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Cuidado com a reduflação – O que é isso?

Escrito por Pedro Andersson

23.05.22

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8 min de leitura

Cuidado com a reduflação – O que é isso?

A inflação está a valores que não víamos há muitas décadas. Ou seja, está tudo cada vez mais caro e o dinheiro deixa de chegar para tudo. Isso já sabemos e já lhe dei dicas AQUI para o ajudar a combater a inflação.

Mas aquilo de que lhe quero falar agora é da reduflação. De uma forma simples é a mistura de “redução” com “inflação”. É a tradução literal de “Shrinkflation”, em inglês.

Na prática, é uma estratégia de marketing a que tem de estar muito atento se não quiser ser (ainda) mais prejudicado com a inflação. Trata-se da estratégia de algumas empresas que disfarçam o aumento dos preços vendendo menos produto pelo mesmo valor.

Mas isso tem alguma coisa de ilegal? Não. Posso apresentar queixa no Livro de Reclamações se me aperceber que uma empresa está a fazer isso? Pode, mas não vai servir de nada porque você não tem razão (legal). Desde que a empresa informe exatamente a quantidade de produto que está a vender está tudo bem. Não tem nada de falso nem enganador. Seria diferente se o pacote ou embalagem dissesse que tem 1 litro e depois de medido, afinal só tinha 0,9 litros. Não é disso que estamos a falar.

Estamos a falar de, por exemplo, iogurtes líquidos que antes tinham 160 ml e que baixam agora para 140 ml e que continuam a custar exatamente o mesmo ou até mais.

Não é nada novo.  Assisti a isto durante as anteriores crises económicas em Portugal. É o consumidor que tem de estar atento a esta prática, legal, mas que podemos considerar pouco ética e pouco transparente.

Como lhe disse, é verdade que não tem razão legal para reclamar, mas isso não o deve impedir de contactar as marcas para manifestar o seu desagrado. Fotografe os rótulos agora e se notar que alguém está a usar esta prática, fotografe novamente e torne pública essa informação específica. Mais uma vez, não é nada ilegal. A informação é que tem de ser o mais clara possível junto dos consumidores para fazerem as melhores escolhas possíveis. Temos de ter espírito crítico enquanto clientes.

De acordo com a LUSA, embora ainda não sejam conhecidos casos em Portugal, em Espanha têm sido detectadas situações de reduflação sobretudo nos setores da cosmética e perfumaria, mas também no setor dos alimentos, com um diferencial mínimo de 5% a 10% a menos no tamanho ou quantidade, mantendo – ou, em alguns casos, até subindo – o preço.

Outro exemplo são as embalagens com postas de peixe congeladas (que até podem ser opacas) que antes traziam 7 ou 8 postas e que agora pelo mesmo preço podem trazer só 5 ou 6. Pelo mesmo preço ou um pouco menor mas com o preço por quilo muito mais alto.

Fui ontem ao hipermercado e embora não tenha encontrado casos claros de reduflação encontrei algumas situações que mostram bem de que situações estamos a falar.

Há muitos anos que acompanho o preço da manteiga. Aliás, tento ter de cabeça os preços normais de praticamente tudo o que compro habitualmente. Assim sei sempre se uma promoção é boa ou não.

Durante muito tempo, um pacote de manteiga de 250 gramas foi vendido por 1,19 €. Com o aumento da inflação (ainda antes da guerra) começou a subir para 1,40 €, depois 1,50€, 1,60€ e atualmente chega a estar perto dos 2€.

De repente, começaram a surgir embalagens de 125 gramas (metade da embalagem “normal” (ignorem a marca, porque podia ter sido outra qualquer). Tem aqui a foto das duas embalagens.

Na primeira foto tem a embalagem normal de 250 gramas a custar 1,97€ (7,88€/Kg) e, na segunda foto, a embalagem reduzida com metade do peso, mas a custar 1,24 € (9,92/Kg). 

Um consumidor distraído, na ânsia de poupar, poderia escolher a embalagem mais pequena por ser mais barata, quando na realidade está a pagar mais 2,04 €/kg. É só uma questão de tempo até ter de comprar outra embalagem. A embalagem com metade do produto custa mais 26% do que a embalagem normal!

Vamos a outro exemplo. Muitas empresas começaram propositadamente a ignorar a medida clássica de 1 litro para que os consumidores percam a noção da medida com a relação direta ao preço. Estive a estudar as várias opções de medidas em garrafas de um conhecido detergente para a loiça.

Prestem atenção a estas fotos de um detergente da mesma marca.

As primeiras 3 embalagens são exatamente iguais, mas cada uma delas tem uma quantidade diferente e nenhuma com valores “certos” que permitam fazer contas rápidas de cabeça.

As restantes 3 embalagens cada uma tem o seu tamanho, mas igualmente com medidas muito pouco utilizadas no nosso dia a dia.

