[Introdução - Pedro Andersson]
Olá! Sou o Pedro Andersson, jornalista especializado em finanças pessoais, e aproveito as minhas viagens de carro para falar consigo sobre dinheiro. Neste episódio gostava de falar sobre algumas lições que retirei das tempestades que atravessaram Portugal, porque acho que é muito importante aprendermos com o que vai acontecendo ao longo da nossa vida.
A primeira grande lição que retirei de tudo o que aconteceu, mesmo que não tenha sido afetado diretamente pelas inundações e pelos ventos fortes que atravessaram Portugal, é que este acontecimento voltou a reforçar a necessidade absoluta de cada família portuguesa ter um fundo de emergência.
Ora, o apoio do Estado, que foi prometido e que ronda os 10 mil euros para as pessoas mais afetadas, no fundo pode servir de bitola para grandes tragédias que possam acontecer na nossa vida. E não têm de ser só calamidades naturais, pode ser uma operação, uma viagem urgente, pode ser desemprego, pode ser perda de rendimentos.
Temos de estar preparados para, pelo menos, seis meses com dinheiro para pagar as despesas essenciais e para mantermos a nossa qualidade de vida até as coisas voltarem aos eixos. Não vamos estar à espera dos apoios do Estado, que não sabemos sequer se vão chegar, quando ou com que valores. Temos de ter sempre o nosso fundo de emergência.
Se está a ouvir este episódio e passou por isto pessoalmente, então sabe do que estou a falar. Quem não passou por isto sabe que bastava ter acontecido aquilo a algumas centenas de quilómetros mais abaixo para poder ter sido afetado também.
Portanto, faça estas perguntas a si próprio: se hoje uma tempestade me levasse o telhado da casa ou se uma inundação me levasse tudo o que tenho em casa, teria dinheiro para suportar os próximos três a seis meses? Teria dinheiro para pagar já, imediatamente, a reparação do meu telhado, mesmo sabendo que numa emergência os preços ainda serão mais caros do que os normais?
Estas perguntas vão ajudá-lo a acordar para essa realidade e a transformar um desejo numa urgência. Se ainda não tem cinco mil ou dez mil euros num fundo de emergência, ou seja, em certificados de aforro ou depósitos a prazo, então deve fazer disso a sua prioridade.
Por favor, qualquer um de vocês que não tenha o fundo de emergência deve ter isso como prioridade. Esse deve ser o objetivo para 2026, 2027 e 2028. Se não conseguir num ano, consegue em dois. Se não conseguir em dois, vai ter de o conseguir em três. Isso vai dar-lhe um sossego que não imagina.
Como é que vai fazer isso? Pondo de lado dinheiro que está a gastar noutras coisas. Renegociando contratos, reservando dinheiro do subsídio de férias, do subsídio de Natal, de dinheiro que se calhar tem em investimentos sem capital garantido, que vai retirar ou, pelo menos, não reforçar enquanto não tiver o fundo de emergência. Isto é o básico das finanças pessoais.
Enquanto não tratar dos alicerces da sua casa financeira, qualquer enxurrada que venha vai ser um problema. É essencial que trate disto o mais depressa possível.
Já sabe que o fundo de emergência é para colocar em produtos com capital garantido, com rentabilidade à volta dos 2%, isso é o mínimo para ter as suas poupanças.
Se tem essas poupanças num depósito a prazo a render menos de 2%, resgate esse dinheiro – se for possível –, e transfira para algo que renda mais, que seja mobilizável para ter esse dinheiro sempre disponível, e com liquidez.
Estamos, portanto, a falar de produtos que permitam levantar no próprio dia, se for preciso, ou em poucos dias, como os certificados de aforro. A única altura em que não pode levantar dinheiro dos certificados de aforro é nos primeiros três meses.
Não pense que as tragédias só acontecem aos outros. Não pense que as inundações só acontecem a quem está perto de um rio ou perto do mar. Pode acontecer a qualquer altura, a qualquer um de nós. O fundo de emergência é absolutamente fundamental.
Muito obrigado por me ter acompanhado neste episódio especial.
Boas poupanças!
Episódio 1
Também pode ouvir o episódio nas plataformas:
🟢🎵 Spotify
📱🎵 iTunes
📺▶️ YouTube
Não se esqueça de subscrever o podcast e ativar a notificações.
Quando a eletricidade falha, quando o carro fica destruído por uma árvore caída ou quando a água entra pela casa dentro, a primeira preocupação é a segurança. A segunda é inevitável: como pagar tudo isto? O seguro cobre? Há dinheiro disponível? Existe um fundo de emergência suficiente? Está mesmo preparado para 72 horas — ou para três meses?
Ao longo destes 3 episódios independentes, mas ligados por um objetivo comum, vai encontrar respostas práticas e diretas: como preparar um kit de emergência físico e financeiro, como saber se o seguro da casa e do carro paga realmente os estragos causados por fenómenos da natureza, quanto deve ter num fundo de emergência e que erros evitar quando a pressão é máxima.
Esta é uma série preparação. Porque as crises não avisam. E quem se prepara antes, sofre menos depois.
Neste primeiro episódio, o ponto de partida é o fundo de emergência. Quanto deve ter? Três meses de despesas são suficientes? E se houver obras urgentes de milhares de euros?
Se uma família gastar 1.500 euros por mês, três meses representam 4.500 euros. Se somar uma reparação de 3.000 euros, já estamos a falar de 7.500 euros de reserva necessária. Quantas famílias têm esse valor disponível sem recorrer a crédito?
No episódio seguinte, analisam-se as coberturas do seguro da casa e do carro contra fenómenos da natureza, as exclusões escondidas nas apólices e os erros mais comuns cometidos em momentos de pressão. No terceiro episódio falaremos do kit de emergência físico e financeiro.
Boas poupanças!
Ouça e partilhe com quem mais precisa de saber disto. Envie este episódio por WhatsApp, Facebook ou email.
**********************
ENVIE A SUA PERGUNTA EM ÁUDIO PELO WHATSAPP 927753737
Ao deixar a sua pergunta está a autorizar que ela seja utilizada publicamente. O objetivo é que a resposta seja útil não apenas para si, mas para todos os outros que nos escutam.
O que é um podcast?
Aproveite a minha boleia financeira (gravo em áudio uma “conversa” no carro enquanto faço as minhas viagens e faço de conta que você vai ali ao meu lado) e veja como pode aumentar-se a si próprio. São uma espécie de programas de rádio para escutar enquanto faz outras coisas. Subscreva o podcast na plataforma em que estiver a ouvir para ser avisado sempre que houver um episódio novo. Não estranhe ouvir o motor do carro, buzinadelas e o pisca-pisca. Faz parte da viagem.













