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Se quiser investir é melhor um PPR ou um ETF? (Mês #1)

Escrito por Pedro Andersson

23.07.21

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9 min de leitura

PPR vs. ETF: Qual é melhor para investir a longo prazo? (Mês #1)

Já li muitos estudos e muitos artigos sobre as vantagens e desvantagens dos PPR e dos ETF para quem quer investir a muito longo prazo: Uns acham acham que é o PPR por causa das vantagens fiscais à saída (só pagam 8% sobre as mais valias após 8 anos); outros acreditam que são os ETF porque têm comissões muito menores e como seguem o rumo do mercado de forma muito diversificada conseguem historicamente sempre os melhores resultados.

Leia também: O que é um ETF?

Confesso que depois de ler muito sobre o assunto, e apesar de ter visto também muitos ficheiros Excel a provar um ponto e outro da questão, fico sempre com aquele sabor agridoce de que no fundo se trata quase de uma questão “religiosa” dos PPRistas, contra os ETFistas.

Ao longo destes anos a investigar estes temas das finanças pessoais já cheguei a uma conclusão muito clara para mim: tudo depende dos detalhes. Ou seja, investir em ações só é bom ou mau – no final –  dependendo das ações em que decidiu investir, em que quantidade e durante quanto tempo.

Investir num PPR será mau, bom ou excelente conforme o PPR específico que escolher e no banco ou corretora que escolher e conforme as sortes e azares do mercado e da própria instituição financeira.

O mesmo índice ETF (o SP500, por exemplo) pode ser subscrito em dezenas de corretoras, com variados preços por unidade de participação, pode acumular ou distribuir dividendos, etc.

Todos estes detalhes vão fazer a diferença no final das contas. Mas a questão é que só saberá no final (ou sempre que fizer um balanço) se fez ou não boas opções.

Vou testar PPR e ETF em tempo real

Assim, tal como tenho feito em relação a todos os produtos financeiros de que vos tenho falado ao longo destes 10 anos, decidi testar para saber do que falo e partilharei convosco as minhas conclusões. Obviamente, não têm de concordar com nenhuma das minhas decisões e agradeço, aliás, os vossos comentários. Posso até corrigir alguns “tiros” se as vossas críticas fizerem sentido.

Como sabem, já tenho 4 PPR desde Novembro do ano passado (2020) e faço mensalmente o balanço deles para que perceba que os PPR não são todos iguais. 

Têm tido resultados muito bons. Mas sempre que falo com pessoas mais experientes ou especialistas na matéria, vem sempre à baila a possibilidade dos ETF renderem mais ao longo do tempo em virtude de praticamente não terem comissões (a Degiro tem vários com comissões zero).

Assim, decidi fazer a comparação em tempo real entre os dois produtos. O problema é que os 4 PPR que subscrevi já têm vários meses e ao subscrever agora 2 ETF (um SP500 e um MSCI World) o resultado estaria falseado à partida.

Para quem não percebe nada disto, um ETF é como se comprasse uma ação em que estão lá dentro todas as empresas de um setor, de um país, de uma região, ou até do mundo inteiro. O que tudo aquilo crescer ou descer, é o que você ganha ou perde (só ganha se vender, só perde se vender).

Atualização: Após algumas críticas (construtivas) de alguns leitores do blogue, achei necessário vir aqui REFORÇAR que quer os fundos PPR, quer os ETF são produtos que oscilam no seu valor ao longo do tempo. Não têm capital garantido. Ou seja, se precisar resgatá-los numa altura em que valem menos do que o valor que subscreveram correm o risco de perder parte do dinheiro que investiram. São produtos financeiros sustentados pelos resultados das bolsas mundiais, obrigações e outro tipo de produtos financeiros.

Não o disse neste artigo da forma tão clara como costumo, porque tenho referido isso em todos os artigos que tenho escrito ao longo destes anos que achei que não era necessário, mas de facto, têm razão. Devo sublinhar SEMPRE esta característica porque há sempre a possibilidade de alguém ler este artigo pela primeira vez, sem ter lido os anteriores. Obrigado pelo alerta.

Seja como for, refiro também que historicamente, os PPR e os ETF são produtos incomparavelmente mais rentáveis ao longo das décadas do que qualquer produto com capital garantido. Daí estar a divulgar estas minhas experiências pessoais como forma de contribuir para a literacia financeira de quem quiser fazer o favor de acompanhar este blogue.

Os ETF mais famosos

O índice bolsista mais famoso do mundo é o SP 500 (Standard & Poor’s 500) que é o resultado diário (minuto a minuto) da média das 500 maiores empresas dos Estados Unidos na bolsa norte-americana. 

