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RAIZE | Mudaram as regras a meio do jogo. Ainda vale a pena investir na Raize?

Escrito por Pedro Andersson

16.12.20

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7 min de leitura

A Raize vai passar a cobrar comissões sobre os juros

Todos fomos apanhados de surpresa. A Raize mandou um e-mail aos investidores com as alterações ao preçário (pode lê-lo aqui).

Este artigo acaba por ser mais para quem tem dinheiro investido na Raize do que para os outros, mas em todo o caso fica a perceber como funcionam ou que problemas podem surgir em algumas destas plataformas. Falei com um dos administradores da Raize e partilho convosco o que me explicou. Depois tirará as suas conclusões. Já lá vamos.

Pode ler ou reler aqui o artigo escrito em Setembro em que fazia apesar de tudo um balanço positivo dos meus investimentos na Raize, e onde explico que é a Raize.

As alterações entraram em vigor a 15 de Novembro e basicamente implicam passar a pagar à Raize uma comissão de 10 ou 12% sobre todos os juros que o investidor recebe todos os meses, caso não preencha os requisitos definidos pela plataforma. A somar aos 28% de taxa liberatória para o Estado.

Não vou entrar em detalhes sobre cada uma das opções porque basta olhar para o preçário.

Até ao momento tenho sido um “simpatizante” da Raize. Tenho quase 200 empréstimos a pequenas e médias empresas. Não é um valor grande, mas numa estratégia de diversificação da minha carteira de investimentos tem sido um investimento “agradável”, com juros a rondar os 5% sem grande trabalho, nem grande acompanhamento.

A Covid veio atrapalhar enormemente o tipo de negócio, que é apoiar e financiar micro, pequenas e médias empresas. Já tenho alguns casos de créditos irrecuperáveis.

Claro que nada disso me surpreende e até já estava à espera. É um investimento de risco e o valor que me pagavam compensava o risco (e a realidade) de alguns desses créditos não correrem bem.

Apesar de atrasos nos pagamentos e desses casos de incumprimento definitivo, ainda me compensava contribuir (e ser pago) para o financiamento de empresas nacionais mais pequenas. Confesso que ainda hoje acho “piada” ao projeto.

Mudança de regras a meio do jogo

Acontece que, de um dia para o outro, a Raize decidiu começar a cobrar uma comissão de 10% (arredondemos) sobre os lucros nas condições definidas, aplicando esse valor sobre os créditos antigos e não apenas sobre os próximos. Não foi isso o combinado. E sinto-me prejudicado com essa decisão.

Como fiz uma reportagem para o Contas-poupança sobre a Raize e tenho falado deles em workshops e ações de formação como um exemplo de investimento alternativo, sinto-me igualmente com a responsabilidade de falar sobre este tema.

No entanto, para o fazer de uma forma equilibrada quis falar primeiro com os responsáveis da plataforma para tentar perceber o contexto.

Numa longa conversa com um dos administradores, foi-me explicado que a Covid veio alterar completamente o modelo de financiamento da plataforma. 

Por exemplo, com custos quase zero nos créditos dos bancos, deixaram praticamente de ter interessados em fazer créditos com 5, 6 ou 7%. As empresas quase deixaram de procurar a Raize. Isso foi uma dificuldade importante.

Por outro lado, o facto de estarem na Bolsa de Valores, obriga-os a custos muito grandes para cumprirem todas as regras e condições impostas pelos reguladores. E o dinheiro não estava a chegar para rentabilizar o negócio.

A decisão, pelo que me explicaram, não foi fácil, mas criar esta taxa junto dos investidores foi a única maneira que encontraram para manter a plataforma sustentável. A outra opção era fechar a plataforma.

De acordo com a Raize, as condições de mercado evoluíram e tiveram de ser adaptar ao contexto. Na opinião deles, os investidores ganham um bocadinho menos mas continuam a ganhar (e mais do que nos depósitos a prazo). Traduzindo, é uma espécie de dividir o mal pelas aldeias (esta expressão é minha).
 
