
A taxa de juro média dos novos depósitos a prazo manteve-se em 1,37% em novembro, depois de ter subido em outubro pela primeira vez desde dezembro de 2023, de acordo com dados divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
Nos novos depósitos com prazo até um ano, a taxa de juro média manteve-se nos 1,37% em novembro. As aplicações com prazo máximo de um ano representaram 96% dos novos depósitos nesse mês, apontou o BdP.
De recordar que foi em dezembro de 2023 que a taxa de juro média para novos depósitos atingiu o valor mais alto em 12 anos (3,08%), mas a partir de janeiro de 2024 iniciou-se um ciclo de descidas mensais. Antes da subida registada em outubro, já se contabilizavam 21 meses sucessivos de quebras.
O que fazer?
Manter dinheiro em depósitos a prazo neste momento significa perder poder de compra. Os dados disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), relativos à inflação em novembro, mostram que nesse mês o indicador se fixou em 2,2%.
Ora, se a inflação estava em 2,2% e os bancos pagam apenas 1,37% sobre os depósitos a prazo, o dinheiro na conta está a render menos do que aquilo que os preços sobem. Na prática, todos os meses, o valor real da poupança está a diminuir.
Que estratégias aplicar?
- Diversificar aplicações: manter apenas uma parte em depósitos a prazo, para liquidez e segurança imediata.
- Aproveitar alternativas seguras com mais rendimento: em Portugal, os Certificados de Aforro da série F continuam a pagar taxas superiores às dos depósitos bancários e são garantidos pelo Estado.
- Investimentos de médio e longo prazo: quem puder arriscar um pouco mais deve considerar fundos de investimento, ETFs ou PPR com perfil adequado ao seu risco. O objetivo é procurar retornos que superem consistentemente a inflação.
- Definir horizontes de tempo: o dinheiro de que vai precisar a curto prazo pode ficar em depósitos ou contas à ordem; o que só vai usar a médio/longo prazo deve ser colocado em produtos que realmente protejam contra a inflação.
Guardar dinheiro apenas em depósitos a prazo é, atualmente, um erro financeiro, porque os juros não acompanham a inflação. A solução não é deixar de poupar, mas escolher onde aplicar para que o esforço de poupança não se transforme numa perda.













