Painel solar fotovoltaico – Balanço do mês 8 (Julho 2017)

Mês 8 – Julho 2017

Passou mais um mês e, como esperava, com o avançar do Verão o painel solar fotovoltaico de 250 W está a atingir a produção máxima. Julho foi o melhor mês de sempre.

Recordo – para quem chegou agora ao blogue Contas-poupança – que para perceber se compensa ou não investir num Painel solar fotovoltaico comprei um em Dezembro do ano passado. Instalei-o no telhado do meu condomínio (com autorização dos vizinhos). Produz até 250 W de eletricidade para consumir em casa em tempo real, sem baterias.

Como podem ver no gráfico abaixo, quase todos os dias do mês de Julho ultrapassaram os 1,5 kWh diários de produção de eletricidade.

 

E quanto produziu em Julho?

Em Julho produziu (como podem ver abaixo) 46,699 kWh, o mês de maior produção até agora. Ou seja, se tivesse gasto tudo o que o painel produziu (que não foi o caso) teria tido uma poupança de 9,34 € (a cerca de 0,20 €/kWh) na fatura da luz. Nenhum desconto de uma fornecedora me dá um valor semelhante.

Quanto tempo para amortizar o painel solar?

(Repito isto em todos os posts) Como sei que estão sempre a fazer esta crítica, relembro mais uma vez que sei muito bem que não estou a poupar tudo o que o painel solar produz. Como não tenho baterias, tudo o que não consumo instantaneamente é oferecido à rede sem qualquer retorno. Mas faço as contas com este total para que cada um possa usar estes valores para adaptarem ao vosso caso. Eu não sei se gastam ou não o mesmo que eu. Sempre que saio de casa desligo todos os standby, pelo que durante o dia sobra sempre muita energia produzida pelo painel. (Fim da nota)

As contas de Julho

Dos 11 anos de retorno iniciais (dados de Dezembro 2016) para pagar os 620 euros que investi, desceu para 9,6 anos em Março e para uma média de 8,4 anos em Abril. Em Maio, desceu para os 7,9 anos. E agora, com os dados de Julho, vou ter o retorno do investimento em 7,2 anos. Espero que continue a baixar em Agosto. Depois a média volta a subir (é a minha expectativa) porque voltam os dias mais curtos.

 

Podem ver aqui os artigos anteriores (mês 1, mês 2, mês 3, mês 4, mês 5, mês 6a instalação).

Acompanhem aqui no Blogue e no Facebook esta pequena aventura fotovoltaica. A ideia é ajudar os curiosos a perceber se no vosso caso é um investimento útil ou não e como funciona.



17 comentários em “Painel solar fotovoltaico – Balanço do mês 8 (Julho 2017)

  1. Nelson Lima Reply

    Boa tarde,

    Tenho uma pergunta, os 46kw foi o que o painel produziu durante o mês, mas essa produção foi toda consumida? Ou foi apenas parcialmente?

    • Pedro Andersson
      Pedro Andersson Post authorReply

      Olá Nelson. Nos dias em que está alguém em casa é tudo consumido. Nos dias em que a casa está vazia estimo uma perda de 30% “desperdiçada” para a rede.

      • Carlos Campos Reply

        Boas,
        Caro Pedro Andersson,
        Já tem os dados (monitorização de produção) relativos ao mês de Agosto?
        Deve ter sido um dos melhores meses, pois esteve muito Sol, e as temperaturas médias do ambiente foram menores que em Julho, logo, uma maior eficiência na produção de energia, uma vez que as células do módulo Fotovoltaico, aquecem (menor temperatura em todas as células fotovoltaicas) menos.
        Desejando a continuação de saúde e sucessos.
        Bem-haja.
        Cumprimentos,
        Carlos Campos

        • Pedro Andersson
          Pedro Andersson Post authorReply

          Olá. Sim, já publiquei os dados de Agosto. É como diz. Abraço.

