Painel solar fotovoltaico – Balanço do mês 11 (Outubro 2017)

Escrito por Pedro Andersson

03.11.17

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3 min de leitura

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Painel solar – Mês 11  (Outubro 2017)

 

Como era de prever, a produção (com o sol mais “baixo” nesta altura do ano) está a diminuir. É perfeitamente normal e vai baixar ainda mais a cada dia que passa. Não só por causa da posição da Terra nos meses de Outono/Inverno, como também porque os dias estão mais nublados e até com chuva.

Como podem ver no gráfico abaixo, mesmo nos dias de sol sem nuvens, a produção já não chega aos 200 W de pico. No Verão chegava aos 220 W ou mais.

A produção da minha “central” elétrica

Como podem ver no gráfico abaixo, o painel produziu quase todos os dia menos de 1,5 kWh (1.500 W) e em alguns dias chegou mesmo a metade disso ou quase (nuvens e chuva). Perfeitamente normal.

 

Recordo – para quem chegou agora ao blogue Contas-poupança – que para perceber se compensa ou não investir num Painel solar fotovoltaico comprei um em Dezembro do ano passado. Instalei-o no telhado do meu condomínio (com autorização dos vizinhos). Produz até 250 W de eletricidade para consumir em casa em tempo real, sem baterias.

E quanto produziu em Outubro?

Em Outubro produziu (como podem ver abaixo) 35,403 kWh. Muito menos que nos mês anterior. Se tivesse gasto tudo o que o painel produziu (que nunca é o caso) teria tido uma poupança de aproximadamente 7 € (a cerca de 0,20 €/kWh) na fatura da luz.

 

Quanto tempo para amortizar o painel solar?

(Repito isto em todos os posts) Como sei que estão sempre a fazer esta crítica, relembro mais uma vez que sei muito bem que não estou a poupar tudo o que o painel solar produz. Como não tenho baterias, tudo o que não consumo instantaneamente é oferecido à rede sem qualquer retorno. Mas faço as contas com este total para que cada um possa usar estes valores para adaptarem ao vosso caso. Eu não sei se gastam ou não o mesmo que eu. Sempre que saio de casa desligo todos os standby, pelo que durante o dia sobra sempre muita energia produzida pelo painel. (Fim da nota)

As contas de Outubro

Dos 11 anos de retorno iniciais (dados de Dezembro 2016) para pagar os 620 euros que investi, em Maio, desceu para os 7,9 anos. Com os dados de Setembro, tinha o retorno do investimento em 6,8 anos. Agora voltou a subir. Já está nos quase 7 anos. E vai piorar nos próximos meses.

 

Estou a calcular de forma absolutamente especulativa um desperdício de 30% à minha produção. É apenas intuição. Ainda não encontrei maneira de calcular com todo o rigor o que ofereço à rede. Assim sendo, com esse desperdício, o retorno do investimento estaria nos 9 anos.  Se quiserem saber mais sobre a instalação e os meses anteriores basta pesquisar  no motor de busca do blogue na página inicial “painel”.

Acompanhem aqui no Blogue e no Facebook esta pequena aventura fotovoltaica. A ideia é ajudar os curiosos a perceber se no vosso caso é um investimento útil ou não e como funciona.

 

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42 Comentários

  1. Lurdes Lopes

    Bom dia, sr. Pedro,
    As perguntas que vou fazer soarão ridículas mas faço-as na mesma. O sr. fez algum contrato com o fornecedor?
    O fornecedor não poderá “armazenar” o excedente OU reverter esse excedente em desconto na sua fatura?
    CMC, Lurdes Lopes

    Responder
    • Pedro Andersson

      Olá. Par autoconsumo (6 paineis) não há essa possibilidade. Tem de medir muito bem o que consome para não estar a investir e depois desperdiçar.

      Responder
    • Pedro Andersson

      Olá. Não tenho nenhum acordo. Se não gasto, ofereço à EDP.

