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ELETRICIDADE | Painel solar fotovoltaico – Porque comprei mais 4 painéis?

Escrito por Pedro Andersson

10.11.21

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12 min de leitura

Comprei mais 4 painéis solares para produzir eletricidade

No último balanço mensal da produção do meu único painel solar fotovoltaico anunciei que tinha uma grande novidade sobre os meus consumos de eletricidade: Comprei mais 4 painéis fotovoltaicos. E prometi que escreveria um artigo com todos os detalhes sobre este meu novo “investimento”.

Vamos lá então aos pormenores, que espero que vos ajudem a decidir se devem ou não “investir” também em produção de eletricidade para autoconsumo em tempo real.

Como repararam, escrevi “investir” entre aspas, porque continuo a receber muitas mensagens de pessoas que consideram que este dinheiro era muito melhor empregue num investimento em bolsa ou num produto financeiro.

Respondo sempre que uma coisa não impede a outra. Por exemplo, há muitas pessoas que NUNCA se atreverão a investir em produtos sem capital garantido. Neste caso específico não há nada mais garantido do que o sol. Em princípio ele ainda brilhará daqui a 20 anos, espero. Para além disso, a instalação de um painel solar permite uma poupança imediata na fatura de eletricidade logo desde o primeiro dia em que ele entra em funcionamento.

Como breve resumo, instalei o meu painel solar em dezembro de 2016. Já lá vão quase 5 anos. Gastei “chave na mão”, na altura, 620 euros. Como podem acompanhar pelo resumo mensal, já recuperei cerca de metade desse investimento. Ainda estou longe de ter lucro, mas tenho pago sempre cerca de 7 euros a menos por mês na minha fatura de eletricidade. 

Felizmente, aqueles 620 euros nunca me fizeram falta, por isso não considero que seja um desperdício. Terá de avaliar se esta situação é confortável para si. “Perdi” 620 euros e passei a “ganhar” 7 euros por mês. Quanto lhe renderia um depósito a prazo de 620 euros por ano? Nem lhe vou responder para não nos rirmos.

Porquê mais painéis?

Creio que alguns de vocês ficaram surpreendidos com a minha decisão de instalar mais painéis porque sempre disse ao longo destes 5 anos que para os meus consumos, 1 painel é mais do que suficiente e mesmo assim ainda tinha algum desperdício. Isso continua a ser verdade.

Contudo, durante a pandemia e os dois confinamentos estivemos sempre 4 pessoas em casa e os consumos de eletricidade durante o dia dispararam e dei por mim a pensar que se tivesse mais painéis mesmo assim seriam poucos. Nessa altura, decidi que quando surgisse a oportunidade colocaria mais um painel. E comecei a pesquisar preços e a falar com os meus contactos para perceber qual seria a melhor opção para mim. Portanto, a intenção era comprar mais um painel e ficar com dois. 

O meu primeiro painel produz no máximo 250 W e estava a pensar em colocar um segundo de 300 W ou mais para rentabilizar o espaço. Mesmo assim, ao fim de semana e em um ou dois dias por semana há pessoas em casa durante o dia, pelo que há sempre alguns consumos que poderiam ser cobertos caso tivesse mais painéis. Em todo o caso, os painéis ainda são caros e o retorno seria mais longo do que os 8 anos que estou a calcular.

 

A oportunidade dos 85% de reembolso do Fundo Ambiental

Eis senão quando, tenho conhecimento no fim do verão, de que a segunda fase do programa “Edifícios mais sustentáveis” do Fundo Ambiental já abrangia casas posteriores a 2006 (a minha casa é de 2007). Não me candidatei na fase 1 porque a licença de habitação tinha de ser anterior a 31 de dezembro de 2006. Não pude candidatar-me por um triz. Confesso que tinha desistido da ideia.

Ora, perante essa possibilidade, poderia instalar painéis solares com 85% de desconto (menos a parte do IVA). Isso mudou completamente a minha perspectiva. Eu estava disposto a comprar mais um painel solar com ou sem apoio. O meu orçamento era de 500 euros. 

