Incapacidade – Confirme se tem direito a estes apoios da Segurança Social


Apoios (quase) desconhecidos da Segurança Social

Quem tem uma incapacidade igual ou superior a 60% pode ter direito a vários apoios em dinheiro para ajudar a lidar com a doença e fazer face aos encargos com a deficiência ou para pagar a ajuda de terceiros. Estamos a falar da prestação social para a inclusão e do complemento por dependência. São ainda algumas centenas de euros. Para poder beneficiar destas prestações deve observar os respetivos requisitos de atribuição e apresentar os meios de prova necessários ao reconhecimento do direito. Como não é automático, tem de pedir. Na reportagem desta semana (é a continuação da reportagem da semana passada) do Contas-poupança vamos explicar-se se tem direito a algum destes apoios e o que tem de fazer.

Milhares de pessoas podem pedir e não pedem porque não sabem

Para além de centenas de produtos que a Segurança Social financia a 100%, há também apoios em dinheiro que muitas pessoas não conhecem. Ou se conhecem, acham que não é para eles e nunca chegam a pedir. E a lei mudou este ano. Quem pediu no passado e foi recusado pode ser que agora já consiga.

Prestação Social para a Inclusão

Basta ter 60% ou mais de incapacidade, exceto para os pensionistas de invalidez do regime geral ou equiparados, para os quais é exigido 80% de incapacidade ou mais.  A Prestação Social para a Inclusão (também conhecida como P.S.I.), é composta por três componentes: a componente base, que visa fazer face aos encargos gerais com a deficiência, o complemento que visa apoiar a pessoa com deficiência que se encontre em situação de falta ou insuficiência de recursos económicos e a majoração, que se destina a compensar os encargos específicos com a deficiência.

As duas primeiras componentes já se encontram em vigor, encontrando-se em fase de regulamentação a extensão da componente base à infância e juventude. A majoração será oportunamente regulamentada. Ainda não está. Tem de aguardar.

Mais abaixo vou falar-lhe também do Complemento por Dependência. Já lá vamos.

No caso do PSI, a componente base desta prestação tem como valor máximo 273,39 euros mensais, dependendo dos rendimentos do titular da prestação (para graus de incapacidade entre os 60% e os 80%), podendo ser acrescida da componente complemento no valor máximo de 438,22€, para a qual são relevantes os rendimentos do agregado familiar.

A componente base da prestação é atribuída no montante máximo nos casos em que o titular tenha 80% ou mais de incapacidade, independentemente dos seus rendimentos, com exceção dos pensionistas de invalidez em que poderá ser descontado o valor do complemento social da pensão, caso exista.

Os titulares da PSI em situação de dependência, que careçam do apoio de uma terceira pessoa, comprovado por Junta médica da segurança Social podem beneficiar do Complemento por dependência, que vai dos 94,64 aos 189,29 €. Não é muito mas pode fazer a diferença em milhares de famílias.

O caso de Rosa Cristina

Rosa Cristina tem 38 anos, esclerose Múltipla e 66% de incapacidade. Recebe Rendimento social de Inserção e uma pensão de sobrevivência por ser viúva. Mas só agora pediu a Prestação Social para a Inclusão porque a assistente social se apercebeu que não tinha. Sem ajuda, Rosa Cristina não fazia ideia de que podia ter mais esta ajuda. Suponho que deve haver muitos casos como o dela.

Atualmente, para pedir a Prestação Social para a Inclusão tem de ter uma incapacidade igual ou superior a 60%, ter idade superior a 18 anos e ter residência legal em Portugal. A ideia é compensar a pessoa pelas despesas que passa a ter a mais por causa da incapacidade.

Se já tiver uma pensão de invalidez do regime geral também pode pedir, mas tem de ter 80% ou mais de incapacidade. E pode acumular com várias pensões, prestações e indemnizações. Tem a lista de tudo o que pode acumular neste GUIA DA SEGURANÇA SOCIAL.

8003_Presta_Social_inclusao

Leia com muita atenção o “Guia da Prestação Social para a Inclusão” no link acima. Tem neste documento todas as informações que precisa para saber se tem direito ou não e como deve fazer para o pedir.