      Responder
  2. Miguel

    Viva Pedro,
    e já pensou em instalar uma bateria?

    Responder
  3. Cristina Alves

    Olá Pedro Andersson,
    eu também estou a ponderar comprar e instalar um painel solar, no entanto a dúvida é se compensará mais comprar um painel solar para aquecer águas (poupando o gás) ou se para produzir eletricidade. Esta dúvida prende-se com o facto de não tendo baterias, a energia produzida ser desperdiçada. No caso de o painel ser para aquecer águas penso que não há desperdícios.
    Gostaria de saber a sua opinião.
    Obrigada pelas suas dicas semanais. Continuação de um excelente trabalho.
    Cumprimentos

    Responder
    • Jorge Figueiró

      Tenho um desses paineis solares para aquecer a água, com um depósito de 300 litros. Na minha opinião vale a pena. O meu consumo de electricidade para aquecer a água resume-se a alguns dias de inverno em que o sol não se deixa ver. Sei disso porque só ligo o respectivo disjuntor quando é preciso. Estamos em Novembro e só há 2 semanas atrás liguei o disjuntor, desde Março. Se a isto juntar algum cuidado na gestão dos banhos e a utilização da tarifa bi-horaria (durante o inverno, quando vejo que vou precisar de electricidade para aquecer o cilindro só ligo o disjuntor à noite para consumir energia mais barata), tenho uma boa poupança. Apesar de não o ter quantificado tenho a certeza que faço um consumo residual anual para aquecimento da água.
      Também tenho 3x300W painéis solares para produzir electricidade em auto-consumo. Mais uma vez sem o saber quantificar, a minha opinião é que valem a pena se tiver € para investir. O investimento nos 2 equipamentos foi semelhante. Se tivesse que escolher só um seria o sistema de àgua quente.
      Espero que a minha experiência lhes seja util.

      Responder
  4. Jorge Pires

    Faça as contas com IVA, afinal de contas tem impacto no retorno do investimento, ou os 620 de investimento é sem IVA?

    Responder
  5. Walter Manuel

    Olá Sr. Pedro eu estou a pensar investir em 6 painéis fotovoltaicos de auto consumo mas a minha intenção, é e penso que só assim se consegue rentabilizar o investimento, consumir o máximo de energia produzida, com máquinas de lavar programáveis e utilizando também para aquecimento da casa no inverno e arrefecimento no verão.
    Vou estar atento ao fórum para continuar o tema.

    Responder
    • Pedro Andersson

      Olá Walter. Pela minha experiência se não tem baterias 6 paineis é certamente demais para o que pretende. Avalie bem.

      Responder
  6. Carlos Rodrigues

    Olá Pedro, mas afinal qual é o custo de uma bateria? Pois armazenando tudo o que o painel produz o investimento faz mais sentido, uma vez que poderá gastar essa energia nas horas em que já não há produção. E se nas horas de produção não está em casa e coloca tudo em stand by, porque não programar a máquina da roupa ou da loiça para as horas de maior produção.? Obrigado pela atenção.

    Responder
      • MM

        uma bateria de 5000€ para um painel de 250W? Que tecnologia lhe propuseram? Tesla?
        Estamos a falar de armazenar 30% da sua produção diária (pois o consumo decorreria quando estivesse em casa). Pegando nos 44500Wh produzidos em Agosto, dá cerca de 1500 Wh por dia, 30% deste valor são 430Wh por dia que precisam de ser armazenados.
        Estou certo?

        Responder
        • Pedro Andersson

          Não. Baterias + 6 paineis para rentabilizar ao máximo o investimento.

          Responder
  7. José Freitas

    Boa tarde,

    Quando fiz o registo obrigatório do meu painel em Dezembro de 2016 na DGEG, perguntaram-me se queria receber pelo excedente, mas o valor é muito baixo e não o fiz. Em abril deste ano já tinha fornecido à rede 4000 W, em janeiro do próximo ano vou perguntar ao meu fornecedor qual o valor do ano 2017.
    É curioso, mas nesta altura do ano e com temperaturas mais baixas tenho picos de 250w e no verão pode ir no máximo até aos 210w.