 
Foi mesmo uma questão – dizem – de sustentabilidade da Raize. Querem continuar em Portugal e a apoiar a economia nacional. Durante a pandemia, perderam empresas e investidores e a situação tornou-se insustentável. A Raize não consegue competir com linhas de crédito dos bancos de 1 e 2%.
 
Curiosamente, disseram-me que foram poucos os investidores que saíram de facto da plataforma. Muitos investidores continuam a fazer carregamentos e continuam com o tracker ativado para fazer novos empréstimos.
 
Reconhecem que a confiança de muitos investidores foi afetada, mas consideram que têm condições para continuar, agora com um maior aperto nas condições de concessão de crédito porque muitas destas empresas não vão resistir à crise provocada pela pandemia.
 

O que vou fazer

Como sabem, neste blogue transmito apenas as minhas opiniões pessoais e as minhas experiências financeiras enquanto consumidor e cidadão. Nesse sentido, e compreendendo a posição da Raize, não posso deixar de referir que a minha confiança neles foi abalada. Na minha avaliação, o risco de incumprimento não compensa os juros líquidos que poderei receber. Tenho alternativas igualmente arriscadas (ou menos) que me rendem mais.
 
Assim, vou manter o tracker desativado (como está desde o início da pandemia) e vou deixar os contratos chegarem lentamente ao seu fim ao longo dos próximos 2 ou 3 anos. Não estou na disposição de perder dinheiro vendendo os créditos (cessões) que tenho, com prejuízo. Simplesmente, vou aceitar ganhar menos mas mesmo assim ganhar alguma coisa.
 
Vou reclamar formalmente junto dos supervisores? Não. Mas respeito e acompanharei à distância quem o fez ou fará. Neste caso muito específico, não concordando, aceitei as explicações como razoáveis, tendo em conta a pandemia que estamos a atravessar. É uma decisão minha. Aceito e até recomendo que haja opiniões diferentes. 
 
 

O que é que isto me ensinou?

Aprendi que em qualquer investimento as circunstâncias podem mudar de um momento para o outro e que temos de estar (psicologicamente e financeiramente) preparados para isso.
 
Confirmei a importância de diversificar os meus investimentos: se tivesse posto tudo ou uma grande parte na Raize agora estaria muito insatisfeito. Se no final de tudo isto vier a perder dinheiro, encararei issso com toda a normalidade. Sei que isso pode acontecer desde o princípio. 
 
Aprendi que devo estar permanentemente atento ao desempenho de cada parcela da minha carteira e devo mexer nela sempre que entender que é o melhor para mim. Tirar de um lado e pôr no outro pode ser a melhor decisão em algumas alturas.
 
Em resumo, continuo a achar “piada” ao projeto da Raize, compreendo que não tinham muitas alternativas, e critico a forma como comunicaram o “problema”, como tive a oportunidade de o dizer pessoalmente. Vou manter o que tenho, mas não conto reforçar os meus investimentos nela num futuro próximo. A menos que as condições voltem ao que eram antes. Mas mesmo assim, perdi a confiança enquanto investidor. Estas alterações podiam, na minha opinião, ter sido feitas de outra maneira.
 
Agora cada um fará a avaliação que entender. Há pessoas que decidiram investir em força comprando as cessões dos que querem sair. Não duvido que pode vir a revelar-se um bom negócio. As vendas de uns normalmente são os lucros de outros. Vamos ver.
 
 


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26 Comentários

  1. Cfsh

    Não possuo investimentos nessa plataforma. No entanto, considero uma falta de respeito fazerem essa alteração para os investimentos antigos.
    Compreendo a situação deles mas não acho correcto.
    São estas atitudes que eu costumo “guardar”, na altura de escolher as empresas que me fornecem serviços.
    Tanto para o bem como para o mal.