Atenção aos 55 anos

Este ponto é muito importante. A partir dos 55 anos só tem direito à prestação se tiver requerido/obtido a certificação até essa idade. Se deixar passar 1 dia, perde o direito. Conhecemos um caso de uma cidadã que por ter deixado passar um mês perdeu este direito. Reclamou em todos os lados possíveis e não há nada a fazer.

Atenção a mais um detalhe. Estes subsídios não são automáticos. O titular ou as pessoas a quem a lei confere legitimidade (ex. representantes legais) têm de os pedir. Deve haver milhares de pessoas que têm direito a estas ajudas e não fazem ideia. Talvez possa ajudar algumas.

O Complemento por Dependência

Vamos agora falar de outro apoio. O Complemento por dependência. É um subsídio para quem precisa de ajuda de terceiros no dia-a-dia. Por exemplo, filhos que cuidam dos pais ou pais que cuidam dos filhos com incapacidade ou em que têm de pagar a alguém para cuidar deles. Neste caso, não depende de nenhum Certificado de Incapacidade. É a  Junta Médica que tem de decidir se está dependente ou não.
Até há pouco tempo, só tinha acesso a este Complemento quem já era pensionista. Mas a lei mudou e agora já muitos outros podem ter acesso. O problema, mais uma vez, é que muitas pessoas não fazem ideia.

As doenças abrangidas pelo complemento

O complemento por dependência é atribuído também aos beneficiários não pensionistas,
não só no caso acima indicado da Prestação Social para a Inclusão, mas ainda nas situações de incapacidade permanente para o trabalho e com prognóstico de evolução rápida para situação de perda de autonomia com impacto negativo na profissão por eles exercida, originada por paramiloidose familiar, doença de Machado-Joseph (DMJ), sida (vírus de imunodeficiência humana, HIV), esclerose múltipla, doença de foro oncológico, esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença de Parkinson (DP) ou doença de Alzheimer (DA) e doenças raras.
O valor a receber depende de vários fatores, mas genericamente, para uma Dependência de 1º grau recebe 105,16 € por mês e se for de 2º grau recebe 189,29 € por mês.
Tem aqui todas estas informações no Guia da Segurança Social do Complemento por Dependência:

O caso de Maria Oliveira

Maria Oliveira recebe 375 euros por mês de pensão de invalidez. Tem 88 anos e está numa cadeira de rodas há mais de 30. É a nora, Lília, que toma conta dela. Podia estar a receber mais 110 euros por mês mas não está, porque não sabia que podia pedir este apoio.
Lília não é a única nesta situação. Muitas pessoas não sabem os direitos que têm, não sabem a quem pedir informações ou estão obviamente mais preocupadas em cuidar dos seus do que ler leis difíceis de entender.
A boa notícia é que até agora este subsídio dependia dos rendimentos, mas agora já não. Até ao ano passado quem recebia mais de 600 euros não tinha direito, agora já tem. A lei mudou em 2019. Agora se tiver direito não será recusado por causa dos rendimentos.
Portanto, se o seu pedido foi recusado no passado, volte a pedir outra vez. Se lhe disserem que não pode por causa dos rendimentos, responda que a lei foi alterada recentemente.
Em resumo, leia os guias da Segurança Social que estão na internet e que explicam com detalhe quem tem direito e o que tem de fazer. Ajude os seus pais, avós, amigos ou vizinhos a perceber se estão a perder dinheiro por falta de informação. E não desista antes de tentar. Este dinheiro pode fazer diferença na vida de quem precisa.
Pode ver ou rever a reportagem em vídeo neste link da SIC Notícias:

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33 comentários em “Incapacidade – Confirme se tem direito a estes apoios da Segurança Social

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    Manuel Barbosa Moreira Reply

    Pois o problema é mesmo esse; não tenho qualquer atestado desse teor. Apenas tenho o documento aquando da atribuição do valor de reforma, que diz concretamente que o meu pedido de reforma por invalidez foi atribuido, dizendo ainda que estava impossibilitado para exercer a profissão que exercia ou qualquer outra.
    Desde já, grato pela atenção
    Barbosa Moreira

  2. Avatar
    Manuel Barbosa Moreira Reply

    Fui reformado por invalidez à cerca de 20 anos, e neste momento estou já na faixa dos reformados por velhice (70 anos de idade).
    Será que eu não estive sempre a pagar taxas moderadoras e teria direito a isenção?
    Se sim, ainda posso requerer essa isenção?