O ETF MSCI World é – em traços muito gerais – a mesma coisa que o anterior mas do mundo inteiro. É como se você fosse dono de uma microscópica parte de todas as empresas do mundo nas bolsas do mundo inteiro. Extraordinário, não é? E sem ter de se preocupar com as contas trimestrais desta ou daquela empresa. 

Subscrever um ETF é tão simples que qualquer adolescente, dona de casa, ou que tenha uma profissão dita modesta, o pode fazer. E é só investir e esperar que o dinheiro cresça (suportando momentaneamente perdas, quando ocorrerem).

Como lhe disse, os fundos PPR têm uma enorme vantagem fiscal em relação a praticamente todos os outros produtos financeiros: quando resgatar, só paga 8% ao Estado, e com depósitos a prazo, ações, fundos de investimento, ETF, etc., tem de pagar 28% quando resgata.

Assim, para fazer a comparação em tempo real, teria de subscrever mais um PPR e no mesmo dia em que subscrevesse estes dois ETF (os mais famosos) para os seguir passo a passo.

Subscrevi mais um PPR

Recentemente, soube que a Gestora de Patrimónios “Casa de Investimentos” abriu o seu “Save & Grow” – Casa Global Value PPR, aos consumidores em geral. Até outubro de 2020, só aceitavam clientes que depositassem o mínimo de 100 mil euros. Portanto, nunca esteve nos meus horizontes sequer tentar saber mais sobre eles. 

Desde outubro qualquer pessoa, a partir de 1.000 euros pode ter acesso a este PPR “para ricos”.

NOTA: Tudo o que escrevo neste blogue é fruto das minhas experiências pessoais enquanto cidadão e consumidor. Não recebo um cêntimo para dizer o que quer que seja.  Estou apenas a partilhar informação. Quando quiser dizer bem, digo; quando quiser dizer mal, digo. Estas informações são completamente isentas, reais e sem nenhum interesse escondido.

Subscrevi um PPR e 2 ETF no mesmo dia

Portanto, este novo PPR (com praticamente 100% de ações, arriscado mas com maior possibilidade de retorno financeiro) veio mesmo a jeito.  Assim fiz. 

Esta semana subscrevi o PPR Save & Grow, da Casa de Investimentos (os outros tenho no Banco Invest, no Activobank, na Optimize e na STOIK), e o iShares Core S&P 500 UCITS ETF USD (Acc) e o Vanguard FTSE All-World UCITS ETF USD Acc, ambos na plataforma Degiro. Não estou a aconselhar nenhum ETF em particular. Você terá de escolher por si.

Porque escolhi estes ETF e não de outras corretoras? Porque tive de escolher entre os que tinha disponíveis na plataforma que utilizo, preferi os que acumulam os dividendos (acc) em vez de os receber regularmente, e pelos valores mais aproximados de 1.000 euros (valor de cada unidade de participação).

Lá está, só quando subscrevemos de facto os vários produtos é que percebemos as suas limitações e características. Nas folhas de Excel eu posso ter “estudado” o melhor ETF de todos, mas depois ele pode não estar disponível na plataforma que utilizo, por exemplo. 

Assim que subscrevi os ETF, eles começaram logo a mexer. Hoje, sexta-feira, o SP500 já cresceu 0,96% e o Vanguard All-World já cresce 2,27%. Assim… em cerca de 2 dias.

O PPR, no mesmo período – 48 horas – cresceu 1,51% (já inclui a comissão de gestão deles). 

Em resumo, estou com uma curiosidade imensa em acompanhar este comparativo entre um PPR arriscado (em que têm um portefólio muito bem escolhido de poucas empresas consideradas muito seguras) e dois dos mais famosos ETF do mercado mundial (em que é tudo ao molho e não está ninguém a gerir nada ativamente).

Qual deles crescerá mais? Vão ter o mesmo tipo de reação perante as crises locais e mundiais? O PPR vai “bater” (ser melhor) o mercado das bolsas mundiais? Ou o inverso, como muitos defendem que tem sempre acontecido historicamente?

Há muitos analistas que provam graficamente que ao longo das décadas quem investiu em ETF e nunca mexeu neles, no final ganhou mais do que os que andam sempre a comprar e a vender a tentar ter o maior lucro possível.

Portanto, para mim vai ser um estudo muito interessante. É o meu dinheiro que está aqui. Não são projeções, nem teorias.

  • No PPR Save&Grow coloquei 1.000 €.
  • No ETF SP500 coloquei 1.136,07 €.
  • No ETF World coloquei 1.058,09 €.

