Dicas para escolher o melhor seguro de saúde para mim e para a minha família

Escrito por Pedro Andersson

17.02.21

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9 min de leitura

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Que cuidados devo ter antes de subscrever um seguro de saúde?

Quase 1 em cada 3 portugueses tem um seguro de saúde. E a pandemia está a empurrar cada vez mais pessoas para o sistema de saúde privado. Mas há tantos seguros e planos de saúde que é difícil saber qual é o melhor para cada um. Na reportagem desta semana do Contas-poupança fomos à procura de respostas.

Esta é uma das perguntas que mais vezes me fazem. E faz sentido, porque há tantas propostas e tantas coberturas diferentes que é muito difícil saber que seguradora escolher e dentro dessa seguradora se fica com o pacote A, B ou C.

Como verá, ao ler a informação que partilho consigo a seguir, cada caso é um caso. Pretendo sobretudo dar-lhe dicas sobre o que deve perguntar quando procurar um seguro de saúde, para depois não se sentir enganado quando precisar dele. Isso acontece com muita frequência quando percebe que afinal tem franquias, que os copagamentos são mais elevados do que estava à espera ou que o plafond da cobertura que lhe interessava afinal é muito mais curto do que estava à espera.

Que seguradora escolher?

De acordo com a Associação Portuguesa de Seguradores, em 2020 havia 22 seguradoras em Portugal que comercializam seguros de saúde. Normalmente só se fala da Multicare e da Medis. São de facto as que têm a fatia maior do mercado. As duas juntas têm mais de 60% do mercado.

Em muitos casos, as outras seguradores “subcontratam” uma destas duas. Ou seja, você contrata na seguradora Y, tem um cartão com o nome dessa seguradora, mas o pacote, a rede, os médicos e as coberturas e todo o back office é de uma destas duas grandes. Só mudam umas percentagens e uns preços aqui e ali, para parecerem diferentes.

Seja como for, para além do Grupo Fidelidade (que tem a Multicare) e do grupo AGEAS (que detém a Médis), depois tem a Generali, a Allianz Portugal, a Victória Seguros, a GNB, Lusitânia, Crédito Agrícola Seguros, Zurich, Una, Liberty, e as outras têm menos de 1% do mercado. Portanto, já percebeu que tem muito por onde escolher…

Primeiro ponto a fixar: Se quiser escolher mesmo a melhor opção para si deve perder algumas horas e mesmo dias a pesquisar não digo todas mas umas boas 5 ou 6 e negociar com elas. Diga-lhes que conseguiu estas cobertura na seguradora X pelo preço tal e pergunte se fazem melhor. Repita o processo até ficar satisfeito com um pacote de um seguro específico.

Os preços dos seguros de saúde

O preço médio da apólice por pessoa segura em 2020 era de 358 euros, ou seja, cerca de 30 euros por mês.
É destes valores que estamos a falar.

Não vale a pena estar a dar-lhe um exemplo concreto porque em qualquer simulação, o preço e as coberturas vão depender de:

  • Idade
  • Coberturas
  • Número de pessoas na apólice

Plano de saúde ou seguro de saúde

Há muitas pessoas que confundem plano de saúde com seguro de saúde. São coisas muito diferentes.
Um seguro de saúde que cubra quase tudo pode custar mais de 100 euros por mês.

Para baixar o preço, há vários pacotes de seguros em que as coberturas são muito variáveis. Por isso, tem de saber exatamente para que é que o quer antes de contratar um seguro de saúde. A única cobertura obrigatória é a o internamento. Mesmo aí deve ter atenção aos limites. Porque às vezes o barato sai caro. Há pessoas que fazem uma cirurgia, mas há um imprevisto e precisam ficar internadas mais dias do que o suposto e aparece-lhes depois uma conta ara pagar de centenas ou milhares de euros porque ultrapassaram o plafond.

Há até situações em que a pessoa teve de ser transferida do hospital privado para um público porque não tinha dinheiro para pagar mais tratamentos ou dias de internamento. Normalmente 20 mil euros é suficiente para cobrar as cirurgias mais comuns. Confirme qual é o valor coberto no seu caso.

A grande confusão que a maioria das pessoas faz é pensar que o seguro de saúde serve sobretudo para ter consultas mais baratas. É como se fizesse um seguro para o carro para ter descontos na mudança do óleo ou nas pastilhas dos travões. Até pode ter, mas não é esse o principal objetivo.