  3. Avatar
    MANUELA PEREIRA Reply

    Depois de 2 operações ao joelho,fiz uma terceira,para colocar uma protese total no joelho,e sem conseguir andar ainda depois de 18 meses depois.Não tenho qualquer rendimento,desde Janeiro 2019.O fundo de desemprego acabou em Janeiro de 2019.Tenho 56 anos,sem emprego,sem fundo de desemprego,enfim sem apoios ALGUNS!!!Como puderei resolver a minha situação???

  4. Avatar
    Filipe Reply

    Boa Tarde a todos!

    Questiono este subsidio de inclusão e a forma como ele foi criado, não seria melhor este subsidio ser por escalões! Porque se é para incluir não podem por 60%, pois, estão a entrar em contrassenso, dando o meu exemplo como referência, tenho 50% não tenho nenhum subsídio, sou portador de doença crónica Psoríase há 20 anos e que afeta o organismo num todo (não só a pele que é o maior órgão humano), associada a esta patologia (comorbidades), tenho artrite psoriatica há 10 anos, sou hipertenso há cerca de 8 meses e com sinais de colesterol alto, tenho consultas em 3 especialidades no Hospital de São João e também sou seguido no médico de família, todos nós sabemos que ja com idade as portas do mercado fecham-se e mais ainda com problemas de saúde que requerem vigilância e idas ao hospital / centro de saúde. Quando se cria um subsídio desta natureza estarão cientes que estão a excluir pessoas que não atingem os 60%? Sou aplogista da criação de subsidios com um fim social que é combater a descriminação social, injustiças, pobrezas e etc.. e defendo também a inclusão, mas que seja bem aplicada e bem monitorizada e aplicada a justiça social e não só quando temos refugiados e outros afim que damos tudo e aos nossas umas migalhas! Numa democracia somos diferentes, mas tratados por igualdade de direitos e obrigações.

  5. Avatar
    Nataliya Slatina Reply

    Boa noite. Tem meu filho com paralisia cerebral incapacidade 94 proventos, com 10anos dê idade, qual direitos ele tem?Obrigado.

    • Pedro Andersson
      Pedro Andersson Post authorReply

      Olá. Deve marcar uma reunião no balcão da inclusão da segurança social da sua zona. Eles são especializados. Os balcões normais não conhecem muitos direitos. Peça também ajuda na câmara municipal e na sua junta de freguesia. Muitas dão apoios. Outras não dão nada.

  6. Avatar
    eduardo lemos Reply

    estou desde dia 04-03-2019 a espera da componente base sera isto normal?

  7. Avatar
    Ângela coelho Reply

    Alguém já recebeu o complemento? Estou a nove meses à espera e ainda não tive resposta

