VÍDEO – IRS – Como recuperar os 28% dos juros dos depósitos a prazo





Pode alguém isento de entregar IRS ir buscar reembolso?

Sempre pensei que não. Mas afinal SIM!

Esta dica (que poucos conhecem e ainda menos experimentaram) é para os portugueses que recebem o salário mínimo ou uma reforma ou pensão baixa que os isenta de entregar o IRS. Como não fazem retenção na fonte para o IRS, muitos (eu também achava) acham que não vale a pena preencher o IRS.

Claro que pode entregar o IRS para usar a declaração “a zeros” para outros efeitos, mas para receber dinheiro de reembolso NÃO!

Acabo de descobrir que isso não é verdade em muitíssimos casos e que milhares podem receber reembolso (entre os 10 € e os milhares de euros) mesmo que não tenham feito retenção de IRS ao longo do ano anterior.

Isto está na lei com todas as letras, mas o Estado não divulga estas informações com o destaque que deveria. Porque será? Bom, estamos cá nós, não é?

Se tem depósitos a prazo ou Certificados de Aforro leia isto com muita atenção

(Neste artigo juntei a informação do artigo que escrevi durante a tarde e mais informações muito específicas que acrescentam muito mais)

Imagine a seguinte situação: um casal recebe o salário mínimo nacional cada um, logo não precisa entregar IRS. Provavelmente não entregam ou fazem o IRS Automático. Como não descontam para o IRS podem ter todas as despesas do mundo que o Estado  não devolve nada. MAS…

Mas esse casal recebeu uma herança e tem um depósito a prazo (quanto maior melhor) que lhes rende 200 ou 300 euros de juros por ano. Esta situação não é assim tão incomum. E pode aplicar-se a pessoas idosas com pensões miseráveis ou emigrantes que regressam e têm as poupanças de uma vida em depósitos a prazo, ou certificados de Aforro ou Certificados do Tesouro. Não é assim tão raro alguém ter 10 ou 15 mil euros em Certificados de Aforro ou do Tesouro. Isso não faz de ninguém rico.

O IRS pode devolver-lhe a totalidade dos 28% da taxa liberatória

Se essas pessoas com rendimentos baixos (inclui o salário mínimo) entregarem o IRS (mesmo sem serem obrigados a isso) e inserirem o Anexo E e englobarem os juros que receberam no ano passado vão recuperar a totalidade dos 28% dos juros que ficaram para o estado “retidos na fonte”. Não na fonte do salário, mas na fonte dos rendimentos de capitais da poupança.

E como o Estado devolve o reembolso a partir do mínimo de 10 euros, isso significa que a partir de 40 euros de juros, quem entregar o IRS desta maneira vai receber pelo menos 10 euros de reembolso. A partir daí é sempre a subir. Só para ter uma ideia, quem tem Certificados do Tesouro da primeira série tem cerca de 7% de juros. Isso pode dar algumas centenas de euros de juro com valores relativamente pequenos. Essas pessoas podem recuperar facilmente muitas dezenas de euros só por entregarem o IRS com o Anexo E.

No caso da reportagem que pode ver ou rever no link da SIC Notícias que  vou colocar no fim deste artigo falo de um caso de um contribuinte que recebe menos do que o salário mínimo nacional e que recebeu no ano passado 900 euros de reembolso. Fiquei muito surpreendido.

Isto é super importante para os seus pais e avós ou emigrantes que regressaram a Portugal.

Falaram-me também de um caso de outra pessoa que estando reformada com uma reforma mínima recebe todos os anos 3 mil euros de reembolso. Sim, tem muitos milhares de euros no banco (a poupança de uma vida no estrangeiro).

Meus amigos, esta informação é REALMENTE muito importante e merece ser partilhada o mais possível junto de todos os portugueses que ganham o salário mínimo ou menos. Nós não sabemos as finanças de cada um. 

Se podem receber nem que seja mais 100 ou 200 euros por ano, isto não é relevante?

O Estado não devia informar as pessoas destas particularidades da lei? São direitos que as pessoas têm. Têm de os usar, se quiserem.

O que colocam na Declaração de IRS é o valor dos juros que receberam e não quanto dinheiro têm no banco, OK? Mas aí já é opção de cada um englobar esses valores ou não.

Para mim, enquanto jornalista e cidadão, o importante é que saiba que tem essa opção. O que faz com a informação é consigo.

