PODCAST | #21 – Afinal quem manda no seu dinheiro?

Tem a certeza de que é você que recebe o seu salário?

A maior parte de nós acha que mandamos no nosso dinheiro. Está na nossa conta, portanto nós somos o patrão do nosso salário. Ora, isso é um erro crasso. São raras as pessoas que usam o dinheiro com inteligência. Eu diria que na maior parte dos casos, nós trabalhamos a vida inteira simplesmente para realizar os sonhos dos outros. Duvida? Oiça este episódio do podcast. Obviamente, não tem de concordar comigo. Mas veja se se revê nesta descrição.

Explico tudo isto e mais algumas coisas no episódio desta semana do podcast “Pedro Andersson – Contas-poupança”. Clique nas fotos abaixo para ouvir.

O que é um podcast?

Aproveite a minha boleia financeira (gravo em áudio uma “conversa” no carro enquanto faço as minhas viagens e faço de conta que você vai ali ao meu lado) e veja como pode aumentar-se a si próprio. São uma espécie de programas de rádio para escutar enquanto faz outras coisas. Subscreva o podcast na plataforma em que estiver a ouvir para ser avisado sempre que houver um episódio novo.

Não estranhe ouvir o motor do carro, buzinadelas e o pisca-pisca. Faz parte da viagem.

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Boa viagem e boas poupanças!

 

 

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COMBUSTÍVEIS | Preços na próxima semana (24 a 30 de Agosto)

Preços dos combustíveis na semana que vem

A informação dos preços dos combustíveis é baseada nos cálculos que têm em conta a cotação nos mercados internacionais e outros fatores que são considerados na formação do preço dos combustíveis em Portugal. São dados que recolho semanalmente junto das minhas fontes no mercado dos combustíveis.

Relembro que apesar desta indicação do preço, cada posto de abastecimento pode fazer o preço que entender. Apenas os postos de marca própria têm de seguir as instruções da marca. Os concessionários e cada marca podem seguir ou não as indicações dos líderes de mercado. Mas pela minha experiência andam uns atrás dos outros. Esta é a tendência dos preços na semana que vem.

Semana de 24 a 30 de Agosto

NOTA para esta semana: Apesar dos cálculos apontarem para a não alteração dos preços, o normal é as gasolineiras aproveitarem estas semanas de férias para aumentarem um pouco os preços. É o mercado a funcionar (para o lado deles). Basicamente, é como o preço dos restaurantes à beira da praia. Portanto, a minha intuição diz-me que apesar dos meus cálculos, os preços deverão aumentar em várias marcas, nem que seja meio cêntimo. Mas é só a minha intuição. Se fosse só pela matemática, os preços manter-se-iam.

PORTUGAL continental

Gasóleo (=)

| Semanas anteriores*: (=)(0,5)(-1,5)(0,5)(-0,5)(1)(1)(1)(1,5)(1,5)(1,5)(-0,5)(4)(1)(1.5)(-1)(-3)(-3)(1)(-2)(=)(-4)(-8)(-1)(-3)(1)(1)(-1)(-3)(-1)(-3)(-1)(-0,5)(0,5)(Taxa de carbono)(2)(0,5)(-1)(1,5)(-1)(=)(0,5)(-0,5)(=)(-0,5)(0,5)(-2)(-1,5=(3)(1,5)(0,5)(0,5)(0,5)(1)(-4)(=)(0,5)(-0,5)(1,5)(-1)(1,5)(1)(=)(-4)(-2,5)(-1,5)(1)(0,5)(=)(1,5)(=)(1)(1)(=)(=)(-0,5)(0,5)(-0,5)(2)(1,5)(0,5)(=)(0,5)(1)(3)(+1,5)(Taxa de carbono)

*A ordem das alterações é da mais recente para a mais antiga.

Gasolina (=)

| Semanas anteriores*: (1)(0,5)(-1,5)(=)(-1,5)(1,5)(=)(1,5)(1,5)(2)(1,5)(-1)(4)(2,5)(3,5)(=)(-2,5)(0,5)(0,5)(-1)(-2)(-6)-12)(-2)(-3)(1,5)(0,5)(-0,5((-3)(-0,5)(-1)(-0,5)(-1)(1)(Taxa de carbono)(1)(0,5)(-2)(1,5)(-0,5)(-1,5)(1)(1,5)(0,5)(-1,5)(-1)(=)(-1,5)(4)(-0,5)(-0,5)(0,5)(=)(=)(-4)(0,5)(=)(-1)(2)(0,5)(2)(=)(-0,5)(-7,5)(-2)(-0,5)(2)(-2)(=)(2,5)(=)(1,5)(1,5)(3)(2)(1,5)(1,5)(-1,5)(2,5)(1,5)(1)(=)(=)(=)(1,5)(+2) (Taxa de carbono)

*A ordem das alterações é da mais recente para a mais antiga.

GPL (+2 cêntimos)

| Semanas anteriores*: (=)(=)(=)(-1)(=)(=)(-3)(3)(1)(-1)(=)(-2)(=)(=)(-2)(+2)(=)(=)(-1)(=)(=)(=)(=)(=)(=)(=)(2)(-2)(-2)(2)(-1)(=)(=)(2,5)(3,5)(=)(=)(=)(=)(=)(=)(=)(=)(=)(=)(=)(3)

*A ordem das alterações é da mais recente para a mais antiga.

MADEIRA

Pode consultar os preços atuais e da próxima semana AQUI na página da Direção-Geral de Economia e Transportes da Madeira

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ELETRICIDADE | Como voltei a baixar a minha fatura da luz com (mais) um telefonema

Cada vez pago menos de eletricidade

Suponho que esta frase o surpreendeu, certo? O normal é as pessoas queixarem-se de que estão sempre a pagar cada vez mais na fatura da luz. Há muito tempo que descobri a razão dessa situação: é que a maior parte das pessoas não faz rigorosamente nada para baixar a conta de eletricidade telefonando para as empresas. Este ano é a terceira vez que renegoceio o meu contrato de eletricidade. Sempre para ficar a pagar menos, como é óbvio.