  8. Avatar
    Maria Reply

    Boa tarde

    Sou cuidadora de uma deficiente Trissomia 21 com grau de incapacidade 95% pelo Multiusos. Sou irmã e Representante Legal. Já foi à Junta médica da Segurança Social e sempre deferiram aumento de valor para complemento. Vê-se a olho nú que ela não é autónoma e aliás nunca o foi. É preciso fazer-lhe tudo como banhos, comer, cortar a comida, segurar-lhe pela mão para atravessar ruas, dar-lhe os medicamentos, etc… Passaram a pensão de invalidez para o PSI e vi que isso não ajudou em nada. Disseram ano passado que era preciso preencher um formulário para o Componente Base e Complemento do PSI enviado em carta para residência. Fui direta à Segurança Social e pediram um comprovativo do valor em conta até 31 de Dezembro de 2018 e entreguei o multiusos. Apresentei certidão bancária do valor irrisório de 200 e poucos euros com documento passado pelo Banco. Pediram uma conta bancária para o devido pagamento e até hoje nunca foi depositado tal pagamento. Este mês que deveriam ter creditado o pagamento 2x a mensalidade contando o 13º, só fizeram de uma mensalidade. Cuido dela e pagam um complemento de 93€. Isto é um absurdo de complemento para quem tem de deixar de fazer a própria vida para cuidar e ser a vida do outro. Não sabem dar respostas concretas, respondem grosseiramente nos balcões de atendimento, não tem paciência com nada. Já liguei diversas vezes para a Segurança Social Direta e olhe, é uma alienação total dos assuntos e da Lei. Nunca sabem responder nada e depois de tanto tempo a espera em telefonemas que são pagos, e esclarecimentos infundados, mandam de uma telefonista para outra, e por fim marcam dia e hora para ir-mos para o atendimento da segurança social da nossa localidade, isto é a gozar mesmo. Para que serve essa tal se linha Segurança Social Direta? É mesmo a brincar com a saúde e tolerância das pessoas. Ia esquecendo que, eles organizaram atendimentos nas juntas de freguesia para assessorar as pessoas e diminuir o trânsito das filas na segurança Social. Mais uma inutilidade total e salários tirados dos subsídios que faltam a quem precisa. Porque não fazem nada. Só dizem os direitos que as pessoas tem mas não estão seguros se esses direitos dizem respeito realmente ao caso. Na própria Segurança Social elas lá disseram que eles não sabem de nada e que a linha Direta também não. Veja bem sr. Pedro. É inadmissível. São salários pagos a cargos inúteis. Faleceu a minha mãe a quase 2 anos e o complemento de terceiro pedido meses antes de seu falecimento até hoje nunca foi pago. Desisti de andar a pagar estacionamento e perder meu tempo em ir aos atendimentos para dizerem que está atrasado. Ela foi à Junta médica, recebemos a carta de deferimento para o mesmo e nunca o recebemos. Ainda assim perguntaram se ela foi chamada à Junta de freguesia veja bem isto com o papel de pedido do mesmo que eu tinha como prova e escrever uma carta de pedido de remissão do Complemento deferido em 08-2017. Veja bem onde isto anda. Até hoje nada.
    Estou cansada e farta. Andei muito mal quase sem energia vital e se me acontece algo ninguém ajuda e ela ficará abandonada ao destino. Não te tenho apoios de forma nenhuma. É esta Segurança Social que mais é uma insegurança Social que vivemos neste País. Pois nunca se sabe a quantas se anda. Casos e casos que estão no anonimato e é preciso coragem para desvelar isso e pormos um fim a este sistema de regras desrespeitoso. Estou deveras desiludida e chocada com tamanho descaso.

    • Pedro Andersson
      Pedro Andersson Post authorReply

      Olá. Já marcou uma derradeira consulta num balcão da inclusão da segurança social? Eles são especializados. Faça isso.

  9. Avatar
    Lúcia Maria Severino Rodrigues Lopes Reply

    Tenho uma incapacidade de 68%, solicitei PSI, foi deferido, mas no final das contas tinha a receber 0 euros, porque tenho bens patrimoniais. No ano 2019 saiu a notícia que para este subsídio não entravam os bens patrimoniais, nem os valores de rendas de casa, gosta de ser esclarecida sff, pois dirigi-me a SS e as funcionárias desconhecem, dizem que a situação se mantém e não vou ter direito.

  10. Avatar
    Hugo RDM Reply

    Fiz o pedido do “Componente” em 21/11/2018 e ainda estou à espera da respostas!!!!!

    • Avatar
      Hugo RDM Reply

      Correcção “complemento”. Nem dei conta que tinha escrito mal! 🙂

  11. Avatar
    Deolinda Campas Reply

    Boa tarde o meu marido teve uma doença oncológico devido a essa doença fiquei com doença profissional
    No atestado multiosos incapacidade 60% que direitos tem numa compra de um carro novo

    • Avatar
      Hugo RDM Reply

      Acho que agora já não ajudam a comprar carro. Também tenho 60% (mas ao principio tinha 90% “faço hemodiálise”, sou doente à 21 anos, mas disseram que agora só podiam meter 60% no multiusos!) e também falei disso na segurança social e disseram que não tinha direito. A não ser que o seu marido tenha algum problema motor, nesse caso tem ajuda a comprar carro. Espero ter ajudado.