Foram os valores mais próximos de mil euros que consegui. Não deu para colocar exatamente ao cêntimo o que queria, por causa dos valores de cada unidade de participação dos ETF.

Acha que é uma análise interessante? Mensalmente vou fazer este balanço também para ir acompanhando esta minha “aventura”. Se não quiser perder nenhuma informação, subscreva a newsletter semanal (tem o formulário no blogue). Assim tem a certeza de que não perde nenhum artigo.

Que perguntas gostava que eu respondesse sobre este tipo de investimentos? Deixe nos comentários no blogue (mais seguro) ou na página de  facebook (posso não conseguir ver porque são muitos comentários).

Por onde começar a investir sem capital garantido (e ter a possibilidade de ter rentabilidades maiores)?

  1. Fazer um bom Fundo PPR (veja rendimentos e comissões, e defina o seu perfil – defensivo, moderado ou agressivo)
  2. Subscrever ETF
  3. Subscrever Fundos de Investimento

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43 Comentários

  1. W.

    Para mim os PPR são um engodo, (não estou aqui para ofender ninguem, estou só a partilhar um argumento) sempre que são mencionados (pelas entidades que ganham com eles) só referem os beneficios fiscais – que também não são assim tão beneficos. O Pedro já explicou que a dedução do IRS não é assim tão simples (compete com a saude e a educação). E o facto de só se pagarem 8% à saida pode ser irrelevante, numa estratégia de longo prazo em que o plano não seja vender o investimento todo, mas deixa-lo lá a crescer e só vender o que se precisa, em conjunto com uma declaração em englobamento podemos descer a taxa de IRS até abaixo dos 8%!!!!

    Naquilo que realmente importa como investimento o PPR Alves Ribeiro por exemplo tem uma taxa de manutenção de 1,58%, o que nem é a maior taxa de sempre, é verdade, mas o ETF IWDA por exemplo que é um ETF de ações mundial tem uma taxa de manutenção de 0,2%, é quse 8 vezes mais barato!!! A razão é simples, o ETF replica um indice com regras definidas, é uma gestão passiva. O PPR tem uma gestão ativa, existe alguem que é pago (desses 1,58%) para decidir que ações e obrigações ter nesse fundo, sim um PPR é UM FUNDO de ativos, só se chama PPR porque tem beneficios fiscais, mas de resto tem tudo o de bom e mau de um fundo. É sabido pelos especialistas que uma gestão ativa muito dificilmente tem uma performance melhor do que uma gestão passiva de um ETF que replique um indice. No limite, um PPR que por trás seja um ETF, que sim poderia existir, no fim do ano, ou decada, ou decadas, o ETF com 0.2% de custo vai ser sempre mais benefico para o investidor do que pagar 1,58%

    Pedro, deixo aqui as fichas da morning star do AR PPR:
    https://www.morningstar.pt/pt/funds/snapshot/snapshot.aspx?id=F0GBR057ZA
    do ETF IWDA:
    https://www.morningstar.pt/pt/etf/snapshot/snapshot.aspx?id=0P0000LZYG
    e também o indice por trás do ETF IWDA:
    https://live.euronext.com/en/product/indices/QS0011178595-XAMS

    É importante sabermos ‘ler’ estas fichas informativas, são como uma ‘FIN’ sobre aquele ativo financeiro. Acho que dava um excelente artigo explicar como se interpreta uma destas fichas e o quão importante é saber usalas na nossa decisão de investimento. (E também como ferramenta de deteção de fraude).

    Cumprimentos e obrigado pelo excelente trabalho.
    Abraço

    Responder
    • Pedro Andersson

      Olá. Obrigado. É justamente por isso que iniciei este comparativo. Vou tirar isso a limpo. Uma coisa é a teoria, outra é a vida real. O relógio para mim já começou a contar :). Com uma vantagem para mim: ganharei sempre. Se o drama é ganhar 12% em vez de 10,2% é uma “guerra” que estou disposto a “perder”.

      Responder
      • W.

        Se o drama é ganhar 12% em vez de 10,2% é uma “guerra” que estou disposto a “perder”. – então?, afinal foi consigo que aprendi que poupar aqui e ali faz uma grande diferença a longo prazo. Estamos a falar de estrategias de longo prazo, de 10, 20 , 30 anos, as coisas escalam e muito. 0,2% de uma rentabilidade de 1000€ são 2€, 1,58% são 15,80€, 15,80 que vão deixar de estar a colaborar para o seu juro composto – todos os anos!