Acabei há poucos minutos de baixar outra vez os meus preços da eletricidade e do gás. E sem mudar de empresa. Já lhe dou os pormenores e os preços que tenho agora.

Talvez ainde se lembrem deste artigo, escrito em Fevereiro, em que expliquei que com um telefonema poupei 60 euros.

Dizia nesse artigo que passados os 6 meses da oferta dos 60 euros iria novamente fazer contas. Ora nem de propósito, a minha atual empresa (a Endesa) está a fazer uma promoção de 14% em vez de 12% de desconto sobre os preços deles (nunca decida a pensar em percentagens sem saber qual é o preço base).

Este mês é a última vez que vou receber os tais 10 euros de desconto na fatura, por isso coloquei os pés aos caminho (vá, os dedos ao telefone).

NOTA: Isto não é publicidade a nada. Tal como em todos os artigos que escrevo, é apenas e unicamente a minha experiência enquanto consumidor. Falo de empresas e marcas sem nenhum problema porque acho que só assim a informação é útil e prática para você poder comparar com o seu caso. Cada um faz o que quiser com esta informação. Nenhum artigo é pago por ninguém.

Liguei para eles e imediatamente aumentaram o meu desconto de de 12 para 14%. Sem nenhuma contrapartida. A minha surpresa foi que entretanto o preço base deles baixou e eu não sabia. Baixou de 0,166823 € /kWh para 0,1610 €. Portanto, vou poupar duas vezes: maior percentagem e sobre um valor mais baixo. Feitas as contas vou ficar a pagar 0,1380 € /kWh, ou seja, com IVA vou pagar exatamente 0,17 € por cada 1.000 W que consumir. É o valor mais baixo que me lembro de pagar nos últimos anos.

E a concorrência?

Como faço sempre, peguei no melhor preço que consegui e fui à concorrência ver se me faziam melhor. Pesquisei rapidamente na Iberdrola e na Goldenergy. Ainda fui espreitar a EDP Comercial, mas era mais cara de caras. Podia ter pesquisado mais, mas nesta meia-hora foi o que fiz.

Na IBERDROLA, os preços até eram interessantes (oferecia 15% de desconto sobre o preço deles), mas apenas com uma pergunta percebi que para subir dos 13% para os 15% tinha de aderir a um “seguro de assistência elétrica” que me custaria 7,26 € por mês (ofereciam os primeiros 2 meses). Só nesse seguro iria perder a totalidade do que iria poupar e ainda ficava a perder financeiramente. Se usasse o seguro poderia compensar porque oferecem 3 horas de mão de obra nas reparações. Mas como tenho o seguro de assistência ao lar no meu seguro multirriscos/recheio seria redundante. Portanto, não era opção para mim.

Liguei para a Goldenergy. Era quem tinha o melhor preço há 6 meses, caso a Endesa não me tivesse feito a tal proposta dos 60 euros.

Como pode ver nesta publicidade, é muito interessante ver o número redondo dos 20% de desconto na luz, mas o asterisco diz que é só sobre a potência contratada. Ou seja, é um valor ridículo de desconto, embora o valor do kWh seja bom mesmo sem qualquer desconto.

Facto curioso: como disse que tinha preços melhores na Endesa, o senhor do call center da Goldenergy ofereceu-me logo um preço AINDA melhor do que me tinha dito inicialmente. Cá está o poder negocial dos consumidores. Nunca fique pela primeira proposta. Fazia-me um desconto de 12% sobre o kWh e portanto ficava a 0,1385 € /kWh. Muito bom, mas 5 milésimas acima do que vou pagar na Endesa. Logo, vou mudar para quê? A potência contratada seria um pouco mais barata do que a que vou ter, mas aqui começam a entrar outros critérios que são cada vez mais importantes.

Os planos amigos e afins

A experiência tem-me mostrado que às vezes são mais relevantes os descontos “à volta” do que os preços em si da eletricidade e da potência contratada. Neste caso específico, sem ter feito nada, alguns simpáticos leitores do blogue pediram o meu “código amigo”, isto é, ao fazerem também um contrato e dando este código eles têm um desconto de 1 € todos os meses (e eu também). Neste momento já tenho 6 “amigos”, o que quer dizer que anualmente (enquanto eles forem clientes da empresa e eu também) tenho no mínimo mais 72 euros de desconto na luz todos os anos. É o equivalente a uma fatura “Aniversário” com a vantagem de que me vou embora sempre que quiser sem perder nada (não tenho de estar à espera 11 meses a pagar mais do que o normal para ter esse desconto).

Nunca divulguei no blogue o meu código amigo porque tenho alguma vergonha, confesso. E já sei que se o fizesse seria criticado por várias pessoas. Que estava a aproveitar-me e tal… Enfim. O que vos posso dizer é que enquanto consumidor este tipo de promoções já é uma ferramenta de poupança importante para mim. Se quiserem saber qual é o meu “código amigo” vão ter de ter o trabalho de pesquisar no google “código amigo endesa pedro andersson” e vão encontrar algumas pessoas simpáticas que o andam a partilhar nos comentários do blogue. Naturalmente que não vou dizer que não :). Mas se porventura quiserem aderir a esta empresa específica usem naturalmente um código amigo qualquer. Há imensos na internet, e aqui no blogue também, de pessoas que já perceberam que podem poupar mais por aí do que a comparar preços de tarifários.

Sem estes códigos “amigos” têm empresas no mercado que podem fazer preços ainda melhores do que estes. Veja ao detalhe os tarifários das empresas de eletricidade mais pequenas e menos conhecidas. Vai ter algumas surpresas agradáveis em termos de preços. No meu caso, como já tenho estas poupanças relevantes “paralelas” já não estão no meu campeonato.

O que quero dizer é que independentemente destas poupanças, sempre que encontrar melhor mudo. Não estou preso a nenhuma empresa em nenhum sector de atividade. O “segredo” é estar sempre com o radar ligado e não ter medo de mudar para mais barato com os mesmos serviços ou melhores.

