PODCAST | #28 – O que é isso de investir em ETF?




ETF – O que é e porque são uma alternativa aos Fundos de investimento e às ações?

Bom, neste episódio já estou a entrar noutro campeonato. Já estamos a começar a entrar na primeira divisão das ferramentas de quem quer MESMO diversificar as suas poupanças em investimentos que a longo prazo são de facto mais rentáveis. Ou, pelo menos, podem ser. Nunca é garantido, como lhe vou explicar.

Já lhe falei nos produtos de capital garantido, nos Fundos de Investimento e hoje falo-lhe nesta boleia financeira do que são os ETF. Calma! Não é tão complicado como parece, como vai perceber se ouvir este episódio.

Um ETF (“Exchange Traded Fund”) é um conjunto diversificado de ativos (como um fundo de investimento), que transaciona numa Bolsa (como uma ação). Os ETFs são uma forma fácil e de baixo custo de investir o seu dinheiro.

Eu próprio desconfiava um pouco destas siglas esquisitas de que nunca ninguém nos falou. Mas o que verifiquei é que é uma coisa super simples, eficaz e menos arriscada do que muitos dos outros produtos financeiros.

Só comecei a subscrever alguns ETF há poucos meses. Explico-lhe como funcionam. É a minha experiência real.

Não lhe estou a dizer para investir, só quero que perceba como funciona esta ferramenta financeira. Juntamente com outras, pode começar a pôr o dinheiro a trabalhar para si.

Este é o desempenho dos meus ETF HOJE (dia 10 de Novembro de 2020). 3 estão positivos e 1 negativo. Têm apenas alguns meses. 

Explico tudo isto e mais algumas coisas no episódio desta semana do podcast “Pedro Andersson – Contas-poupança”. Clique nas fotos mais abaixo para ouvir.

O que é um podcast?

Aproveite a minha boleia financeira (gravo em áudio uma “conversa” no carro enquanto faço as minhas viagens e faço de conta que você vai ali ao meu lado) e veja como pode aumentar-se a si próprio. São uma espécie de programas de rádio para escutar enquanto faz outras coisas. Subscreva o podcast na plataforma em que estiver a ouvir para ser avisado sempre que houver um episódio novo. Não estranhe ouvir o motor do carro, buzinadelas e o pisca-pisca. Faz parte da viagem.

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Boa viagem e boas poupanças!

 

 

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12 comentários em “PODCAST | #28 – O que é isso de investir em ETF?

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    Luís Reply

    User Pedro, a exposição aos mercados emergentes pode ser um bom complemento, contudo tem de ter a devida ponderação. Eu vou deixar aqui um exercício para reflexão:

    Sabe-se que os mercados emergentes representam cerca de 10% da capitalização bolsista mundial.

    Vamos supor que temos uma carteira de 100k
    Assim teríamos a seguinte alocação:
    90k no IWDA (mercados desenvolvidos) e 10k no EIMI (mercados emergentes)

    No que aos mercados emergentes diz respeito, nos últimos 5 anos o melhor ano foi 2017 com retornos na ordem dos 20%.
    20% de 10k são 2k, que representam 2% de 100k.

    A reflexão a ser feita aqui é no sentido de analisar o custo de oportunidade de ter 10% da carteira alocada a um activo que terá um contributo residual para a carteira no seu todo.
    Note que o exemplo que utilizei foi o melhor ano dos mais recentes.

    Uma alocação de 100% aos mercados desenvolvidos não tornaria a carteira mais simples de gerir?
    Os 10k não seriam melhor aproveitados se fossem adicionados aos 90k?
    Os mercados emergentes trazem mais estabilidade ou volatilidade à carteira?
    Os países que compõem os mercados emergentes são estáveis politicamente e economicamente?

    Como afirmei inicialmente este exemplo é apenas para reflexão.
    É dedicado apenas aos mercados acionistas, ignorando exposição a outras classes de activos que poderão fazer parte de uma carteira.

  2. Avatar
    Luís Reply

    Paulo Martins, é aconselhável verificar o site da Degiro e o seu preçário para se informar devidamente. Tal como afirmei no meu comentário anterior, recomendo também que visite o fórum do Dr Finanças. Lá encontrará respostas a muitas questões que terá agora inicialmente.

    De forma breve as diferenças mais significativas:
    em relação a questões contratuais, no perfil Basic, a Degiro tem permissão para emprestar uma parte dos seus activos a terceiros. Isto significa que a Degiro pode emprestar alguns dos seus activos a outros investidores para que estes façam vendas a descoberto (short selling). No perfil Custody isto não acontece.
    Em relação ao preçário, no perfil Basic não existe comissão no processamento de dividendos. No perfil Custody a Degiro cobra 1€+3% do dividendo.

    A forma mais segura é a Custody, contudo se vai investir em activos que distribuem dividendos, terá de fazer face aos custos.
    O perfil Custody é o mais indicado para quem investe a longo prazo em ETF’s de acumulação.

    Mas repito, estude muito bem todos estes temas antes de investir. Nada como saber aquilo que se está a fazer para dormir descansado.
    Cada um de nós tem uma tolerância ao risco diferente e portanto o que pode ser o melhor para mim, pode ser o pior para si. Estude. Nem que leve meses a estudar e a reflectir na melhor estratégia a seguir para atingir os seus objectivos.