        Responder
        • Pedro Andersson

          Por isso mesmo é que estou a fazer isto. Quero saber qual rende mais para depois reforçar com conhecimento de causa. Estou a investir em conhecimento para o rentabilizar depois financeiramente.

          Responder
    • jota

      Não sendo um PPRista e muito menos um ETFist, discordo completamente desta opinião. Os PPR’s não são engodo nenhum. Discordo ainda mais que pagar 8% em vez dos 28% possa ser irrelevante.

      Os ETFistas só vêm a taxa de manutenção à frente mas esquecem-se de falar das taxas de subscrição e guarda de títulos que se pagam na maior parte dos bancos.

      Eu não me importo de pagar mais taxa de manutenção, num Fundo de Investimento por exemplo, e ter o mesmo ou mais retorno. Há pouco FI a bater o índice? Pode ser… há que saber escolher.

      Eu invisto fundamentalmente em FI mas também em PPR, Ações e ETF numa perspetiva de diversificação, sem fundamentalismos.

      Responder
      • Pedro Andersson

        Permita-me acrescentar que a minha estratégia é ter o melhor produto de cada ferramenta. Cada um fará como entender. Como expliquei num outro comentário, se a guerra é entre ganhar 12% ou 10,2% não me importo de perder as duas “guerras”. Enquanto uns discutem qual é o melhor, eu estou a investir nos dois 🙂

        Responder
      • W.

        ‘Discordo ainda mais que pagar 8% em vez dos 28% possa ser irrelevante. ‘ – O que quis dizer é que esses 28% se reduzem fácilmente para os 8% com o englobamento, a menos que a estratégia seja levantar o capital na totalidade ai sim concordo que o PPR (não PPR claro) uma melhor estratégia.

        ‘Os ETFistas só vêm a taxa de manutenção à frente mas esquecem-se de falar das taxas de subscrição e guarda de títulos que se pagam na maior parte dos bancos.’ – Admito que me esqueci dessas variáveis, e que tem de fato peso na decisão, mas há alternativas de corretoras com baixos custos, e mesmo as que tem custos, com volumes adequados são diluidos consideravelmente, e, além disso, essas despesas são dedutiveis na declaração por englobamento.

        ‘Eu não me importo de pagar mais taxa de manutenção, num Fundo de Investimento por exemplo, e ter o mesmo ou mais retorno. Há pouco FI a bater o índice? Pode ser… há que saber escolher.’ – O Warren Buffet demonstrou com o seu proprio dinheiro que não é fácil: https://www.investopedia.com/articles/investing/030916/buffetts-bet-hedge-funds-year-eight-brka-brkb.asp
        ‘Há que saber escolher’, há, e os numero do euro milhões também – desculpe não consegui resistir.

        Admito que os PPR (de ações e obrigações claro) possam ser uma opção para algumas estrategias especificas, mas na maioria dos caos os ETFs (de Indices e obrigações, há ETF de muita coisa) são a melhor opção, especialmente para reformas. Como diz o Pedro, é fazer as contas e perceber se se adequa à sua estratégia ou não.

        Não concordo que ter ETF e PPR com o mesmo perfil de ativos seja uma boa opção, isso não é diversificar, o que o Pedro está a fazer é um experiencia, mas para quem está a gerir os seus investimentos, desengane-se se acha que isso é diversificar, está a incorrer nos mesmos riscos, se o mercado sobe, ambos sobem, se desce ambos descem, escolham o que faz mais sentido para cada um e diversifiquem noutra coisa.

        E por falar em riscos, o PPR tem o risco acrescido de não garantir que esses simpaticos 8% à saida se mantenham.

        Mas numa coisa aho que podemos todos concordar, o Pedro Andersson está a fazer um excelnte trabalho trabalho a partilhar conhecimento e fazer todos falar mais de dinheiro.

        Obrigado Pedro, e obrigaod jota também pela resposta.
        Abraço

        Responder
        • Pedro Andersson

          A melhor parte é que aprendo imenso convosco. As vossas “discussões” são uma aula para mim. Obrigado. E para quem lê também.

          Responder
          • Oscar Gouveia

            Boa tarde Pedro,

            Falando em aprender, seria interessante e muito util explicar como funciona relativamente ao IRS especialmente na DEGIRO. Como deve ser declarada a venda/posse de ações, como se declara os dividendos que recebemos etc.

        • João Bley

          Pedro, veja o fórum sobre etf do doutor finanças. Tem muita informação sobre portfólio de etf e já fizeram as contas que a longo prazo etf são mais rentáveis. E dicas sobre etf core e satélite, ouro e obrigações.

          Responder
        • André

          Olá W.