Acumulo 4 descontos na eletricidade

Atualmente, mantendo exatamente os mesmos gastos de eletricidade (já com tudo LED e com tomadas com interruptor) poupo:

  • Com as ofertas de aberturas de contratos (este ano foram 60 euros)
  • Com a renegociação constante várias vezes por ano do preço do kWh e da potência contratada (6 € /mês = 72 €/ano)
  • Com o “Código amigo” (6 €/mês = 72 €/ano)
  • Com o meu painel solar (7 € /mês = 84 € /ano)

No total são 288 € por ano que ficam no meu bolso para gastar/poupar/investir como eu quiser simplesmente porque ando atento à minha fatura de eletricidade e faço umas contas e uns telefonemas ao longo do ano. São 600 litros de leite, 570 kg de batatas ou 29 kg de camarão para fazer umas mariscadas. Pense nisso. Há quanto tempo não tenta baixar a sua fatura da luz?



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COMBUSTÍVEIS | Preços na próxima semana (17 a 23 de Agosto)

Preços dos combustíveis na semana que vem

A informação dos preços dos combustíveis é baseada nos cálculos que têm em conta a cotação nos mercados internacionais e outros fatores que são considerados na formação do preço dos combustíveis em Portugal. São dados que recolho semanalmente junto das minhas fontes no mercado dos combustíveis.

Relembro que apesar desta indicação do preço, cada posto de abastecimento pode fazer o preço que entender. Apenas os postos de marca própria têm de seguir as instruções da marca. Os concessionários e cada marca podem seguir ou não as indicações dos líderes de mercado. Mas pela minha experiência andam uns atrás dos outros. Esta é a tendência dos preços na semana que vem.

Semana de 17 a 23 de Agosto

PORTUGAL continental

Gasóleo (=)

| Semanas anteriores*: (0,5)(-1,5)(0,5)(-0,5)(1)(1)(1)(1,5)(1,5)(1,5)(-0,5)(4)(1)(1.5)(-1)(-3)(-3)(1)(-2)(=)(-4)(-8)(-1)(-3)(1)(1)(-1)(-3)(-1)(-3)(-1)(-0,5)(0,5)(Taxa de carbono)(2)(0,5)(-1)(1,5)(-1)(=)(0,5)(-0,5)(=)(-0,5)(0,5)(-2)(-1,5=(3)(1,5)(0,5)(0,5)(0,5)(1)(-4)(=)(0,5)(-0,5)(1,5)(-1)(1,5)(1)(=)(-4)(-2,5)(-1,5)(1)(0,5)(=)(1,5)(=)(1)(1)(=)(=)(-0,5)(0,5)(-0,5)(2)(1,5)(0,5)(=)(0,5)(1)(3)(+1,5)(Taxa de carbono)

*A ordem das alterações é da mais recente para a mais antiga.

Gasolina (+1 cêntimo)

| Semanas anteriores*: (0,5)(-1,5)(=)(-1,5)(1,5)(=)(1,5)(1,5)(2)(1,5)(-1)(4)(2,5)(3,5)(=)(-2,5)(0,5)(0,5)(-1)(-2)(-6)-12)(-2)(-3)(1,5)(0,5)(-0,5((-3)(-0,5)(-1)(-0,5)(-1)(1)(Taxa de carbono)(1)(0,5)(-2)(1,5)(-0,5)(-1,5)(1)(1,5)(0,5)(-1,5)(-1)(=)(-1,5)(4)(-0,5)(-0,5)(0,5)(=)(=)(-4)(0,5)(=)(-1)(2)(0,5)(2)(=)(-0,5)(-7,5)(-2)(-0,5)(2)(-2)(=)(2,5)(=)(1,5)(1,5)(3)(2)(1,5)(1,5)(-1,5)(2,5)(1,5)(1)(=)(=)(=)(1,5)(+2) (Taxa de carbono)

*A ordem das alterações é da mais recente para a mais antiga.

GPL (=)

| Semanas anteriores*: (=)(=)(-1)(=)(=)(-3)(3)(1)(-1)(=)(-2)(=)(=)(-2)(+2)(=)(=)(-1)(=)(=)(=)(=)(=)(=)(=)(2)(-2)(-2)(2)(-1)(=)(=)(2,5)(3,5)(=)(=)(=)(=)(=)(=)(=)(=)(=)(=)(=)(3)

*A ordem das alterações é da mais recente para a mais antiga.

MADEIRA

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RADARES | Pela primeira vez Portugal vai ter radares de velocidade média

As multas vão disparar?

Em algumas cidades/vias onde estes novos radares foram instalados, as multas dispararam 700% (em fase de testes). Este aumento seria insuportável politicamente – digo eu – portanto, depois os critérios para as multas serão naturalmente ajustados para que não se diga que é apenas “caça à multa”. Mas que estes radares são eficazes, são. E podem vir a mudar alguns comportamentos nas estradas portuguesas.

Travar e acelerar

É uma prática recorrente em Portugal. Infelizmente, um grande número de condutores quando sabe que naquela curva ou reta há um radar, trava bruscamente um pouco antes do radar e volta a acelerar logo que passa o alcance do equipamento de medição. Essa estratégia vai deixar de resultar. O Conselho de Ministros aprovou a compra de 10 radares de medição de velocidade média e mais 20 “normais”. A autorização para os comprar já saiu em Diário da República. São 8 milhões de euros destinados ao controlo de velocidade nos próximos 5 anos.

Número de radares vai aumentar

O reforço dos atuais 60 locais de controlo de velocidade – 50 instalados em 2016/2017 e 10 em 2019 – para 110, agora anunciado, vai permitir um significativo aumento dos níveis de dissuasão no incumprimento dos limites de velocidade e consequentemente na redução da sinistralidade rodoviária, diz o governo. Haverá 20 novos Locais de Controlo de Velocidade (LCV) para o controlo de velocidade média entre dois pontos e 30 LCV de velocidade instantânea. Os novos 50 LCV serão equipados rotativamente com 30 novos radares – 10 que permitem o controlo de velocidade média entre dois pontos e 20 que apenas permitem o controlo da velocidade instantânea – aumentando a capacidade instalada de 40 para 70 radares. No Brasil, estes radares já funcionam há vários anos e o funcionamento é simples, como pode ver neste gráfico. Os novos radares introduzirão em Portugal o controle de velocidade média entre dois pontos, e a capacidade para medir, em simultâneo, a velocidade de vários veículos, mesmo nos casos em que estes circulam lado a lado ou a uma distância inadequada entre si.