Com o reembolso do Fundo Ambiental, podia instalar 4 pelo preço de um. 

Naturalmente, estou a partir do pressuposto de que a minha candidatura vai ser aceite (mesmo que não seja nesta fase) e que vou ser reembolsado. Mas tenho de ter consciência de que isso pode não acontecer. 

Tenho duas “redes” de segurança: primeiro, li o Regulamento e sei que preencho todos os requisitos pedidos para que a minha candidatura seja formalmente aceite; e segundo, se a candidatura for aceite mas a verba acabar para a segunda fase, já garanti junto do Fundo Ambiental que quando for aberta a terceira fase, os que sobraram da segunda fase serão os primeiros a receber o reembolso com as verbas disponíveis.

O risco real que corro é que poderão passar muitos meses até receber o reembolso.

As contas – Quanto custaram os 4 painéis?

Como sabem, tenho convosco o compromisso de vos contar como as coisas são e não recebo um cêntimo para escrever uma letra que seja. Não faço publicidade a empresas nem é minha intenção aconselhar esta ou aquela. Partilho as minhas experiências enquanto cidadão e consumidor e vocês fazem o que quiserem com esta informação.

Há dezenas e dezenas de empresas que instalam painéis solares. Pela minha experiência as EDPs e GALPs e afins são as que têm os preços mais caros, mas transmitem a ideia da competência, responsabilidade e permitem pagamentos mensais e descontos na fatura de eletricidade e coisas do género. Tem de avaliar por si são uma boa opção para si. Tenho a ideia de que explicam as coisas com honestidade e que fazem um esforço para que toda a informação seja clara e objetiva. Em termos de garantias e contactos podem ter alguma vantagem por serem empresas muito grandes e com muitos recursos. Mas isso vale o que vale.

A minha pesquisa diz-me que os melhores preços estão nas empresas mais pequenas e com instaladores certificados que têm uma atuação local. Ou seja, a melhor empresa para si, provavelmente será aquela que tem sede no seu concelho ou no concelho ao lado. Vai ter de fazer essa pesquisa por si. Peça muitos orçamentos antes de avançar.

Por 4 painéis paguei cerca de 1.800 euros (tudo incluído, “chave na mão”), com material, micro-inversores, cabos, fichas, mão-de-obra, etc. Portanto, ficou cada painel em 450 euros, preço final, já com IVA e tudo. Como já sei que vão perguntar, foi na Eurosisnergia do Norte. 

Sintam-se à vontade para partilhar nos comentários orçamentos e nomes de outras empresas que conheçam. A ideia é partilhar informação para fazermos escolhas inteligentes.

Pode usar este valor como referência para as suas pesquisas, mas não deve estranhar se encontrar mais caro. Cada orçamento é único. Não se esqueça de que eu já tinha um painel instalado, já tinha uma pré-instalação feita, o acesso ao telhado é muito fácil, já tinha um micro-inversor instalado que permitiu aproveitar essa capacidade para os novos, não precisou de levar estruturas de apoio, etc. Ah, e escolhi painéis menos potentes por uma relação qualidade/preço (280 W) porque tinham alguns painéis disponíveis  com essas características. Mais potentes = mais caros.

Caso não tivesse a perspectiva do apoio do Fundo Ambiental, instalaria apenas um, mas por outro lado avisaram-me que a mão de obra para 1 ou para 4 seria quase a mesma coisa, logo apenas 1 painel não ficaria apenas em 450 euros. Leve isso também em conta. Para ter uma ideia, no meu caso, o valor da mão-de-obra foi quase o preço de um painel.

Feitas as contas (por antecipação), devo receber de reembolso cerca de 1.200 euros. Ou seja, ficam-me os 4 painéis por 250 euros + 400 euros de IVA (que não tem reembolso, porque os fundos da UE não permitem reembolsar impostos), num total de cerca de 650 euros. Em resumo, cada painel vai custar-me cerca de 150 euros. 