      • Avatar
        Maria Santos Reply

        Hugo RDM,

        A sua resposta está incorrecta. Para ter direito a comprar carro mais barato tem de ter OBRIGATORIAMENTE uma incapacidade motora. E, ainda erradamente escreveu isto: “disseram que agora só podiam meter 60% no multiusos!)”! Se eventualmente lhe deram essa informação, foi mal dada. Pois eu, fui reavaliada agora há pouco tempo, tinha 60% desde os meus 47 anos, e foi-me atribuída uma de maior %. Isso depende tudo das juntas, da interpretação de vários factores. Também sei de quem tem esse benefício, e anda melhor que eu. Há de tudo, infelizmente

  12. Avatar
    JOÃO PEREIRA Reply

    Será que o senhor PEDRO ANDERSSON não entende que a partir dos 55 anos é quando estamos mais sujeitos a doenças graves como é possível o senhor dar cobertura a uma entidade tão rasca que vivem á conta de quem trabalha? pois, pois… estava esquecido, o senhor afinal não passa de um vendedor de livros. você é uma maravilha, talvez tenha direito a essa esmola.

    • Avatar
      Maria Santos Reply

      João,

      E o que tem o Senhor Pedro Andersson a ver com isso? É por um acaso o mesmo que faz as Leis?

      Comentário mais imbecil!!!

