VÍDEO – O que é a Chave Móvel Digital e como funciona

Acabe com as passwords esquisitas nos portais do Estado

Pode ver ou rever neste artigo a reportagem desta semana do Contas-poupança. Se não dá conta de tantas senhas diferentes para cada Portal do Estado, o problema está resolvido: a Chave Móvel Digital.

Basta ter um telemóvel e uma senha de 4 dígitos, como no Multibanco. É verdade que a Chave Móvel Digital já funciona há vários meses, mas há novidades em relação aos portais onde pode usá-la e aos locais onde a pode pedir.

Se está habituado às senhas atuais ou as alterou para senhas que não vai esquecer, pode mantê-las sem problema.  Usar a Chave Móvel Digital é apenas mais uma alternativa.

Como funciona?

Simples. Depois de ir uma vez a um Espaço do Cidadão (ou com o leitor de cartão do cidadão em casa) pedir a primeira senha e confirmar o seu telemóvel, em cada portal vai encontrar um logo que diz “Gov.pt”. Carrega aí. Perguntam-lhe qual é o seu número de telemóvel e o seu PIN de 4 números (que deu na primeira vez que pediu a senha). Recebe um SMS. Insere esse código que recebeu no telemóvel e já está. Entra assim em todos os Portais.

No meu entender, é uma excelente forma de aceder aos serviços do Estado porque posso usá-la em TODOS os portais e entidades. Não preciso estar a pedir senhas diferente em cada instituição. Uma chave dá para todas as portas.

Veja AQUI como funciona e como pode pedi-la:

http://sicnoticias.sapo.pt/programas/contaspoupanca/2017-12-06-Chave-Movel-Digital—o-que-e-e-como-funciona-

Como pedir a sua Chave?

Neste momento, se tiver um leitor de cartão de Cidadão pode pedir a Chave Móvel Digital em casa, se não tem, basta ir a uma Loja do Cidadão ou a um Espaço do Cidadão (há 400 nos país) e levar o seu telemóvel e o cartão do Cidadão. Demora 2 ou 3 minutos e nunca mais precisa voltar a fazer isso. Fica já para “sempre”.

A partir de final de Janeiro também já vai poder fazer o pedido da sua Chave em qualquer Conservatória e totalmente online através do seu Portal das Finanças. Neste último caso, basta pedir a senha e quando ela chegar pelo correio insere os dados e já está. É exatamente o mesmo processo que fez quando pediu a sua senha para o Portal das Finanças.

Pelo que me explicou a Secretária de Estado da Modernização Administrativa, a ideia é depois passar a usá-la nos serviços privados para assinar qualquer documento ou contrato através da Chave Móvel Digital. Acho que é uma daquelas coisas que vai simplificar a nossa vida enquanto cidadãos e consumidores.

Se tem profissões que exigem reconhecimento de assinatura, vai poupar dinheiro porque deixa de precisar reconhecer a sua assinatura. É o próprio Estado que a reconhece automaticamente.

Experimente e veja como é fácil e prático.



10 comentários em “VÍDEO – O que é a Chave Móvel Digital e como funciona

  1. Cidalia Correia Reply

    E possivel informar que tipo de leitor, sistema e configuração e o correto para leitor de cartao de cidadao?
    Vivo no Canada, ja comprei um na staples outro online e nao sao compatíveis.
    Desde ja agradecida,
    Cidália Correia

  2. Pedro Reply

    Bom dia,

    Alguém me sabe dizer se tenho que tenho o PIN do Cartão de Cidadão para pedir presencialmente a Chave Móvel Digital?, desloquei a uma Espaço do Cidadão e a funcionário parecia pouco informada e aparecia um caixa aonde colocar um PIN. Do que li fico com a sensação que o PIN do Cartão de Cidadão é apenas necessário se realizar mos a operação de registo da Chave Móvel Digital pela Internet.

    Obrigado.

  3. Gonçalo Ribeiro Reply

    Esta nova opção de acesso parece interessante, no entanto passo a explicar a minha história:
    Para ter acesso à chave desloquei-me ao balcão do cidadão, onde solicitaram os códigos que entregam com cartão do cidadão, por lapso meu não os tinha levado. De volta ao balcão do cidadão, com os respetivos códigos, lá ficou ativa a chave digital, para espanto os códigos que foram solicitados inicialmente não serviram para nada, ou seja uma viagem em vão. Com a chave ativada, em casa, iniciei ao pedido de alteração de morada, que gerou um código para a nova morada. Recebido este código, acedo novamente ao portal do cidadão para finalizar o processo de alteração de morada, no entanto não encontro opção para efetuar a operação. Contacto a linha de apoio que informa que para concluir a alteração tenho que quer o leitor de cartão, ou deslocar-me à loja do cidadão, questiono a assiste qual a utilidade da chave digital, se no final tinha que ter o leitor ou deslocar-me novamente à loja do cidadão, o argumento foi que assim tinha poupado cerca de 3 euros. Ora 3 euros são 3 euros, no entanto se soubesse que teria todas etapas, possivelmente tinha iniciado o pedido de alteração de morada no balcão do cidadão e já teria o processo concluído. Em conclusão, apenas 2 desabafos… Infelizmente, na maior parte dos casos em Portugal quando se implementa algo, ainda se está em fase de testes, outra situação, é que por norma a informação da administração pública nos diversos serviços associados não é clara ou omissa.