Para ter uma ideia, se receber 250 euros de juros, vai receber de reembolso 70 euros se entregar o IRS com o Anexo E. Se recebeu no ano passado 2.500 de juros recebe 700 euros e assim por diante. Faça a simulação e veja quanto consegue recuperar.

Mais informação de um espectador que faz isto há mais de 3 anos

Recebi logo a seguir esta mensagem do espectador Francisco Gouveia. Tem informações importantíssimas que partilho convosco.

“Caro Pedro e a todos aqui, obrigado por mais um excelente assunto que pode trazer mais dinheiro a muita gente que não sabe…

Por acaso já faço englobamento a 3 anos, e ainda fui buscar o 4º ano anterior que não tinha feito por total desconhecimento das vantagens do ENGLOBAMENTO RENDIMENTO CAPITAIS, então como ainda estava dentro do prazo de 2 anos no primeiro ano que fiz logo depois submeti nova declaração desse ano que não havia feito e ficou resolvido, recuperei os 28% de imposto retido pelo estado sobre os juros dos referidos capitais.

Existe algumas coisas aqui que posso acrescentar pois algumas pessoas não sabem e estão confusas.

1-Todas as pessoas ISENTAS de IRS, isto e com uma taxa ZERO CONSEGUEM REAVER A TOTALIDADE DOS 28% retidos pelo ESTADO aquando do pagamento de juros devidos pelos capitais investidos (DEPÓSITOS A PRAZO, CERTIFICADOS DE AFORRO/TESOURO, RENDIMENTOS DE AÇÕES/OBRIGACÕES…

2-Tal como falou o Sr. Oscar num comentário anterior, e que acabei de referir no ponto 1 não são só os JUROS BANCÁRIOS mas sim TODOS OS TIPOS DE RENDIMENTOS SUJEITOS A TAXA DE 28% (MADEIRA E CONTINENTE) e se não me engano de 22,4% (AÇORES) mas que deixou no final uma informação errada pois já não está em vigor a cerca de 3 anos essa legislação que dizia que para o contribuinte estar VALIDADO de modo a poder fazer ENGLOBAMENTO DE RENDIMENTO DE CAPITAIS teria que informar o banco até ao dia 20 de janeiro do ano seguinte ao pretendido para efectuar o ENGLOBAMENTO RENDIMENTO CAPITAIS NO IRS, aí os bancos emitiam uma declaração ao cliente e informavam a AT de que o cliente iria fazer o ENGLOBAMENTO.

Isto estava totalmente errado e colocava vários problemas como o de INVALIDAR MUITOS CONTRIBUINTES pois se não tivessem demonstrado ao BANCO ou IGCP (certificados aforro ou tesouro) até ao dia 20 janeiro de cada ano não poderiam pedir a partir do dia 21 janeiro inclusive, estão a ver? Mais, para o cliente ter a certeza que era benéfico fazer o ENGLOBAMENTO NO IRS teria que poder fazer a simulação até dia 20 janeiro e todos sabemos que isso não era possível pois era sempre a partir de 1 de ABRIL que a AT colocava o simulador atualizado na mesma altura em que era permitido entregar IRS e sem saber isso muitos nem pediam (era muito difícil simular por conta própria pois todos os anos mudam muitas nuances das regras IRS…) e poderia acontecer o pior que era fazer o ENGLOBAMENTO e ainda ter que pagar mais dinheiro ao ESTADO sobre o rendimento de capitais, tipo se a TAXA IRS for acima dos 28% ou 22,4% (conforme região morada fiscal). O estado cobra o excesso desde essas taxas até a taxa de IRS do contribuinte nesse ano.

Pois bem, a nova legislação deixou de exigir isso aos contribuintes com RENDIMENTOS DE CAPITAIS, os BANCOS e o IGCP FICARAM OBRIGADOS (não só como antes a informar SOMENTE os CLIENTES QUE PEDIRAM DECLARAÇÃO RENDIMENTO CAPITAIS a AT…) a INFORMAR a AT TODOS OS RENDIMENTOS DE CAPITAIS de TODOS OS CLIENTES, deixando o cliente de ser obrigado a pedir ou informar aos BANCOS e ao IGCP de tal vontade podendo assim em qualquer altura do ano pedir essa declaração (pois está sempre validado para o IRS) meramente informativa para o cliente poder preencher o IRS corretamente, atenção que tem que informar de TODOS OS BANCOS e ou IGCP e não só alguns, aqui e todos ou nenhum…