Por exemplo, neste caso de exatamente o mesmo produto (o Ultra Poder) uma embalagem é de 600 ml e a outra é de 1,015 l. Mas o preço por litro é muito diferente: a maior é de 4,99 €/litro e a mais pequena é vendida a 5,32 €/litro. Se comprar a pequena, leva menos produto e mais caro.

Este é o alerta que lhe quero deixar. Esteja sempre atento ao preço por litro, quilo, dose, etc. É a única maneira de você proteger a sua carteira quando comparar o preço de produtos e marcas diferentes. Não compare o preço das embalagens, porque já há muito tempo que deixamos de saber que quantidade tem cada embalagem. Como vê, até dentro da mesma marca as quantidades são diferentes. Isso permite-lhe “brincar” com os preços e com as armadilhas mentais que a nossa mente nos prega. Se algum produto lhe parecer barato, olhe duas vezes para o preço por quilo ou litro. Provavelmente aquela promoção não é o que parece.

DESCONTOS | Você também compara o preço por quilo nos sabonetes?

Mexer nas quantidades, para não mexer no preço

Os exemplos anteriores não são exatamente a tal reduflação gritante (nestes casos a redução da quantidade é mais subtil do que metade), mas para lá caminham. Confrontadas com uma forte pressão sobre os custos na cadeia de valor – na sequência do efeito conjugado da pandemia, dos constrangimentos logísticos, da subida dos preços da energia e das matérias-primas e, mais recentemente, da guerra na Ucrânia – os fabricantes podem optar por manter o preço final de venda dos produtos, ao qual o consumidor está mais atento, mas reduzindo a quantidade contida na embalagem.

A DECO alertou recentemente para este problema e deu mais alguns exemplos a que deve estar atento. De uma forma quase imperceptível para o consumidor, a tablete de chocolate que tradicionalmente tinha 150 gramas pode passar a conter 125 gramas, a caixa de fósforos que antes continha 100 unidades passa a ter 80, a embalagem de açúcar reduz de um quilograma para 800 gramas ou o pacote passa a ter menos bolachas.

E, desde que a quantidade presente na embalagem seja a que, de facto, está indicada na rotulagem do produto, esta prática não pode ser considerada fraude. 

Rui Rosa Dias, um professor entrevistado pela LUSA, recorda que em 1987, a companhia aérea American Airlines conseguiu uma poupança de 40 mil dólares (perto de 38 mil euros) anuais apenas removendo uma azeitona em cada salada servida aos passageiros da classe executiva.

No Brasil, os fabricantes são obrigados a comunicar as alterações no rótulo do produto, informando a quantidade de produto diminuída (em termos absolutos e percentuais), num local de fácil visualização e com caracteres bem visíveis, de forma que o consumidor possa perceber a alteração e não seja induzido em erro.

Em Portugal não há legislação sobre esta prática.

Paulo Fonseca, da DECO, explica que “Os consumidores relatam que, por exemplo, por 15 euros compravam sete postas de pescada e agora, pelo mesmo preço, só compram cinco postas. Ou seja, há duas postas que já não constam da embalagem”, afirmou.

O jurista defende que, das duas uma: ou a informação de que são cinco postas em vez de sete consta do produto, porque é obrigatório constar a indicação de todos os componentes, não sendo uma prática proibida, ou está-se perante uma situação em que “a informação é enganosa”, tratando-se de uma prática comercial desleal cuja fiscalização compete à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE).

Paulo Fonseca destaca que o problema que preocupa a Deco são os consumidores que compram de forma rotineira e não reparam na mudança de rotulagem do produto, cuja leitura diz ser às vezes difícil, considerando que “muitas vezes só um consumidor extremamente atento é que consegue” detectar a mudança.

Portanto, como já percebeu, para além de ter de se proteger da inflação ainda tem de estar atento à reduflação. Parece que está tudo contra nós. Mas se já acompanha o “Contas-poupança” há alguns anos já sabe que controlar as nossas finanças está sobretudo nas nossas mãos, na nossa capacidade de comparação, de escolha e de informação. Nós só compramos o que queremos e ao preço que aceitamos pagar. Fazer escolhas inteligentes exige esforço e atenção. Ou temos esse cuidado, ou estamos a perder dinheiro que nos vai fazer falta para outras coisas mais importantes.


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23 Comentários

  1. Herminio Valente

    Agora aparecem embalagens de ovos que dantes continham uma Duzia (12 ovos) e agora só contem 10 ovos e o preço é o mesmo ou mais alto

    Responder
    • Pedro Andersson

      A sério? Ainda não vi isso. Vou estar atento! Obrigado

      Responder
    • Raquel

      Precisamente! Ontem também me deparei com essa situação.

      Responder
    • João Martins

      O que noto é as doses são cada vez menores ,nos ovos,carne..