          Estou curioso como é que reduz de 28% para 8% facilmente com o englobamento?
          Estamos a falar de englobar rendimentos de capitais no IRS, anexo E? Dessa forma apenas compensa se estiver em escalões inferiores a 28%. O que é que me está a escapar?

          Obrigado.

          Responder
          • André

            Já descobri o que me está a escapar.
            Para reduzir a taxa de 28% para 8% ou menos, precisamos de não ter outros rendimentos durante o ano.
            Ou seja, para a esmagadora maioria dos portugueses, precisamos de estar desempregados.
            Fácil, não é?

            Engodo são estas afirmações: “O que quis dizer é que esses 28% se reduzem fácilmente para os 8% com o englobamento”.
            Isso sim é que é um engodo.

            No limite, até pode resgatar com taxa 0%. Basta resgatar menos que o mínimo de existência em IRS, 9.315,01 para rendimentos em 2020.
            Fácil também, não é? É, mas não ao alcance de todos.
            Ao afirmar que “esses 28% se reduzem fácilmente para os 8% com o englobamento” convém dizer quais as condições para o fazer.

    • Miguel Guimarães

      Olá Pedro.
      Nao me parece que essa abordagem seja a mais correta, por várias razões:
      1. Vai demorar imenso tempo a ter resultados, que não podem ser obtidos numa questão de dias ou meses, visto que ações são ativos inerentemente longos
      2. A comparação ao seria correta se o PPR e o ETF investissem exatamente no mesmo e na mesma proporção, para que o resto do desempenho pudesse ser explicado pelas comissões e pelos benefícios fiscais
      Pelas contas que já fiz outrora, um PPR seria atrativo caso fosse possível o resgate no 8o ano sem perder o benefício fiscal em IRS inicial. Nesse caso, e assumindo um desempenho igual a um ETF equivalente, o PPR teria um retorno líquido maior por via desse reembolso do IRS e da melhor fiscalidade à saída. Como tal não é possível, o PPR deixa de ser competitivo porque as comissões mais que anulam o benefício fiscal à saída. E quanto maior o período de detenção, maior o impacto negativo das comissões do PPR.
      O facto é que as comissões praticadas pelos PPR são elevadas, entre os 1,5-2% de gestão, e num mundo de retornos esperados baixos isso pode significar que 30-50% do retorno obtido pelo investidor fica nas mãos da gestora do fundo.
      Para comparação, o PPR do Estado cobra apenas 0,2% em gestão. A gestão dos PPR privado não justifica, de certeza, cobrarem comissões 7-10x maiores.
      No modelo atual, as gestoras privadas acabam por aproveite-se dos benefícios fiscais para cobrarem comissões altas, é quase um subsídio do Estado às mesmas. Se as comissões privadas fossem mais baixas, os PPR poderiam ser competitivos, mas a maioria não o é.
      O mesmos e aplica a fundos promovidos por bancos e afins, incluindo alguns dos que menciona, que sofrem do mesmo mal de comissões elevadíssimas.
      Cumprimentos,
      Miguel

      Responder
      • Pedro Andersson

        Olá Miguel. Compreendo todos os seus argumentos. Mas na minha cabeça faz todo o sentido fazer esta comparação. Sou um cidadão comum, sem conhecimentos especializados em bolsas e afins. Ouço de um lado que os PPR são melhores, e ouço do outro que os ETF são melhores. Assim, escolhi o que aparentemente parece ser o fundo PPR mais rentável (arriscado) em Portugal, com 100 de ações, e os dois melhores (mais comuns, baratos e acessíveis) ETF. Demore o tempo que demorar vou chegar a uma conclusão. Não quero comparar coisas iguais. Quero MESMO comparar coisas diferentes. Quero saber qual rende mais. E vou descobrir com as minhas opções (mesmo que erradas do ponto de vista de pessoas que percebem mais do que eu) e o meu dinheiro :). Não é o seu caso, mas alguns comentários fazer-me lembrar a rábula dos gato fedorento: eles falam, falam, mas não os vejo a investir nada…

        Responder
    • André

      Olá W.

      Consegue explicar como se reduz a taxa de 28% para 8% usando o englobamento do IRS?

      Obrigado.

      Responder
      • Adelina Teixeira

        Acho muito errado o que o Senhor está aqui a fazer. Não refere que com os fundos e com os ETF pode-se PERDER dinheiro e não pouco. Realmente é facílimo subscrever, mas é também facílimo perder. Não é “só vê-los crescer”.
        Os fundos e os ETF pressupõem uma literária financeira. Os seus leitores têm-na?