Por exemplo, 500 euros por ano dariam para pagar 5 consultas de especialidade de 80 euros sem qualquer desconto, e ainda lhe sobravam 100 euros para exames e alguns medicamentos. Tem de fazer a conta às suas necessidades. Se é só para consultas, pode avaliar os planos de saúde que são mais baratos e paga menos por cada consulta, mas tem de perceber que por regra não abrangem urgências nem cirurgias.

Um plano de saúde é uma rede de descontos em cuidados de saúde. Ao contrário dos seguros de saúde, não tem períodos de carência, limite de idade, exclusões por doença anterior, necessidade de prévia autorização, co-pagamento e franquias. A desvantagem é que só pode usar a rede de prestadores do grupo que contrata e isso gera muitos conflitos porque muitas pessoas pensam que podem ir a um médico qualquer e não é assim. Por exemplo em cidades pequenas pode até nem haver um médico da especialidade que precisava e descobre que aquele plano de saúde não lhe serve para nada mas já pagou e não lhe devolvem o dinheiro. E tem de pagar cada uma das consultas ao valor que ficar contratado. às vezes não é o desconto que pensava que era. Tem de ler as letras miudinhas todas antes de contratar. Há centenas de queixas de planos de saúde por estas razões.

Uma das vantagens do seguro de saúde é de a pessoa poder escolher a clínica ou hospital e até o médico, e se a instituição não tiver acordo com a seguradora, pode sempre pedir o reembolso da despesa (atenção à percentagem, porque nem todos devolvem a mesma percentagem).

O simulador da DECO

A DECO todos os anos analisa as apólices de seguros de saúde comercializados em Portugal. Analisa:

  • o pacote de coberturas
  • o limite de cada cobertura
  • as exclusões
  • os limites de idade
  • as franquias
  • os períodos de carência
  • e o preço.

Com esses dados fizeram um simulador que pode ser uma ajuda para escolher o melhor seguro de saúde para si. Pode ir ao Google e pesquisar “Seguro de saúde DECO”. Na página, coloca a data de nascimento, se pretende incluir outras pessoas, e as coberturas que quer contratar. Depois clica em ver resultados.

Muito provavelmente vai ver uma seguradora sempre em primeiro lugar: A MGEN.

A MGEN, uma mutualista francesa, é na opinião da DECO, quem tem o seguro de saúde que melhor protege o consumidor. Daí terem feito uma parceria com essa seguradora. O problema é que esta mutualista só funciona com grupos fechados. Para ter acesso à apólice que a DECO aconselha tem de fazer parte de uma empresa ou instituição que tenha um protocolo com a MGEN ou então tem de se registar na página da DECO, mas não é obrigatório que se torne sócio.

Em todo o caso, este seguro mutualista não é para todos, porque é obrigatório que inclua toda a família (para as mensalidades dos mais novos compensarem as despesas dos mais velhos) e os preços podem também não ser para todas as bolsas.  Tenha em atenção que aceitam as doenças pré-existentes, mas só estão garantidas após 1 ano decorrido do contrato. Confirme esta informação antes de contratar para depois não se sentir enganado. Conhecer este seguro, mesmo que não o contrate, pode servir para comparar com todos os outros seguros comercializados em Portugal. Tem uma bitola do que pode ser um bom seguro.

Este seguro em particular é uma “raridade” porque em Portugal, na maior parte das seguradoras (para não dizer todas), a partir de certa idade (65 anos) já não consegue subscrever certos seguros de súde e têm um limite de permanência (normalmente 70 anos). Chegam a essa idade e cancelam unilateralmente o seguro. A MGEN não. E depois há a exclusão de doenças. Podem aceitar fazer-lhe um seguro, mas se já tiver uma doença anterior dizem que não pagam nada relativamente a essa doença. Atenção a isso quando fizer um seguro de saúde. Como lhe disse, pelo que me explicou uma pessoa no facebook que parece conhecer bem o seguro, após um ano já pode usar em todas as situações de saúde.