Quando receber o reembolso (espero recebê-lo) farei as contas ao cêntimo para calcular a amortização a partir deste novo reinício. Se não receber, vou ter de fazer muitas contas outra vez e poderá não ser assim um negócio tão bom (ou mesmo mau). Cada coisa a seu tempo. Estou convencido de que fiz as coisas bem e planeadas.

E vender o desperdício à rede?

Sim, esse vai ser outro desafio. Assim que anunciei nas redes sociais que tinha instalado mais 4 painéis recebi dezenas de mensagens de muitos de vocês que já têm unidades maiores de produção para autoconsumo com muitas (mas mesmo muitas) queixas de que a e-Redes não está a fazer o que a legislação diz. O Net Metering de 15 minutos não está a funcionar, tiveram de pagar pela mudança de contador, o contador não envia as contagens automaticamente, a empresa de eletricidade não aceita o envio de contagens manuais, etc., etc., etc. Como só agora iniciei o processo e ainda não fiz o novo registo na DGEG (obrigatório a partir de 350 W) ainda não tenho essa experiência.

Contudo, assim que li as vossas queixas, fiz um breve resumo e já pedi um esclarecimento à e-redes sobre o que se está a passar, que problemas há e como se podem resolver. Aguardo resposta para avaliar se há tema para reportagem ou se há soluções mais simples. Um problema de cada vez. É que há já várias pessoas que me contactaram e que me dizem que já estão a vender eletricidade seguindo os passos todos. Referem sempre que é complicado, mas que conseguiram. Logo, tenho de perceber primeiro o que está a falhar neste processo. Preciso que me mantenham informado sobre os problemas que estão a ter e que o façam com o máximo detalhe possível para confrontar a e-redes e a ERSE eventualmente.

O meu próprio caso poderá servir de exemplo, mas para já vou esperar pelo reembolso do Fundo Ambiental antes de dar mais passos. Vou investigar qual é o prazo previsto para o registo na DGEG e vou informar-me se o meu contador precisa ser substituído ou não para não ser “enganado” caso me digam que tenho de pagar por um novo só porque aumentei a minha potência instalada. É que com o meu aparelho “EOT” o contador dá-me os parâmetros do Net Metering a cada 15 minutos. Até agora não me preocupei com esses dados porque como só tinha um painel de 250 W não estava elegível para o Net Metering. A seu tempo.

O desperdício vai passar a ser gigantesco

Esta é a minha primeira conclusão. A verdade é que deixei de gastar um cêntimo de eletricidade entre as 8h30 da manhã e as 17h30. Com um painel isso já acontecia na maior parte do tempo. A menos que alguém esteja em casa. Aí tenho uma poupança muito grande. O custo a pagar (enquanto não vender eletricidade à rede) é ter igualmente um enorme desperdício diário. Tudo o que os painéis produzem e não consumo naquele preciso instante, ofereço literalmente à rede elétrica nacional.

A minha estratégia vai ser usar ao máximo todos os eletrodomésticos durante as horas de sol para o desperdício ser o menor possível, de preferência um de cada vez. Uma das dicas que o instalador me deu foi ligar o ar condicionado durante o dia, quanto mais não seja para renovar o ar da casa. Fica grátis. Não prejudico em nada o ambiente. E estou a usar energias limpas e a manter os aparelhos em funcionamento. Parados também se estragam. 

As minhas contas mensais a partir de agora serão bastante diferentes. Espero que continuem a acompanhar esta minha aventura com a mesma curiosidade que antes. 

Abaixo tem a proporção de desperdício face a  apenas 1 painel.

Alerto mais uma vez que se está à espera que eu chegue uma conclusão para você depois decidir o que fazer, andará sempre 10 anos atrasado. O segredo das poupanças e dos investimentos é agir, decidir, e arriscar também. E aprender com os erros. Ter alguém que ilumine o caminho é bom, mas quem tem de andar é você. Esta oportunidade do Fundo Ambiental não acontece muitas vezes. Quando abrir a terceira fase (esta segunda fase termina a 30 de novembro), espero que tenham tudo pronto caso decidam avançar. Façam as vossas contas. (ATUALIZAÇÃO: A segunda fase foi prolongada oficialmente até 31 de março de 2022).

