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Seguro automóvel – reveja a quebra de vidros

Um dia tinha de acontecer… É bom saber o que cobre o seu seguro de quebra de vidros. Há muitos meses, uma pedrinha saltou de um carro qualquer e atingiu o meu pára-brisas. Fez uma lascazinha que foi reparada e que se manteve estável durante quase 2 anos. Na semana passada, por um motivo qualquer […]

Seguro automóvel – reveja a quebra de vidros

Um dia tinha de acontecer…

É bom saber o que cobre o seu seguro de quebra de vidros. Há muitos meses, uma pedrinha saltou de um carro qualquer e atingiu o meu pára-brisas. Fez uma lascazinha que foi reparada e que se manteve estável durante quase 2 anos. Na semana passada, por um motivo qualquer (talvez o calor), acabou por estalar completamente e ficou como podem ver na foto abaixo. Deixava de ter condições para andar na estrada.

Acionei o seguro e foi super-rápido. Quase de um dia para o outro, o vidro foi substituído. Não paguei (como estava à espera) nada por isso. Tudo normal, portanto.

Mas como já sei o que a casa gasta, perguntei ao instalador se é sempre assim tão simples. Não era.

Há ainda muitos casos em que os condutores chegam à oficina e afinal descobrem que no seguro não têm a cobertura de quebra isolada de vidros. E há outros que têm, mas têm de pagar franquia ou o plafond que têm não chega para a reparação.

Acho importante ficarem com uma ideia dos valores envolvidos para verificarem se têm um bom seguro ou não atualmente, e avaliarem se devem alterar as coberturas que têm neste momento.

Os preços dos vidros

Substituir completamente o vidro do pára-brisas (tenho um monovolume) fica em 350 € + IVA. Dá 430 euros. Foi a despesa que evitei por ter essa cobertura. Há vidros que custam 1.000 euros.

Quanto ao plafond que tenho, pelo que verifiquei, é de 1.000 euros por ano. Ou seja, dá para 2 quebras de vidros totais por ano e ainda sobra para mais qualquer coisa.

Às vezes, o plafond de quebra de vidros é curto

Mas o instalador na oficina disse-me que há muitos clientes que só têm 400 ou 500 euros de cobertura para a quebra de vidros. Isto quer dizer que se acontecer ter este “azar” duas vezes no mesmo ano, da segunda vez já vai ter de desembolsar a diferença.

Claro que ninguém é obrigado a ter esta cobertura no seu seguro automóvel, e a questão de ter franquia ou não é puramente pessoal. Mas achei interessante partilhar esta minha experiência porque há muitas pessoas que não fazem ideia sequer das coberturas que têm quanto mais da especificidade da cobertura da quebra isolada de vidros.

Pode valer a pena a diferença

Depende das seguradoras, mas provavelmente a diferença da cobertura de vidros e de ter franquia ou não, é de poucos euros e pode compensar em situações como esta. Avaliem. Podem decidir não ter, como é óbvio, mas pelo menos ficam a saber a despesa que vão ter se acontecer isto convosco.

Nota: Foi a primeira vez que me aconteceu ter de substituir um vidro por ter partido completamente. E conduzo há 26 anos. Pode estar a pagar esta cobertura e nunca a usar até ao fim da sua vida. É assim mesmo a teoria dos seguros. Um dia pode acontecer

Vejam AQUI esta reportagem que fiz para o Contas-poupança sobre o que deve ter o seu seguro automóvel.

E este artigo AQUI sobre como renegociei os meus dois seguros e AQUI sobre o plafond dos reboques (que é outra história).

Disponível online, livrarias e supermercados.