Peça simulações a vários mediadores de seguros

Se não quiser usar o comparador da DECO, não se esqueça de que pode e deve contactar os mediadores de seguros da sua cidade. Atenção que a oferta mais variada será a dos mediadores que trabalham com várias seguradoras. Se for a um que só trabalha com uma seguradora, ele vai dar-lhe a melhor opção mas apenas entre a oferta da seguradora para a qual trabalha. Compare com vários e não apenas com o mediador que conhece há 10 ou 15 anos.

Deixo-lhe mais algumas dicas simples: Se quer um seguro de saúde a pensar nas idas ao dentista, pode valer a pena fazer um só para estomatologia.

E atenção aos períodos de carência e ao valor das franquias. Por exemplo, se pagar 500 euros por ano por um seguro de saúde, mas nas condições estiver estipulado que na primeira consulta de cada ano paga 70 euros e na primeira urgência outros 70, esse seguro não lhe custa 500, custa sim 640 euros. Temos de estar atentos a esses pormenores ao comparar entre seguros.

Pode poupar dezenas de euros ou, pelo mesmo dinheiro, ter coberturas muito melhores se comparar tudo, sempre. E não se esqueça de que pode trocar de seguradora sempre que quiser, se encontrar melhor. Não está fidelizado. mas cuidado com os novos períodos de carência.

Pode ver ou rever a reportagem desta semana aqui neste link na página da SIC Notícias.

https://sicnoticias.pt/programas/contaspoupanca/2021-02-17-Como-deve-escolher-um-seguro-de-saude-

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14 Comentários

  1. Patricia Costa

    Para quem não tem a possibilidade de fazer um seguro ou plano de saúde tem em alternativa o plano wells do grupo Sonae, completamente gratuito. As consultas de especialidade ficam a 35 euros e vai 15% para cartão, ginciona com exames e até mesmo internamento. Funciona como a antiga Facultatempo (acho que é o nome) .Quem quiser só um seguro de hospitalização por vezes consegue ter acesso à rede dentária desse grupo , este ficará mais barato e pode ser conjugado com o plano. Mantenham-se seguros.

    Responder
  2. Manuel

    Desculpe eu ser o primeiro a reclamar mas o site está menos intuitivo. Me parece muito sobrecarregado e está muito lento. Além disso gosto de ver logo todos os artigos por ordem cronológica (desde o mais recente ao mais antigo como era antes). Tive que fazer scroll até ao fundo do site para encontrar o botão “todos os artigos”. Ah e não consigo abrir o site pelo endereço principal “contaspoupanca.pt” no Firefox. Fica empanado nos 70%. Mas se eu for diretamente para “contaspoupanca.pt/todos-os-artigos/” o site abre. Tive que colocar mesmo esse endereço nos favoritos pois como falei…a página principal (inicial) está um caos. Numa nota positiva, a caixa de pesquisa na parte superior está mais visível. Espero que ainda possa dar uns retoques no site. Obrigado e cumprimentos.

    Responder
    • Pedro Andersson

      Obrigado Manuel :). Qualquer mudança tem as suas dores. Ainda estamos a fazer acertos. A ideia é melhorar sempre. Envie todas as críticas que tiver. Fico grato. A ideia é ser útil para quem lê mais do que para mim.

      Responder
    • Pedro

      Boa noite,
      Sou mediador de seguros e subscrevo o que o Pedro Andersson diz no artigo.
      Apenas não concordo com a sugestão da Deco, pois estamos a falar de mutualistas e não de seguros disponibilizados por companhias de seguro. O que torna o acesso completamente diferente.
      No entanto o mais importante foi referido, e muito bem, fazer sempre simulações do produto que pretende adquirir e em especial comparar as coberturas ( com ou sem franquias) e
      as exclusões. Isto vai fazer a diferença na hora de escolher o seguro de saúde.
      Aliás, eu aconselho sempre a pedir simulações para todo o tipo de seguros que pretendem subscrever, sejam eles de saúde, auto, habitação multiriscos, vida, acidentes pessoais ( este na minha opinião é um dos seguros mais importantes em qualquer fase da nossa vida) comércio, recheio etc. O fundamente é comparar as coberturas e as exclusões.
      Parabéns Pedro Andersson por pelo seu excelente trabalho.

      Responder
      • Pedro Andersson

        Obrigado Pedro, mas ajude-nos a entender o ponto fulcral. Para nós consumidores qual é a diferença entre ser uma mutualista ou uma seguradora, se o resultado é igual, melhor ou semelhante?