      Responder
  2. Manuel

    O mais escandaloso de todos foi o Skip. Exactamente o mesmo preço €9.99 (preço “promoção”, só se vende em promoção…) e um pacote mais pequeno. No Pingo Doce e no Continente.

    Responder
  3. José Faria

    Muitas marcas estão a adoptar a medida de manter o preço e cortar na quantidade.
    O Compal Familia manteve o preço, mas reduziu a embalagem de 1,5L para 1,25L.
    Na comida para gatos Purina Félix saquetas, mantiveram o preço, mas reduziram as saquetas de 100gr para 85gr. Mas há muitas mais.
    Acabamos por pagar o mesmo, mas por menor quantidade. 😔

    Responder
    • Joana Oliveira

      Para além do aumento absurdo do preço das saquetas!!!! já é dificil comprar 4 saquetas por menos de 3 euros, o que dá quase 4 €/kg.

      Responder
  4. Jorge Magalhães

    Houve uma marca conhecida de pastas dentífricas que em tempos fez uma coisa diferente…

    Manteve o preço e a quantidade, mas aumentou dois milímetros no diâmetro do orifício de saída dos tubos de pasta dentifrica….as vendas subiram e não há relatos de que algum cliente se tenha queixado 😉

    Responder
  5. Rogerio Seixas

    Caro SR Andersson

    A chamada de atenção sobre Reduflação é extremamente interessante. Muito obrigado

    Responder
  6. Daniel Monteiro

    Eu já reparei também nas batatas fritas Lays, que antes o pacote era 160g e agora é 150g, e o preço não baixou…

    Responder
  7. Marta

    Vi isso a acontecer à 2 anos com as embalagens de Cilit Bang, passaram de 750ml para 500ml, não me queixei, apenas mudei de marca.

    Responder
  8. Miguel

    Em relação ao detergente fairy que é referido no artigo, está prática já é antiga pois as embalagens sempre tiveram quantidades esquisitas com o intuito de dificultar o cálculo mental do preço por litro!
    O mesmo se passava com as embalagens de fraldas, pois era difícil calcular o preço por fralda sem máquina de calcular.

    Responder
  9. Daisy

    Boa tarde,

    Aproveitando a oportunidade para vos dizer que há mais de 3 anos que o Continente cobra 10 cêntimos a mais e por kilo de tudo o que é fracionado, isto é, fruta, legumes, etc …
    Bom, no meu caso que comprava metades de melão, melancia entre outras frutas… imaginem uma metade de melancia, por exemplo, que tem 3 ou 4 kilos … são 40 centimos …. nunca mais comprei fruta nesse supermercado.
    Reclamei e deram 5 euros em cartão para me calar …. enfim …. é o que temos…..

    Responder
  10. Paula

    Aconteceu com o gelado Haagen-Daaz e Ben & Jerrys…menos quantidade pelo mesmo preço de sempre…

    Responder
    • Joaquim

      Compra energia a quem? A minha fatura indica 3 fontes de energia, eólica 43%, hídrica 20% e outras renováveis 37%! Se a sua preocupação for essa, muda de fornecedor.