    Responder
  2. Filipe Lourenço

    Resta saber se quando passar a pandemia irão retirar a comissão. Vai uma aposta que não ?

    Responder
  3. Tiago Afonso

    A Mintos, pelo que percebi, tem a mesma lógica da raíze e tem um “seguro de buyout”, que permite re-comprar créditos com mais de 60 dias de atraso aos investidores, mantendo os juros entretanto recebidos.
    Coloquei lá 30€ para experimentar e as taxas que tenho atualmente são cerca de 17% líquidos.
    Pode ser uma hipótese a estudar.

    Responder
  4. ACPS

    Possuo investimento nesta plataforma, fiz análise à alteração que fizeram e de forma alguma estou de acordo, e como se não bastasse agora mais recentemente foram aplicadas comissões. Estou descontente.

    Responder
  5. Eduardo

    Sou investidor na Raize e acho inadmissível que estas alterações sejam aplicadas a contractos antigos.
    Não é o propósito de um contracto garantir que ambas as partes cumprem com o acordado?
    É importante referir que a Raize sai sempre a ganhar:
    – Cobra às empresas que pedem empréstimos;
    – Cobra aos investidores pelos lucros obtidos em empréstimos (10-12%);
    – Cobra pelas cessões (5%);
    Em caso de incumprimento, o investidor perde o montante em falta e ainda perdeu 10-12% das prestações pagas pela empresa.

    Quanto a mim, desativei o tracker e vendi o máximo de empréstimos possíveis até dia 15 de Novembro.

    Responder
  6. Luís Mendes

    Boas Pedro, obrigado pela partilha, eu tenho carregado a minha conta, aproveito cessões, que não compreendo. Alguns empréstimos com apenas 2 a 6 meses para terminar. Aumentei a minha rentabilidade (5,8%). tenho tido mais cuidado a escolher os empréstimos nas cessões, consulto a empresa, ate me dou ao luxo de ligar para eles. E obviamente tenho me afastado de empresas, quando não atendem, o site não existe, etc…
    Tenho 96 empréstimos, nenhum atraso e apenas um em recuperação. para já não me queixo. Se é para arriscar arrisco. E em tom de brincadeira, o empréstimo que está em recuperação de 80 cêntimos, ….ainda vou ter com eles, peço lhe 1 euro e fico a ganhar!

    Responder
  7. Vítor Barbosa

    .. a ser verdade o que disse o Administrador da RAIZE, ou seja que as empresas já não recorrem à RAIZE, porque encontram na banca taxas muito mais reduzidas, então porque é que estas empresas não amortizam os empréstimos que tem na RAIZE e fazem empréstimos na banca??
    É que não tem havido amortizações na RAIZE….

    Responder
  8. Marco Ribeiro

    Bom dia,
    Tenho a minha conta na Raize acerca de 4 anos, e nessa altura que a plataforma não era conhecida é que era, tive dinheiro emprestado com taxas de 10%, e no global passava dos 7%. Agora aumentaram as comissões, e diminuíram as taxas de juro, fiquei muito desanimado, principalmente pela enorme queda das taxas de juro. Vou desistir da conta, aliás, já estou a vender os meus empréstimos todos no mercado de sessões.

    Responder
  9. Filipe

    same…

    Responder
  10. SamuelG

    Olá Srº Pedro! Obrigado pela vericidade do seu blog.
    Gostaria de saber qual seria a melhor maneira de sair “por cima” desta questão. Depois de analisar a situação em questão e ter lido esta notícia no seu blog, estou decidido em sair da Raize. Contudo, não quero perder nenhum dinheiro que investi (que não é muito), mas que dá para comprar alguns pacotes de leite… Existe alguma estratégia interessante ? Obrigado!