  13. Avatar
    Carmo santos Reply

    Olá a todos…
    Peço a todos que partilhem.
    Vamos mostrar o nosso grito de revolta, como pais de uma criança portadora de deficiência, e a relidade, em relação às reportagens feitas nestes últimos dias, sobre produtos de apoios em que é tudo fácil. Afinal os pais é que são os “abrutes “, nesta história toda….
    Então aqui vai como pais de uma criança com deficiência, a nossa última experiência, não foi nada agradável, e mais, nós somos uma das famílias que não nos importamos de dar a cara pela realidade da atribuição de produtos de apoio aos portadores de deficiência….
    A nossa filha recebeu agora no princípio do ano, três produtos de apoio…. Em que de facilidade como falam nas reportagens nada houve, muito pelo contrário quase que foi uma batalha…
    Só para saberem, para além de não serem os produtos que escolhemos que nos foram atribuídos, nem sequer tinham as funções que pretendíamos, porque a seg social por trás de um ecrã de computador, e como é muito fácil, pede mais umas dezenas de orçamentos, e atribui os mais baratos. E depois Ups não corresponde ao que se pretende…isso aconteceu connosco, um ano e tal desde prescrição, até nos ser entregue o dinheiro para a compra dos mesmos … Do Orçamento de perto de 20 000.00 euros recebemos 10 116.00.
    Surreal….simmm muito, foi só metade do valor que tínhamos pedido e orçamentado . O que fizemos Ginástica, e ajudas com angariação de fundos para a nossa filha ter produtos minimamente dignos, e com o conforto que a nossa filha tem direito …
    Nessa altura, ou seja á cerca de um mês e tal resolvemos marcar consulta para prescrição de mais uns produtos necessários ao bem estar da Matilde…
    Um deles seria uma cadeira de banho, que andávamos desde janeiro mais ou menos a ver etc etc … Ora a Matilde tem dez anos nunca tivemos cadeira de banho e estava a tornar se cada vez mais difícil pegar nela ao colo tirar da banheira….Cada vez mais difícil mesmo, procuramos etc etc. Até que decidimos qual a cadeira que pretendíamos, e a que se ajustava mais a nossa vida diária, ao nosso espaço em casa etc.
    Ora uma cadeira dessas, dependendo dos acessórios, que podem ser precisos depende da pessoa protadora de dificiencia, pode chegar a muitas, muitas centenas de euros ou até mais muito mais de mil euros ….
    Então marcamos consulta para prescrição , para aqueles apoios que nas reportagens são todos muito fáceis (há só um á parte a última vez que fiz entrega de processo para produtos a sra da seg social, teve a coragem de me perguntar o que é isto? Ao que eu respondi produtos de apoio, resposta e entrega se aqui isto …. Ora tive de ser mazinha e dizer diga-me a sra que trabalha aqui eu não trabalho cá, cuitada da sra não sabia onde se meter).
    Então a dura realidade é assim, temos uma lista de espera para consulta de quatro meses …ora feitas contas vai á um mês e tal que marcamos uiiii…. Depois da consulta até vir a prescrição, arranjar todos os documentos, orçamentos etc, vá mais um mês e meio dois, ora já vai em meio ano, então vamos entregar na segurança social…. Depois a seg social, se tiver tudo certo, se não pedirem mais isto mais aquilo, tem 60 dias para deferir o processo, e vos garanto que se for deferido é deferido mesmo no último dia dos 60, foi exatamente o que aconteceu no nosso último processo ….
    Ora depois de deferido …
    Ups não há verba para pagar os produtos, e esperamos, no nosso caso nove meses pelo pagamento, ora fazendo contas seis meses mais dois para deferimento mais nove, dez, onze, um ano, etc para pagar , podemos chegar a um ano e meio, dois anos sem o produto que tanta falta faz ao bem estar e ao conforto das pessoas portadoras de deficiência….
    Então como se estava a tornar insuportável dar lhe banho um sozinho…. Resolvemos avançar com a encomenda da cadeira á cerca de um mês, e tentarmos pagar nós a mesma…
    Ora a cadeira chegou ontem a nossa casa….
    Sim a Matilde, tomou o seu primeiro banho na cadeira ontem, e hoje o segundo …
    E para além da liberdade que ela sentiu e a alegria, digo-vos, as nossas costas agradecem imenso…
    São centenas de euros que vamos ter de pagar são …. Mas a minha filha, não pode esperar dois anos por uma cadeira de banho…
    E esses srs dessas ditas reportagens, em que tudo é muito florido, podem também fazer reportagem sobre o reverso da moeda…. E mais estão a tentar abafar o quê… O estatuto do cuidador????
    Estão a tentar fazer dos pais ignorantes, ou a mostrar ao país que as leis existem mas só no papel. Pois na realidade são bem cruéis e isso não se mostra, uma realidade onde assistentes da seg. Social dizem os pais querem tudo …mas não foi isso que se mostrou… Foi que tinham direito a tudo, etc etc…
    Eu dou a cara para defender estas situações, que na realidade não são como as mostram bonitinhas na TV….
    E mais, não falaram em terapias em bons tratamentos onde andam eles … ENFIMMM.. MOSTRAR UMA REALIDADE QUE NÃO EXITE ….
    Se não fosse a solidariedade de muita gente, muitos portadores de deficiência nem de casa podiam sair….
    Mas deixo-vos a satisfação da Matilde no seu banho, e sim na cadeira que nós escolhemos ….e que vamos pagar nós…..

