Eletricidade

Painel solar fotovoltaico – Balanço Julho 2018 (mês 20)

Balanço do mês de Julho de 2018 (e um cheirinho de Agosto) Está a ser um ano estranho. Até agora, Maio foi o melhor mês de produção de eletricidade de 2018. Comparando com o mesmo mês do ano passado, Julho decepcionou. Em Junho, o painel produziu 36,619 kWh, em Julho subiu para 40,241 kWh, mas mesmo […]

Painel solar fotovoltaico
Painel solar fotovoltaico

Balanço do mês de Julho de 2018 (e um cheirinho de Agosto)

Está a ser um ano estranho. Até agora, Maio foi o melhor mês de produção de eletricidade de 2018. Comparando com o mesmo mês do ano passado, Julho decepcionou. Em Junho, o painel produziu 36,619 kWh, em Julho subiu para 40,241 kWh, mas mesmo assim inferior à produção de Maio. Ainda mais estranho (mas a ciência explica) nos dias de extremo calor e céu limpíssimo, o painel produziu muito menos do que o normal. Já mostro os gráficos mais abaixo.

Julho foi assim, comparando com os meses anteriores. Recordo que, para quem não percebe nada disto, 40 kWh de produção do painel solar significa que poderia teoricamente aspirar a casa durante 27 horas seguidas de “graça” com um aspirador de 1.500 W. Ou secar o cabelo durante 40 horas seguidas (ficava seco, de certeza). É desta ordem de valores que estamos a falar.

 

Continua a compensar?

Estas são as contas de Julho de 2018. Se tivesse consumido tudo o que o painel produziu teria poupado na fatura da luz exatamente 7 euros (já com IVA).

Nestes 20 meses que já passaram teria poupado 133 euros. Como investi 620 euros no painel e na instalação, neste momento o retorno do investimento continua nos 7,8 anos.

Compensa comprar um painel solar?

Como não consumo tudo o que o painel produz (porque não estou em casa durante o dia durante a semana), tenho estimado o meu desperdício para a rede em cerca de 25%.

Assim, o retorno real  (o chamado break even) estará neste momento perto dos 10 anos (reais). Depois de passado esse tempo, o painel estará pago e terei pelo menos mais 15 anos de “lucro”. Veremos se é assim. Mensalmente continuarei a fazer aqui o balanço.

A ideia é ajudar os curiosos a perceber se no vosso caso é um investimento útil ou não e como funciona.

Para os que chegaram agora ao blogue, relembro que como não tenho baterias, tudo o que não consumir em tempo real é oferecido à rede. As baterias são demasiado caras para mim. São as regras do “jogo”.

E o calor extremo, afeta o painel ou não?

Sim, afetou. Como sabem, os primeiros 6 dias de Agosto foram os mais quentes das últimas décadas. As temperaturas foram bem acima dos 40 graus. Lisboa não foi a zona mais afetada mas o calor passou por aqui também. Notem a diferença na produção do painel nestes dias. O gráfico seguinte é do dia 2 de Agosto. Como podem ver o pico máxima de produção foi de quase 179 W. Muito abaixo do máximo nos dias normais, mesmo no Inverno. O painel é de 250W mas nunca atingiu esse valor, só em laboratório.

No gráfico seguinte, posterior ao dia 6 de agosto, a produção já voltou ao normal. Ou seja, produz no máximo no pico do sol cerca de 220 W. É com estes valores que devem fazer contas se estiverem interessados em comprar um painel solar fotovoltaico. Se vos disserem que produz 250 W, provavelmente só produzirá no melhor dos dias 220 W e se for de 275 W, provavelmente produzirá na melhor das hipóteses 250 ou pouco mais do que isso. E atenção que só atinge o pico máximo de produção durante alguns minutos do dia, não é o dia inteiro. Têm de fazer bem contas ao que consomem em horas “normais” antes de comprarem um.

Aquela quebrazinha que vêem no fim do dia no gráfico do painel é da minha responsabilidade. Não me lembrei de que a Terra gira e que no Verão a sombra da chaminé do vizinho iria tapar o painel. Vamos aprendendo com os erros, não é?

Esta última análise aos dias quentes de Agosto é em resposta ao pedido do espectador/leitor Carlos Campos (especialista nesta área) que me alertou para esse detalhe. Tinha estranhado, mas ainda não tinha procurado explicações.

Porquê este pedido?

Porque gostaríamos TODOS de poder ver e analisar que, durante os dias de maiores temperaturas de ambiente, o seu módulo fotovoltaivo produziu menos em relação aos outros dias de muito e “bom” Sol, mas, com temperaturas mais baixas o seu módulo produz mais energia.
Assim, ficará provado que os módulos/painéis Fotovoltaicos, produzem menos energia, quanto maior for a temperatura.
Precisamente o contrário da tecnologia Solar Térmica para AQ.

Mais uma dúvida esclarecida. Sempre a aprender :).

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