        Responder
        • Pedro

          Olá Pedro
          Antes de mais peço desculpa pelo atraso na resposta.
          A mutualização tem inerente a constituição de fundos “mútuos” destinados à satisfação dos pedidos de reparação de perdas, uma vez que existe um desfasamento entre o pagamento das contribuições e a regularização das indemnizações. Em caso de défice entre receitas e despesas de cada modalidade os mutualistas assumem o compromisso de o cobrir através de uma contribuição adicional para o Fundo Mútuo ou reduzir os benefícios futuros. Se os próprios detentores dos riscos se organizarem sob a forma de uma mútua de seguros ou de uma associação mutualista, assegurando eles próprios as funções de organização, gestão e de financiamento da mutualidade, então os resultados dessas mutualidades serão repartidos pelos seus aderentes. No meu entender, os produtos de uma associação mutualista tendem a ter menores custos para o consumidor mas na eventualidade de as mutuas sofrerem mais perdas ( sinistros) tendem a ser mais frágeis financeiramente, daí , por vezes as mutuas colocam a gestão dos seus fundos nas mãos das seguradoras para estas colocarem no mercado de investimento e assim aumentam as suas provisões para poderem no futuro não sobrecarregarem os seus associados com contribuições extra.
          Como mediador obviamente acredito que o sector segurador está muito bem preparado e atualmente, existem mais produtos , mais ajustados a cada perfil subscritor, por exemplo, num seguro de saúde base, mais simples, com internamento hospitalar (capital 17500€),medico online, ambulatório, serviços clínicos ao domicilio e estomatologia,, para um individuo com 40 anos tem um custo de 9,97€/mês e para o mesmo individuo também existem opções para 100€/mês. Hoje em dia já há muita oferta em qualquer seguradora, temos é que “perder tempo” a ler e comparar o que há no mercado.
          O melhor exemplo é o carro que cada um de nós conduz, ora, aqui em casa somos 3 pessoas, obviamente que não vou comprar um jipe nem um carro de 7 lugares, pretendemos gastar X, o que compensa para o nosso dia a dia, combustível versus km percorridos diariamente, segurança e conforto. Nos seguros, nos investimentos etc faz-se o mesmo.
          Para finalizar, as diferenças práticas seja numa mutualista ou numa seguradora são e serão sempre as coberturas e exclusões de um produto, tudo vai depender efetivamente daquilo que pretendemos e que encaixa mais no nosso perfil.
          Elogio mais uma vez o trabalho do Pedro Andersson que recomendo vivamente acompanharem,SEMPRE!
          OFF-TOPIC: Pedro , comercializo um fundo de investimento risco moderado (acções (tecnologicas) e obrigações) sem capital garantido e que subscrito em junho de 2020 está com rendimento acima dos 10% , ainda o vou comparar com os seus fundos de investimento 🙂

          Responder
          • Pedro Andersson

            Obrigado. É um bom acrescento à informação.

          • Helena Costa

            Gostei muito da explicação.

            Acrescentaria o seguinte. Nas mutuas o risco é partilhado e não transferido, como nas outras seguradoras. Isso faz com que o lema um por todos e todos por um seja uma realidade.
            Em caso de haver perdas , como já houve, é normal nos anos a seguir haver recuperação. No histórico da MGEN há alguns anos de perda ( muito poucos) e muitos de ganhos. Como a seguradora não tem acionistas os excedentes revertem, em parte, para os utilizadores do seguro, sobre a forma de melhores coberturas , e a outra parte para reforçar os capitais da companhia. Por isso, se consultarem os dados desta seguradora, vão ver que está com uma ótima saúde financeira . O facto de suportar mais riscos , que outras seguradoras não suportam, não a torna vulnerável. Contudo , especialmente em Portugal, as pessoas devem perceber melhor a ideia mutualista. Seguramente a ideia de mutualismo não é entrar quando preciso, ou mudar constantemente de nivel de proteção, em função dos meus interesses pessoais de curto prazo. Muitas pessoas entram e querem que o seguro pague óculos e estomatologia porque precisa nesse ano e no ano a seguir quer um produto básico porque já não precisa de nada. A Seguradora não iria aceitar esta alteração obviamente pois vai contra a ideia de sustentabilidade e dos equilíbrios financeiros. Se todos fizermos isso….. A diferença entre uma ADSE e uma mutua, como a MGEN, é muito pouca contudo na ADSE os seus utilizadores ,que afirmam sempre que a ADSE é deles porque são eles que pagam o seu sistema, na realidade é usado pelo estado da forma que lhe apetece. Na MGEN há direito de voto ( em Portugal através da designada assembleia de representantes) onde são feitas as alterações da condição do seguro. Nas seguradoras tradicionais os acionistas de peso ( que podem ser 1 ou meia dúzia) direcionam e criam produtos que satisfaçam o publico mas que garantam um bom retorno para eles. Esse dinheiro não é para reforçar a companhia ou para melhor proteger os seus clientes. São milhões que vão, legitimamente, para o bolso dos acionistas.. Os acionistas mais pequenos não possuem poder de voto. Numa mutua uma pessoa vale um voto, independentemente do dinheiro que possui no banco ou status social.,

