Se quiser investir é melhor um PPR ou um ETF? (Mês #18 a #22 – Dezembro 22 a Abril 23)

Escrito por Pedro Andersson

21.05.23

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10 min de leitura

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PPR vs. ETF: Qual é melhor para investir a longo prazo? (Mês #18 a #23)

Felizmente, um de vocês perguntou-me por este comparativo. Embora mantenha os meus registos atualizados, por excesso de trabalho, tenho-me esquecido de atualizar este artigo mensal. Vamos lá recuperar o tempo perdido, até porque trago novidades importantes.

Este “estudo” mensal compara dois dos meus PPR com os dois ETF mais representativos e “normais” (SP500 e World), que também tenho.

Neste momento, um dos meus PPR do comparativo já está (novamente) positivo e os dois ETF também. Quanto ao PPR que está negativo é esperar, obviamente. Já esteve a perder 25%, mas agora “só” está a desvalorizar 14%. Já lhe disse dezenas de vezes que não se resgata – por princípio – investimentos quando estão negativos. É aí que perde dinheiro. Ou mantém ou reforça. Não tem ciência nenhuma.

Neste artigo mensal (juntei 5 meses em atraso) faço o comparativo entre os meus ETF e o PPR “Save & Grow” da Casa de Investimentos e o PPR SGF STOIK. Acho que são amostras adequadas para o que nos interessa.

Deve compreender que todos os investimentos referidos (ETF SP500 e ETF World) e o PPR “Save&Grow” da Casa de Investimentos e PPR STOIK devem ser encarados a MUITO longo prazo (8 anos ou muito mais, décadas até) para termos uma ideia da tendência real. Já lhe expliquei que estes dados que lhe estou a transmitir são apenas retratos temporais, sem nenhuma análise técnica ou formal. O meu objetivo é apenas partilhar literacia financeira para que saiba como funcionam estas ferramentas e como elas oscilam ao longo do tempo.

O objectivo é fazer uma “corrida” entre os PPR e os ETF em tempo real, em simultâneo, exatamente nas mesmas condições históricas e cronológicas. Subscrevi todos propositadamente ao mesmo tempo, para tirar as minhas dúvidas.

Na análise deste mês, verifiquei uma reviravolta (não sei se apenas momentânea) porque – se levar em conta a fiscalidade a 8 anos – um dos PPR ultrapassou os ETF. Tem as contas abaixo.

A diferença final entre eles tem de se calcular mais à frente, só após 8 anos, por causa da diferença no valor dos impostos sobre as mais-valias que ambos terão de pagar no final (8% dos PPR vs. 28% dos ETF). Fiz um quadro comparativo, caso estivessem todos positivos. É muito interessante. Investi 1.000 euros em cada um dos produtos. É dinheiro “verdadeiro”. Não são simulações.

Devo alertar também que estou a comparar 4 produtos específicos. Logo, não se trata “dos PPR” porque estou a comparar apenas dois com uma fortíssima carga de ações (praticamente 100″%), com dois ETF de corretoras específicas que podem tem ligeiras diferenças de comissões de gestão e políticas de formação do índice, em relação aos mesmos ETF de outras corretoras.  Seja como for, creio que ficará – como eu – com uma ideia bem concreta da comparação em tempo real dos dois tipos de produtos financeiros.

Uma nota para quem não percebe nada disto: no quadro anterior, as mais-valias são o que ganharia naquele dia se resgatasse a totalidade do investimento. Não acumula de mês para mês nem de ano para ano. É o valor que o PPR ou ETF tiver naquele dia específico.

Vamos a contas. 

Se não faz ideia do que é um ETF, ouça este episódio do podcast: O que é um ETF?

O que é um ETF e porquê comparar com um PPR?