E não me digam que não podem porque vivem num apartamento. Eu vivo num segundo andar. Quanto à parte financeira, sei que nem todos podem fazer isto, mas ao fim de contas é uma questão de opções na nossa vida, caso tenham a capacidade de poupar e investir os vossos recursos. Aí já depende de cada família, dos seus rendimentos e das suas prioridades. Há quem prefira comprar um telemóvel novo que custa o mesmo que um painel solar. São escolhas que se fazem.


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51 Comentários

  1. Rui Silva

    Boa tarde,

    A solução (para quem pode claro), é ter um carro elétrico que acumule a energia em excesso sempre que estiver em casa claro!
    Depois o carro fornece a energia entretanto armazenada em excesso.
    Isto na premissa ideal de quem tem carro elétrico compatível (já há alguns modelos tais como o Nissan Leaf de 62 Kw) e está em teletrabalho.

    Pense nisto para uma reportagem,

    Cumprimentos

    Responder
    • Pedro Andersson

      Eu pensar já pensei :). São e ainda muito caros.

      Responder
    • Jorge Bastos

      Coloquei dois painéis pela EI Energia pertencente a GALP. Candidatei-me ao Fundo com toda a documentação fornecida por esta empresa e foi recusada. O Fundo Ambiental é mais um organismo do governo e como tantos outros trata os grandes com suavidade e os pequenos sem contemplações. Estou de consciência tranquila. Aparte do Fundo Ambiental ser como é, a E-Redes não é melhor. Estou desde junho deste ano sem contagens corretas a pagar por estimativas absolutamente falsas. A E-Redes já admitiu que são mais de 20000 clientes na mesma situação. Por isso quem colocar painéis solares para autoconsumo está a entrar nesta espiral. A E-Redes não resolve a situação, o Fundo Ambiental só funciona para alguns iluminados e assim vai Portugal.

      Responder
      • Pedro Andersson

        Olá. Quais os motivos da recusa do fundo ambiental?

        Responder
        • JORGE BASTOS

          O Fundo Ambiental diz que não apresentei a fatura recibo e que na fatura apresentada não são descriminados os trabalhos e materiais utilizados. Reforço, o Fundo Ambiental vai agarrar em tudo o que puder para rejeitar a atribuição do Fundo a um jovem que como eu não tem cunhas e apenas quer melhorar a eficiência da sua casa. Apresentei a fatura emitida pela EI Energia. Não é um comercializador desconhecido, é só dos players mais em destaque. E tudo o que me foi fornecido de igual modo facultei ao Fundo Ambiental. Mas este que já tinha recusado uma outra tipologia (bombas de calor) voltou a recusar agora esta candidatura. Sem contemplações. Foi uma perda de tempo todo o estudo que fiz e todo o tempo que perdi.

          Responder
          • António Ferreira

            Caro Jorge Bastos peço desculpa mas isso estava claro na portaria é obrigatório fatura recibo e que na fatura apresentada não são descriminados os trabalhos e materiais utilizados . Fiz duas candidaturas uma para paineis fotovoltaicos e ficaram as duas elegíveis à primeira tentativa, li tudo ao pormenor , perdi vários dias a estudar como fazer, fotografias antes e depois de painéis e inversor, fatura discriminada e recibo de tudo. Aperte com a EI energia eles tem que enviar os documentos discriminados . Volte a submeter com essas questões retificadas que ainda vai a tempo.

          • Pedro Andersson

            Caro Jorge. Desculpe mas foi recusado com razão. Tem de se candidatar com os requisitos pedidos. Se pedem o recibo obviamente tem de apresentar o recibo. Porque não envia agora o recibo e a fatura detalhada? Já aceitam. Porque desistiu? Faça lá isso por si. Não percebo porque atira a responsabilidade para os outros. Quem tem de fazer a candidatura corretamente é o Jorge, não a Galp. A fatura não prova que pagou… Desculpe a minha frontalidade. Quero que receba o reembolso!

