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COMBUSTÍVEIS | Compensa abastecer com o diesel aditivado de marca? (Depósitos #7 e #8)

Diesel aditivado de marca – Prio e Shell (Setembro/Outubro 2022) Total de km percorridos desde julho de 2022: 7.809 km Desde o meu último artigo sobre este tema (se compensa pagar mais por gasóleo de marca aditivado para fazer mais quilómetros) já consumi mais 2 depósitos. Não tenho conseguido fazer este balanço com a rapidez […]

COMBUSTÍVEIS | Compensa abastecer com o diesel aditivado de marca? (Depósitos #7 e #8)

Diesel aditivado de marca – Prio e Shell (Setembro/Outubro 2022)

Total de km percorridos desde julho de 2022: 7.809 km

Desde o meu último artigo sobre este tema (se compensa pagar mais por gasóleo de marca aditivado para fazer mais quilómetros) já consumi mais 2 depósitos. Não tenho conseguido fazer este balanço com a rapidez que gostaria, mas – podem não acreditar – fazer estas análises ocupam muito tempo. Não é tanto a minha análise pessoal (essa é rápida), é mais transformar isto numa informação que possa partilhada convosco e que seja entendível de forma prática. Trago hoje uma grande novidade (para mim, para vocês não sei…). Fiz uma descoberta muito interessante que pode vir a ter um impacto importante nas marcas que escolho para o meu dia a dia.

Trago-vos hoje os resultados do meu “teste” com um depósito de Prio TOP e outro da Shell.

O meu “teste” da vida real

Estou a testar combustíveis de marcas diferentes para tentar perceber se me compensa abastecer combustíveis aditivados de marca ou aditivados low cost (ou mesmo só os simples). 

Recordo e sublinho que se não concordar com a minha metodologia não precisa criticar.Tenho plena consciência de que isto não é um “teste” científico, está cheio de subjetividade e não pode ser replicado em laboratórios. São apenas contas que estou a fazer e que partilho, sem nenhuma segunda intenção. 

Qualquer resultado destes “testes” nunca serão publicidade a nenhuma marca, nem nenhuma tentativa de prejudicar outra. Será o que for.

Sou um cidadão normal que está a tentar perceber – com os recursos que tem, que neste caso é o próprio carro – o que é mais vantajoso: combustíveis simples mais baratos ou combustíveis aditivados de marca (mais caros), mas que aparentemente fazem mais quilómetros, conferem mais potência ao motor e são mais “limpos”.

O que pretendo fazer (e mostrar) é que se quiser tirar essa dúvida também vai ter de fazer o que estou a fazer: testar e comparar – depósito a depósito – durante vários meses. Eu gasto um depósito por mês. Logo, testar várias marcas vai ser um projeto longo e com percursos diferentes, condições de trânsito diferentes, tipos de condução diferentes. Só eu é que poderei no final chegar às minhas próprias conclusões. E o que eu concluir pode ser muito diferente do que você concluiria com o seu veículo, o seu estilo de condução, percursos e das marcas que você tem disponíveis perto de si.

Não vos quero convencer de nada, nem a mudar de marca ou de tipo de combustível. Nunca saberei (nem vocês)  sequer se os meus resultados são realmente “cientificamente” fiáveis porque pode acontecer pelo caminho uma alteração de uma ou mais variáveis que desconheço. 

O que você vai fazer depois com esta informação é consigo. Se acha que isto é totalmente despropositado, pouco rigoroso, influenciador no mau sentido ou outra coisa qualquer, não precisa ler. Simplesmente ignore. Mas não precisam dizer repetidamente o que já sei e que digo desde o primeiro minuto: tento que os percursos sejam o mais semelhantes possível, mas isso nunca será totalmente conseguido, como é óbvio. Procuro uma tendência e não dados fixos. 

Se eu verificar que os aditivados de marca, ao longo de vários meses, fazem de facto mais quilómetros do que os simples (com que sempre abasteci nos últimos 10 anos) e que compensam financeiramente, mudarei sem qualquer problema. Porquê? Porque é bom para mim. Se ficarem – feitas as contas – ao mesmo preço, de facto, verifiquei em várias marcas marcas premium um aumento de potência do carro e um trabalhar mais “suave” do motor. 