      Responder
  11. Oscar Gouveia

    Lamentavelmente a pandemia e a agora o conflito Rússia- Ucrânia são desculpa para tudo e mais alguma coisa e ainda um par de botas. No entanto, já aprendi umas coisas interessantes como por exemplo que os campos de trigo são regados com gasóleo e que a vacas bebem gasolina daí o aumento do preço dos cereais e da carne (sim porque é só na Ucrânia que se planta trigo e se criam vacas). Também fiquei a saber que os peixes respiram gás natural, mas só da Rússia, daí o aumento do preço do peixe…
    Falando a sério, estes esquemas sub-reptícios das marcas não são novidade e acontecem há décadas. Se não é mudarem para embalagens mais pequenas mantendo o preço é os tais mais 30% grátis de ar e vento na embalagem ou as “promoções da treta” dos hipermercados. Como o dinheiro está cada vez mais curto é que estamos de pestana mais aberta para estas questões.
    Como consumidores temos de estar atentos e fazer o nosso trabalho para conseguirmos trazer para casa mais por menos e não o contrário. Dá trabalho palmilhar o hipermercado ou percorrer todos os produtos do site para comparar preços, mas tem de ser se queremos poupar. Mesmo os mais preguiçosos têm ferramentas para os ajudar como o Kuantokusta supermercados.
    Os casos aqui apresentados até nem são muito graves porque não afetam bens de primeira necessidade, exceto o caso dos ovos mas que está perfeitamente justificado, pois as galinhas agora bebem gasolina e comem cereal regado com gasóleo aquilo entope-lhes o rabiosque logo põem menos ovos. Preocupante é quando começar a acontecer com a massa, farinha, enlatados, leite (especialmente leite em pó infantil), óleo, azeite, feijão, sal e por aí adiante.
    Não concordo com a DECO quando referem que o consumidor que compra rotineiramente será o mais afetado. Creio que é mesmo o contrário, pois quem compra os produtos rotineiramente sabe bem quanto custam e quanto produto trazem. Quem compra de vez em quando é que será comido por lorpa. Por exemplo, eu compro o garrafão de detergente da loiça de 5 litros por cerca de 2,90€. Se esse garrafão passar para 5€ ou passar a trazer 4,5Lt pelo mesmo preço acendo logo a sirene e mudo. O exemplo do aumento de preço do pacote da manteiga é revelador disso mesmo. Como compra rotineiramente dá logo conta do aumento ou da redução da quantidade de produto.
    Mudar para marcas brancas que não aderem a estes esquemas sub-reptícios é uma boa forma de mostrar o cartão amarelo ás grandes marcas, como dizem os anglo-saxónicos “bater onde lhes doi”, ou seja nos lucros.
    Outra opção é aproveitar as promoções dos produtos que normalmente compramos e trazer mais por menos ou verificar onde se pode comprar a granel ou produtos descontinuados/mudança de marca como por exemplo a GoodAfter (nem sempre compensa é fazer a comparação).
    Agora deixo um desafio ao Pedro Andersson: nos últimos anos a política europeia de nos impingir a energia verde tem vindo a perseguir os combustíveis fósseis com taxas e taxinhas, já decidiu banir a produção dos carros a gasolina e gasóleo em 2035, é a estória dos carros elétricos etc.. Porém na minha fatura da EDP Comercial deparo-me com algo muito interessante. Em Setembro de 2016 a fatura indicava que, de 73% de energia proveniente de energias renováveis, 53% era proveniente de energia eólica (energia verde, natural, limpinha que por acaso até produzimos em Portugal) e dos maléficos 26% de energia não renovável apenas 3% eram provenientes de gás natural. Agora pasmem-se, volvidos 7 anos a fatura indica que quase 59% da energia é proveniente de gás natural e a energia eólica representa uns miseráveis 5%.
    Esta “magia” iniciou-se em abril de 2019, quando a energia proveniente de eólicas desceu para cerca de 23% e o gás natural aumentou para 20% e um ano depois já representava 50%.
    Como consumidores estamos a ser defraudados por esta hipocrisia do verde. Porque é que passámos da energia verde mais barata para uma energia “suja” mais cara? Algo para reflectir.

    Responder
    • Joaquim

      Compra energia a quem? A minha fatura indica 3 fontes de energia, eólica 43%, hídrica 20% e outras renováveis 37%! Se a sua preocupação for essa, muda de fornecedor.

      Responder
  12. VL

    VL

    Eu já notei há algum tempo que a largura das folhas de papel higiénico reduzio e muito. Cobrarem mais 10 cêntimos pela fruta cortada já acontece há algum tempo, mas essa informação está convenientemente em letras minúsculas e a maioria das pessoas ainda não se apercebeu disso. Ambos os casos são no Continente. Como já aqui foi dito há um aproveitamento imoral da guerra pois já com o Covid foi o mesmo!

    Responder
    • Joana Oliveira

      Relativamente ao papel higiénico, o que noto é o aumento do diametro do rolo interior. Quanto maior, menos papel temos. Também arrnjam forma de injectar ar entre as folhas…o papel fica mais volumoso, mas mais uma vez o número de folhas é inferior.

      Responder
  13. Catarina

    Ontem aconteceu-me exatamente o que refere, o garrafão de 3l de azeite ficava mais caro por litro do que a garrafa “normal”. Reparei nisso pq o meu marido está sempre a dizer q deviamos comprar em garrafão pq spr fica mais barato….só que não!

    Responder
  14. Oriêncio

    Gravíssimo é o efeito de ainda mais desperdício e lixo que todos produzimos/usufruímos. Ainda mais!!!
    Reparem neste pormenor:
    Quanto mais pequena a embalagem mais vezes ou mais embalagens teremos de comprar para o mesmo produto.

    E essas “embalagenzinhas” vazias? para a reciclagem? claro…
    Sabe-se que a exportação de lixo da Europa para países externos aumentou drasticamente nos últimos anos…
    Até que ponto o planeta aguenta atiramos o lixo para debaixo do tapete sem vomitar cá para fora?
    Já há sinais de esta “grande” casa já andar a ficar atafulhada de tanto desperdício…

    Responder
  15. Joana Oliveira

    Sim reduflação no Nestum Mel, produto que compro há anos….

    Antes era 700g a embalagem maior…agora são 600 g…! E o preço já com promoção também aumentou para perto do valor normal “antigo”. Pagamos mais por duas vias…..um absurdo…a solução? não se pode desperdiçar nada.

    Responder

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