  3. Manuel

    Outra sugestão: Coloca o botão “responder” debaixo dos comentários. Pois como está agora o botão sobrepõe-se ao texto “tapando” os comentários.

    Responder
  4. JRJORDAO

    Em termos de plano de saúde (não confundir com seguros), em muitos casos penso que vale pouco a pena usar outro que não o Plano Saúde Wells (www.planosaudewells.pt), disponibilizado gratuitamente com qualquer Cartão Continente. Basta ter o cartão, já nem é preciso fazer um certo volume de compras como há uns anos. Mesmo que em alguns casos o valor a pagar por consulta/tratamento seja um pouco mais (e nem sempre é), não se anda a pagar todos os meses só para ter acesso.
    Exceção óbvia feita a quando se precisa ir frequentemente a um médico/clínica em particular e ele/a não faz parte da rede deste plano mas sim de um outro. Penso que também não será o melhor plano em termos de consultas ao domicílio e teleconsultas (estas últimas creio que nem tem).

    Responder
    • Antónia Teixeira

      Também a EDP tem um Plano de Saúde. € 5,90/mês. A seguradora e Future Healthcare cujo cliente fui antes de contrata a EDP. Sempre estive muito satisfeita.

      Responder
  5. Pedro

    Boa noite,
    Sou mediador de seguros e subscrevo o que o Pedro Andersson diz no artigo.
    Apenas não concordo com a sugestão da Deco, pois estamos a falar de mutualistas e não de seguros disponibilizados por companhias de seguro. O que torna o acesso completamente diferente.
    No entanto o mais importante foi referido, e muito bem, fazer sempre simulações do produto que pretende adquirir e em especial comparar as coberturas ( com ou sem franquias) e
    as exclusões. Isto vai fazer a diferença na hora de escolher o seguro de saúde.
    Aliás, eu aconselho sempre a pedir simulações para todo o tipo de seguros que pretendem subscrever, sejam eles de saúde, auto, habitação multiriscos, vida, acidentes pessoais ( este na minha opinião é um dos seguros mais importantes em qualquer fase da nossa vida) comércio, recheio etc. O fundamente é comparar as coberturas e as exclusões.
    Parabéns Pedro Andersson por pelo seu excelente trabalho.

    Responder
  6. Grsaiela Silva

    Boa tarde,

    Reportagens muito interessantes e nos fazem abrir os olhos para algumas realidade.

    Quanto ao simulador, também acho que devia ser do mais barato ao mais caro, seria mais prático.

    Eu aceito sugestões de seguros de saúde, pois estou a procura e realmente não é fácil.

    Parabéns ao Pedro Andersson, gosto imenso da sua forma de apresentar as reportagens.

    Responder
  7. Ana

    Uma observação em relação às últimas frases do artigo:
    Na mgen, não podemos andar a entrar e sair do seguro. Não há fidelização, podemos sair, mas se quisermos voltar a entrar teremos que justificar porquê, e podem não deixar. Existe uma cláusula no contrato sobre isso.
    Faz sentido, tendo em conta que o seguro não exclui ninguém, tem de ter forma de evitar abusos.
    Portanto, se é para entrar na mgen, que seja quando temos a certeza que é para continuar lá para sempre, ou podemos perder a oportunidade de estar no único seguro que nos vai incluir quando formos velhinhos.
    (Opinião de uma pessoa normal que anda à procura de seguros, e portanto, a ler contratos. Não sou mediadora)

    Responder

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