Onde é que eu encontro o melhor PPR para mim?


Qual é o melhor PPR?

Em primeiro lugar, obrigado por terem visto o Contas-poupança esta quarta-feira no Jornal da Noite. Foi o programa mais visto na televisão portuguesa nos minutos em que foi emitido. Foi visto por 1 milhão e 100 mil pessoas. Ou seja, por 1 em cada 5 portugueses que estavam a ver televisão nessa altura. Espero que tenha ajudado a compreender como funcionam os PPR. Há centenas de milhares de pessoas que têm PPR e não fazem ideia se estão a ganhar ou a perder dinheiro.

Se não viu, pode ver ou rever AQUI a reportagem.

Como é normal, recebi dezenas de comentários depois da reportagem. Uns a dizer que acharam interessante e muitos também a criticar porque parecia publicidade ao simulador da DECO para promover os PPR com os quais eles têm parceria.

Quero esclarecer o seguinte. Ao longo destes anos corro (assumidamente) o risco de falar em peças jornalísticas de empresas, produtos e serviços públicos e privados. Falo de aplicações para telemóveis, de grandes empresas e lojas de bairro. Para mim o que é relevante é que a informação seja útil para as pessoas. Para as pessoas comuns, que normalmente não têm acesso a informação privilegiada ou mais ou menos “secreta”.

Neste caso, assumo completamente a divulgação do simulador da DECO (mesmo que isso seja vantajoso para eles) porque é o ÚNICO simulador que conheço que compara realmente TODOS os PPR com uma referência (que neste caso são os dois PPR mais rentáveis do mercado, ou que na opinião da DECO são os melhores, de acordo com os critérios deles).

Há, de facto, um PPR com melhor rendimento do que um dos aconselhados pela DECO mas eles consideram que não oferece uma segurança financeira total. Se têm razão ou não, não sei.

A questão é: Ao usarem o simulador estão apenas a ter noção se o vosso PPR é rentável ou não, comparado com os melhores. E o simples facto de saber que há PPR melhores do que o seu, já é um ENORME abre-olhos para que a seguir se mexa para procurar alternativas. Se é o sugerido pela DECO ou não, para mim enquanto jornalista é completamente irrelevante. Tem é de procurar por si.

Onde procurar os melhores PPR

Como já expliquei, o simulador da DECO só compara com os que eles acham que são bons (se ganham com isso ou não, é com eles). Para mim o importante é que VOCÊ ganhe.

Os Seguros PPR rendem menos mas globalmente têm capital garantido. Como os subscreve em seguradoras, não tem de abrir conta num banco e pagar comissões de manutenção de conta. Confirme

Portanto, repito o que expliquei na reportagem que fiz há 1 ano (e que repeti na reportagem desta semana): se quiser saber quais são os Seguros PPR mais rentáveis na última semana ou mês deve ir à página da ASF (Autoridade de supervisão de Seguros e Fundos de pensões). Clique neste link. 

Depois abre-se esta página com todos os seguros PPR supervisionados pela ASF.

Por ser complicado (na minha opinião) é que chamei a atenção para o simulador da DECO que pega nestes dados para comparar com o seu PPR. Mas se quiser fazer este trabalho, pode e deve fazê-lo. Pode ordenar todos os dados que quiser, rentabilidade, comissões, etc. Na coluna onde tem a seta à esquerda tem quem comercializa o PPR que lhe interessa. Depois é consigo, contacte o banco ou seguradora e subscreva se assim o decidir. Não sou eu que lhe vou dizer o que deve fazer o ou que escolher. Sou só jornalista. Estou a dizer-lhe o que eu faria se estivesse à procura de um PPR.

Onde estão os melhores Fundos PPR

Se quiser mais rendimento (quase 4 vezes mais) do que nos Seguros PPR, tem os Fundos PPR. São vendidos por bancos e corretoras também. Rendem mais mas normalmente não têm capital garantido. Ganha ou perde rentabilidade conforme as bolsas sobem ou descem.

Para conhecer a lista o mais completa possível deve ir à página da APFIPP.

Clica nos relatórios mais recentes e abre-se esta página. Nela encontra variadíssimos tipos de fundos de investimento e tem esta linha que me parece ser de Fundos PPR. Se não for, quem está no setor corrija-me e que indique o link correto. Foi o que eu encontrei enquanto utilizador normal. Confesso que acho poucos.

Portanto, talvez haja outro link mais exato e pode não ser este. Mas pelo menos já tem aqui algumas alternativas. Antes de subscrever deve garantir que são mesmo Fundos PPR e não produtos que têm no nome “PPR” ou “Reforma” e não terem as características legais de um PPR. Lá por dizer “Reforma” não quer dizer que seja um PPR, OK?