3-O Pedro falou que só interessa fazer o ENGLOBAMENTO RENDIMENTO CAPITAIS em sede de IRS se a TAXA for ZERO (isentos de IRS) e muito certo, mas quero acrescentar que quem paga uma TAXA IRS abaixo dos 22,4% ou 28% (Conforme a região como falei acima…) tipo 12,41% na MADEIRA ou cerca 14% no CONTINENTE (não sei precisar no momento com exatidão essa %) nos AÇORES não tenho noção da percentagem da taxa mais baixa pode REAVER A DIFERENÇA ENTRE a taxa RETIDA NOS JUROS e a sua TAXA DE IRS, tipo a exemplo se no CONTINENTE FOR 14% recebe METADE DO QUE O ESTADO LHE RETEVE E DESCONTOU NOS JUROS.

4-Também na nova legislação ficou possível para quem tem casas arrendadas poder fazer ou não em separado o ENGLOBAMENTO DAS RENDAS de modo a baixar o imposto retido, antes ou fazia ENGLOBAMENTO DE RENDIMENTO CAPITAIS e de RENDIMENTOS PREDIAIS ou não fazia NENHUM, agora é possível fazer um sem o outro pois às vezes não convém devido aos valores juntar os 2 tipos de ENGLOBAMENTO.

Espero ter ajudado a todos, muito obrigado.”

Nós é que agradecemos. Fica provado que é não só possível fazer isto, como recuperar dinheiro dos anos anteriores. Dá trabalho? Claro que sim, mas estou a antever que alguns vão ter as férias deste ano pagas à conta do “Contas-poupança” :).

Não aceite o IRS Automático sem fazer esta simulação de acrescentar o Anexo E. E os outros todos se tiver mais rendimentos.

Já sabem que mesmo que já tenham entregue o IRS, podem sempre entregar as Declarações de substituição que quiserem até ao último dia de Junho. Vão ficar a perder se podem ganhar, porquê?

Pode ver ou rever a reportagem desta semana do Contas-poupança neste link da SIC Notícias:

https://sicnoticias.pt/programas/contaspoupanca/2019-04-03-Dicas-para-aumentar-o-reembolso-de-IRS-ou-baixar-o-valor-a-pagar

Bom IRS!

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40 comentários em “VÍDEO – IRS – Como recuperar os 28% dos juros dos depósitos a prazo

  1. Maria Carvalho Reply

    Boa tarde
    E se uma pessoa tiver que entregar a declaração de IRS porque tem uma reforma acima do ordenado mínimo nacional mas estiver isenta de IRS por incapacidade e não estiver abrangido pelo IRS automático também tem direito a reaver os 28% de imposto retido?
    Obrigada

  2. Paulo Alexandre Reply

    Antes de mais quero felicitá-lo pelo excelente serviço público que presta à comunidade com os seus alertas e “dicas” no programa Contas-Poupança e respectivo site e que tenho o privilégio de acompanhar desde há muito tempo. Bem haja por isso.
    Sendo eu um desempregado de longa duração, portanto sem rendimentos do trabalho em 2018, mas com rendimentos provenientes da venda de algumas acções cotadas em bolsa e por isso obrigado a entregar o “anexo G” do IRS referente a “mais-menos valias”, mas tendo também recebido dividendos de acções e juros de obrigações com 28% de IRS retido na fonte, a minha questão prende-se com a obrigatoriedade ou não de os declarar no “anexo E” e a possibilidade de fazer o englobamento destes rendimentos para o reembolso do IRS retido. É também necessário pedir uma declaração desses rendimentos e imposto retido à entidade bancária que os disponibilizou e reteve?
    Previamente grato pela sua disponibilidade, atenção e esclarecimento.

  3. Miguel Gonçalves Reply

    Boa tarde,
    antes de mais, parabéns pelo artigo. Saber é poder.
    Deixo uma questão, poderão ser incluídos aqui os juros obtidos no RAIZE?
    Obrigado desde já.
    Miguel Gonçalves

  4. Rui Cruz Reply

    Muito obrigado Sr. Jorge. Realmente preencher apenas o quadro 4B era o que tinha lógica.
    Não querendo ser abusador, para tentar recuperar algum valor do ano passado, como deveria proceder?
    Mais uma vez muito obrigado.

