Contas-poupança… o mais visto (e talvez o mais útil)





Obrigado!

Obrigado por terem visto o Contas-poupança ontem no Jornal da Noite na SIC. Foi o programa mais visto na televisão portuguesa nos minutos em que foi emitido. Isso revela que continuam a achar importante conhecerem os vossos direitos enquanto cidadãos.

Confesso que me surpreendeu o interesse na reportagem (logo quando a anunciei uns dias antes) porque estando a falar exclusivamente para pessoas com incapacidade igual ou superior a 60% com Certificado de Incapacidade Multiuso, pensei: “Isto só vai interessar a meia dúzia de pessoas…”.

Mesmo assim decidimos aqui na SIC avançar com o tema pela relevância que estas informações podem ter na vida dessas pessoas. Às vezes é tão importante ter muito impacto (positivo) na vida de poucas pessoas, como algum impacto (embora menor) numa quantidade grande de pessoas. Enfim, é o nosso critério ao longo destes últimos 9 anos com o Contas-poupança: Ter impacto na vida das pessoas.

Resposta esmagadora

Comecei a receber muitas dezenas de mensagens com casos e perguntas. Não consigo nem ler nem responder a todos. Espero que compreendam. Liguem para esta linha específica, por exemplo. Ou para a segurança Social (o número está no Google).

Já vou fazer algumas considerações sobre comentários muito negativos em relação à reportagem. Para já quero só agradecer aos quase 1 milhão e 100 mil pessoas que viram o Contas-poupança sobre um dos direitos que as pessoas com incapacidade têm: Pedir financiamento grátis à Segurança Social e a fundo perdido para equipamentos que as possam ajudar no dia-a-dia. Pode ver ou rever essa reportagem AQUI.

Em média, quase 1 em cada 4 portugueses que estavam a ver televisão viram a reportagem.

Depois da reportagem começaram a chover mensagens. Esta foi uma das “positivas”. Obrigado Daniel. Tentamos ajudar.

Também recebi algumas mensagens “negativas”. Que a reportagem era uma mentira e que eram só balelas. A justificação desse espectador em específico é que pediu e não conseguiu nada.

Quero responder a esse espectador que o facto dele não ter conseguido, não quer dizer que a reportagem tenha factos que não sejam verdadeiros. Pode até ter razão para se sentir injustiçado porque precisava e não lhe deram uma resposta positiva. Isso pode ter acontecido por vários motivos: Erro da Segurança Social, erros de avaliação no processo, falta de orçamento, informações erradas por parte de funcionários e assistentes sociais, mas também me apercebo vezes demais de que à vezes o próprio cidadão não segue as instruções precisas e os procedimentos definidos na lei sobre como deve fazer o pedido. Acham que é só chegar lá e pedir e não entregam a documentação toda e a horas. Barafustam e não fazem as reclamações como devem ser feitas. Essa é a parte que nos compete.

O cidadão tem deveres e direitos. Não pode querer ter só direitos. Não sei qual é a situação do espectador, por isso não vou fazer nenhum juízo de valor. A minha consideração é geral. A verdade é que há casos de milhares de pessoas que conseguiram ter este financiamento.

A lei é bonita, mas na realidade não funciona

Outros disseram que a lei é bonita mas na prática não funciona. Parece-me ser um facto. Mencionei isso na reportagem. Mas por ela não estar a funcionar muito bem não quer dizer que a lei não exista. O objetivo desta reportagem é fazer com que as pessoas entendam que TÊM esse direito. E que exijam ser BEM informadas quando vão às instituições e falam com assistentes sociais.

Sim, há casos gritantes em que quando o pedido é aprovado a pessoa já morreu ou precisa já de outros equipamentos diferentes. Isso é gravíssimo e é o Estado a falhar. Cá estaremos para falar TAMBÉM disso. Aliás, já estou a reunir casos para confrontar a Segurança Social. Mandem-me esses exemplos.

Esta sexta-feira, programa em direto sobre este direito. Participe.

Amanhã, sexta-feira na SIC Notícias, entre as 15h00 e as 16h00 vamos ter em estúdio em direto um representante do Instituto Nacional para a Reabilitação a quem podem colocar as vossas perguntas específicas. Ligue em direto ou grave uma pergunta em vídeo por Whatsapp. Queremos continuar a contribuir para o esclarecimento dos direitos dos cidadãos (ainda por cima dos que mais precisam de ajuda).

Mande a sua pergunta por WhatsApp

Queremos ver-vos. Portanto, estamos a testar o envio das vossas perguntas em vídeo por WhatsApp (se resultar avançaremos para outros métodos). Para isso devem instalar a App no vosso telemóvel e registar o nosso número na vossa lista de contactos. Temos um número específico só para o envio das vossas perguntas em vídeo. É o 963 168 000. Depois é simples:

-Clicam na App e depois de abrir, clicam no ícone da máquina fotográfica.

– Gravam a vossa pergunta, mantendo sempre o dedo no botão da gravação enquanto estiverem a falar (COM O TELEMÓVEL NA HORIZONTAL). Se mandarem o vídeo na vertical fica mais “feio” mas passa na mesma. Evitem.