  3. Avatar
    Paulo Martins Reply

    Boa dia, para iniciantes, ainda a descobrir como tudo funciona, no DEGIRO qual o perfil a escolher? Básico ou Custody?

    Nota: ainda tenho poucas luzes de como as coisas são.

    Obrigado

  4. Avatar
    Pedro Reply

    Concordo com tudo o que o Luis disse, de momento tenho investido através da DEGIRO no Ishares Core MSCI World na bolsa de Amsterdão, com o ticker IWDA, ou ISIN IE00B4L5Y983, 2 formas faceis de identificar o ETF. Tenho tambem posiçoes no iShares Core MSCI EM, relativo aos mercado emergentes, com o ticker EIMI e ISIN IE00BKM4GZ66, tambem acumulativo, reinvestindo os dividendos no fundo. Assim tenho o meu porfolio mais diversificado.

    Tenho gostado bastante do podcast, força com isso!

  5. Avatar
    Luís Reply

    Boa tarde Pedro.

    Já o sigo há algum tempo e reconheço as suas boas intenções e por isso mesmo venho apenas deixar-lhe um alerta sobre os produtos que subscreveu.
    Os dois Lyxor que escolheu fazem uma replicação sintética dos índices, o que significa que utilizam produtos derivados (ex: opções e/ou futuros) para ter exposição aos activos subjacentes (as acções).
    Alerto especialmente para o Lyxor ETF Leveraged CAC 40.
    O termo Leveraged significa alavancagem. Este ETF utiliza produtos derivados para alavancar a exposição aos activos para replicar em 2x os movimentos do índice. Ou seja, irá subir e descer o dobro do índice. É um produto para ser utilizado mais para especulação do que para investimento, sendo recomendado para investidores mais experientes e de preferência para ser utilizado no curto prazo.
    Em relação ao seu ETF SPDR S&P 500, este distribui dividendos, o que o obrigará a declará-los em IRS sendo assim fiscalmente ineficiente. Investindo para o longo prazo é de todo mais aconselhável procurar ETF’s que sejam de acumulação, como por exemplo o seu ETF Ishares Core DAX. Neste formato os dividendos são automaticamente reinvestidos pelo fundo e não tem que declarar nada em IRS a não ser no momento em que resgatar.
    Tanto o SPDR como o Ishares são ETF’s de replicação física, o que significa que detém os activos, ao contrário dos Lyxor.
    Termino deixando-lhe a sugestão de estudar o ETF Ishares Core MSCI World, transacionado na bolsa de Amesterdão que está na lista de ETF’s grátis da Degiro que lhe permite uma transacção gratuita mensal. Poderá transacionar ainda este ETF gratuitamente ao longo do mês desde que os movimentos sejam no mesmo sentido (compra ou venda) da transacção inicial e desde que o valor seja no mínimo 1000€.
    O índice MSCI World contém os mercados desenvolvidos com uma proporção de acordo com a capitalização bolsista. Com este ETF tem exposição aos principais mercados com um único instrumento o que lhe permite poupar custos de transacção e também de conectividade caso tenha instrumentos em diferentes bolsas.
    No fórum do Dr. Finanças existe bastante informação sobre estes instrumentos que eu recomendo vivamente que consulte para se informar melhor e poder fazer as escolhas mais acertadas de acordo com o seu perfil.
    Cumprimentos

  6. Avatar
    Bruno Reply

    João,
    É verdade é sempre arriscado mas o Peter quase perde 40% do tempo a dizer que sao opções sem garantias nenhumas, que pode perder ou ganhar dinheiro que lá coloca. Só se mete nisto quem quer!
    O resto o Peter no meu entender ele so explicou no fundo o que é um “carro” e o que posso fazer com ele.

  7. Avatar
    Carlso Alvesx Reply

    O suposto ” especialista em finanças pessoais ” , agora também da lições de como investir em produtos estruturados …
    Mais um influenciador / manipulador , disfarçado de gajo porreiro que ajuda a poupar …

  8. Avatar
    Lelo Mendes Reply

    O suposto ” especialista em finanças pessoais ” , agora também da lições de como investir em produtos estruturados …
    Mais um influenciador / manipulador , disfarçado de gajo porreiro que ajuda a poupar …

  9. Avatar
    joao t Reply

    É um bocado irresponsável da sua parte andar a enfiar estes produtos de risco pela goela das pessoas, até pela visibilidade e número de pessoas que atinge. Não basta dizer que não é uma recomendação. Enfim… quando não estudaram para isto, nem são especialistas, e se metem a falar de investimentos arriscados depois dizem que há problemas no sistema financeiro.

    • Pedro Andersson
      Pedro Andersson Post authorReply

      Compreendo o que diz, João. Por outro lado, não vejo os especialistas que estudaram para isso a explicar como funcionam estás ferramentas ao comum dos mortais. Assim que começarem, eu calo-me :). E também acredito que as pessoas são inteligentes e que sabem pensar pela sua própria cabeça. Se me quiser apontar algum erro no que disse, isso sim agradeço. Para eu explicar ainda melhor. É só o que me motiva. Não tenho nenhum interesse pessoal em nenhum dos produtos de que falo. Dificilmente um especialista pode fazer isso, porque trabalha no ramo e está naturalmente a vender o seu próprio produto.

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