        • António Madeira

          Eu tenho 4 paines reduzi bastante na fatura da luz e quanto ao contador a empresa que montou os painéis fotovoltaicos pediu a edp para a troca do contador e não paguei nada da troca.

          Responder
  2. Rui Silva

    Comprei há um mês um Leaf 40Kw de 2018 com 22000 Kms, e não foi assim tão caro (depende sempre da perspectiva claro).

    Se quiser podemos falar pessoalmente…

    Responder
  3. Vitor Costa

    A partir do momento em que é feita a troca do contador, digamos que o processo da venda do excedente é processo à parte do netmetering.
    Todo o processo da venda do excedente foi feito pela Simples Energia, sem custos envolvidos, e demorou 4 meses até que o contrato ficasse activo na REN.
    Entretanto, a questão do netmetering, funcionou durante 2 ou 3 meses e depois acho que toda a gente começou a receber estimativas.
    É caricato, mas a verdade é que continuo a vender o meu excedente, com contagens dadas pela E-Redes (que estão correctas, consigo validar com a minha monitorização), mas a E-Redes não envia as contagens de consumo para a comercializador. Na plataforma da E-Redes consigo ver o meu diagrama de consumo e de venda, mas eles simplesmente não enviam as leituras de consumo.
    Sugiro que trate já do processo da venda, pois é demorado. E pela minha experiência, a partir do momento em que o contrato fique activo, não irá ter problemas…. já com as leituras de consumo estimado…. há que ter uma boa dose de paciência!

    Responder
    • Miguel Dias

      Caro Vitor Costa, eu estou no processo de venda de excedente de energia em que já me enviaram um contrato para assinar. A questão é que me pedem cerca de 35€ para reconhecer cada assinatura do contrato (70€), quando a minha expetativa é de receber cerca de 10 a 15€ por ano pelo excedente.
      Ainda não avancei por causa disso.
      Outra questão é saber se vão cobrar impostos sobre a eletricidade excedente vendida e se é preciso mudar a declaração de IRS?

      Obrigado

      Responder
      • Pedro Andersson

        Olá Miguel. Porque não assina com chave móvel digital? Não precisa reconhecer…

        Responder
        • Miguel Dias

          Bom dia Pedro. Enviaram-me os contratos em papel. Penso que a chave digital não é uma opção…

          Responder
          • Pedro Andersson

            Pode pedir para enviarem em PDF? Estou a tentar encontrar uma solução. Não sei se vai resultar 🙂

          • Pedro Andersson

            Eu já só assino contratos com a assinatura digital 🙂

  4. João P.

    Permita-me fazer um pequeno reparo em relação ao que o instalador disse “Umas das dicas que o instalador me deu foi ligar o ar condicionado durante o dia, quanto mais não seja para renovar o ar da casa.” Isto é incorreto a não ser que tenha dispositivos como UTAs ou UTANs (Unidades de Tratamento de Ar / Unidades de Tratamento de Ar Novo, respetivamente), mas como estamos a falar da sua casa pessoal deduzo que estejamos a falar de um ou mais sistemas de mono-splits e/ou multi-splits (unidades de AC que tem uma unidade exterior ligada a outra no interior da casa e uma unidade exterior ligada a varias unidades no interior da casa, respetivamente) e o que estes aparelhos fazem neste contexto que falamos é simplesmente aquecer/arrefecer o ar interior da casa, movendo energia sobre a forma de calor, de fora para o interior ou vice-versa. Isto em nada “renova” o ar, que implica remover/trocar o ar interior por ar exterior, não ‘contaminado’ com os resíduos quer da nossa respiração (CO2) quer qualquer outra fonte de compostos voláteis ou fontes emissoras que possam existir na residência. Isto para dizer que os sistemas de AC residenciais típicos podem contribuir para o Conforto Térmico, correspondente à temperatura como o nome indica, mas não contribui para a Qualidade do Ar, implícito na “renovar o ar da casa”. Na pratica ao usar o ar condicionado nestas circunstâncias permite simplesmente manter a casa ao nível térmico que lhe for mais confortável de forma “gratuita”. Dito isto se só começou a fazer isso e se usa efetivamente o AC todos os dias, ao longo do dia inteiro eu teria curiosidade em saber como esta instalação fotovoltaica afetaria a sua despesa elétrica.