        Responder
        • Pedro Andersson

          Olá Adelina. Tenho feito por isso… Em todo o caso vou reforçar isso que está a dizer. Embora o diga todas as vezes, não custa repetir. Literacia financeira é o objetivo deste blogue.

          Responder
  2. Valter Seabra

    Bom artigo, eu iniciei c/ este ETF: Lyxor World Water (DR) UCITS ETF – Dist

    Responder
  3. Ivan

    Não me parece uma boa estratégia. Olhando para a composição da carteira dos 2 ETF`s, as 10 principais holdings e com pesos semelhantes, pertencem às mesmas empresa: Apple, Microsoft, Amazon, Alphabet, Facebook, Tesla, Nvidia, JPMorgan… Para quê investir em dois produtos cujas rentabilidades vão ser semelhantes?
    É um erro pensar que por dizer “USA” ou “World”, vamos investir em todo esse mercado, já que vão ser essas principais empresas, que vão influenciar a subida ou descida desses índices, porque o resto da composição das carteiras, pouco interessa.
    Faria mais sentido investir no SP500 e no semelhante chinês, ou em mercados emergentes ou um World Ex USA. Assim, complementavam-se.

    Responder
    • Pedro Andersson

      Obrigado Ivan. Comentário interessante. Pode partilhar o ISIN dos que considera ser os melhores?

      Responder
      • Ivan

        No que toca a ETF`s sobre o mercado chinês, analisaria estes três: IE00BQT3WG13, LU1440654330, IE00BFXR7892.
        Para os Mercados Emergentes, via estes: LU0635178014, IE00B3DWVS88.
        Para o resto do mundo Ex-US: 464288240 ou 922042775.
        Em alternativa, há sempre ETF`s temáticos que apesar de já terem tido bons resultados no curto prazo, continuam a ter grande potencial devido aos setores que representam e a importância que vão ter no futuro: cibersegurança, cloud computing, robótica, mobilidade elétrica, energias renováveis, videojogos…

        Responder
  4. Jbranco

    Bom dia Pedro Andersson, antes de mais queria agradecer por todos estes artigos que tem publicado sobre este mundo de “como colocar o nosso dinheiro a trabalhar por nós”. Tenho aprendido muito e já investi em fundos. Mas, queria tirar uma pequena duvida acerca das comissões da guarda de títulos. Eu comecei no ativobank a fazer algumas “experimentações” em ações, fundos e etfs e claro que andei a pagar o valor de 6.50€ por parvoíce. Pensei que fosse apenas para ações, mas já as vendi e continuo a pagar. As minhas questões são: Este valor paga-se para qualquer guarda de um destes títulos? se sim, existe algum “truque” para colmatar este valor,( no sentido de, se tenho os meus fundos durante meses a evoluir, mas em paralelo estou a pagar estes 6.5€ de 3 em 3 meses será que compensa?)?

    Obrigado

    Responder
    • Pedro Andersson

      Olá. ActivoBank fundos de investimento.
      Degiro ações e ETF.
      Fora isso está a pagar para ter.
      Não pague guardas se títulos. Acabe com isso, se tem alternativas grátis ou quase 🙂

      Responder
      • Jbranco

        Muito obrigado pela dica! 🙂

        Responder
  5. Ana Antonio

    Bom dia,
    sendo utilizador da Degiro, e uma vez que esta corretora foi comprada pela flatex, pertencente a um banco alemão, poderia esclarecer-me como é que este ano funcionou com a questão fiscal, no momento da entrega do IRՏ?
    Para quem nunca utilizou a Degiro, nem tem qualquer conhecimento sobre estas plataformas e pensa aderir agora (já depois da fusão referida acima, no caso da Degiro) que conselhos/dicas acha pertinente partilhar, também de acordo com a sua experiência como utilizador?
    Obrigada e as minhas felicitações pelo trabalho que desenvolve em prol da literacia financeira.
    Com os melhores cumprimentos,
    Ana Rita António

    Responder
    • W.

      Olá Ana, experimente passar pelo subreddit ‘literaciafinanceira’: https://www.reddit.com/r/literaciafinanceira/

      Muitos utilizadores tem conta na degiro e há muitas questões que já foram colocadas que podem ser iguais às suas. E se não encontrar o que procura, pergunte que alguém a há de ajudar 😉

      Mas é muito como o Pedro diz, é ir experimentando, aprende-se muito e muito depressa com a experiência. Comece sempre com valores pequenos e veja como corre. E invista sempre na sua literacia financeira, bom mais isso já estmos todos aqui a fazer não é xD

      Cumprimentos.