  2. Carlos Campos Reply

    Boa tarde,
    Caro João Lourenço,
    Muito importante, nunca ligar esses equipamentos na saída ou entrada de 220VAC, repito, NUNCA!
    PODE HAVER UMA PEQUENA EXPLOSÃO.
    Esses equipamentos que dispõe são para utilização em sistemas de acumulação em bateria de 12VDC, é no máximo com bateria de 65Ah, uma vez que o regulador de carga é só de 4Amp.
    O sistema Fotovoltaico que o Pedro Andersson instalou é unicamente e só para ligação/conexão com a rede eléctrica (RESP), este tipo de sistema sincroniza com a rede eléctrica de serviço público, e se faltar a energia da rede, o sistema deixa de funcionar, é mesmo assim, por questões de segurança.
    Espero ter sido útil. Como não sabe o modus operandi destes equipamentos, o melhor é mesmo perguntar a quem muito sabe sobre a “coisa”.
    Cumprimentos,
    Carlos Campos

  3. Rute Oliveira Reply

    Boas,
    Sem duvida um tópico que vale a pena seguir, parabéns pela iniciativa.
    Assim consigo compreender um pouco mais sobre o tema, que em Portugal esta um pouco colocado de parte, tendo em conta Países como o Brasil.
    Agradeço também ao Carlos Campos pelos seus comentários, um excelente contributo.

    Obrigada

  4. João lourenço Reply

    Boa tarde
    Pode-se ligar qualquer conversor 12/230 a uma tomada ?
    Pode-se ligar mais que um conversor ?
    Obrigado

    Até breve

    • Carlos Campos Reply

      Caro João Lourenço,
      As questões que coloca, e da forma como as coloca, deixa um vazio, que não é fácil de responder.
      A tomada a que se refere será uma tomada de rede 220VAC? Pretende converter 220VAC em 12VDC?
      Sugiro que informe descrevendo-nos concretamente o que é pretendido por si.
      Cumprimentos,
      Carlos Campos

      • João Lourenço Reply

        Desculpe pela demora
        Tenho:
        1 painel 30W
        1 controlador de 4A
        1 Inversor AC/DC 1500w 12v com USB
        tudo da xunzel
        a minha pergunta é se posso ligar este inversor a uma tomada de 220v ?
        obrigado

        João Lourenço

  5. Carlos Campos Reply

    Boas para todos,
    Sendo um recem chegado à experiência (investimento em energia electrica fotovoltaica) particular do Pedro Andersson, chamo a particular atenção no que diz respeito ao tema Autoconsumo. Sugiro que antes de investirem leiam primeiro as obrigações, estas estão inscritas no actualizado DL153/2014. Respondendo na tentativa unicamente de informar, em relação aos contadores, se forem analógicos, a maioria anda para trás, mas só desconta (ou seja, colocar os dígitos a andar para trás, logo descontar) se pelo menos forem instalados 3 a 4 módulos de 250W, e se estes tiverem Boa orientação solar, (o mais a Sul possível) e não houver consumo superior a +/- 100W no momento de maior “oferta” da energia á empresa de electricidade que contrataram. Em alguns casos, o investimento não compensa, se for como diz é muito bem o Pedro Andersson, vão investindo conforme a análise dos vossos consumos. Porque existem muitas situações em que os investidores, e algumas das empresas instaladoras, (uma significativa maioria) não informam os seus clientes que têm de efectuar uma “Comunicação Prévia” no portal da DGEG-SERUP. Está comunicação será para alertar a companhia eléctrica que terá de substituir o contador, ou efectuar uma parametrização no contador, de tal for possível. Senão o que acontece é que, além de oferecer a energia excedente á Companhia de Electricidade, ainda terá de a pagar! Pois é, porque alguns contadores digitais de 1a.2a.3a.4a. e 5a. geração, contam os Watts/kWh que “oferecem”, como se essa energia fosse importada da rede eléctrica para seu consumo. Se for este o caso, é normal as companhias atrasarem-se, é porque será? Estão a ganhar com a situação 2 vezes, a energia oferecida e também cobrada, há Pois é. Têm de “apertar” com a companhia muitas vezes se for esse o caso. Por isso estejam todos muito atentos aos valores de produção dos vossos módulos solares, (para isso terá de se instalar um contador idêntico ao que o Pedro Andersson também instalou. Depois verificar o total da energia produzida e a energia não consumida, é quando vierem as primeiras facturas, verificar se os valores de consumo não são no mínimo diferentes dos habituais. Se não tiverem contador, podem avaliar verificando todos os dias, antes dos primeiros raios de Sol, e ao final do dia, (quando já não há luz solar) assim conseguem ter uma noção, sabem os vossos consumos habituais durante o dia e sem pessoas em casa a consumirem electricidade, se verificarem que além de terem consumido energia eléctrica por equipamentos tipo frigorífico, standby esquecidos, houver algum registo no contador de electricidade da companhia, fora dos valores anteriores, então estão com este problema. Como fazer esta experiência; desliguem os módulos fotovoltaicos que adquiriram, e façam as leituras durante 3 ou 4 dias da semana, em que não estejam em casa, assim sabem a média dos vossos consumos. E depois liguem o sistema com os módulos fotovoltaicos. Logo ficam a saber se estão a ser enganados, por falta de informação e incompetência professional por parte de uma maioria de empresas instaladoras desta tecnologia. Porque não querem “espantar” a caça, se bem me faço entender. Leiam em casos de dúvidas o Decreto Lei (DL153/2014).
    Espero ter contribuído positivamente com esta informação. Por favor, não se deixem enganar, “ninguém dá nada a ninguém”
    Cumprimentos,
    Carlos Campos