  14. Avatar
    Maria carmos Santos Reply

    Olá …..
    Vamos mostrar o nosso grito de revolta, como pais de uma criança portadora de deficiência, e a relidade, em relação às reportagens feitas nestes últimos dias, sobre produtos de apoios em que é tudo fácil. Afinal os pais é que são os “abrutes “, nesta história toda….
    Então aqui vai como pais de uma criança com deficiência, a nossa última experiência, não foi nada agradável, e mais, nós somos uma das famílias que não nos importamos de dar a cara pela realidade da atribuição de produtos de apoio aos portadores de deficiência….
    A nossa filha recebeu agora no princípio do ano, três produtos de apoio…. Em que de facilidade como falam nas reportagens nada houve, muito pelo contrário quase que foi uma batalha…
    Só para saberem, para além de não serem os produtos que escolhemos que nos foram atribuídos, nem sequer tinham as funções que pretendíamos, porque a seg social por trás de um ecrã de computador, e como é muito fácil, pede mais umas dezenas de orçamentos, e atribui os mais baratos. E depois Ups não corresponde ao que se pretende…isso aconteceu connosco, um ano e tal desde prescrição, até nos ser entregue o dinheiro para a compra dos mesmos … Do Orçamento de perto de 20 000.00 euros recebemos 10 116.00.
    Surreal….simmm muito, foi só metade do valor que tínhamos pedido e orçamentado . O que fizemos Ginástica, e ajudas com angariação de fundos para a nossa filha ter produtos minimamente dignos, e com o conforto que a nossa filha tem direito …
    Nessa altura, ou seja á cerca de um mês e tal resolvemos marcar consulta para prescrição de mais uns produtos necessários ao bem estar da Matilde…
    Um deles seria uma cadeira de banho, que andávamos desde janeiro mais ou menos a ver etc etc … Ora a Matilde tem dez anos nunca tivemos cadeira de banho e estava a tornar se cada vez mais difícil pegar nela ao colo tirar da banheira….Cada vez mais difícil mesmo, procuramos etc etc. Até que decidimos qual a cadeira que pretendíamos, e a que se ajustava mais a nossa vida diária, ao nosso espaço em casa etc.
    Ora uma cadeira dessas, dependendo dos acessórios, que podem ser precisos depende da pessoa protadora de dificiencia, pode chegar a muitas, muitas centenas de euros ou até mais muito mais de mil euros ….
    Então marcamos consulta para prescrição , para aqueles apoios que nas reportagens são todos muito fáceis (há só um á parte a última vez que fiz entrega de processo para produtos a sra da seg social, teve a coragem de me perguntar o que é isto? Ao que eu respondi produtos de apoio, resposta e entrega se aqui isto …. Ora tive de ser mazinha e dizer diga-me a sra que trabalha aqui eu não trabalho cá, cuitada da sra não sabia onde se meter).
    Então a dura realidade é assim, temos uma lista de espera para consulta de quatro meses …ora feitas contas vai á um mês e tal que marcamos uiiii…. Depois da consulta até vir a prescrição, arranjar todos os documentos, orçamentos etc, vá mais um mês e meio dois, ora já vai em meio ano, então vamos entregar na segurança social…. Depois a seg social, se tiver tudo certo, se não pedirem mais isto mais aquilo, tem 60 dias para deferir o processo, e vos garanto que se for deferido é deferido mesmo no último dia dos 60, foi exatamente o que aconteceu no nosso último processo ….
    Ora depois de deferido …
    Ups não há verba para pagar os produtos, e esperamos, no nosso caso nove meses pelo pagamento, ora fazendo contas seis meses mais dois para deferimento mais nove, dez, onze, um ano, etc para pagar , podemos chegar a um ano e meio, dois anos sem o produto que tanta falta faz ao bem estar e ao conforto das pessoas portadoras de deficiência….
    Então como se estava a tornar insuportável dar lhe banho um sozinho…. Resolvemos avançar com a encomenda da cadeira á cerca de um mês, e tentarmos pagar nós a mesma…
    Ora a cadeira chegou ontem a nossa casa….
    Sim a Matilde, tomou o seu primeiro banho na cadeira ontem, e hoje o segundo …
    E para além da liberdade que ela sentiu e a alegria, digo-vos, as nossas costas agradecem imenso…
    São centenas de euros que vamos ter de pagar são …. Mas a minha filha, não pode esperar dois anos por uma cadeira de banho…
    E esses srs dessas ditas reportagens, em que tudo é muito florido, podem também fazer reportagem sobre o reverso da moeda…. E mais estão a tentar abafar o quê… O estatuto do cuidador????
    Estão a tentar fazer dos pais ignorantes, ou a mostrar ao país que as leis existem mas só no papel. Pois na realidade são bem cruéis e isso não se mostra, uma realidade onde assistentes da seg. Social dizem os pais querem tudo …mas não foi isso que se mostrou… Foi que tinham direito a tudo, etc etc…
    Eu dou a cara para defender estas situações, que na realidade não são como as mostram bonitinhas na TV….
    E mais, não falaram em terapias em bons tratamentos onde andam eles … ENFIMMM.. MOSTRAR UMA REALIDADE QUE NÃO EXITE ….
    Se não fosse a solidariedade de muita gente, muitos portadores de deficiência nem de casa podiam sair….
    Mas deixo-vos a satisfação da Matilde no seu banho, e sim na cadeira que nós escolhemos ….e que vamos pagar nós…..