  5. Jorge Reply

    Pedro, esta reportagem foi muito útil, mas induziu em erro quanto ao local exato onde preencher os juros e respetivas retenções dos produtos mencionados.
    O vídeo e alguns dos ecrãs desta página apresentam o quadro 4A do anexo E, referente a rendimentos sujeitos a taxas especiais, sobre os quais não foi efetuada retenção. No entanto, os juros de depósitos a prazo e certificados do aforro/tesouro declaram-se no quadro 4B, referente a rendimentos sujeitos a taxas liberatórias.

  6. Rui Cruz Reply

    Bom dia.
    Antes de mais, deixe-me felicitá-lo pelas ajudas que tem dado, das descobertas de “ratices” que existem na lei e que a maior parte das pessoas desconhece, que é o meu caso 🙂 .
    Neste caso dos 28% que se podem recuperar ou pelo menos alguma parte, tive juros e retenção na fonte de certificados de aforro, que não sei bem como os colocar. Preencho apenas o quadro 4B? Se colocar sim ou não na opção pelo englobamento, obriga-me também a preencher o quadro 4A, mas depois informa que o NIF não pode ser igual no 4A e 4B (!!!).
    E já agora, como posso fazer para tentar recuperar o do ano passado?
    Fico então a aguardar a sua resposta.
    Obrigado e mais uma vez parabéns pelo trabalho que desenvolve.

    • Jorge Reply

      Preencha apenas o quadro 4B e não indique nem “Sim” nem “Não” na anterior pergunta sobre se quer englobar (pois ela refere-se ao quadro 4A).

  7. Valerie Moreira Reply

    Preciso de ajuda para o anexo E
    Tenho uma conta de aforro (certificado de tesouro) e recebi juros
    onde devo colocar os valores etc… e conseguir reduzir o irs
    pk ao simular pago muito irs

    • Jorge Reply

      Deve indicar os juros e respetiva retenção, com o NIF do IGCP (503756237), no quadro 4B do anexo E.
      Simule primeiro sem o anexo E e depois com ele preenchido, para perceber qual o cenário em que terá maior reembolso.

  8. ANTÓNIO FERNANDO ROQUE FERREIRA Reply

    Olá boa noite.
    Eu recebi juros de títulos de tesouro, certificados de aforro e dividendos de acções.
    Tento meter no anexo E mas não consigo saber os códigos das entidades depositarias…ou seja refere ao NIF do meu banco ou das dos CTT e titulos de tesouro e das acções?

  9. Raquel Reply

    Olá Pedro,

    Obrigada por este longo apoio que já dá a todos os portugueses!
    A minha dúvida é se os PPRs também “entram” neste rol? Ou seja, no meu caso é uma percentagem do meu vencimento que é retido no recibo e vai para uma seguradora, funcionando como um PPR, ou seja uma renda paga todos os meses aquando a minha reforma. Neste tipo de produto também pode ser declarado no anexo E para englobamento? Recebi precisamente as declarações fiscais deste produto.
    Muito obrigada

  10. mariana coelho Reply

    Bom Dia. Tenho um crédito pessoal na CGD e conta à ordem. Devo inserir no anexo E os juros do crédito pessoal?

  11. ALFREDO ALMEIDA Reply

    Olá.Como posso saber qual o valor exato da coima se fizer novo IRS em relação aos rendimentos de 2015 ,2014 ou 2013 por exemplo,e fazendo-as todas este ano? Alguém sabe? Já agora, hoje liguei 2 vezes para o 217206707, para esclarecer outras dúvidas, fui atendido por funcionários diferentes que me disseram …coisas diferentes!!

  12. Maria José Albano Reply

    A minha mãe paga todos os anos IRS apesar da pensão dela ser à volta de 510€ mensais e receber a pensão de sobrevivência do meu pai que anda à volta de 187€ mensais. Ela tem algum dinheiro a prazo mas que nós nunca declarámos. Será por isso que ela paga IRS? Ou ela beneficiaria de declarar os juros que recebe e o imposto que é retido?