    Responder
    • Pedro Andersson

      Obrigado. Posso até ter percebido mal a sugestão. O seu comentário faz sentido.

      Responder
      • Ricardo

        Olá,
        Parabéns pelos painéis.
        Quando não haver desculpa por viver num prédio não é bem assim. Quem não tem sótã, não tem modo de fazer passar a electricidade dos painéis até ao apartamento.
        Já pensei em colocar pendurados na varanda, mas de certo que altera o perfil do prédio, não não vai ser aceite.
        Daí nem toda a gente tem possibilidade de colocar painéis no prédio.
        Comprimentos,
        Ricardo

        Responder
        • Pedro Andersson

          Pode haver sempre uma solução. Põe vir por uma chaminé por exemplo. Mas é uma questão técnica, sim…

          Responder
          • Rui Carvalho

            Na casa de banho do apartamento tem algum buraco para extrair os vapores (com ou sem ventax) que vá até ao telhado?
            No meu caso tenho e irei utilizar esse tubo.
            Foi indicado por uma empresa de instalação de paineis solares.

          • Pedro Andersson

            Boa sugestão. Em último caso também pode vir por fora do prédio numa calha técnica.

  5. Carlos Costa

    Olá,
    Em Outubro comprei 4 painéis à EDP e estou estou a pagar os mesmos em prestações. Estando a pagar os painéis em prestações, posso candidatar-me na mesma ao Fundo Ambiental?

    Responder
    • Pedro Andersson

      Olá. Não. Tem de ter o recibo e fatura do total da compra.

      Responder
      • Jose Oliveira

        Olá, eu instalei, em Maio passado, paineis fotovoltaicos (4x350W) da EDP, fiquei a pagar na fatura da electricidade (60prestações de 40.6€) e agora estou a tratar da candidatura FA (Fundo Ambiental) que termina em finais de Novembro: pedi á EDP Comercial (E-Redes)que me enviassem a fatura para pagamento total dos ditos, a qual já paguei via Multibanco (valor de 2229.99€ recebido via SMS e referencias MB para o efeito no dia seguinte ao meu pedido presencial no balcão EDP loja do Cidadão Viseu) e aguardo agora a fatura/recibo e relevante documentação para prosseguir com o processo de candidatura. Fiquei satisfeito com a sua informação de que se não concluir (por rejeição ou falta de tempo) nesta fase, haverá uma terceira fase de candidaturas.

        Responder
  6. Paulo

    Tenho os meus 4 desde o ano passado pagos com o fundo ambiental. Produzem até 1,2kW.
    Este ano foram umas janelas.
    Sigam as instruções do FA á risca, são chatos e não cobrem o que deviam em termos de janelas.

    Responder
  7. Francisco Freitas

    Olá!

    No documento da tipologia 4 – painéis fotovoltaicos para autoconsumo, no nº 1 refere-se que a venda à rede não é expectável nem elegível.

    É mesmo assim? Daí as dificuldades com a e-redes?

    Responder
  8. Lecas

    Boa noite

    Olá na minha modesta opinião acho que foi caro, pois eu tenho 20 painéis divididos em 10 – 10 e um inversor para cada 10 Num total de !0 com 3,350 KWh e 10 com 4,350 KWh e dou excedente a EDP, e o que consumo é deduzido a injeção na rede da EDP. E aproveito também para informar que já recebi o meu benefício ambiental. Assim como da Bomba de CALOR de 300 litros. apenas com 2 pessoas em casa e dois carros sendo um deles citadino ELETRICO. é só lucro

    Responder
    • Agnelo Dias

      Qual a empresa instaladora dos painéis e marca ?