Onde vão ser colocados os novos radares de velocidade média

A seleção dos locais de instalação dos novos radares teve como pressuposto, entre outros fatores, o nível de sinistralidade aí existente e em que a velocidade excessiva se revelou uma das causas para essa sinistralidade. As características encontradas em alguns dos locais selecionados, nomeadamente o elevado nível de sinistralidade ao longo de troços e não apenas de pontos recomendam a utilização de equipamentos de controlo da velocidade média em vez dos tradicionais equipamentos de velocidade instantânea. Entre outros, os locais para instalação dos novos radares são:

  • EN5 em Palmela
  • EN10 em Vila Franca de Xira
  • EN101 em Vila Verde
  • EN106 em Penafiel
  • EN109 em Bom Sucesso
  • IC19 em Sintra
  • IC8 na Sertã

O combate à sinistralidade rodoviária em Portugal permitiu, nos últimos 20 anos, reduzir a sinistralidade mortal em 73%, de acordo com o Ministério da Administração Interna. O governo considera que um dos vários fatores que tem contribuído para a melhoria comportamento dos utilizadores tem sido o aumento das ações de fiscalização da velocidade dos veículos em circulação. Nos primeiros 6 meses de 2020 foram fiscalizados 55.320.244 veículos, mais de 300.000 por dia, o que correspondeu a um aumento de 29%, face a período homólogo de 2019 (42.842.087). Os locais que são controlados por radares além de, em termos globais, terem um efeito dissuasor sobre o incumprimento dos limites de velocidade e sobre a sinistralidade, têm tido também a nível local, na zona de influência de cada radar, um efeito na diminuição da sinistralidade. Com 4 anos de funcionamento, os locais onde foram instalados os radares registaram, face a igual período anterior à entrada em funcionamento do sistema, uma redução em todos os indicadores de sinistralidade: menos 29% de acidentes com vítimas, menos 82% de vítimas mortais, menos 57% de feridos graves e menos 26% de feridos leves.

E as questões da privacidade?

Alguns críticos dizem que estes radares são uma violação da privacidade porque permitem saber com mais detalhe de onde vem e para onde vai e detalhes assim. Os radares atuais também identificam a direção do veículo. Não me parece que seja por aí. Nos países onde foram instalados, pelo que pesquisei, os radares de velocidade média são instalados entre pontos distantes entre 500 metros e cerca de 2 quilómetros (em alguns casos ultrapassa).  Ora isso já permite dissuadir os mais “distraídos”. A velocidade média vai ter vários critérios de tolerância (se for como lá fora) para evitar que seja multado por exemplo por ter acelerado por ter ultrapassado um ou dois veículos. Tenho a certeza de que os critérios serão divulgados lá mais para a frente. Para já ainda vai ser aberto concurso para os comprar. Portanto, em conclusão, se é dos “aceleras” prepare-se para mudanças a sério nos radares. Durante pelo menos 3 quilómetros seguidos vai ser “obrigado” a cumprir com a velocidade legal. Isso pode ter um efeito pedagógico importante. E inicialmente vai ter um reflexo importante nas carteiras dos condutores e nos cofres do Estado. Prevejo muitas multas que vão aparecer inesperadamente e aí vai perceber o que aconteceu: foram os radares de velocidade média. Aproveite estes meses de “folga” para começar a abrandar. Poupa nos acidentes e na carteira.



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A minha seguradora aceitou baixar o seguro do carro por causa da Covid-19

Uma seguradora aceitou baixar o meu seguro do carro (a outra ainda não respondeu)

Baixou quanto?

Como avisei no blogue assim que a lei foi aprovada, qualquer pessoa afetada pela Covid-19 (por encerramento do estabelecimento, quebra de rendimento, por estar em teletrabalho, etc.) podia contactar a sua seguradora e pedir um desconto. É a Lei 20 de 12 de Maio de 2020 (Descarregue AQUI: Lei 20 de 12 de Maio).

Nela diz que pode solicitar até final de Setembro (Sim, solicitar. Eles não são obrigados a aceitar) que a seguradora faça um abatimento já ou na próxima anuidade se, por exemplo, tinha seguros para o carro com o qual trabalhava, ou para os seus funcionários, e durante 3 ou 4 meses não conseguiu sequer abrir a porta ou trabalhar. E tem ainda outras proteções que pode utilizar. Inclui seguros de acidentes de trabalho, de instalações, etc. Informe-se.

No caso de empresas que encerraram mesmo, o desconto é obrigatório. Mas tem de o pedir. Mas no caso de particulares, se usa o seu carro para trabalhar e está em teletrabalho, muitos tentaram pedir o desconto e conseguiram um desconto adicional na próxima anuidade.

Alguns pediram e a seguradora recusou. Só saberá se tentar. Eu pedi às minhas duas seguradoras, enquanto particular. Uma já aceitou, a outra ainda está a “pensar”.

Eu fiz o pedido às minhas duas seguradoras e a Caravela já respondeu. Baixou o meu prémio de 231,55 € para 217,63€.

No caso da Allianz (onde é que já lá vão os 10 dias previstos na lei…), já passaram quase 2 meses desde que fiz o pedido e continuo a aguardar a resposta. Insisti com eles e responderam-me que o meu pedido estava a ser ignorado porque fiz o pedido diretamente à sede e eles têm por política que têm de ser os mediadores que fizeram os seguros a responder.

Ora o meu mediador não sabia do meu pedido. Eu mandei o e-mail para o apoio ao cliente da empresa. Eles é que têm de se organizar para não haver pedidos (sejam eles quais forem) perdidos. Nestes casos, tem de ser a empresa internamente a reencaminhar estes pedidos para os mediadores. Às vezes acho que têm de ser os clientes a ensinar às empresas como se deve fazer. Enquanto cliente não gostei de sentir que o meu processo estava perdido. Em seguradoras esse “erro” é grave. E ainda não sei como está o processo. Vou insistir.

Voltemos ao meu pedido à Seguradora Caravela.