    Responder
    • Pedro Andersson

      Olá. Melhor que encontrei é deixar estar até acabarem todos os créditos. Se alguém encontrar melhor eu aceito sugestões 🙂

      Responder
  11. Carlos Gradissimo

    Pois… como diziam os “antigos” Terra onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão!
    Enfim, a Raize argumenta que dadas as circunstâncias adversas se viu forçada a implementar a referida comissão adicional. Até pode parecer uma decisão correcta, mas na minha humilde opinião será apenas adiar o inevitável, não fecha mais cedo porque entram mais uns “cobres”, mas fecha pouco depois porque não tem Investidores (sem eles não haverá capital para emprestar).
    Se perguntam qual seria a solução, não sei, não estou habilitado para isso, mas eles “Raize” deveriam estar. Quando se toma uma decisão em cima do problema e não se tem em consideração as consequências futuras, algo está mal…
    Concluindo e mais uma vez como diz o Pedro “é apenas a minha opinião” eu não estou a pensar em sair mas sinceramente não consigo ver um bom futuro para esta plataforma, é pena, eu também simpatizo com o modelo de negócio.
    Um Santo e Feliz Natal para si Pedro e todos os Investidores!

    Responder
  12. manuel ramos

    Boas

    Quando a certa altura diz :”Tenho alternativas igualmente arriscadas (ou menos) que me rendem mais.”
    Poderia dar exemplos sff

    Atentamente

    Ramos

    Responder
  13. Filipe Araújo

    Eu tenho a sensação que 10% é um “cash-grab”…uma medida desesperada, mas em análise última pouco fará pela sustentabilidade do negócio.

    Da minha parte, não reclamei. Mas agi.
    – não investi mais capital;
    – o tracker ficou desactivado;
    – os empréstimos saudáveis foram para sessão (84,5%), ou seja, empréstimos não reestruturados e sem qualquer atraso são vendidos.
    – os empréstimos em atraso ou recuperação (4,9%…desde atrasos recentes, que são a maioria, até atrasos de longos 0,19%) lá terei que esperar…e os outros restantes empréstimos, que não são “in-saudáveis”, mas foram reestruturados por alguma razão e agora não me permitem saír sem abdicar de uma percentagem do lucro, também terei que esperar.

    Desta forma reduzo a minha exposição. Não ganho, mas também não perco, e se tudo correr mais-ou-menos recupero liquidez para fazer outra coisa qualquer.

    10% é efectivamente uma fatia muito grande do lucro e se assim tivesse sido desde o início, nunca teria entrado.
    Nem estou incomodado, porque investimento é assim mesmo, e pode acontecer…mas quem dirige a plataforma também terá que ter a mesma atitude ao ver o investimento congelar completamente.

    Responder
  14. Samuel Coelho

    Neste momento, também já desliguei o tracker. Vou simplesmente deixar fechar as posições que tenho abertas. Para além disso, sem o tracker não se consegue investir. Quando damos conta, estamos a investir automaticamente em coisas que não sabemos e de risco elevado.
    Para quem gosta de crowdlending, aconselho https://goparity.com/ é o mesmo modelo que a Raize mas para projectos relacionados com ambiente e desenvolvimento sustentável. Para mim faz muito mais sentido. Têm na mesma a opção de investimento automático, mas mesmo que não usem, conseguem investir na mesma. Os projectos levam algum tempo a atingir o seu objectivo e têm tempo de ler toda a informação.
    P.S. Não estou de qualquer forma ligado a este projecto. É só mesmo a minha opinião como investidor.

    Responder
  15. Alburitel Castro

    Investir numa “coisa” que apenas existe na internet , nao percebo ..

    É incrivel como as pessoas sao tao facilmente manipuladas …

    Alteraram as condicoes ? tadinhos .. bem feita , cambada de lesmas que fazem tudo no telemovel por preguica de pensar !

    Responder
  16. Cfsh

    Pedro Andersson, deixo aqui uma questão: não lhe compensa mais, abater o seu credito habitação totalmente? É que só o que poupa com os valores mensais de seguros de vida, deve render muito mais do que quase todos os seus investimentos juntos, e sem chatices. Sem falar no alivio de saber que não precisa de pensar mais em prestações de crédito habitação.