      Responder
  6. Tiago

    Boas noites,

    Mais uma vez parabéns pelo trabalho. Durante o período COVID também aproveitei para ganhar alguma literacia financeira e fazer as minhas próprias experiências.
    Conclusões?
    – PPR ou ETF? Partindo da premissa que ambos tem o mesmo perfil, ou seja, incidem sobre o mesmo mercado, há três factores a ter em conta: diferenças de ganho dos dois produtos, diferenças de custo E tempo de exposição ao mercado. Quer isto dizer que um ETF tende a ser mais vantajoso ao longo do tempo porque contém menos custos e normalmente ganhos maiores. Contudo a questão fiscal à saída não pode ser esquecida já que uma coisa é fazer um investimento para 10 anos, outra bem diferente é fazê-lo para 25 ou mais. Portanto é preciso ter noção do objectivo temporal do investimento já que este pode fazer um ou outro instrumento mais rentável.

    Já agora, vi que o Pedro apostou em 2 ETFs que de alguma forma se sobrepõem já que no ETF All World o factor americano pesa muito.

    Existe um tema que gostaria de ver o Pedro a explorar mais a fundo: criptomoedas. Infelizmente é um tema pouco explorado pelo jornalismo portugês e das poucas vezes que o é vai-se pela via fácil de que é ‘tudo uma vigarice’. Fica a sugestão. 🙂

    Responder
  7. Vera

    Excelente. Adorei o artigo e a experiência, e ainda mais os comentários.
    Isto é tudo muito didático, obrigada a todos. Ando a acompanhar os PPR do Pedro desde inicio, tenho especial curiosidade com o este novo da Casa de Investimentos. Já tenho ETF mas ando a estudar PPR, em grande parte pelos benefícios fiscais.

    Responder
  8. Pedro Saldanha

    Sinceramente, entre ETF e PPR não interessa muito seja qual for. O que interessa no final das contas será a taxa de crescimento e as comissões, ou seja, o rendimento final. Ou seja, basicamente interessa a performance das ações que compõem o PPR ou o ETF.
    Mais, vai optar por reforçar o PPR com o correspondente benefício fiscal?!…

    Não é possível avaliar se um PPR será mais ou menos vantajoso que um ETF, pois dependem de muitas variáveis ao longo dos anos…

    Já vi algures um estudo que no final de contas, após uns bons anos, assumindo taxas de rentabilidade ditas expectáveis, o valor final seria quase o mesmo…

    Por isso, comparar um PPR, um ETF, uma ação, um fundo de investimento, etc… Depende somente da performance de cada um… Pode correr bem, pode correr mal…

    Responder
    • Pedro Andersson

      Ora aí está. É a conclusão que gostava que todos chegassem e que começassem a fazer alguma coisa em vez de discutirem qual será melhor :). Conhecendo as vantagens e os riscos.

      Responder
  9. Tanto faz

    Lamento. Aqui há censura. Os comentários de que Pedro não gosta são apagados.

    Responder
    • Pedro Andersson

      ??? O que é que eu apaguei, que não dei por nada? Só apago comentários mal educados ou ofensivos, de resto aceito todas as críticas. É assim desde o princípio deste blogue.

      Responder
  10. Tanto faz

    Não há fundos ou ETF que crescem sempre. Perdas não estão fora de questão, Pedro. Isto tem de ser referido. O que está a fazer esta errado.

    Responder
  11. Miguel Cruz

    Bom Dia!

    Partilho os 10 melhores ETF do momento! (Julho 2021)

    “10 melhores ETFs para investir em 2021”

    1 – Invesco QQQ Trust (QQQ): um dos maiores ETFs, com foco em tech
    2 – ETF Vanguard S&P 500 (VOO): um ETF com foco no famoso índice S&P 500
    3 – iShares Core High Dividend ETF (HDV): um dos melhores ETFs com dividendos
    4 – Vanguard Value ETF (VTV): um foco total nas “value stocks” e não tanto no crescimento
    5 – Industrial Select Sector SPDR Fund (XLI): investimento no setor industrial dos EUA
    6 – Consumer Discretionary Select Sector SPDR Fund (XLY): aposta no lazer e entretenimento
    7 – ARK Innovation ETF (ARKK): o ETF mais famoso e procurado entre os jovens
    8 – Vanguard Information Technology ETF (VGT): um ETF focado no investimento tecnológico
    9 – Vanguard Growth ETF (VUG): investir em crescimento, mas em vários setores
    10 – iShares MSCI USA Min Vol Factor ETF (USMV): um dos ETFs menos voláteis do mercado

    * Fonte: https://compraracciones.com/pt/trading/melhores-etfs/

    ( Na página, tem também orientações de como os adquirir e as plataformas)

    Bom Investimentos!