O meu e-mail com o pedido de “desconto” no prémio do seguro

Assunto: Abatimento do SEGURO AUTOMÓVEL devido à Covid-19

Caros senhores,

Nos termos do Decreto-Lei n.º 20 – F/2020, de 12 de Maio , ”podem ser convencionados… a redução temporária do montante do prémio em função da redução temporária do risco” devido à pandemia da Covid-19.

No que diz respeito à minha apólice XX.XXXXXXXX, informo que entre o dia 15 de Março e o dia 15 de Junho estive limitado a trabalhar apenas 15 dias por mês, por imposição da empresa. Durante os dias em que não trabalhei, a viatura esteve parada na garagem devido ao confinamento.

Esta situação fez diminuir o risco de sinistralidade de forma substancial e solicito que levem isso em conta na próxima anuidade, que acaba de me ser enviada, no total de 231,55 €.

Tendo em conta o espírito da lei, a minha proposta é que o desconto seja proporcional a um mês e meio da anuidade do prémio, ou seja, 28,94 €.

De acordo com a norma da ASF divulgada esta semana, que densificou o Decreto-Lei supracitado, terão 10 dias para responder ao meu pedido.

Fico a aguardar a vossa resposta por carta, por e-mail ou por outro meio escrito à vossa disposição.

Com os meus melhores cumprimentos.

27 de Junho de 2020

O TOMADOR DE SEGURO,

Pedro Andersson

Passados uns dias, sem ter insistido, recebi esta resposta por parte da seguradora.

Como podem verificar, apenas com este e-mail reduziram o meu prémio em 13,92 €. Eu tinha pedido uma redução de 28,94 €. Era o que eu queria? Não. 14 euros é melhor do que nada? Claro que sim. Na moeda do Contas-poupança, representam 29 litros de leite que comprarei de “graça” por ter enviado um e-mail.

Agora falta saber a resposta da Allianz. No caso do carro da minha mulher, a viatura ficou mesmo parada na garagem durante 3 meses (esteve em teletrabalho sem sair de casa, só eu é que saía para fazer tudo). Estou curioso e não vou desistir da resposta mesmo que seja negativa. Se for, depois decido o que fazer com essa apólice. Há tanta concorrência…

Estes momentos servem também para avaliar a importância que as empresas dão à sua relação com os clientes.

Quantas empresas deram descontos e de quanto?

Este relatório acaba de ser divulgado pela ASF (Autoridade de Seguradoras e Fundos de Pensões). Depois da lei aprovada, a ASF “obrigou” as seguradores a dizerem regularmente se estão a cumprir a lei ou não. Relatório de aplicação do DL20F_2020

Um breve parêntesis para dizer que ainda vai a tempo de pedir este “desconto” às seguradoras. Mas o tempo está a escassear. Acaba no fim de Setembro. Ou pede agora ou depois já não tem direito (pelo menos com base nesta lei).

Este texto a seguir é da ASF (pelo meio darei as minhas notas e interpretações):

O Decreto-Lei n.º 20-F/2020, de 12 de maio, estabelece um regime excecional e temporário relativo aos contratos de seguro, com impacto nos consumidores. Na sequência da análise da informação reportada pelas empresas de seguros relativamente ao período de 13-05-2020 a 30-06-2020, foi possível concluir, para os quatro principais segmentos de negócio dos ramos Não Vida, que:

− Cerca de 1,3 milhões de contratos foram objeto de acordo entre as partes com vista à aplicação de um regime mais favorável ao tomador do seguro no que diz respeito ao pagamento dos prémios, a maior parte dos quais no âmbito dos seguros Automóvel (660 mil contratos) e de Doença (400 mil).  NOTA MINHA: Suponho que este número seja sobretudo proveniente das seguradoras que fizeram essa atualização automaticamente para TODOS os clientes. Não acredito que tenha havido 1,3 milhões de pedidos de acordo por parte dos clientes, como verá a seguir. Se fosse assim, estaria orgulhoso dos clientes de seguros em Portugal. Chamar “acordo” parece-me claramente um exagero de linguagem. Se estiver enganado digam. Basicamente o “acordo” será o valor que as seguradoras “ofereceram”. Não me parece que tenha de facto havido uma negociação desse valor entre os clientes e as seguradoras.

− Em aproximadamente 3,3 milhões de apólices (a maioria dos seguros Automóvel, 1,9 milhões, e de Incêndio e Outros Danos, 1,2 milhões) a validade das coberturas obrigatórias foi prolongada em 60 dias. NOTA MINHA: Isto é mesmo obrigatório por lei, portanto não é nenhum “favor” por parte das seguradoras.

− Os prémios foram reduzidos em 42 mil contratos que cobrem atividades que se encontravam suspensas ou que sofreram uma redução substancial, ou cujos estabelecimentos estavam encerrados devido medidas excecionais e temporárias adotadas em resposta à pandemia da doença COVID-19. NOTA MINHA: Aqui sim, já me parece um valor mais real. Dos milhões de apólices houve provavelmente 42 mil clientes conhecedores dos seus direitos que fizeram de facto o pedido de redução do prémio ou que as seguradoras tomaram a iniciativa (algumas fizeram-no voluntariamente – o que é de elogiar) de baixar os prémios face à situação óbvia de estarem a pagar um prémio sobre uma cobertura que não existia por estarem os estabelecimentos encerrados ou outras situações.

Um pouco mais de 1.200 apólices correspondentes às mesmas atividades foram ainda objeto de aplicação de um regime de fracionamento do prémio sem custos adicionais. NOTA MINHA: Parece-me pouco. Acho que haverá muitos estabelecimentos e clientes particulares que poderiam beneficiar desta ajuda e que não pediram por desconhecimento ou inércia (preguiça).

Neste gráfico da ASF tem o número de seguradoras que deram descontos (7 seguradoras não deram) e de quanto. Como podem ver, os descontos dados vão do ZERO aos 30% (duas seguradoras). Portanto, só saberá que desconto lhe vão dar SE PEDIR. Basta mandar um e-mail, como viu no meu caso.