  13. domingos Reply

    ola pedro andersson numca falho um programa seu ao domingos sou um ex emigrante e ontem 7 de abril vi no seu proma que se podia ir buscar os 28 por cento que o estado retem estao desempregado mas fasso sempre irs mas a minha comtabelista numca me informou desse promenor tenho as minhas poupanças em certeficados de aforro poupança mais desde 20013 acha que posso ir buscar o s 28 por cento o meu irs e 0 tenho mais ao menos5 a6 mil euros de rendimentos. acha que me pode informar sobre essa situaçao muito obrigado e parabens pelo seu programa.

    • Pedro Andersson
      Pedro Andersson Post authorReply

      Olá. Penso que no seu caso recupera os 28% na totalidade. Este ano e no anterior. Pergunte ao seu contabilista porque nunca fez isso. Diga-me a resposta dele :). Abraço

  14. Lino Meneses Reply

    Fiquei com uma dúvida residual.
    Pode reaver os 28% de retenção únicamente quem está isento da entrega de IRS, ou quem está abrangido pelo IRS automático e não paga nem recebe qualquer valor?
    Obrigado.

      • Luisa Ricardo Reply

        Caro Pedro,

        Fiquei com a mesma duvida do Sr. Lino Meneses.
        Esta sua resposta “Já não é pouco” é uma confirmação à pergunta do Sr. Lino Meneses? “Pode reaver os 28% de retenção únicamente quem está isento da entrega de IRS, ou quem está abrangido pelo IRS automático e não paga nem recebe qualquer valor?”

        Os OUtros que fazem retenção na fonte não podem recuperar os Juros dos Depositos a prazo?

        Muito obrigada pelo esclarecimento.

        • Pedro Andersson
          Pedro Andersson Post authorReply

          Olá. Todos podem recuperar alguma coisa. Depende das suas deduções e rendimentos. Só saberá simulando com dados reais. Não dá para “adivinhar”… 🙂

  15. Margarida Reply

    Boa tarde,
    Com toda esta novidade, surgiram-me duas questões:
    1) Está isento de entrega de IRS quem tem uma pensão cujo valor anual ronda os 5000 euros. No entanto, se tiver juros de certificados de aforro no valor de 4300 euros, e queira englobá-los, ultrapassa o valor máximo definido para isenção. Assim sendo, considera-se isento na mesma porque se tratam de duas parcelas distintas, ou não? Isto porque queria fazer entrega do IRS do ano anterior mas tenho receio de ser aplicada alguma coima (que pode ir de 150 até 3.750 euros), que, caso fosse considerados isento, já não seria aplicada.

    2) Pode preencher-se apenas o quadro 4B do anexo E? Isto porque se colocar a opção de englobamento, pede para preencher o quadro 4A.

    Obrigada pelas dicas, sempre tão importantes para todos nós

    • Pedro Andersson
      Pedro Andersson Post authorReply

      Olá margarida. Isso já é muita areia para a minha camioneta. Não sou contabilista e não quero induzir em erro sem querer. Sugiro que fale com um contabilista. Gasta 20 ou 30 euros e pode assim do nada recuperar 2400 euros neste ano e no anterior… Veja isso bem, ok? Era para mim uma alegria se isso lhe acontecesse 🙂

  16. valerie Dos Santos Moreira Reply

    Bom dia

    Desculpa a minha ignorância neste assunto
    O anexo E é para q situação ?
    Mais informação obrigado

  17. Maria do Carmo Reply

    Por desconhecimento não faço englobamento de rendimentos de capitais de certificados do tesouro desde o inicio. Posso recuperar os 28% de imposto retido pelo estado sobre os juros dos referidos capitais relativos aos anos anteriores? Isso é possível na declaração de IRS deste ano? Ou tenho de fazer alteração das declarações de IRS relativa aos anos anteriores? A forma como se deve realizar essa recuperação não está clara. Apenas diz que dá trabalho.

    • Pedro Andersson
      Pedro Andersson Post authorReply

      Tem de simular os anos anteriores, ver se compensa pagar multa por entregar fora de prazo, entregar nova declaração e aguardar.