    Responder
  8. carlos jamú

    Boa noite Pedro
    Tenho acompanhado estes comentários.
    Gostaria que me informasse, se souber:
    Se estes painéis requerem manutenção e os respectivos custos estimados;
    Qual o período de vida útil espectável.
    obrigado e cumprimentos
    carlos

    Responder
    • Pedro Andersson

      Olá. Vai fazer agora um ano e não tem qualquer manutenção até agora. Só fui ao telhado limpá-lo uma vez. Espero que dure pelo menos 25 anos.

      Responder
  9. JPC

    Penso que os 30% de desperdício da produção que considera são exagerados. Tenho 500w instalados e tenho um medidor (Owl intuition PV) que me permite medir a % de energia dada à rede. Desde a instalação em janeiro de 2016, a % dada à rede é 20%. Como só tem 250W a percentagem dada à rede deve ser menor.

    Responder
    • Pedro Andersson

      Obrigado. Estou a dar 30% justamente para não dar a ideia de que estou a inflacionar a poupança. A ideia é ter uma visão o mais real possível. Seja como for, no Verão quando tinha mesmo tudo desligado em casa (15 dias fora de casa), o desperdício chegou a ser de 50%.

      Responder
  10. ANDRÉ

    NÃO COMPENSA pelo menos por agora é a realidade, toda gente sabe que a tecnologia evolui dia para dia e com isso o produto actual desvaloriza amanha ja esta ultrapassado e a menor custo enquanto a desvalorização ser superior á capacidade de produção nunca compensa investir.
    ora segundo informa e em números redondos fez um investimento de 620€ e ja teve uma poupança de 80 ou seja ou seja ainda lhe faltam quase 550€ agora vá no mercado ver quanto lhe custa actualmente um conjunto igual ao que tem ou por ventura ainda superior? se calhar por menos de 400€ ja compra igual ou melhor ou seja se estivesse ficado quietinho e investisse hoje partia logo com uma poupança de pelo menos 220€ ou seja essa sua dita poupança de 82€ na realidade foi um prejuízo de +-140€
    dá que pensar?
    pois seja qual for o investimento , sempre que a desvalorização seja superior ao retorno nunca é vantajoso investir é preferível aguardar pela estabilização do produto.

    Responder
    • Celso

      Mas aí está o problema, na sua maneira de pensar. Como é normal, o Sr Pedro nao soube fazer a instalação do painel. Teve que pagar a estrutura e a instalação. Agora diga-me: consigo comprar um kit 265w por 280€, sei fazer a instalação e a estrutura. Nao acha que compensa? Para além do mais que um painel tem um tempo de vida médio de 20 anos. Paga-se a ele próprio e bem, mesmo com o valor que o Sr Pedro investiu e com a dita “desvalorização”. Nao que esqueça que o painel produz! Não fica ali apenas a enfeitar.

      Responder
      • ANDRÉ

        como eu disse nao compensa investir ainda e repito ainda pois o mercado nao estabilizou mas claro cada ano que passa o preço tem tendência em estabilizar mas nao disse que daqui a 2 ou 3 anos não é um bom investimento , mas claro se pensar em 10 ou 15 anos claro que é rentavel mas por agora rende mais estar quieto que investir. . . pois quem comprou por exemplo á 3 ou 4 anos pagou o dobro do senhor Pedro e quem compra hoje pagara menos 40% se comprar para o ano ira pagar menos agora claro que a tendencia é estabilizar. mas mesmo comprando hoje voçe diz que consegue um kit 265W por 280€ acho um pouco barato (mas vamos acreditar que sim)diz que sabe fazer instalacao e estrutura mas mesmo assim terá custos pelo menos o material. mas vamos ignorar esses custos pois agora ou para o ano para o ano irá ter na mesma esses custos, o seu painel sendo optimista consegue lhe dar uma poupança de 80 a 90€ no ano(vamos acreditar que sim ). comprando o mesmo kit daqui a um ano nao sabemos o preco que irá estar mas vamos considerar uma baixa de preço no mercado de 25% ou seja 70€
        com isto concluímos que tem ainda uma poupança de 10 a 20€ entao o valor de poupança já sera um pouco superior á desvalorização ou ja nao tinha prejuízo como o senhor Pedro mas possivelmente no seu caso isto acontece porque estamos a sobrevalorizar as receitas e a desvalorizar despesas talvez o ideal seja investir para o ano ai de certo que ja terá uma poupança significativa.