  6. José Pinto Reply

    Pedro
    Apenas vi o seu post referente a julho. Parabéns pelo meritório esforço e partilha.
    Diga-me por favor qual o ângulo do painel e a localização do contador energia produzida. É no local do contador principal da habitação?
    Pedro, sabemos que os painéis perdem eficiência com o tempo. Qual é a que considera nos seus cálculos?
    Abraço
    José Medeiros Pinto

    • Carlos Campos Reply

      Caro José Pinto, a inclinação do módulo fotovoltaico na base do bom senso, deverá ter cerca de 32 a 37 graus de inclinação se for no continente português. Em relação à colocação do contador que mede a energia produzida na totalidade, pode ser colocado onde o deseje, sendo que,
      Quanto mais perto do ponto de ligação e os módulos, menores percas de energia, logo uma mais eficiente leitura vs registo. Em relação às percas de produção ao longo dos anos, pode ser consultado na ficha técnica de cada módulo vs fabricante. E levar em linha de conta que em países com muita exposição solar e temperaturas superiores a 25 graus Celsius durante muitos meses, as células dos módulos desgastam-se mais rapidamente.
      Não sendo eu o Pedro Andersson, a responder, espero ter ajudado nas questões que lhe colocou pessoalmente. Saudações solares,
      Carlos Campos

  7. Carlos Campos Reply

    Caro Pedro, independentemente de deixar os equipamentos desligados do standby, tem sempre o frigorífico, combinando ou inclusive uma arca de congelamento. Estes equipamentos são grandes consumidores de electricidade. Apesar de normalmente não o ouvirmos em funcionamento. Além disso pode sempre ligar as máquinas de lavar ou secar roupa, precisamente no horário em que o seu módulo fotovoltaico está a produzir mais energia, (inverno; entre as 11:30 e as 15:30, Primavera e verão; entre as 11:30 e as 17:30). Mesmo que não disponha de equipamentos electrónicos com programação indeferida, pode sempre optar pela aquisição e instalação fácil de um os mais relógios temporizados, (dos mais econômicos poddivel) intercalados com a, ou as fichas de ligação à tomada eléctrica. ( por segurança deverá ter sempre protecção de ligação à terra).
    Espero ter contribuído positivamente para o estudo de viabilidade económica que está a deficar-nos.
    Bem-haja pelo seu serviço público.
    Cumprimentos,
    Carlos Campos

  8. Mário Carvalho Reply

    O IKEA tem baterias para acumular energia, ao estilo Tesla.
    Não sei o preço delas.

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