Casa

Esclarecimento – Alternativas para vender a minha casa

Esclarecimento Podem criticar-me o quanto quiserem enquanto jornalista. Podem e devem criticar o meu trabalho. Não tenho nenhum problema com isso.O meu trabalho é do mais público que há. Sujeito-me a isso. Faz parte da minha profissão. Das centenas de reações que recebi, confesso que tive dificuldade em ler algumas até ao fim. Aliás, eram […]

Esclarecimento – Alternativas para vender a minha casa

Esclarecimento

Podem criticar-me o quanto quiserem enquanto jornalista. Podem e devem criticar o meu trabalho. Não tenho nenhum problema com isso.O meu trabalho é do mais público que há. Sujeito-me a isso. Faz parte da minha profissão.

Das centenas de reações que recebi, confesso que tive dificuldade em ler algumas até ao fim. Aliás, eram tantas que não consegui ler todas. Sinto que atingi profundamente uma classe de profissionais num ponto sensível. Já darei a minha opinião sobre o assunto. Mas antes quero defender a minha entrevistada.

A Tânia Pitaça, que fez o favor de me dar a entrevista como caso de alguém que vendeu a casa sozinha com sucesso, está a ser usada por alguns agentes imobiliários como arma de arremesso nos seus argumentos contra a reportagem. Como ela trabalha numa empresa que gere imóveis consideram que cometi um erro de casting e que uma pessoa “normal” fora do circuito dos imóveis não o conseguiria fazer.

A Tânia trabalha numa empresa de trata de rendas e de imóveis, no setor da contabilidade. Ela não é mediadora imobiliária. Alguém que faz contabilidade para uma oficina não é mecânico. A Tânia pode ter a profissão que entender. É uma cidadã que fez o que qualquer pessoa pode fazer. Ela podia ser costureira, chef de cozinha ou Doutorada em Física Quântica. Na fase de produção, encontrei mais casos de pessoas que fizeram o mesmo e que tinham outras profissões. Não as entrevistei por uma questão de agenda incompatível.

Se voltarem ao Facebook vão ver no meio dos vossos comentários dezenas de pessoas que falaram das suas experiências ao vender também a casa sem ajuda. E não me interessa a profissão delas. Isso é irrelevante. Ou fazem ou não fazem. Ou correu bem ou correu mal.

Podem deixar a Tânia em paz, por favor, e atacarem-me como quiserem. Só tenho a agradecer à Tãnia por me ter falado da experiência dela que pode ser útil a quem entender experimentar fazer o mesmo. Esta reportagem não é contra ninguém. Espero que respeitem isso.

Volto a repetir que ao falar de opções não estou a defender o fim de nenhuma profissão. A vossa profissão é útil e digna como qualquer outra. O que sinto enquanto cidadão e jornalista é que se eu quiser vender a minha casa não tenho informação suficiente para decidir em consciência se quero recorrer ou não a um mediador. Coloquei-me na pele de quem não percebe nada do assunto e fui à procura de respostas. E as respostas foram aquelas que encontrei e partilhei na reportagem.

A partir daí cada um opta se quer recorrer a um mediador ou não.

Se eu quiser vender o meu carro também opto se o quero vender sozinho ou se quero recorrer a um stand. Com todos os riscos e vantagens que isso me coloca.

Falam em difamação. Mas eu denegri de alguma forma a vossa profissão? Reforcei várias vezes ao longo da reportagem que vocês são quem conhece melhor o mercado, que vocês são quem tem os melhores contactos de interessados em casas. Vocês são os profissionais e têm todo o direito a serem remunerados por isso.

Se eu não quiser recorrer a um profissional para vender uma casa é uma opção igualmente válida. Caso não queira, expliquei o que pode fazer com garantias legais também com outros profissionais. Alternativas.

Sinceramente, lamento que tenham interpretado a reportagem como uma tentativa de ataque à vossa profissão. Falei de alternativas. Vocês existem e são bons e são pagos por isso. Se tivesse dito que estavam a fazer alguma coisa ilegal (ou do género) teria de fazer o contraditório. Não fiz isso, não acusei o setor de nada. Mas também há outras formas de vender uma casa. E sei que muitas pessoas precisavam desta informação. Só isso.

Disponível online, livrarias e supermercados.