      Responder
      • Pedro

        Também gostaria de saber…

        Responder
  9. Agnelo Dias

    Olá pretendo uma empresa em Sintra ou rio de mouro ou alguém que forneça os paineis solares e ninguém me dá resposta ,sugestões ?

    Responder
    • Pedro

      Posso recomendar a CCBS Energia, de Lisboa. Foi a empresa que me instalou os painéis em casa. Até agora tudo impecável.

      Responder
  10. Alberto Ribeiro

    Boa tarde.
    Gostaria de mais informação sobre as empresas que compram o excedente da produção fotovoltaica.
    Obrigado

    Responder
  11. Nita Pedrosa

    Olá , boa noite! Eu instalei 5 panéis fotovoltáicos com a EDP à cerca de 2 semanas , paguei a totalidade, onde posso adquirir a documentação para me candidatar ao FA? também, já ouvi dizer que sendo a minha casa construida recentemente (2anos e meio) não tenho direito …será verdade?
    Desde já agradeço,
    Cumprimentos

    Nita Pedrosa

    Responder
  12. Alexandre Bastos

    Boa tarde.
    Como conseguiu identificar que a empresa “Eurosisnergia do Norte” é uma empresa elegível para o Fundo Ambiental? Encontro várias no portal Casa Eficiente mas na plataforma “https://apps.dgeg.gov.pt/DGEG/” só dá para pesquisar por técnicos…
    Obrigado.
    Cumprimentos.

    Responder
    • Pedro Andersson

      Olá. Não têm de estar em nenhuma lista. O técnico é que tem de estar certificado. Está tudo no regulamento. É só cumprir com as regras. Abraço

      Responder
  13. Alexandre Aguiar

    Bom dia.
    Provavelmente esta será um pergunta sem resposta mas efetivamente as empresas arranjam todos os mecanismos para complicar.
    As empresas fornecedoras de energia, na grande maioria dos casos (para não dizer todos), sabem quanta energia o cliente injeta na rede.
    Assim sendo, porque não fica essa energia em “crédito” no consumo? Ou seja, todo o consumo feito à rede à noite ou em horas de não produção dos painéis, era descontado da energia injetada previamente nas horas de produção.
    Na minha opinião todo o processo seria simples, transparente, não necessitava de documentos de venda, nem baterias… nada. Saberíamos sempre usaríamos toda a produção dos painéis (ainda que em forma de crédito) e que rentabilizaríamos mais rapidamente o investimento.
    Fica a pergunta, até quem sabe para criar um movimente neste sentido, forçar legisladores a pensarem nos contribuintes (sejam eles clientes finais ou empresas porque isto interessava a todos).

    Parabéns pelo excelente trabalho de partilha e alerta.
    Abraço

    Responder
    • 961528254

      Boa ideia. Eu subscrevo.

      Responder
  14. Nuno Henriques

    Olá

    Instalei este ano 4 paineis de 340W e a minha candidatura foi aceite pelo fundo ambiental (dinheiro já recebido). Neste momento estou surpreendido com o impacto na conta da luz que estou interessado em fazer um upgrade do sistema para mais dois paineis e um novo Inversor (mais potente). estive a ler a documentação e não encontrei nada que me impedisse de candidatar novamente visto que na primeira candidatura não atingi o valor limite para a tipologia em causa. Eles na documentação referem “custos com a aquisição de soluções novas” – neste caso estou a adquirir dois novos paineis e um novo inversor. Verificam algum contra neste tipo de candidatura?

    Responder
    • Pedro Andersson

      Olá. Confirme primeiro junto do fundo ambiental. A nossa opinião não valida a sua candidatura 🙂

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  15. Nuno Henriques

    Estou a enviar a questão também para o e-balcão. A questão era perceber se alguém podia ter detetado algum ponto que invalide esta questão e que me tivesse passado ao lado.
    Obrigado.