    Responder
    • Pedro Sousa

      Bom dia.

      Antes de mais, obrigado pelo artigo.

      Peço desculpa pela pergunta – porque me parece ser demasiado básica por não ter sido referida por ninguém – mas a grande diferença entre um PPR e um ETF são as condições de resgaste ?

      Ou seja, o PPR só podemos, salvas raras exceções, resgastar aos 60 anos, enquanto o ETF podemos vender quando quisermos?

      Obrigado .

      Responder
      • Pedro Andersson

        Olá. Se não colocar o PPR no IRS pode levantar quando quiser. Para só pagar 8% de imposto sobre as mais valias tem de esperar 8 anos. No ETF paga sempre 28%. O PPR tem comissões de gestão mais altas porque tem alguém a gerir, os ETF não são geridos por ninguém, só refletem automaticamente o índice que escolher. Logo as comissões são zero ou quase.

        Responder
      • A. Jesus

        Obrigada pelo seu artigo, Pedro. Também sou recém-chegada a estes produtos de investimento. A minha dúvida é se devo reforçar a posição no ETF mundial que tenho (e pretendo manter a muito longo prazo) ou se subscreva um PPR “agressivo” (sem o declarar, para esse benefício já tenho um). Estou a pensar num período de 8-10 anos, no mínimo. Será que compensa o PPR apenas pela fiscalidade à saída? Ou será preferível diversificar ETFs? Sei que há outros factores, mas não estou a conseguir decidir. Obrigada, desde já!

        Responder
  12. Sérgio Morais Duarte

    Na minha opinião ambos os produtos tem vantagens e desvantagens. Numa carteira diversificada, é minha opinião que faz sentido ter ambos. Na minha carteira tenho precisamente 30% em PPR e 30% em ETF.

    Acho, contudo, que é importante atentar num pormenor: normalmente ouvimos dizer que os ETF “têm” performances melhores, mas o tempo verbal correto deve ser “tiveram”. As regras também mudaram para os PPR, onde agora podem ter uma alocação maior ao mercado acionista, algo que até recentemente não era possível. Muitas vezes também se comparam PPR e ETF com nível de risco muito diferente. Mesmo neste estudo, com produtos muito expostos ao mercado acionista, se não estou em erro, o PPR tem um nível de risco 6 e os ETF de 7.

    Responder
    • Pedro Andersson

      É a minha perspectiva também. Apostar nos dois e resgatar quando eu achar que cada um deles está no momento ideal da “colheita”, porque acho que ninguém fala desse detalhe. Eu não preciso fazer os dois no mesmo e não preciso resgatar os dois no mesmo dia/mês/ano. O importante é começar. O futuro logo se vê.

      Responder
  13. Pedro Sousa

    Bom dia.

    Antes de mais, obrigado pelo artigo.

    Peço desculpa pela pergunta – porque me parece ser demasiado básica por não ter sido referida por ninguém – mas a grande diferença entre um PPR e um ETF são as condições de resgaste ?

    Ou seja, o PPR só podemos, salvas raras exceções, resgastar aos 60 anos, enquanto o ETF podemos vender quando quisermos?

    Obrigado .

    Responder
  14. Nuno Rocha

    – Depois deste artigo, porque sempre imaginei e já tinha visto umas simulações que mostravam que o ETF compensava por vis dos custos baixos, fiz as contas e verifiquei que o PPR, rende mais após custos e impostos.
    – o único senão é que comparei rendimentos iguais a 30 anos e não existe em Portugal um PPR que replique um índice mundial, para se poder ter um rendimento idêntico antes dos custos e impostos. Para já não existe.

    Mesmo em relação ao mais comparável o PPR da Casa de Investimentos:
    – Warren Buffett e Charlie Munger, dizem já há muitos anos que existem demasiados pescadores neste lago, do investimento em valor.
    – Warren Buffett e Charlie Munger fizeram a diferença investindo no fator valor, quando o fator ainda não tinha nome, só foi descoberto mais tarde por Eugene Fama (prémio Nobel) e Kenneth French, aí sim fizeram diferença, nos últimos 20 anos, não conseguiram fazer melhor do que o índice S&P 500.
    – o relatório SPIVA criado pela empresa Standard & Poors, mostra que os gestores que fazem gestão ativa, quase sempre acabam do lado pior na performance contra o indice.

    https://mrmoneytuga.com/2021/08/08/etf-vs-ppr/

    Responder

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