    Responder
    • Pedro Andersson

      Não. Fazendo as contas, ganho mais investindo para depois abster um valor maior quando a Euribor subir. Como o banco me está a pagar a casa porque haveria de abater agora? 🙂

      Responder
    • Pedro Andersson

      Assim invisto o que estou a poupar no crédito à habitação e no seguro de vida, que reduzir para metade mudando de seguradora.

      Responder
  17. Nuno

    Boa tarde,
    Uma plataforma semelhante à Raize, mas na minha opinião com vantagens, é a Goparity.
    Também com rentabilidade em torno dos 5%. Uma boa alternativa.

    Responder
  18. Oscar Gouveia

    Eu já conhecia o conceito de crowdfunding antes do Pedro fazer a reportagem sobre a RAIZE e até já tinha investido cerca de 100€ numa dessas plataformas (VIAINVEST).
    Na altura fiquei bastante surpreendido por o conceito já ter chegado a Portugal e, principalmente, por ter vingado (mexer na quintinha dos bancos é pedir para ter problemas).
    Após me ter inscrito na plataforma fiquei logo desiludido pois percebi que não era nada semelhante ao conceito a que estava habituado especialmente por não garantirem o retorno do dinheiro investido. A título de exemplo, na VIAINVEST existe o buyback em que a empresa nos devolve o dinheiro emprestado caso os juros não sejam pagos 90 dias seguidos.
    Infelizmente a COVID-19 tem sido desculpa para tudo e mais alguma coisa em Portugal e a RAIZE não foi excepção. Friso bem o “em Portugal”, pois na VIAINVEST (Letónia) foi ao contrário. Houve um aumento da disponibilidade de pequenos créditos e a única coisa que alteraram foi impôr um valor mínimo de 20€ para podermos retirar o nosso dinheiro. Além do mais os juros por empréstimo rondam os 12%. Para que percebam os pequenos créditos são empréstimos a 30 ou 90 dias. Até ao momento enão tenho nada a apontar a essa plataforma e sugiro que a consultem.

    Responder
  19. Hélder Santos

    Boa tarde

    Foi com o Pedro (permita-me a ousadia de o tratar desta forma, pois dado que sigo as suas rubricas fielmente, que o considero como pessoa próxima.) que tomei conhecimento da Raize e resolvi tornar-me num micro investidor da plataforma em causa, e lamentavelmente é consigo que tomo conhecimento desta nova realidade da instituição em causa. Ao contrário do que afirma além de não concordar, pois não foi, com esta realidade que eu aderi á plataforma, pretendo reclamar, e acho que é uma obrigação reclamar.
    A alterarem condições têm de dar opções, nomeadamente assumir a posição contratual de quem não concorda-se e efectuar devolução do capital e juros á data, isso sim já me parecia consensual. Mas infelizmente estes exemplos são poucos.
    Aproveito a ocasião para desejar-lhe boas festas e obrigado pela trabalho e dedicação a esta causa que é fundamental.

    melhores cumprimentos
    Hélder

    Responder
  20. Manuel Caetano Miguel

    Nunca investi na Raize não sei porquê. Pelo que ti parece que tomei a decisão certa. Tenho optado pela Go Parity e vamos ver se não seguem os mesmos caminhos.

    Responder
  21. Paulo

    A COVID19 veio alterar muita coisa, mas também tem servido de pretexto para alterar muitas outras.
    Não comento a alteração tarifária porque isso cabe à empresa decidir, mas considero que “alterar as regras a meio do ‘jogo'” sem permitir a quem confiou na empresa para gerir o seu dinheiro a saída sem custos acrescidos é mais que suficiente para deixar de confiar na mesma.
    A alteração tarifária poderia – e deveria – ter efeitos para os novos contratos e nunca com efeitos retroativos sobre contratos já celebrados.

    Responder

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