Investimentos

Juros dos depósitos a prazo voltam a cair em janeiro

A remuneração dos novos depósitos a prazo de particulares baixou no primeiro mês do ano. A taxa de juro média fixou-se em 1,34%, de acordo com os dados divulgados pelo Banco de Portugal.

Juros dos depósitos a prazo voltam a cair em janeiro

A taxa de juro média geral dos novos depósitos a prazo voltou a descer em janeiro para 1,34%, de acordo com dados divulgados pelo Banco de Portugal (BdP) esta quarta-feira.

Nos novos depósitos com prazo até um ano, a taxa de juro média recuou para 1,35% em janeiro. As aplicações com prazo máximo de um ano representaram 96% dos novos depósitos nesse mês.

Em outubro passado registou-se a primeira subida em 21 meses consecutivos de quebras. O valor manteve-se em novembro, mas no último mês de 2025 a taxa de juro média voltou a baixar, tendência que se verificou também em janeiro.

O que fazer?

Manter dinheiro em depósitos a prazo neste momento significa perder poder de compra. Os dados disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), relativos à inflação em janeiro, mostram que nesse mês o indicador se fixou em 1,9%.

Ora, se a inflação estava em 1,9% e os bancos pagavam apenas 1,34% sobre os depósitos a prazo, o dinheiro na conta está a render menos do que aquilo que os preços sobem. Com a agravante de que ainda tem de retirar 28% de impostos aos juros que receber. Na prática, todos os meses, o valor real da poupança está a diminuir.

Que estratégias aplicar?

  • Diversificar aplicações: manter apenas uma parte em depósitos a prazo, para liquidez e segurança imediata.
  • Aproveitar alternativas seguras com mais rendimento: em Portugal, os Certificados de Aforro da série F continuam a pagar taxas superiores às dos depósitos bancários e são garantidos pelo Estado.
  • Investimentos de médio e longo prazo: quem puder arriscar um pouco mais deve considerar fundos de investimento, ETFs ou PPR com perfil adequado ao seu risco. O objetivo é procurar retornos que superem consistentemente a inflação.
  • Definir horizontes de tempo: o dinheiro de que vai precisar a curto prazo pode ficar em depósitos ou contas à ordem; o que só vai usar a médio/longo prazo deve ser colocado em produtos que realmente protejam contra a inflação.

Guardar dinheiro apenas em depósitos a prazo é, atualmente, um erro financeiro, porque os juros não acompanham a inflação.

A solução não é deixar de poupar, mas escolher onde aplicar para que o esforço de poupança não se transforme numa perda.

Disponível online, livrarias e supermercados.