ETF, também conhecido como tracker, significa Exchange Traded Fund (fundo de índices cotados). É um produto que segue um índice, mercadoria, obrigação ou composição de produtos. É, no fundo, uma cesta de títulos que são cotados em bolsa, mas que não tem de comprar nem vender individualmente. Em vez de comprar legumes um a um, compra um cabaz por um preço médio. No caso dos legumes, é para fazer uma sopa; no caso dos ETF é para os guardar e esperar que valorizem com o tempo (como se fossem peças de coleção ou um vinho que valoriza com o tempo). 

Quanto aos PPR, creio que já todos ouvimos falar deles pelos benefícios fiscais ou porque fomos “obrigados” pelo banco para nos baixar o spread do crédito à habitação. Há os seguros PPR (que não rendem quase nada, têm comissões altas e têm capital garantido) e os fundos PPR (que podem render muito mais, mas não têm capital garantido). 

Os fundos PPR refletem ao longo do tempo o que se passa nas bolsas nas ações, índices e obrigações que compõem cada PPR. Paga uma comissão de gestão a quem gere esses PPR, que vão alterando a composição do fundo PPR ao longo do tempo. A partir de 8 anos, o imposto sobre os lucros que tiver no momento do resgate é de apenas 8 por cento.

Por outro lado, os ETF são uma “média” do que acontece numa bolsa, bolsas, setores de atividade, países, regiões, etc. Ninguém gere nada e é o “espelho” quase exato do que acontecer nas bolsas. Imagine um gráfico com o preço médio da batata em Portugal. Hoje o gráfico diz que o preço médio da batata é 1 euro. Você compra 500 euros do índice do preço médio da batata, a 1 euro cada unidade desse índice. Se daqui a 3 anos o preço médio da batata subiu para 1,50 €, os seus 500 euros transformaram-se em 750 euros (500 X1,5 €).  Se o preço médio da batata desceu para 80 cêntimos, e resgatar nesse dia, só receberá 400 euros. Percebeu o exemplo? Você não comprou batatas, comprou unidades de participação de preços médios da batata.

Subscrevem-se em corretoras ou bancos. Ninguém compra e vende nada ao longo do tempo e as comissões desses índices são muito pequenas ou inexistentes.  No dia em que resgatar, paga sobre as mais-valias 28%, como nos depósitos a prazo, e paga-os no IRS no ano seguinte (recebe menos reembolso ou paga mais IRS).

Leia mais: Como escolhi os ETF e os PPR

Uns acham que os PPR mesmo que ganhem menos ao longo do tempo, compensam no final porque pagam muito menos imposto.

Outros acham que historicamente compensam mais os ETF porque como ninguém anda a comprar e a vender são cometidos menos erros de gestão e como as comissões são baixíssimas, no final o que crescem a mais compensa a fiscalidade mais vantajosa dos PPR.

O meu “teste do algodão”

O desafio que propus a mim próprio foi tentar descobrir a resposta com casos reais (que são os meus). Ou seja, se você escolher um PPR diferente dos meus ou escolher ETF diferentes dos meus, em datas diferentes, os seus resultados também serão obviamente diferentes. Mas pelo menos fica com uma ideia.

Escolhi dois PPR com uma enorme percentagem de ações (quase 100%) e os dois ETF mais conhecidos mundialmente. Os produtos foram subscritos no mesmo dia para que a análise fosse o mais exata possível ( o Stoik é com base na cotação diária, porque já o tinha subscrito antes). Os ETF e o PPR foram subscritos em simultâneo na última semana de julho de 2021. Acrescentei, posteriormente, a este comparativo o PPR STOIK, de forma virtual, mas com os dados do mesmo dia dos outros.

 

Os dados seguintes referem-se a final de abril de 2023. Neste dois casos, para perder a totalidade do dinheiro investido, TODAS as 500 maiores empresas dos EUA teriam de ir à falência, ou todas as maiores empresas do mundo inteiro. Claro que o que investir vai subir e descer e pode, em alguns momentos e durante um certo tempo, ter lá um saldo (muito) menor do que o valor que investiu. Nessas circunstâncias, é esperar com paciência que recupere. Não tem mais nenhum “truque”.