        Responder
        • Pedro Andersson

          Se me permitem meter-me na conversa, se daqui a 2 anos baixar 70 euros e tiver dinheiro, compro mais um. Por exemplo estou a verificar que no Inverno a produção máxima é inferior. Com a minha mulher com horários em que está em casa à hora de almoço 1 painel não é suficiente. E vou ver se encontro esses a 280 euros… Mesmo que venha a verificar que é asneira sinto que fiz bem em investir. A cada momento cá estarei para admitir se me enganei. Para já fiz bem. No banco não rendia e a minha fatura baixou.

          Responder
          • ANDRÉ

            sr. Pedro mas nunca disse que nao é um bom investimento so disse que ainda nao é o momento certo pois imagine se voçe tem comprado o painel há 3 anos (12/2014)onde esses kits custavam quase o dobro do que o seu custou, ate hoje tinha produzido o triplo ou seja cerca de 300€ ou seja tinha gasto mais 500 que gastou para beneficiar uma poupança de mais 200€ em relação ao que poupou ou seja adiando o investimento 2 anos teoricamente “poupou” 300€,pois actualmente nao acredito que consiga esse kit por 280€ como foi dito mas por 400 consegue, claro no banco os seus 620€ nao rendiam mas quanto muito teria o prejuízo da inflação mas ao investir 620 no painel se transformaram num produto que actualmente custa 400 + os 80 de “poupança”que teve ou seja transformou 620 em 480.
            mas faça o teste pegue em 620€ e tente comprar(simular) esse mesmo kit ou por ventura superior e veja quanto lhe sobra ,certamente mais que os 80€ teoricamente “poupados”
            bem mas isto é uma comclusao meramente financeira claro que a aventura e a ilusao de estar a poupar e proteger o ambiente tambem contam.

          • Celao

            André, não acho que deva meter a desvalorização ao assunto. Se assim é, vai estar à espera que estabilize a vida toda, pois a cada ano são construidos novos modelos de painéis e novas tecnologias e os anteriores serão descontinuados. Atenção que os preços não alteram assim tanto de um ano para outro a menos que seja lançado uma tecnologia muito acima do que é vendido. Nada melhor que saber quanto pagou pelo kit ( quanto mais barato melhor, mas com qualidade) e usar o que se poupa com ele para abater o custo dele. Sr Pedro, vá a solarshop.pt ( desculpem a publicidade, mas não tenho nada com eles) e está la o kit. Já pesquisei em foruns e o pessoal tem falado bem dessa loja. Cumprimentos

  11. Nuno

    Olá Sr. Pedro. Hoje recebi uma chamada da EDP a propôr- me os painéis fotovoltaicos. Eles falaram em cinco visto que nós temos um restaurante com habitação por cima. Gostava de saber a sua opinião. Obrigado.

    Responder
    • Pedro Andersson

      Ola Nuno. Tenho a minha opinião mas sou só jornalista. Não quero induzir em erro sem querer. Pergunte a especialistas no grupo de Facebook do Contas-poupança. Há por lá instaladores que podem dar opiniões com todo o rigor.