Tem aqui o episódio do podcast que fiz em Junho, a alertá-lo para esta ajuda. Aproveite-a.

https://contaspoupanca.pt/2020/06/28/podcast-18-ja-pediu-o-seu-desconto-nos-seguros-por-causa-da-covid-19/



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COMBUSTÍVEIS | Preços na próxima semana (10 a 16 de Agosto)

Preços dos combustíveis na semana que vem

A informação dos preços dos combustíveis é baseada nos cálculos que têm em conta a cotação nos mercados internacionais e outros fatores que são considerados na formação do preço dos combustíveis em Portugal. São dados que recolho semanalmente junto das minhas fontes no mercado dos combustíveis.

Relembro que apesar desta indicação do preço, cada posto de abastecimento pode fazer o preço que entender. Apenas os postos de marca própria têm de seguir as instruções da marca. Os concessionários e cada marca podem seguir ou não as indicações dos líderes de mercado. Mas pela minha experiência andam uns atrás dos outros. Esta é a tendência dos preços na semana que vem.

Semana de 10 a 16 de Agosto

PORTUGAL continental

Gasóleo (+0,5 cêntimo)

| Semanas anteriores*: (-1,5)(0,5)(-0,5)(1)(1)(1)(1,5)(1,5)(1,5)(-0,5)(4)(1)(1.5)(-1)(-3)(-3)(1)(-2)(=)(-4)(-8)(-1)(-3)(1)(1)(-1)(-3)(-1)(-3)(-1)(-0,5)(0,5)(Taxa de carbono)(2)(0,5)(-1)(1,5)(-1)(=)(0,5)(-0,5)(=)(-0,5)(0,5)(-2)(-1,5=(3)(1,5)(0,5)(0,5)(0,5)(1)(-4)(=)(0,5)(-0,5)(1,5)(-1)(1,5)(1)(=)(-4)(-2,5)(-1,5)(1)(0,5)(=)(1,5)(=)(1)(1)(=)(=)(-0,5)(0,5)(-0,5)(2)(1,5)(0,5)(=)(0,5)(1)(3)(+1,5)(Taxa de carbono)

*A ordem das alterações é da mais recente para a mais antiga.

Gasolina (+0,5 cêntimo)

| Semanas anteriores*: (-1,5)(=)(-1,5)(1,5)(=)(1,5)(1,5)(2)(1,5)(-1)(4)(2,5)(3,5)(=)(-2,5)(0,5)(0,5)(-1)(-2)(-6)-12)(-2)(-3)(1,5)(0,5)(-0,5((-3)(-0,5)(-1)(-0,5)(-1)(1)(Taxa de carbono)(1)(0,5)(-2)(1,5)(-0,5)(-1,5)(1)(1,5)(0,5)(-1,5)(-1)(=)(-1,5)(4)(-0,5)(-0,5)(0,5)(=)(=)(-4)(0,5)(=)(-1)(2)(0,5)(2)(=)(-0,5)(-7,5)(-2)(-0,5)(2)(-2)(=)(2,5)(=)(1,5)(1,5)(3)(2)(1,5)(1,5)(-1,5)(2,5)(1,5)(1)(=)(=)(=)(1,5)(+2) (Taxa de carbono)

*A ordem das alterações é da mais recente para a mais antiga.

GPL (=)

| Semanas anteriores*: (0=(-1)(=)(=)(-3)(3)(1)(-1)(=)(-2)(=)(=)(-2)(+2)(=)(=)(-1)(=)(=)(=)(=)(=)(=)(=)(2)(-2)(-2)(2)(-1)(=)(=)(2,5)(3,5)(=)(=)(=)(=)(=)(=)(=)(=)(=)(=)(=)(3)

*A ordem das alterações é da mais recente para a mais antiga.

MADEIRA

Pode consultar os preços atuais e da próxima semana AQUI na página da Direção-Geral de Economia e Transportes da Madeira

Para receberem esta informação todas as sextas-feiras deverão fazer “Gosto” na página do Contas-poupança.



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Podcast

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ÚLTIMA HORA | Governo vai alargar o apoio do Complemento de estabilização a quem esteve em lay-off 30 dias seguidos

Governo recua e dá Complemento extra para quem esteve em lay-off 30 dias seguidos (mesmo sem ser um mês civil completo)

Centenas de trabalhadores queixaram-se da enorme injustiça que era verem colegas até da mesma empresa receberem entre 100 e 351 euros porque estiveram em lay-off entre 1 e 31 de Maio, por exemplo, e eles que estiveram em lay-off de 5 de maio a 15 de Junho nada. Zero. Só porque não tinham um mês de calendário completo.

Essa injustiça vai ser corrigida.

O Ministério da Segurança Social acaba de emitir um Comunicado à Comunicação Social com essa informação. Passo a partilhar na íntegra esse comunicado.

 Face às dúvidas suscitadas quanto ao recebimento do complemento de estabilização por parte de trabalhadores que estiveram em layoff durante mais de 30 dias consecutivos nos meses de abril, maio e junho, mas sem completar um mês civil, o Governo esclarece que irá proceder à clarificação do regime previsto no 3º do DL n.º27-B/2020, de 19 de junho, de forma a explicitar que os referidos trabalhadores estão abrangidos por este regime e, portanto, têm direito a receber o complemento de estabilização.

De salientar que o complemento de estabilização é uma medida extraordinária criada pelo Governo, com o objetivo de mitigar a perda de rendimento dos trabalhadores que estiveram pelo menos 30 dias em layoff. Aplica-se aos trabalhadores com um salário base até 1270€ (2 RMMG), que tiveram perda de rendimento, e o seu valor corresponde à diferença entre o salário base de cada trabalhador e o valor que recebeu durante 30 dias consecutivos em layoff, com um mínimo de 100€ e um máximo de 351€.

Até à presente data, este complemento já chegou a cerca de 300 mil trabalhadores e teve um impacto financeiro de aproximadamente 48 milhões de euros.

Tem aqui neste artigo as outras razões pelas quais poderá não ter recebido o referido apoio em Julho. Veja se se aplica a si. Pelo menos esta razão está resolvida. Quer dizer, estará. Porque agora ainda falta clarificar a lei, dar a instrução à Segurança Social e proceder ao pagamento.