  18. IDALECIA VIEIRA Reply

    IRS DE CONTRIBUINTE QUE FALECEU EM OUTUBRO DO PASSADO ANO E QUE NORMALMENTE ERA FEITO EM CONJUNTO NÃO CONSTA DO “IRS AUTOMÁTICO” DESTE ANO..???!!!
    SEMPRE FIZERAM ASSIM E AGORA . E NÃO SENDO POSSÍVEL JÁ ACEDER AO SITE DO FALECIDO COM A SENHA DAS FINANÇAS COMO PROCEDER PARA ENTREGAR O REFERIDO IRS?
    AGRADEÇO O ESCLARECIMENTO POSSÍVEL

    IDALECIA VIEIRA

  19. IDALECIA PIEDADE MARTINS Reply

    OLÁ GENTE BOA
    CREIO NUNCA TER VISTO AQUI NEM EM LADO NENHUM COMO É QUE UMA VIÚVA ENTREGA O IRS EM CONJUNTO – OU SEM ELE – NEM TÃO POUCO EXPLICAÇÃO PARA COMO PREENCHER “A PAPELADA”…!
    PASSO A EXPLICAR:O MEU SOGRO FALECEU HÁ 6 MESES ATRÁS LOGO O IRS QUE SE TEM DE ENTREGAR CONTEMPLARÁ DECERTO OS RENDIMENTOS DO SR ATÉ AO MÊS EM QUE FALECEU.PORÉM JÁ NÃO É POSSÍVEL ACEDER AO SITE DAS FINANÇAS COMO É ÓBVIO COM AS CREDENCIAIS DO MEU SOGRO.PRETENDE A Sra MINHA SOGRA ENTREGAR IRS EM CONJUNTO COMO SEMPRE FEZ MAS O “AUTOMÁTICO” NEM SEQUER É APRESENTADO COMO SEMPRE ACONTECEU.
    PERGUNTA;COMO TERÁ A SRª QUE FAZER PARA RESOLVER O PROBLEMA E ENTREGAR O IRS SENDO QUE DECERTO AS FINANÇAS DEVERÃO TER OS ELEMENTOS DOS DOIS PORQUE AMBOS SÃO PENSIONISTAS.
    OBRIGADA DESDE JÁ

    IDALECIA VIEIRA MARTINS

  20. Zé Manel Reply

    Mesmo com uma taxa de IRS de 14,50%, consigo recuperar todos os impostos retidos nos juros de contas a prazo e certificados de aforro.
    Fiz a simulação, e ao analisar verifiquei que isto acontece porque as deduções à colecta que consigo obter, por ter validado todas as facturas durante o ano, são largamente superiores à colecta total (o que teria de pagar se não existissem deduções nem retenção na fonte ao longo do ano). Logo, ao aumentar o rendimento com o englobamento dos juros, o consequente aumento de imposto vai ainda ser absorvido pelas deduções à colecta disponíveis, e no final consigo o reembolso da parte que tinha sido retida.
    Na dúvida, vale mesmo a pena simular antes de enviar a declaração!

    Pedro, muito obrigado pelas excelentes informações que disponibiliza!
    Parabéns pelo seu trabalho!

  21. Francisco Baptista de Gouveia Reply

    Olá Maria Perez e Pedro,

    E realmente fazer como o Pedro falou mas em todo o caso julgo que já não será possível reaver esses valores de 2015 pois só se consegue ir aos 2 anos anteriores (sem coima caso seja a nosso favor a nova declaração IRS, se for contra nós o ESTADO aplica uma coima para além de termos que entregar o valor apurado na nova declaração apresentada…pois e verdade, se notarmos que defraudados o estado mesmo que por desconhecimento ou lapso, ao sermos honestos ao ponto de lhes entregar os valores voluntariamente sem serem eles a notarem a situação ainda pagamos uma coima…) na mesma e uma questão de ver que valores teria a receber após essa nova declaração com englobamento e qual o valor da coima por ser 4 anos depois, se ainda receber dinheiro e fazer, caso contrário e melhor não pois ainda paga ao estado do bolso…

  22. Maria Perez Reply

    Se um mutualista “Montepio “levantar algum valor dessa conta e os juros não aparecerem na caderneta nem, o que temos de pagar desse levantamento ao Estado (seja lá que departamento fôr),foi em 2015 até hoje nada foi claro o que me explcaram desse juro foi de alguns anos ( + ou menos 1065 euros penso eu,) o que ainda posso fazer? 2 funcionários deram explicações diferentes. obrigada pela sua disponibilidade.

    • Pedro Andersson
      Pedro Andersson Post authorReply

      Olá. Peça as declarações fiscais do banco de todos esses anos depois contacta as Finanças para saber o que fazer.

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