      Responder
      • Carlos Campos

        Boa tarde;
        Caro Nuno,
        Na tentativa de o ajudar/colaborar, sugiro que lei-a desde o início (mês 1 a 11, actualidade) a iniciativa do Pedro Andersson (“painel solar fotovoltaico –
        balanço, …”).
        De certeza que ficará bem ilucidado, não só para a pergunta que colocou ao Pedro, mas também sobre muitas outras questões complementares e pertinentes.
        No entanto, poderá seguir o conselho que o Pedro Andersson lhe sugere.
        Cumprimentos,
        Carlos Campos

        Responder
  12. Carlos Campos

    Caro José Freitas,
    É como diz, “…é curioso, …”, no entanto há uma explicação para o sucedido;
    Deverá ter o seu módulo Fotovoltaico com uma inclinação na ordem dos 25°, e com orientação Sul, e no máximo com um desfasamento de 17 a 24° a Oeste, como a temperatura exterior é menor, e há mais vento, faz com que o módulo não aqueça tanto, logo, menos temperatura no módulo vs células fotovoltaicas de silício, igual a menor percas de eficiência/potência em Watts.
    Espero ter ajudado a explicar o dito “fenômeno”.
    Despeço-me com o desejo de boa saúde para todos (as).
    Carlos Campos

    Responder
  13. Kruzes Kanhoto

    Excelente o seu trabalho, parabéns.

    Também um painel solar no meu telhado e obtenho resultados mais ou menos similares aos seus. Vejo, no entanto, a rentabilidade da coisa de outra forma. Isto porque parto do principio que o capital investido se aplicado num deposito a prazo ou noutro produto financeiro qualquer renderia muitíssimo menos. Com a vantagem que aqui não paga comissão de manutenção!!!!

    Responder
  14. Hugo Boita

    Bom dia Pedro,

    Antes de mais, os meus parabéns pelo trabalho.

    Referiu ter que pedir autorização ao condomínio para instalar o painel.
    Qual a possibilidade de um condomínio investir num conjunto de painéis beneficiando do agregado das potencias contratadas de cada condómino?

    Responder
    • Pedro Andersson

      Desculpe. Não percebo a sua pergunta relativamente as potências contratadas. O que quer dizer?

      Responder
      • Hugo Boita

        Vamos lá a ver se não complico!

        Existe um limite máximo de produção de energia relacionado com a potência contratada ao fornecedor.
        Quando me refiro a potencia contratada refiro-me ao valor que, pelo que percebo, se refere à potencia máxima que cobre as necessidades de energia da nossa residência, nomeadamente os picos de consumo.

        A questão que coloquei foca-se na possibilidade de agregar os consumos/potencias de cada fracção de um prédio para rentabilizar, por via do condomínio, um conjunto de painéis com os naturais ganhos de escala.
        Como os consumos residenciais são menores nas “horas de sol”, uma UPP (unidade de pequena produção) poderia ser uma solução rentável a longo prazo para o condomínio, com um rendimento interessante após o retorno ser realizado.

        A propósito, colocou o valor de poupança em 0.1991 kWh numa situação de autoconsumo (UPAC)
        Qual é o valor do kWh que é vendido ao operador relativamente à energia produzida no caso de uma UPP?