Vão estando atentos à vossa Segurança Social Direta para ver se e quando terão esta situação corrigida no vosso caso. Vejam aqui como fazer.

Ainda falta resolver a questão do salário de Fevereiro, para quem faltou justificadamente ao trabalho (levou os filhos ao médico, por exemplo) e que por isso não trabalhou todos os dias de Fevereiro. Mas um problema de cada vez. Quando tiver mais informações partilharei.



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LAY-OFF | Não recebi o apoio extraordinário do complemento de estabilização porquê?

Complemento extra para quem esteve em lay-off – Porque não recebi?

Estão a chegar-me dezenas de mensagens de pessoas que estiveram em lay-off em Abril, Maio ou Junho e que estavam a contar receber o apoio do Complemento de Estabilização e nada. Foram à Segurança Social Direta ver o valor a que teriam direito e estava lá quanto? Zero. Porquê?

Tenho algumas explicações e deve ver se alguma delas se aplica ao seu caso.

Mas antes disso, é preciso dizer que há muitas queixas sobre a injustiça dos critérios que foram definidos pela Segurança Social. Seria bom o Governo rever as regras porque são de facto injustas. Vamos por pontos.

ATUALIZAÇÃO A 6 DE AGOSTO (O Governo reviu pelo menos uma das situações. Leia aqui.)

Quanto deveria receber?

O valor do apoio varia entre os 100 e os 351 euros. É dado a todos os que ganham mais 1 cêntimo do que o salário mínimo nacional (635 euros de salário-base) e menos de 2 salários mínimos (1270 euros).

O mínimo a receber são 100 euros e corresponde à diferença entre o que recebeu de salário-base em Fevereiro e o mês com pior corte de lay-off até ao máximo de 351 euros. Tanto conta o lay-off parcial como completo. Vamos então aos problemas que podem levar a que não receba nenhum valor.

Tem de ser um mês de calendário COMPLETO em lay-off

Ou seja, se começou o lay-off a 10 de Maio e acabou a 10 de Junho teve os mesmos cortes que outro trabalhador que esteve em Lay-off de 1 a 31 de maio, mas NÃO TEM DIREITO A RECEBER O APOIO.

Mais grave do que isso, há trabalhadores que estiveram em lay-off muito mais de 1 mês, com mais cortes, mas como não começou a dia 1 e não terminou a dia 30 ou 31 não recebem. Ora, isto é de facto muito injusto. Mas está a ser o critério da Segurança Social.

O mês de comparação é Fevereiro

Muitas pessoas pensavam preencher todos os requisitos e não receberam nada. Uma das razões – descobriram entretanto – é porque faltaram um dia de Fevereiro ao trabalho para assistência à família ou estiveram um ou dois dias de baixa. Bastou isso para não terem direito ao apoio extra recebido em Julho.

Outra razão que me chegou ao conhecimento é que algumas empresas enganaram-se e só registaram em Fevereiro 28 dias ou 29 dias, quando devem registar (segundo a minha fonte na Segurança Social) sempre 30 dias, independentemente do número de dias do mês. Ora, por este pequeno “erro” os trabalhadores já não tiveram direito a receber o Complemento. Como se resolve isto? Não sei. Tem de contactar a sua empresa.

O que é o complemento de Estabilização

O complemento é atribuído às pessoas abrangidas pelo lay-off simplificado e pelo lay-off normal (do Código do Trabalho), com fundamento na remuneração base em Fevereiro. Tem de ter sido igual ou inferior a duas vezes a Remuneração Mínima Mensal Garantida (1.270 euros) e superior ao Salário mínimo, e que, entre abril e junho, tenham estado abrangidos pelo menos um mês civil completo pelo apoio à manutenção do contrato de trabalho (lay-off simplificado) ou pela redução temporária do período normal de trabalho ou suspensão do contrato de trabalho prevista no Código do Trabalho.

O complemento de estabilização começou a ser pago na passada quinta-feira e, de acordo com o Ministério da Segurança Social devia chegar a cerca de 470 mil pessoas.

E os cortes de quem recebe o Salário Mínimo?

Outra questão relevante é que quem recebe o salário mínimo não teve cortes no salário base, mas teve cortes reais porque não receberam o subsídio de alimentação (fora outros extras), logo tiveram menos rendimento nesses meses e não foram compensados por isso e serão talvez os que mais precisavam desse apoio.

Algumas empresas também se enganaram

Sei também de casos de empresas que já admitiram que enviaram dados errados (involuntariamente, como é óbvio) para a Segurança Social, prejudicando trabalhadores que deveriam ter recebido o apoio extra. Bastou terem falhado um dia ou terem-se enganado numa vírgula e essa pessoa deixou de ter direito e não recebeu nada.

Devem todos compreender que é um programa informático que faz as contas da Segurança Social. O sistema é “cego”: Colocam os critérios e o computador ativa o algoritmo e faz as transferências de dinheiro. Isso permite rapidez, é certo, mas gera enormes injustiças como as referidas.

Portanto, se não recebeu o apoio e acha que deveria ter recebido já tem aqui algumas pistas para tentar descobrir porquê. Em caso de dúvida, contacte (se tiver a sorte de conseguir) a Segurança Social ou os recursos humanos da sua empresa.

Várias Associações e partidos políticos estão a insistir com o governo para rever a lei e clarificar a interpretação dos 30 dias (seguidos ou até mesmo intercalados). Se achar por bem fazer queixa na provedoria de Justiça, é também uma alternativa. Avalie.

Tem AQUI as principais respostas sobre quem recebe o apoio extraordinário se esteve em lay-off e quanto.



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COMISSÕES BANCÁRIAS | Millennium BCP acaba com várias isenções de comissões em 1 de Novembro

O caminho dos bancos vai ser aumentar as comissões e acabar com a isenções que ainda existem

Não se iluda. Mesmo que este não seja o seu banco, convença-se de que este foi o caminho que os bancos escolheram para manterem os lucros: alargar e subir as comissões. É a estratégia seguida por quase todos os bancos clássicos por toda a Europa.