  4. Paulo Reply

    Faltou informar qual é o numero que o estado se identifica quando envia o tal código para o login, para evitar que haja um embuste com esta nova tecnologia, pois ja estou a ver a proliferação de varios sites falsos com um botão igualzinho ao do botão Gov.pt para um possivel login de acesso a um site que parece ser de um instituto ou do estado, mas só serve para angariar numeros validos para spam ou para enviarem um codigo de subscrição a um daqueles serviços de telemovel ..

  5. Vitor Canejo Reply

    Fiquei preocupado com a segurança desta nova forma de autenticação. Agora com o roubo de um telemóvel, o transgressor passa a ter acesso facilitado a todos os portais a que o dono do equipamento tem acesso através deste novo método.
    Podemos argumentar que o telemóvel introduz uma determinada camada de segurança que dificultará o acesso, mas as pessoas que não se conseguem lembrar de senhas/passwords de acesso a estes portais, muito naturalmente também terão uma configuração de segurança debilitada/vulnerável no próprio telemóvel, como por exemplo senhas gráficas simples de desbloqueio do Android.
    Perco conta das vezes que reparei em pessoas na fila à minha frente que não têm qualquer cuidado em ofuscar o ecrã do telemóvel nem o gráfico que usam para o desbloquear. A seguir põem o equipamento no bolso e seguem mais uns paços… depois o carteirista/”telemóvelista” perdoem-me a expressão, faz o que já sabemos.
    Aliás, se o transgressor souber o numero de telemóvel do equipamento, nem precisa desbloquear-lo, apenas necessita esperar que a notificação que cai sobre o ecrã de bloqueio, apareça durante aqueles breves instantes com o “preview” da mensagem, tempo suficiente para decorar os 4 algarismo.
    Admito que introduzi aqui alguns “Se’s”, mas no mundo moderno qualquer adolescente delinquente (desculpem o estereotipo) percebe do que estou a falar e sabe como contornar os controlos básicos de segurança nos telemóveis. Para além de que, quem se quiser apoderar de um equipamento com o intuito de aceder a estes portais em nome do proprietário do equipamento, terá feito o seu trabalho de casa.
    Acho que deveria de haver uma sensibilização dos utilizadores deste método para os cuidados de segurança a ter na forma como configuram e usam os seus equipamentos com números subscritos ao serviço. Para além de que também deveriam ser sensibilizados a solicitar o bloqueio do serviço em caso de perda ou roubo do equipamento.

    São estes os meu dois tostões… sou um feliz e satisfeito utilizador de passwords complexas, leitor de cartões C&P e PINs secretos, em MAC e Windows.

    • Luis Manuel Reply

      Se ler o artigo com olhos de ler verificará que para além de fornecer o numero de telemóvel, terá de fornecer o PIN que criou na altura da adesão. Só depois é que receberá um código para introduzir no site. A perda, e ou uso, do equipamento electrónico encontra-se assim salvaguardada por um PIN, da mesma maneira que qualquer vulgar cartão de débito.

  6. Marco Lopes Reply

    A CHAVE MÓVEL DIGITAL foi criada simplesmente para resolver o FLOP completo que é a COMPLEXIDADE de autenticação através do CARTÃO DO CIDADÃO! Tão simples quanto isso!

    O cartão do cidadão, para além de estar à frente do seu tempo, é TÃO complexo, tem tantos níveis de segurança (alguns deles absurdos) e tem software / sistema de autenticação com uma implementação tão complexa, que 99% das pessoas simplesmente não usa, não sabe usar, ou não quer usar!

    É uma pena que, por exemplo, funcionalidades como a ASSINATURA ELECTRÓNICA de documentos ou emails seja completamente desaproveitada (tou técnico de informática, e sinceramente até hoje consegui assinar um documento com muito custo, com instalação de add-ons, configurações e mais configurações…)

    Talvez daqui a alguns anos o software e o sistema estejam simplificados ao ponto em que, bastará introduzir o leitor no cartão para enviar um email assinado através do Thunderbird ou do GoogleMail… até lá, a CHAVE DIGITAL veio colocar um ponto final no CAOS que era a autenticação online através do CC.

  7. Francisco Gouveia Reply

    Boa noite Pedro, parabens por mais uma excelente reportagem como sempre com assuntos muito uteis a todos nos…
    Tenho a chave movel digital quase desde o inicio da sua disponibilizaçao mas tive diversos entraves para a concretizar pois sou teimoso e decidi fazer em casa e nao aparecer num qualquer balcao publico, tipo loja do cidadao para activar o serviço…
    Entao mandei buscar um leitor de cartoes a china, tipo +-10€ e ligar a um tablet ANDROID…
    Eis que quando vou descarregar o SOFTWARE do CARTAO CIDADAO que me deparo que o ANDROID nao esta contemplado pelo governo…
    Tinha para WINDOWS, LINUX E APPLE, mas para o sistema que mais maquinas tem presentemente em todo o mundo, NADA…
    UMA VERDADEIRA VERGONHA…
    Os nossos governos e administracao publica teimam em continuar a utilizar alguns sistemas, programas e tecnologias obsoletas, teimam em GASTAR O NOSSO PRECIOSO DINHEIRO a garantir algumas actualizacoes desses sistemas e equipamentos (nalguns casos valores exorbitantes…) ao inves de investir em tecnologia nova, mais segura e rapida e sem CUSTOS ELEVADOS ASSOCIADOS tal como o BALURDIO que gastam em desenvolvedores para poder manter este mundo tecnologico obsoleto onde teimam em alimentar tudo o que deveria ja ter sido retirado…
    Ps. Acabei pedindo um PC emprestado e assim nao apareci no balcao…lol

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