Para quem pergunta, subscrevo os meus ETF na plataforma digital Degiro. Digo-o por uma questão de transparência (não ganho nada com isto).

PODCAST | #107 – Estou a perder dinheiro com os meus investimentos. O que faço?

Tem aqui também a identificação deles (com o “cartão de cidadão” de cada um deles, o chamado ISIN).

  • iShares Core S&P 500 UCITS ETF USD (Acc)

IE00B5BMR087 

(Cerca de 400 euros por unidade)

Gráfico do que cresceu desde o “fundo” da Covid-19.

  • iShares MSCI World SRI UCITS ETF EUR (Acc)

IE00BYX2JD69

(Cerca de 10 euros por Unidade)

Gráfico do que cresceu desde o “fundo” da Covid-19.

Por favor, não considere estes artigos conselhos de investimento. Você tem de investigar por si e analisar com calma cada um dos produtos que lhe interessar. Há dezenas ou centenas de bons PPR e ETF. Estes foram os que me deram “jeito” investir no momento em que o fiz. O meu objetivo é puramente pedagógico. Nem quero ter a responsabilidade de alguém dizer que eu é que disse que estes eram bons ou maus. Você tem de pensar pela sua própria cabeça.

E o PPR?

O PPR “Save & Grow” da Casa de Investimentos é composto por 95% de ações das maiores e mais “seguras” empresas dos Estados Unidos, principalmente.

Seguem a estratégia do “investimento em valor”, ou seja, só investem em empresas que são estáveis e com “garantia” de crescimento e que reforçam no PPR quando estão a bom preço. Na página deles encontra bem descrita toda esta estratégia que têm seguido ao longo dos anos. Subscrevi 1.000 euros, durante um breve período de tempo estive com uma pequeníssima valorização de 14 euros, mas está negativo há vários meses. Está a desvalorizar cerca de 15%, em abril de 2023. 

Passados 22 meses, há uma diferença de quase 20% entre o rendimento de um dos meus ETF e o PPR Save and Grow.

Naturalmente, continua a ser muito cedo para estar a fazer comparações, mas quero que acompanhe esta “corrida”. São estratégias completamente diferentes. O PPR escolhe especificamente as ações que compra e que vende a cada momento, e os ETF não fazem nada a não ser replicar a média dos EUA e do mundo. Logo, o Save & Grow vai ter – ao longo dos anos – muitos momentos de quedas superiores aos ETF e crescimentos superiores também. Aguardemos. Vamos esperar que a guerra acabe para ver o que acontece. 

Neste gráfico de Excel (Google Sheets) tem a evolução dos juros que cada um está a render e mais abaixo o valor correspondente ao valor bruto proporcional ao juro de cada um numa carteira de 1.000 euros. O PPR STOIK e o ETF SP500 estão com valores muito semelhantes.

Para já, olhando para os números, passados 22 meses, um dos PPR está a bater-se taco a taco com os ETF. Até agora, os ETF estavam a ganhar por grande margem.

Em resumo, se tiver a amabilidade de regressar ao quadro inicial deste artigo, verificará que, embora o valor líquido do ETF seja maior do que o PPR STOIK, a simulação da fiscalidade após 8 anos sem mexer no PPR faria com que compensasse o PPR. Ganharia menos no final, mas o valor líquido que cairia na minha conta seria superior ao ETF (que levaria uma “talhada” de 28% no resgate).

Começa a ser interessante acompanhar esta corrida. Inicialmente estava convencido de que os ETF sairiam claramente vencedores. Mas também é verdade que só agora começou. Dois anos ainda é pouco para tirar uma conclusão fundamentada.

O outro ponto que quero sublinhar é que enquando me vê a fazer esta “corrida” você não está a correr. Só está na bancada. Na bancada ninguém ganha dinheiro. É verdade que não está a perder, mas também não está a ganhar nada que se veja.

Por onde começar a investir sem capital garantido (e ter a possibilidade de ter rentabilidades maiores)?