Creio que já perceberam que os bancos cobram mais aos clientes “pobres” e menos aos clientes “ricos”. A lógica é: se tiverem muito dinheiro no nosso banco nós “perdoamos” as comissões. Mas neste caso em apreço, o BCP decidiu mesmo acabar – a partir de 1 de Novembro – com as isenções para quem tinha 10.000 € ou mais no banco. Basicamente, o caminho é ninguém (ou quase ninguém) ter direito a isenções. É pôr toda a gente a pagar.

A informação está na página principal do homebanking (mesmo que não seja cliente). Está aqui neste documento quando clica em “Preçário”.

AlteracoesFuturas_1nov2020

Se é cliente leia com atenção, para saber se vai ser afetado por esta alteração ou não.

Até ao momento, os clientes com mais de 10 mil euros na conta tinham isenção do pagamento de comissão de manutenção de conta. A partir de 1 de novembro, todos os clientes das contas Millennium Start, Conta U Millennium, Herança Indivisa e Standard vão passar a pagar uma comissão de 5,41 euros por mês (já com o imposto de selo). Ou seja, por ano, vai pagar no mínimo 64,90 €.

Mantêm-se algumas isenções para não pagar esta comissão e que estão no preçário que entrará em vigor em Novembro: se tiver menos de 23 anos; se tiver ordenado ou a pensão domiciliados; ou se fizer compras em cartões de crédito ou de débito acima de 400 euros todos os meses.

Por estas e por outras é que eu já fechei no início do ano a minha conta no BCP (e em todos os outros bancos em que poderia pagar comissões de manutenção de conta). Só pago na da CGD porque tenho lá o Crédito à habitação.

Fora isso nas contas que tenho em 10 bancos não pago nada em nenhuma.

A opção da conta de serviços mínimos bancários

Devo recordar-lhe sempre que se só tiver uma conta à ordem em Portugal, pode pedir para a transformar numa conta de serviços mínimos bancários e fica a pagar só cerca de 5 euros por ano (ou 30 e tal cêntimos por mês, conforme os bancos); pela conta e pelo cartão multibanco.

De acordo com o Banco de Portugal, são cada vez mais os portugueses que estão a aderir às Contas de serviços mínimos bancários. Cresceram 13,4% só no 1º semestre de 2020.

A 30 de junho de 2020, existiam 117 491 contas de serviços mínimos bancários, o que representa um crescimento de 13,4% em relação ao final de 2019 e de 49,2% relativamente ao final do primeiro semestre de 2019.

78,5% das novas contas resultaram da conversão de uma conta de depósito à ordem existente na instituição de crédito. Portanto, como vê, nada o impede de continuar no seu banco mas deixar de ficar agarrado a estes sucessivos aumentos de comissões.

No final do semestre, existiam 5302 contas de serviços mínimos bancários de titulares com mais de 65 anos ou um grau de invalidez igual ou superior a 60% contituladas por detentores de outras contas de depósito à ordem. Existiam também 1313 contas de serviços mínimos bancários cujos titulares eram contitulares de outras contas serviços mínimos bancários (detidas por pessoas com mais de 65 anos ou um grau de invalidez igual ou superior a 60%).

Tem aqui a reportagem que fiz sobre estas contas para ver como é fácil e como funcionam.Na altura em que fiz esta reportagem a CGD não cobrava nada pela conta de serviços mínimos. Atualmente já paga os tais 5 euros por ano.

O que são os serviços mínimos bancários?

(Fonte: Banco de Portugal) Os serviços mínimos bancários são um conjunto de serviços bancários considerados essenciais que os cidadãos têm direito a adquirir a um custo reduzido.

Estes serviços incluem a abertura e manutenção de uma conta de depósito à ordem – a conta de serviços mínimos bancários –, a disponibilização do respetivo cartão de débito e o acesso ao homebanking, bem como a realização de levantamentos ao balcão, débitos diretos, transferências para contas do mesmo banco, transferências para contas de outros bancos através dos caixas automáticos e 24 transferências, por ano civil, para contas de outros bancos através do homebanking.

O valor anual máximo da comissão cobrada pelos serviços mínimos bancários é de 1% do indexante dos apoios sociais (IAS), ou seja, 4,38 euros, de acordo com o IAS de 2020.

Qualquer pessoa singular pode aceder aos serviços mínimos bancários se não for titular de uma conta de depósito à ordem ou se detiver uma única conta de depósito à ordem, a qual pode ser convertida numa conta de serviços mínimos bancários.

As pessoas com mais de 65 anos ou com grau de invalidez permanente igual ou superior a 60% podem ter como contitulares de uma conta de serviços mínimos bancários pessoas singulares que detenham outras contas de depósito à ordem. Por sua vez, a conta de depósito à ordem destes contitulares também pode ser uma conta de serviços mínimos bancários.

A disponibilização de serviços mínimos bancários é obrigatória para todas as instituições de crédito que prestem ao público os serviços incluídos nos serviços mínimos bancários, ou seja, bancos, caixas económicas, caixa central e caixas de crédito agrícola mútuo.

Portanto, como vê – a menos que esteja com o crédito à habitação a prendê-lo ao seu banco – tem várias alternativas grátis (ActivoBank, Moey, Openbank, por exemplo) e as contas de serviços Mínimos Bancários.

Só continua a pagar comissões altas se quiser. Devo lembrá-lo, contudo, que é normal que os bancos sejam pagos pela sua existência. É preciso pagar as instalações, os funcionários, a segurança, etc. A questão é que até recentemente muitos dos serviços que nos prestavam eram grátis e agora estão a ser pagos de uma forma desmesurada.

Isso é incompreensível para o comum dos clientes bancários. Os bancos têm de encontrar maneira de nos prestarem serviços que estamos dispostos a pagar e não a sermos obrigados a pagar por serviços que supostamente deveriam ser grátis. A grande revolta é essa. A questão é que eles bem procuram, mas não encontram esse “caminho das pedras”. E há bancos (na banca digital sobretudo) que estão a mostrar que os bancos clássicos ficaram parados no tempo e são cada vez mais uma alternativa para o dia-a-dia. Isso vai custar-lhes caro (aos bancos clássicos que só aumentam as comissões) e a todos os clientes que continuarem neles também.



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