“Consultório” Contas-poupança

Esta quinta-feira, na SIC Notícias estivemos durante uma hora a responder a dúvidas de espectadores sobre PPR. Foi muito útil e aprendi muito com o convidado. Pedro Lino é o responsável por uma corretora e domina esta área. Sugiro veementemente que vejam o programa aqui ou que andem com a box para trás. Quinta-feira às 15h.

Atenção às deduções no IRS

Não se esqueça que fazer um PPR pode acrescentar-lhe uma dedução fiscal que pode chegar aos 400 euros conforme a sua idade. Mais velho, o valor é menor.

Isto quer dizer que investindo num PPR, o dinheiro continua a ser seu e pode pagar menos 400 euros de imposto ou receber mais 400 euros de reembolso.

Avalie se é do seu interesse e se tem essas possibilidades financeiras.



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20 comentários em “Onde é que eu encontro o melhor PPR para mim?

  1. Avatar
    Márcia Reply

    Pedro,

    Tenho 35 anos e pretendo fazer um PPR, e vi a sua peça e fiquei mais esclarecida e por isso agradeço desde já. No site da asf notei que existem dois PPR da Lusitania exactamente com as mesmas condições, é possível isso?
    Gostava que me ajudasse a perceber como faço as contas para perceber se faz ou não sentido declarar no irs desde ano a subscrição do PPR que poderei adquirir visto ter visto um telespectador a comentar que no resgate poderá ter de devolver o que descontou.
    Obrigada.

  2. Avatar
    Catarina Lucas Reply

    Boa tarde!
    Há alguns anos utilizei o PPR que tinha para amortizar prestações de crédito habitação. O PPR e o crédito estavam em bancos diferentes. Apesar das questões burocráticas entre bancos, só vi vantagens.
    Pelo que acabei de ler nos posts anteriores, gostaria de apenas confirmar se a regra dos 5 anos ainda se mantem atualmente e se existe mais alguma restrição.

    A data do início do crédito habitação pode ser posterior à data de adesão do PPR, certo?

    Grata pela atenção.

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    AJ Reply

    Gostaria de saber porque o plano “com melhor rendimento do que um dos aconselhados pela DECO … não oferece uma segurança financeira total”? É porque a Deco não conseguiu fazer parceria…?

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    João Vieira Reply

    Estava a ver na listagem da ASF mas não encontro o fundo recomendado pela DECO: Alves Ribeiro

    é normal ou estou a fazer alguma coisa mal?

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    Maria Relvas Reply

    Boa Tarde, gostaria antes de mais de o parabenizar e de agradecer o serviço prestado aos cidadãos com as suas pertinentes reportagens.
    Tenho um PPR/E NB Garantido II, constituído em 2004. No ano passado contactei o banco para saber de que forma poderia efectuar reforços ao meu PPR. Foi-me transmitido que tal não era possível dadas as atuais taxas de juro. Como passados todos estes anos não consigo encontrar o contrato, fico sem certezas de que a informação transmitida seja correcta.
    Gostaria de lhe perguntar como poderei aferir a veracidade da informação que me foi prestada pelo banco.
    Com os melhores cumprimentos,
    Maria Relvas

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    Diogo Silva Reply

    Boa noite. Antes de mais muito obrigado pelos artigos que faz. São muito úteis para aumentar os conhecimentos sobre finanças para todos nós.
    No seguimento dos artigos sobre PPR, sobre os quais me interesso muito, fiquei com dúvidas e confuso sobre as comissões que podem ser cobradas nos PPR. Gostava que me tentasse esclarecer :
    1 – as comissões que nos cobram dependem do banco onde subscrevemos os PPR? ou seja, se quiser subscrever um determinado PPR no banco X ou Y, as comissões vão ser as mesmas?
    2 – será que poderia explicar cada comissão? A comissão de subscrição eu percebo que é quanto o que o banco vai cobrar no momento de subscrição, de resgate é quanto nos cobram de levantar, mas a de gestão? É quanto nos cobram por ano só por ter o PPR?

    Muito Obrigado pela atenção e ajuda neste tema financeiro.
    E já agora, apoio completamente e espero ansiosamente o tal artigo sobre a utilidade dos PPR nos créditos habitação visto que mesmo que o PPR tenha rentabilidade 0, se pudermos ir buscar os 20% de benefício acaba por ser um rendimento de 4% por ano se dividirmos pelos 5 anos que temos o dinheiro “parado” (na verdade é este o único interesse que tenho nos PPR)

    • Pedro Andersson
      Pedro Andersson Post authorReply

      Correto Diogo. Será sempre vantajoso a 5 anos. Cada banco ou corretora cobra o que quiser por cada ppr. Vai ter de estar muito atento e comparar bastantes Notes de subscrever um PPR. Mas vale a pena!

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    Ana Costa Reply

    Obrigado por toda a sua ajuda… ouvi esta peça com o maior dos cuidados. A verdade é que à entrada temos os benefícios mas e nos anos seguintes? Dá para encostar dinheiro e se chegar aos 2000 receber ou não pagar os 400?
    O resgate ao fim de 5 anos é só para pagar a casa?