        Responder
  15. Carlos Campos

    Caros Hugo Boita e Pedro Andersson,
    Julgo ter compreendido a questão do Hugo Boita;
    Quis dizer que, a potência (kw, 3,45, 6,9 10, etc.) contratada é referente ao contrato individual de cada condômino.
    Mas não é eficiente a instalação de módulos fotovoltaicos para todos os condôminos, implica levar cablagens individuais a cada casa/habitação vs piso, existirá pois enormes percas de energia, derivado a grandes extensões de cabo eléctrico AC.
    No caso do Pedro Andersson, e provavelmente do seu vizinho do mesmo piso, e com as condições similares, (titular de uma arrecadação no topo/cobertura do edifício) valerá a pena a instalação e investimento. Aconselho o Hugo Boita a ver todo o processo desde o primeiro mês, inclusive o video, fotos e uma boa discrição do sistema e dos pormenores de toda a instalação fotovoltaica UPAC do Pedro Andersson.
    Ler também o DL153/2014, só assim poderá entender um pouco melhor o modus operandi de todo o processo no âmbito do Autoconsumo, UPAC e UPP.
    Se o condomínio do prédio do Pedro Andersson, decidir colocar módulos fotovoltaicos para a produção e utilização da energia eléctrica, não será um bom investimento, porque o prédio é de habitação e não de serviços, escritórios, consultórios, etc. Logo, a energia produzida seria praticamente toda desperdiçada (>95%), uma vez que, não há consumos justificativos neste período diurno, pois as pessoas estão fora nos seus empregos/trabalhos. E não a usar/ligar as luzes das escadas, corredores, elevadores, e prováveis espaços de parqueamento.
    Para vender a energia produzida, desperdiçada ou na sua totalidade, então nem pensar, os valores que pagam (EDP), através do CUR – Consumidor de Último Recurso, são minimalistas, atualmente 3,6 cêntimos o kWh, e sempre ajustável segundo o MIBEL, o máximo registado até à data foi de 3,8 cêntimos.
    Valerá a pena investir para venda da energia na sua totalidade, mas para potências instaladas superiores a 250kW no mínimo, o normal em termos de potências instaladas em centrais Fotovoltaicas (UPP) é entre 500kW e 1MW, e de muito maiores potências. Mas aqui as regras já são outras, terá de haver um leilão de potência, e, os valores de tarifa paga por cada kWh, não excede os 9,6 a 9,8 cêntimos.
    Espero ter ajudado na resposta, além de outras questões mais específicas e pertinentes.
    Cumprimentos,
    Carlos Campos

    Responder
  16. Carlos Campos

    Caros (as);
    Só mais uma questão que pretendo ALERTAR, e também esclarecer os mais septicos em termos de investimento, (do género do Pedro Andersson).
    As empresas, (na sua maioria) podem deduzir o IVA em sede de IRC, mas os consumidores particulares não!
    Vejamos com “olhos de ver”, o valor unitário de cada kWh que nós pagamos, após receber a factura de electricidade da companhia com quem temos contracto, até podia ser de 2 cêntimos, o que nos parece a todos óptimo, correcto? Pois é, mas na realidade o que conta é o valor total da factura que se paga.
    Se somarem o valor dos kWh consumidos (só de energia real) mais as diversas taxas e taxinhas, (redes, etc.) + IVA, então irão ficar admirados, porque o valor real de cada kWh, já ronda actualmente o valor de 26, 29 a 33 cêntimos, em alguns casos poderá ir até 39 cêntimos, depende se, as tarifas biorararias e triorarias estão a ser bem utilizadas/aplicadas, por quem decidiu contratar estes pacotes energéticos, mas por vezes varia de região para região, e de eléctrica para eléctrica.
    Espero ter ajudado a melhor entenderem os subterfúgios e falta de transparência sobre o tema energia eléctrica vs operadoras vs custos reais de kWh de electricidade residencial.
    Cumprimentos,
    Carlos Campos

    Responder
  17. Ricardo Perna

    Olá Pedro.

    Sigo com interesse a iniciativa, e tenho algumas dúvidas, em parte respondidas aqui nos comentários, mas não tudo, por isso resolvi “chatear”:

    – Não tenho a certeza, pelo que li, mas a poupança de que fala todos os meses é a sua, ou o total de poupança que teria se usasse toda a energia produzida?
    – os 5 mil euros (estimativa, claro) que fala de investimento nas baterias é tudo: os 6 painéis e as baterias, ou apenas as baterias? E o tempo de vida das baterias é o mesmo que os painéis, os 20 a 25 anos?
    – Esse painel, se pudesse aproveitar toda a energia, seria o suficiente para deixar a sua casa auto sustentável? E os 6 painéis, seriam?
    – É possível, e legal, romper de vez o contrato com a distribuidora e ficar apenas com a energia que se produz em casa (sim, mm correndo o risco de ficar sem emergia)? Digo isto porque, independentemente do que se poupa na fatur, a mesma continua a ter custos fixos que, podendo ser eliminados, ajudariam a amortizar o tempo de retorno do investimento…