    • Pedro Andersson
      Pedro Andersson Post authorReply

      Cara Carmo, fiquei muito sensibilizado com o seu comentário. Tenho consciência da gravidade do problema e esse lado da moeda não está esquecido. Nesta primeira fase “descobrimos” estes direitos. Se não funcionam é outra história igualmente importante. Vou precisar do deu contacto. Pode enviar-me por mensagem privada no Facebook? Obrigado.

  15. Avatar
    Guilhermina Ramos Reply

    Eu tenho 75% de incapacidade e em Dezembro de 2018 requeri ao PSI, pois tenho um subsidio de 200 euros e não consigo suportar todas as despesas inerentes à minha condição. Vivo de favor na casa da minha mãe e a minha frágil saúde nunca me permitiu formar a minha familia nem ser independente. Estou desempregada desde que acabei a minha licenciatura e ainda sofro de depressão crónica. O meu pedido foi DEFERIDO mas não irão pagar porque “de acordo com as regras de calculo, verifica-se que não haverá lugar a pagamento do Complemento”.
    Eu não trabalho, não tenho casa própria , não tenho dinheiro no banco, nem sequer faço parte do IRS da minha mãe. Mas foram considerar os valores que a minha mãe, que é reformada, tinha no banco na altura uns 1.000 euros e o fato dela ter casa própria. Alegando que isso foi factor de não me pagarem o PSI. Mas não me pertence nada que seja da minha mãe, até porque somos 3 filhos e terá sempre que ser dividido entre os tres. Mas que contas são essas que uma pessoa tem o Deferimento e não tem o direito de receber?

  16. Avatar
    guilhermina santos nunes Reply

    Tenho quase 92 anos, fiquei viúva há 17 meses e passei a viver com a minha filha. Já não estava bem sózinha porque não oiço práticamente nada o que me tira a autonomia e a visão também está reduzida! Fui aconselhada a pedir o complemento de dependência. Fui a uma junta médica em Novembro de 2018 e até agora não obtive qualquer resposta….que devo fazer? Agradecida.

  17. Avatar
    Maria Santos Reply

    Ao que parece, não há respostas. Também eu, tenho uma incapacidade de 70%, certificada pelo atestado Multi-usos, já fiz o pedido 4 VEZES, e das mesmas, vieram todos INDEFERIDOS, sem razão aparente. A última vez que me responderam, foi para dizerem, que como não tenho 80% de incapacidade, não tenho direito. Era importante que lesses, muito bem as Leis, se não as sabem interpretar, que solicitem a quem de direito. E assim continuo…. Este País não funciona mesmo!!!!

    • Avatar
      Maria Santos Reply

      Fui reavaliada, pois o meu problema de saúde agravou-se imenso. Vou de novo fazer o pedido. Quero ver a desculpa que me darão agora. É, que a minha incapacidade já a tenho desde os 47 anos de idade, sendo reavaliada, (primeiro de 2/2 anos), Até perfazer os 55 anos.

      Actualmente tem vindo a aumentar a incapacidade, passou para 83%! Quero ver se vão indeferir de novo!

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    Conceição Gonçalves Reply

    Adorei a vossa informação sobre os benefícios de pessoas com deficiência.
    Obrigada

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    Susete Juliana pragana Reply

    Bom dia eu tenho40 % de incapacidade por atestado multiusos e 6%de doenças profissionais tenho algum subsidio

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    eduardo lemos Reply

    já que a seguraça social não me responde sera que alguém me sabe dizer qual é o tempo de espera pra receber a componente base da psi

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      Hugo RDM Reply

      Em 2018 esperei cerca de 3/4 meses(não tenho a certeza), mas veio com os retroactivos.

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    Janice Maia Reply

    Tive o problema com 55anos em 2016 e tive a juntamedica em 2017 tenho uma incapacidade de60% e nao me ajudaram em nada ate hoje ,estou desempregada ,ja pedir ajuda mas nada.obrigada

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