A minha sugestão é que tente fazer o mesmo. Não se baseie apenas num “achismo” ou num teste de que lhe falaram. A vida não é um laboratório esterilizado. Tenho de decidir com base nas minhas circunstâncias, limitações e recursos. 

Vamos às contas de final de setembro e outubro.

Neste artigo AQUI, expliquei que estou a tentar tirar a dúvida se compensa pagar mais por combustível aditivado de marca porque compensaria no maior número de quilómetros percorridos. 

A cada abastecimento, encho o depósito mesmo até ao máximo possível (até sair por fora). Desta forma, quando abastecer novamente saberei exatamente quantos litros gastei do combustível anterior. Já estou a fazer isto há 8 depósitos, por isso os valores abaixo são bastante rigorosos.

Até agora, o resumo é este (sempre com o preço à data sem qualquer espécie de descontos):

*AE é Autoestrada; U é Urbano

Mês Marca Litros Circuito Km percorridos Consumo

l/100 km

€/100 km
Julho GALP Evo 51,59 AE 972 5,313 10,63 €
Julho BP 50,39 AE 943 5,344 10,95 €
Agosto Auchan (simples) 52,12 AE+200 km 945 5,332 9,81 €
Agosto GALP Evo 50,95 (U) 534 km+(AE) 392 km 926 5,502 11,25 €
Setembro Repsol 52,33 U 793 6,599 13,75 €
Outubro Prio Top 49,77 AE 937 5,312 9,45 €
Outubro Shell 51,58 AE 1020 5,057 9,81 €
         

A surpresa

Como pode ver no quadro acima, acrescentei uma coluna com o consumo aos 100, à milésima. No fundo é o que vai traduzir o rendimento por quilómetro, mais do que o preço (porque este varia de semana para semana). Mas noto que a tendência está lá.

Tendo em conta os depósitos exclusivamente em autoestrada (e sempre a 120 km/hora em cruise control), até agora o melhor resultado que consegui foi com o combustível Shell V-Power. Consegui, pela primeira vez na minha vida, fazer mais de 1.000 km apenas com um depósito (1.020), com uma média de 5,057 litros aos 100 (sempre a 120 km/hora). A seguir, ficou a TOP Prio, com uma média de 5,312 e em terceiro lugar do podium a Galp Evologic, com uma média de consumo de 5,313 l/100.

Em relação a percursos exclusivamente urbanos, até hoje, só consegui testar apenas um depósito que foi o da Repsol, com o qual fiz 793 quilómetros. Todos os outros percursos mistos têm valores que não consigo analisar com detalhe. Neste momento estou a gastar um depósito Shell V-Power exclusivamente em circuito urbano (casa-trabalho-escola do miúdo-casa-compras-voltinhas) e estou curioso para ver se faz mais ou menos (ou igual) à Repsol.

Até ao momento as minhas conclusões (preliminares) são as seguintes:

  • O melhor desempenho até agora é o da Shell V-Power. Não estou ainda a analisar os preços. Só os quilómetros máximos que consigo fazer.
  • A média de consumo da Galp, da BP, da Prio TOP e do Auchan simples são bastante semelhantes em autoestrada (ambas me deram um consumo de 5,3 l aos 100). E as diferenças de preços entre eles são substanciais.
  • Continuo a notar diferença para melhor no rendimento do motor e no “trabalhar” com o premium da GALP, da BP e da Shell em relação ao low cost, mas não no número significativo de quilómetros. O premium da Repsol não tem esse rendimento melhor e é mais ruidoso. Neste aspeto, comparo o premium da Repsol ao do simples do Auchan. Pode ser do meu carro.
  • O próximo depósito é da Shell mas em circuito exclusivamente urbano.

Não sei se acham piada a este tipo de testes, mas eu divirto-me imenso a fazer estas comparações porque tiro as minhas conclusões e acabo por perceber quais são as melhores opções financeiras para mim. Mesmo que não partilhasse convosco estas “aventuras”, fazia isto na mesma. Se acharem que é interessante acompanharem, fico contente. Se acham que é uma perda de tempo e que nada disto faz sentido, por mim não há problema. Basta não lerem estes balanços. Leiam só os outros artigos.


 

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