    Responder
  18. Carlos Campos

    Boa tarde,
    Caro Ricardo Perna,
    Respondendo a algumas das suas questões;
    Independentemente do seu consumo de energia eléctrica, (mesmo que reduzida) 6 módulos fotovoltaicos de 250W, 285W, até 300W, não chegariam “nunca” para suprir as suas necessidades! Contando que, teria um banco de baterias devidamente dimencionado para o número vs potência dos módulos.
    As garantias das baterias nunca são superiores a 2 anos, (na sua maioria para utilização solar, é de 1 ano, para tecnologias AGM, VRLA, GEL, Monobloco/Electrolito livre) salvo as com tecnologia de Lithium Ferroso, e outras tecnologias de Lithuim (estas podem ter cerca de 10 anos, mas só contra comprovados defeitos de fabrico, e nunca por uso intensso, e sempre com monitorização das baterias).
    Exemplo: em baterias de 12V AGM ou GEL com ligação em série, (ou em paralelo, mas é desaconselhável) o que conta são os números de ciclos utilizados, este cálculo é baseado no número de vezes que a bateria, ou o banco de baterias, é descarregado e carregado, considerando sempre que, este número é contado dos 50% do total de 100% da capacidafe máxima da bateria. Mesmo que não descarregue todos os dias até aos 50%, e depois carregar, os 5%, 10, 14%, etc. Irão sempre somar até o torak de 50%, que é igual a 1 ciclo completo
    de carga e descarga.
    Se utilizarmos o nosso banco de baterias com um ciclo completo de 4 ou 4 1/2 dias, poderemos ter uma duração média de vida útil em cerca de 10 anos, isto baseado numa bateria que poderá fazer cerca de 1500 ciclos até 50% da sua capacidade máxima.
    É sempre aconselhável que sr utilizem no máximo só até 40% da sua capacidade máxima.
    Notar que, as garantias são sempre e só contra comprovados defeitos de fabrico, e nunca por utilização intenssa, ou desgaste fora do normal.
    Quanto a poder desligar-se da rede eléctrica (RESP), todos o podemos fazer, senão veja-se, se não pagarmos a dita factura cortam-nos a rede, correcto!?
    Eu aconselho sempre que independentemente, de ser autónomo, poderei ter uma avaria e ficar com o frigorífico e congelador, entre outros equipamentos Off.
    O melhor é optar por contrarar uma potência mínima (ex.:3,45kW) e não consumir da rede a não ser mesmo necessário, funcionará tipicamente como uma simples UPS, que normalmente os sistemas informáticos devem de ter instalado, para quando falta a energia podermos salvar documentos importantes e desligar o dito PC.

    Quanto às outras questões menos técnicas, o Pedro Andersson que responda, uma vez que a instalação é bem monitorizada pelo próprio.

    Espero ter contribuído positivamente.
    Cumprimentos,
    Carlos Campos

    Responder
  19. Carlos Campos

    Boas a todos (as);
    Desejo ao Pedro Andersson e aos seus familiares, assim como a todos os prezados (as) que partilham do Blogue Contas-poupança, umas festas com saúde e sucessos, ainda em 2017 e em todo o ano de 2018, e claro, 2019, ….
    Bem hajam por partilharem ideias com energias limpas e amigas de todos os seres vivos, racionais e irracionais.
    Cumprimentos,
    Carlos Campos

    Responder
  20. Antonio Lopes

    Olá. Gostaria de saber como medir a energia que os meus 3 paineis fotovoltaicos produzem.Existe algum aparelho’?’

    Responder
  21. Carlos Campos

    Boa tarde,
    Poderá ver/ler o caso do Pedro Andersson, ele tem instalado um equipamento de contagem vs monitorização da marca EOT, é com este equipamento que apresenta os dados de consumos a todos nós, neste Bloogue.

    Responder

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