VÍDEO – Sabia que pode ir para o trabalho por 8 cêntimos por dia
Ir para o trabalho por 8 cêntimos por dia? Pelo menos é o que Miguel Abrantes gasta todos os dias para carregar a trotinete elétrica. Vive e trabalha em Coimbra e já há vários meses que esquece o carro e vai de trotinete fazer todas as voltas profissionais.
Ir para o trabalho por 8 cêntimos por dia?
Pelo menos é o que Miguel Abrantes gasta todos os dias para carregar a trotinete elétrica. Vive e trabalha em Coimbra e já há vários meses que esquece o carro e vai de trotinete fazer todas as voltas profissionais. Claro que esta opção depende do seu peso, da sua saúde, das suas deslocações e se tem possibilidades económicas de gastar cerca de 400 euros. Mas já lá vamos.
É uma opção?
Ter carro é uma grande despesa todos os meses. Muitos portugueses procuram alternativas para as viagens do dia-a-dia que sejam mais económicas e que poluam menos o ambiente. A reportagem desta semana do Contas-poupança mostrou-lhe alguns exemplos de pessoas que passaram a usar trotinetes elétricas como primeira opção.
Por exemplo, Francisco Rocha vive no Montijo e trabalha na Graça em Lisboa. Há 8 meses que vai todos os dias de trotinete. Sai de casa, faz 6 km de trotinete até ao barco, atravessa o Tejo, sai no Cais do Sodré e sobe até à Graça bem lá no alto. O carro está parado na garagem e só sai ao fim de semana para algum passeio mais longo. Quanto aos transportes públicos, também poupa muito tempo. Não tem de esperar pelo autocarro que o levaria ao barco.
Normalmente, quando falamos de trotinetes elétricas falamos das que estão espalhadas pelas ruas e que são usadas para pequenos passeios e por turistas. Não é disso que estamos a falar agora. Estamos a falar sim da possibilidade de comprar uma e que passe a usá-la como meio de transporte principal.
Quanto custam?
Custam entre 360 e mais de mil euros. Há mais caras e mais baratas de várias marcas e com diferentes características. Basta ir à internet e pesquisar. Há já várias páginas de facebook com grupos de utilizadores que se juntam para tirar dúvidas sobre uma determinada marca ou modelo. Algumas já têm mais de 1600 membros, em que uns ajudam outros até a arranjar as avarias quando surgem. Pesquise e faça perguntas.
Quem fizesse o mesmo trajeto de carro entre o Montijo e Lisboa, gastaria 62 euros por mês só de portagem da ponte Vasco da Gama, e mais cerca de 6 euros por dia só em combustível. Estamos a falar de 192 euros por mês só para ir trabalhar. Fora outras despesas. Francisco gastou 380 euros na trotinete e agora paga apenas o passe de 40 euros mais a eletricidade para carregar a trotinete (não chega a 1 euro por mês). Ou seja, em 3 meses ficaria com a trotinete mais que paga.
Se vive na região do Porto, ou em qualquer outra região do país, seria uma opção para si?
Miguel Abrantes, em Coimbra, experimentou uma trotinete de aluguer por brincadeira e nunca mais parou. Comprou uma para ele.
Gasta 8 cêntimos por dia para fazer 25 km. É quase como carregar a bateria de um telemóvel mas muito maior. Dentro de algum tempo saberemos quanto tempo duram estas baterias. Para já ainda não há queixas. Miguel espera em 9 meses recuperar o investimento de menos de 400 euros.
E a segurança?
É preciso ter sempre cuidado. Os utilizadores de trotinete elétrica com quem falei insistem sempre na necessidade de usar capacete, proteções para os cotovelos e joelhos e estar sempre bem sinalizado, de dia e de noite. Bem visíveis. E com um comportamento defensivo na estrada.
A mobilidade
Uma das grandes vantagens é a mobilidade. Dobrada ou não pode ir consigo para o seu local de trabalho. Se o patrão deixar até pode colocá-la a carregar num cantinho e tem sempre a bateria carregada. Num imprevisto pode levá-la debaixo do braço em qualquer transporte público ou metê-la na bagageira de qualquer carro.
Francisco já fez até agora 1800 km com a trotinete elétrica. Miguel faz neste momento 300 km por mês. Francisco demora 1 hora e 15 minutos do Montijo até à Graça em Lisboa. Tem sempre um impermeável na mochila e usa cotoveleiras. Tenta escolher estradas sem buracos e sem pedras. E diz que é para continuar.
Alugar trotinetes ao minuto é uma opção, mas usar todos os dias é caro. Só em meia hora na reportagem gastamos mais de 5 euros. A sugestão que lhe dou é dividir o custo da trotinete nova (ou usada, porque não?) que pensará comprar pelo que gasta todos os meses em carro ou transportes e ver se vale a pena o investimento.
Não é para todos
Sejamos francos, comprar uma trotinete elétrica não é para todos. Mas se vive e trabalha na mesma cidade ou se tem acesso a transportes públicos que funcionam, faça a contas ao dinheiro e à sua força de vontade. Não precisa viver numa cidade grande. Pode viver numa cidade pequena ou mesmo numa aldeia. Se anda de carro, seja onde for, em percursos pequenos no dia a dia, pondere esta opção. Pode poupar muito dinheiro e o meio ambiente agradece.
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