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  16. Gil Nunes

    Olá Pedro Andersson,

    Relativamente à questão da e-redes não estar a enviar leituras para a empresa comercializadora, no meu caso a Iberdrola, pode usar a minha situação para eventual reportagem. Se precisar de algum dado adicional é só pedir.
    A minha última fatura de eletricidade foi emitida a 1 de setembro.
    As leituras do meu consumo de eletricidade não estão disponíveis no site da e-redes.
    Por telefone, a e-redes assumiu estar com dificuldades técnicas.
    Entretanto, apresentei duas queixas por intermédio do livro de reclamações eletrónico.
    A primeira dirigida à Iberdrola porque deixou de emitir faturas de eletricidade.
    A segunda dirigida à e-redes por não conseguir enviar leituras à empresa que me vende eletricidade.
    A ERSE confirmou por email a tomada de conhecimento das minhas queixas no dia 18 de novembro.
    (Pedido/Processo n.º 1/28634/2021 e Pedido/Processo n.º 1/28635/2021)
    No entanto, até agora, nem faturas para pagar, nem explicações, nem da Iberdrola, nem da e-redes, nem da ERSE.
    Falta um pormenor neste meu relato, toda esta situação se deve à instalação de 3 painéis fotovoltaicos no dia 2 de setembro.
    Ou seja, os painéis fotovoltaicos para autoconsumo é que originaram esta situação…
    Cumprimentos,
    Gil Nunes

    Responder
    • Alberto F. S. Pereira

      Sou cliente Iberdrola, desde setembro que tenho um contador inteligente e passados para ai 2 meses a Iberdrola já começou a receber os dados da er-redes e acabaram as estimativas. Sou da Maia. Muitas casa tem contadores inteligentes mas a eredes ainda no tem instalações atuais q façam chegar de sua casa até a central principal deles, seja lá onde for, a sua contagem. Vejo os meus consumos diários no site eredes, tenho um colega q vive a 10km de mim, tinha o mesmo contador que eu e as contagens não chegavam a central da eredes. Ele colocou painéis fotovoltaicos e teve de pagar por outro contador, não porque o contador não contasse mas sim pq os valores boa iam chegar a central. Teve de pagar os cento e tal euros do novo contador pq teve de meter um que desse a contagem por GSM (cartão tlm) para as contagens de consumo e produção chegassem a central eredes. Eu vou colocar painéis e a eredes explicou-me o q transmiti e disse-me q eu não ia precisar de pagar nada, o contador serve para produção de energia. Espero ter ajudado

      Responder
  17. Miguel Pereira

    Boa noite!
    Instalei 4 painéis mas desconfio dos valores que a E-Redes está a registar, não só porque os valores de consumo aumentaram, mas também porque a maior parte das vezes quando a produção é em excesso e injeto na rede, a coluna do consumo não está a zero. Então, se estou a produzir mais do que consumo não deveria estar a coluna da produção com valores e a de consumo a zero? Como posso estar a produzir mais do que preciso e em simultâneo estar a comprar eletricidade?
    Obrigado.
    Cumprimentos.

    Responder
      • Miguel Pereira

        Boa tarde!
        Para mim também me parece evidente. Para a E-Redes é que não. Expus a situação, anexei extratos dos registos da empresa e responderam-me que o contador está a funcionar bem.
        Vou ter de insistir.
        Cumprimentos.

        Responder
  18. Alberto F. S. Pereira

    Mas um post que penso irá valer ouro para mim… Só preciso saber que informação foi essa, e se é mesmo fidedigna, que obteve em que se o valor do incentivo terminar e não formos a tempo que seremos transportados para o próximo incentivo, É que eu acho que já não vou a tempo se tratar de pedir para virem instalar uns painéis, está muita gente na fila de espera e o dinheiro parece que vá acabar para que se escrever agora. Mas se houver algum tipo de garantia que passamos para o próximo, a cantiga é outra 😁 Obrigado!

    Responder
    • Pedro Andersson

      Olá Alberto. Foi a garantia oficial que me deram. Estão previstas 5 fases para este programa. Está é só a segunda. Em todo o caso deve ligar para o fundo ambiental e confirmar por si. O número de telefone está na página do fundo ambiental. Felicidades!

      Responder

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