– Depois de gravada a vossa pergunta (tentem até estar como querem – DICA: mantenham o telemóvel o mais estabilizado possível para o vídeo não ficar tremido), escrevem na “legenda” o vosso nome, profissão, idade e localidade e carregam no símbolo de “Certo”.

(Estas fotos esquisitas acima foram o primeiro “teste”) :).

– Escolhem o numero do “Contas-poupança” 963 168 000 da vossa lista de contactos e já está. Recebido. Avaliaremos a relevância da vossa pergunta, irá para o ar e responderemos em estúdio em direto, esta semana excecionalmente à sexta-feira (costuma ser à quinta) entre as 15h e as 16h.

Esta é uma oportunidade de, mais uma vez, aproximar o público da televisão. Queremos que este seja o VOSSO programa. Aparecerem na televisão, em vez de simplesmente entrarem pelo telefone é uma possibilidade muito interessante. Aproveitem.

Fale-nos do seu problema e tentaremos encontrar uma solução.

Teste agora. Mesmo que não resulte à primeira, não desista. Este novo formato é muito importante para nós e para si.

Tem aqui um exemplo de pergunta.

Mande-nos já a sua pergunta em vídeo pelo WhatsApp. É super simples. Só custa o primeiro :). Ou mande uma mensagem simples sobre o programa, se quiser, só para testarmos.

Informe-se. Investigue. Pergunte nas instituições

Informem-se bem. Leiam o guia que publiquei no blogue. Façam o que lá está. E sempre que o vosso processo demorar, RECLAMEM por escrito no livro de reclamações. Mandem e-mails, queixem-se na comunicação social, mandem cartas para os ministérios. Falem “alto” mas com educação e respeito. Não me inundem com perguntas, por favor. Sou só um, OK?

Se só se queixarem aqui no blogue ou no facebook, eu tenho muito prazer em vos ouvir e ler, mas não decido nada. Não é comigo que têm de reclamar. É nos locais próprios. Os portugueses têm de aprender a reclamar com eficácia. E sempre por escrito. Não da boca para fora. Na internet somos todos muito corajosos, não é? Temos de mudar essa atitude.

Para a semana, vou continuar com este tema. Vou falar agora dos apoios financeiros que os portugueses com incapacidade podem ter e em que condições. É que os equipamentos fazem falta, mas o dinheiro também. Conto convosco mais uma vez. Pode ser que descubram um subsídio ou prestação que possam pedir e que não conheciam.

Acompanhe-nos AQUI

NOVO LIVRO “CONTAS-POUPANÇA” 34 dicas para poupar muito mais e fazer crescer o seu dinheiro em 2018. É um livro que se paga a ele próprio apenas com uma dica. Tem também o livro de 2016 ( dicas com terapia de choque para as suas finanças).

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(Todas as dicas da semana num só e-mail).

 

 


6 comentários em “Contas-poupança… o mais visto (e talvez o mais útil)

  1. M.Clara M.G.S.Martins Reply

    Obrigado por existir ,nunca desista por favor, tenho o meu marido acamado a três anos e muitas dificuldades para aceder as informações da segurança social ate para conseguir o subsidio de acamado foi difícil as leis existem mas não são aplicadas pelas assistentes sociais (mas isso já e antigo )vou ver como entrar em contacto privado com o SENHOR não me enganei no tamanho da letra e mesmo letra grande ,pouco sei de informática mas existe muitas pessoas que não sabem nada (eu tenho e falta de tempo para ir mais longe ) .Bem haja a SIC por transmitir o seu programa .

  2. Teresa Reply

    Adoro ouvir e ver este senhor, sabe falar e explicar as coisas. Obrigada

  3. João José Ferreira Nunes Marques Reply

    Eu vejo sempre.
    Obrigado pelo programa, porque devido a ele fiquei com a casa paga, já estou isento das taxas, já vou beneficiar dos meus direitos na AT, agora vou requerer a conta com os serviços mínimos, exigir o cumprimento da lei na atribuição do selo de estacionamento e do subsidio para 3° pessoa. Fiquei a saber que afinal até tenho direito a ter um computador e outros objectos que nos dias de hoje nos fazem falta.

  4. Palmira Reply

    Agradeço o trabalho que tem feito, é uma ajuda muito grande na nossa informação.
    Tenho uma duvida relativa às taxas moderadoras e gostaria de saber se me pode ajudar. O meu agregado familiar é composto por mim e meus filhos, idades 18 e 17 anos. Trabalho e recebo salário minimo. Foi me retirada a isenção com o argumento de que o meu rendimento ultrapassa o limite.
    Sei que um agregado é composto pelo número de pessoas existentes, mas, nas contas que as finanças fazem so conta uma pessoa, eu.
    Isto é correto?
    Obrigada

  5. Sofia sousa louro Reply

    De novo, obrigada Pedro.
    Nem vale a pena contar a história da minha filha. Ja tem 18 anos. Sofia Louro

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