial dos Direitos do Consumidor, conheça os sete principais erros de consumo dos portugueses que identificamos com base em 15 anos de experiência a acompanhar os hábitos de consumo em Portugal, e saiba como os evitar.
1) Comprar por impulso
As compras por impulso são uma das grandes armadilhas. Há maior tendência para comprar por impulso, especialmente online. Campanhas publicitárias, descontos ou promoções relâmpago que são estão disponíveis por algumas horas são os principais incitadores dessas compras.
Para evitar fazer compras desnecessárias, há algumas dicas práticas a seguir. Fazer uma lista de coisas que precisa mesmo de comprar e definir um orçamento mensal para determinados tipos de compra podem ajudar a eliminar o impulso.
2) Não comparar preços
Muitos consumidores não pesquisam nem comparam preços antes de comprar. A pressa é inimiga da perfeição, por isso, por mais cómodo que seja aceitar a primeira oferta que aparece, isso pode custar-lhe dezenas ou centenas de euros ao longo do ano.
Para evitar pagar mais do que seria necessário, é bom utilizar sites ou plataformas de comparação de preços. Comparar pode poupar-lhe muito dinheiro e aplica-se a tudo: peças de vestuário, eletrodomésticos, tecnologia e até contratos de luz, gás, telecomunicações, etc.
3) Comprar a crédito
Comprar a crédito, seja através de cartões ou de soluções como buy now, pay later, pode facilitar a compra, mas também pode acabar em dívidas com juros muito elevados. Antes de se comprometer com qualquer compra a prestações, avalie se é mesmo necessário e se o seu orçamento consegue suportar essa despesa.
Antes de comprar a crédito, além de calcular exatamente o valor total que vai pagar, incluindo juros e taxas, certifique-se de que é mesmo necessário pagar em prestações. Faça contas e pondere a opção de criar uma poupança por algum tempo para comprar o que precisa a pronto, evitando gerar dívidas.
4) Não planear compras
Adiar decisões de compra até que se tornem urgentes leva muitas vezes a pagar mais caro ou a escolher soluções menos vantajosas. Planear é essencial, não só para evitar stress, mas também para poupar. Por exemplo, se um eletrodoméstico está a começar a funcionar mal, não espere que deixe de funcionar completamente para começar a procurar um novo.
A urgência vai levá-lo a comprar a primeira opção que lhe pareça minimamente adequada e acessível, mas se planear a compra, e for comparando várias opções e preços, conseguirá comprar pelo melhor preço possível e sem ansiedade.
5) Não rever contratos/despesas
A maioria dos consumidores mantém os mesmos contratos de eletricidade, gás ou telecomunicações durante anos, mesmo quando há opções mais baratas. Esta inércia custa-lhe vários euros todos os meses e aumenta a sua despesa anual sem necessidade.
Comparar regularmente fornecedores de eletricidade, gás, telecomunicações vai permitir-lhe encontrar os melhores preços.
O mesmo acontece com os combustíveis. Por vezes, abastecemos na mesma marca por hábito e sem pensar muito no preço, mas entre as marcas mais caras e mais baratas, as diferenças são frequentemente superiores a 10 cêntimos por litro.
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6) Ignorar pequenas despesas recorrentes
O streaming que subscreveu e já não usa, o ginásio que já pouco frequenta, as comissões da sua conta bancária, todas estas despesas podem parecer pequenas e insignificantes. No entanto, todos os meses esse dinheiro sai da sua conta quase sem que se aperceba. Ao final de um ano, podemos estar a falar de centenas de euros desperdiçados.
Muitos consumidores acabam por perder dinheiro por não monitorizar estes gastos. Uma dica prática para dar a volta a esta situação é começar por identificar todas estas despesas e perceber o que ainda utiliza e o que já não se justifica.
O streaming que não usa pode ser cancelado e a conta bancária pode ser transferida para um banco que não cobre comissões ou, se apenas tiver uma conta em Portugal, para uma conta de serviços mínimos.
Trimestralmente, por exemplo, faça uma revisão de todas as subscrições que tem para não deixar coisas que já não utiliza serem sorvedouros de dinheiro.
7) Não apostar na economia circular
A aposta na economia circular é boa para o planeta e também para a carteira. Há vários produtos que pode comprar em segunda mão ou recondicionados e poupar dezenas ou centenas de euros.
Além disso, pode também colocar bens que já não utiliza à venda em plataformas de segunda mão e transformar coisas que já não lhe são úteis em dinheiro.
Basta ter estes 7 apetos em consideração e vai ver imediatamente, o seu dinheiro a ficar mais tempo na sua carteira.
Seja um consumidor inteligente.
