  1. Fazer um bom Fundo PPR (veja rendimentos e comissões, e defina o seu perfil – defensivo, moderado ou agressivo)
  2. Subscrever ETF
  3. Subscrever Fundos de Investimento

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11 Comentários

  1. João

    Não sei se faz sentido esta questão, mas estava interessado em começar pelos PPR e queria perceber qual seria a melhor opção entre este e os certificados de aforro.

    O objectivo seria capitalizar o máximo possível em 8 a 9 anos.

    Responder
  2. Antoaneta Pinto

    Claro que o ETF é sempre melhor. Por várias razões. Desde que se saiba escolher o ETF.
    Agora, tentar convencer um cidadão de um país onde bolsa é palavra suja investir num ETF é tempo perdido. Portugal é um país assim. E não devem ser muitos no mundo com oartidos como o PCP e BE.

    Responder
    • Rosa

      Cara Antonieta, é sempre fácil falar quando a vida lhe proporciona uma vida estável com um rendimento que para si é o suficiente. Muitos de nós passou por outras dificuldades e ainda passa. O pouco que consegue poupar têm alguma dificuldade em investir em produtos com alguma complexidade. Saber escolher o produto, o banco ou corretora, os custos associados. Um trabalho que como escreve o Pedro Andersson, é um escolha individual e depois ainda temos os intermediários que sinceramente propõem o produto que lhes interessa, muitas vezes não coincide com o nosso. Cumprimentos.

      Responder
  3. Manuel

    Dou conhecimento de 2 das muitas aplicações financeiras, estas recentemente: O meu PPR Dinâmico da CGD,de 500 euros, em 6 meses ,está com uma valorização de 20 e picos cêntimos. Os juros líquidos que recebi dos certificados de aforro de 1000 euros no último ano foi de 25 euros.
    Esta comparação vale o que vale ,pois ,como sabemos ,o juro nos CA atingiu o seu máximo ilíquido possível: 3,5% e os PPR só agora começaram a valorizar-se depois destes últimos anos em queda.
    O objetivo a atingir é não colocar os “ovos todos no mesmo cesto”

    Responder
  4. José Gonçalves

    Excelente tema para refletir! A grande diferenciação entre os PPR (referidos) e os ETF’s está efetivamente na gestão dos ativos da carteira que lhes estão subjacentes. Enquanto os PPR’s têm uma gestão ativa (os gestores tentam obter uma melhor rentabilidade que o próprio mercado), os ETF’s têm uma gestão passiva, ou seja, os ativos acompanham a rentabilidade dos Índices que referiu.
    Um aspeto curioso é que a carteira do PPR SGF Stoick é composta também por ETF’s (desconheço a percentagem) o que indicia o reconhecimento deste tipo de ativos.
    Em termos de rentabilidade anual nos últimos 5 anos o Stoick teve 2,44%.
    O ETF do S&P 500 em termos de rentabilidade anual nos últimos 5 anos é de 12,44%.
    Chamo atenção, para a questão das comissões de gestão que no Stoick tem uma taxa fixa de 1% ao ano, acrescida de uma comissão de gestão variável de 10% a incidir sobre a valorização do fundo em cada ano.
    As comissões de gestão dos ETFs, variam de ETF para ETF, mas para o caso citado é de 0,07%.

    Responder
    • João Filipe

      Viva!

      Pretendo iniciar os meus investimentos em ETFs e estou particularmente interessado no ETF VWCE Acc da Vanguard.

      Alguém sugere/recomenda algum ETF melhor do que este?

      Em relação aos PPRs não vejo razão para aplicar dinheiro em além do óbvio benefício fiscal à entrada que só faz sentido para reduzir o montante a pagar ao fisco. Fora isso, na minha opinião não se justifica.