    Obrigado

  8. Avatar
    Julio Reply

    Eu tenho 2 FPR, o NB PPR e o AR PPR.

    Sinceramente não conhecia o seguro PPR recomendado pela Deco, o Lusitania Poupança Reforma PPR. Estranhei, no simulador da Deco, a pequena diferença de rentabilidade para o AR PPR quando comparado com o meu principal PPR atual (NB PPR).
    Pesquisei e não encontro justificação para aqueles valores. O seguro PPR rendeu em média pouco mais de 4% (nos últimos 8 anos que foi o máximo que consegui encontrar) e o AR PPR rendeu em média nos últimos 10 anos quase 10%.

    Estranho.

    • Avatar
      Julio Reply

      Recebi a simulação que fiz e já percebi a diferença. A Deco considera a rentabilidade de 2016 a 2018… o que é simplesmente ridículo! Estão a recomendar PPR’s baseados nas rentabilidades dos últimos 3 anos apenas?!

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    André Reply

    Olá Pedro, muito obrigado desde já pela partilha deste artigo, tal como de todos os outros que nos ajudam a estar melhor informados, mais atentos, e com uma maior poupança no final de cada mês.
    No contexto do tema dos PPR, tenho reparado que pouca gente está a par de duas coisas importantes e que por acaso uma delas não é mencionada no artigo mas que para mim são muito relevantes:
    1) O facto do PPR permitir deduções à colecta no IRS até 400€ (consoante a idade, como referido no artigo). Investindo 2.000€, daria potencialmente um reembolso de +400€ no IRS para quem tem até 35 anos.
    2) O facto de 5 anos depois de cada entrega poder-se utilizar esses 2000€ (de 2019) para pagar prestações do Crédito à Habitação (2019+5=2024). E assim sucessivamente (2020 => 2025).
    Isto é bastante importante ao olhar-se para o PPR como um instrumento financeiro como qualquer outro, independentemente do teu propósito literal (poupança reforma), e que permite que a descapitalização para investir aconteça por um prazo muito mais reduzido (5 anos, opcionalmente) em vez e esperar pela reforma (ou alguns azares previstos na lei). E o melhor de tudo, um investimento sem risco (optando por capital garantido) com um retorno líquido de 20%.
    Recomendo um artigo e/ou reportagem sobre esta particularidade, explorando cenários em que o Crédito Habitação está no banco X e o PPR no banco Y, já que está tudo previsto na lei.
    Obrigado e até breve.

    • Pedro Andersson
      Pedro Andersson Post authorReply

      Olá. Estou justamente a escrever esse texto :). Muito obrigado pela sua partilha. É uma estratégia muito boa e inteligente. Eu diria que paga pelo menos uma prestação por ano “de graça”.

      • Avatar
        André Reply

        Caro Pedro, peço desculpa pela demora, mas só hoje reparei na sua questão.
        Confesso que nunca coloquei em prática o pagamento das prestações via PPR, dado só ter comprado casa este ano.
        Certamente que já o fez mas a leitura que recomendo seria, por exemplo, a do decreto-lei Lei nº 44/2013, de 3 de julho e também do Decreto-Lei nº 158/2002, de 2 de julho.
        Há questões importantes como a hipoteca em questão ser sobre imóvel destinado a habitação própria e permanente, e o facto deste reembolso poder eventualmente ser total “se o montante das entregas efetuadas na primeira
        metade da vigência do contrato (PPR) representar, pelo menos, 35% da totalidade das
        entregas.” Isto é, parece-me que se eu entregar 2.000€ em 2019, e continuar a entregar o mesmo montante até 2019+5=2024, não poderei utilizar imediatamente os valores de 2019 pois representariam apenas 20% (e não 35%) das entregas totais. Parece-me que há vários cenários a explorar. Não entendo se esta regra se aplica a pagamentos ocasionais da prestação, ou se será apenas no caso da utilização “total” do PPR, como mencionado no decreto-lei.
        Obrigado

    • Avatar
      Nuno J Reply

      André, sei que não é o seu caso por causa do ponto 2).

      Mas para quem olhe para o ponto 1) apenas, se fizer um resgate do PPR fora dos fins contemplados na lei, vai ter de devolver o benefício fiscal e com uma uma penalização acrescida de 10% por cada ano passado.

      Imaginando que resgata o valor entregue há 5 anos, poderá ter de devolver 600€ quando teve um benefício de 400€ na altura.

      • Avatar
        André Reply

        De acordo Nuno. Sem dúvida será importante avaliar ambos os pontos, e também alguns outros que não mencionei mas que estão nos decretos-lei. Possivelmente com o futuro artigo/reportagem do “nosso” Pedro Andersson conseguiremos ter a informação devidamente resumida, pronta a partilhar com o próximo :). Obrigado

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