      Responder
      • José Gonçalves

        É um ETF na linha dos ETF’s globais, composto pelas grandes empresas mundiais tais como Apple, Microsoft, Amazon, Exxon, Meta, Alphabet… num total de 3668 ações, foi criado em 2019 (é recente) e nos últimos 3 anos apresenta uma rentabilidade anual média de 11,70% (já incluindo o ano extremamente negativo de 2022). É um produto interessante na perspectiva de investimento a médio e longo prazo, desde que não apareça o “cisne negro”…

        Responder
        • João Filipe

          Recomenda algum ETF acumulativo melhor do que este?

          Responder
          • José Gonçalves

            É muito difícil responder a essa questão, porque existe um número infindável de ETF’s de várias classes de ativos, como índices de ações de várias zonas geográficas, sectores específicos, obrigações soberanas, cambiais, matérias primas, índices de volatilidade como o VIX e até de cripto moedas, que vão ao encontro das várias idiossincrasias financeiras dos investidores.
            Eu pessoalmente fiz uma carteira com os ETF’s do S&P 500, do Nasdaq100, do SMI (Suiça) e outro com as maiores empresas mundiais (Msci World) semelhante aquele que mencionou no seu post.
            Esta carteira foi feita em novembro de 2022 numa perspetiva de médio e longo prazo, está a correr muito bem, mas tem um problema que é ter uma correlação muito alta. O que eu quero dizer com isto é o seguinte: quando olho a composição das carteiras dos ETFs do S&P 500, Nasdaq e Msci World, muitas empresas desses índices são comuns aos três ETF’s. O que significa que o efeito da diversificação é baixo. Em termos de volatilidade das cotações, o ETF do Nasdaq é aquele que tem maior volatilidade.

  5. F.Esreves

    Meu caro Pedro: agradeço muito penhoradamente os seus esforços para nos proporcionar uma literacia financeira adequada para nossa orientação. Olhe, também muito grato lhe ficaria se mudasse de sítio aquele irritante rectângulo vermelho com a indicação “Receba as indicações do site” que me impede de ler os textos onde está agora localizado. Antecipo os meus agradecimentos.

    Responder
  6. Luís Lobo Jordão

    Caro Pedro,

    Fui alertado para este artigo que me surpreendeu.

    Desconhecia que estaria a fazer uma comparação entre ETFs 100% ações e o PPR SGF Stoik. Sendo interessante que neste período, mesmo sem o benefício fiscal atribuído à generalidade das pessoas que investe em PPRs, o PPR SGF Stoik esteja a proporcionar um rendimento superior a ETFs 100%, considero essa comparação desajustada.

    Devemos comparar sempre ativos para o mesmo nível de risco e o PPR SGF Stoik tem uma exposição máxima de 75% ações, estando neste momento nos 60%. Enquanto as estratégias 100% ações são adequadas para investidores com capacidade para tolerar quedas intermédias de mais de 50% (crise financeira, bolha tecnológica) ou até 90% (Grande Depressão), as estratégias balanceadas como a do PPR SGF Stoik terão quedas esperadas de 20% a 30%. Sendo uma estratégia com menor risco, tipicamente (mas não garantidamente) tenderá a obter rendimentos inferiores no longo prazo.

    Efectivamente tenho a decorrer uma aposta que lancei no grupo Facebook FIRE Talks Portugal onde aposto que o PPR SGF Stoik irá obter um rendimento superior a um ETF mundial, mas tal esta balizado no tempo – 5 anos – e inclui ambos os benefícios fiscais dos PPRs (20% à entrada e uma redução fiscal de 28% para 8% à saída). A “aposta” também é uma que a perder não ficarei muito despontado, pois o “custo” será uma doação de 1000€ para uma organização à escolha do grupo.

    Mas acho que vou ganhar 😀

    Fora deste contexto muito específico e sem o enquadramento do claro desnível de perfil de risco dos activos, considero desadequado comparar ETFs de ações com um PPR balanceado dados os perfis de risco tão diferentes.

    Um grande abraço e bom trabalho!
    Luís Lobo Jordão

    Responder

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