Painel solar fotovoltaico – Balanço dos primeiros 6 meses

Mês 6 – Maio 2017

Parece que foi ontem. Chegámos a Maio. Passaram 6 meses desde que instalei no telhado do meu condomínio (para experimentar) um painel solar que produz eletricidade para consumir em casa. Pequena desilusão. Estava à espera que a partir de Abril fosse todos os meses a subir de produção até Agosto. Mas não. Em Maio, por causa de uns reles dias de chuva e céu muito nublado, a eletricidade gerada pelo painel de 250 W baixou um pouco em relação a Abril.

Como podem ver no gráfico abaixo, quase metade dos dias do mês de Maio foram (muito) abaixo dos 1,5 kWh diários.

E quanto produziu este mês?

Em Maio produziu (como podem ver abaixo) 43,412 kWh em comparação com os quase 46 kWh do mês anterior. Ou seja, se tivesse gasto tudo o que o painel produziu (que não foi o caso) teria tido uma poupança de 8,64 € (a cerca de 0,20 €/kWh) na fatura da luz.

Quanto tempo para amortizar o painel solar?

(Repito isto em todos os posts) Como sei que estão sempre a fazer esta crítica, relembro mais uma vez que sei muito bem que não estou a poupar tudo o que o painel solar produz. Como não tenho baterias, tudo o que não consumo instantaneamente é oferecido à rede sem qualquer retorno. Mas faço as contas com este total para que cada um possa usar estes valores para adaptarem ao vosso caso. Eu não sei se gastam ou não o mesmo que eu. Sempre que saio de casa desligo tudinho, pelo que durante o dia sobra sempre muita energia produzida pelo painel. (Fim da nota)

As contas de Maio

Dos 11 anos de retorno iniciais (dados de Dezembro 2016) para pagar os 620 euros que investi, desceu para 9,6 anos em Março e para uma média de 8,4 anos em Abril. E agora em Maio, voltou a descer para os 7,9 anos. Espero que continue a baixar. Vamos ver.

Podem ver aqui os artigos anteriores (mês 1, mês 2, mês 3, mês 4, mês 5a instalação).

Acompanhem aqui no Blogue e no Facebook esta pequena aventura fotovoltaica. A ideia é ajudar os curiosos a perceber se no vosso caso é um investimento útil ou não e como funciona. Eu acredito que sim. Mas estou a fazer as contas para confirmar. Cá estarei para dizer se estou enganado ou não. Mas se por ventura estiver certo, e nessa altura decidirem avançar, já irão com 10 anos de atraso… ;). Se estiver errado, “pouparam” 620 euros por não terem avançado.

NOTA: Fui ao telhado fotografar o efeito da sombra da chaminé no painel (é a foto do artigo). Reduz a produção do painel para metade a partir das 6 da tarde. Tenham em atenção as sombras ao longo do ano quando instalarem um painel solar.

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As suas lâmpadas têm garantia?

As suas lâmpadas têm garantia?

As minhas têm. Aliás, as suas também. Diria que todas as lâmpadas que compra têm garantia. Nós é que nem nos lembramos disso. Só nos lembramos da garantia dos eletrodomésticos, do carro ou da casa (para reclamar junto do construtor).

Isto para vos mostrar que levo a sério as sugestões que dou aqui no blogue. E, sobretudo, para vos dizer que funcionam. Comprei em Dezembro passado 2 lâmpadas para o exaustor da cozinha.

lâmpadas

Sempre que compro uma lâmpada, anoto a data em que comecei a usá-la (na própria lâmpada ou na caixa) e guardo a fatura.

Lâmpadas

lâmpadas

Este mês uma das duas lâmpadas fundiu-se e lembrei-me que a tinha comprado recentemente. Fui buscar fatura e voltei à loja onde a comprei. A garantia anunciada na caixa é de 2 anos, mas nem 6 meses durou. Expliquei a situação e sem qualquer discussão deram-me um vale para ir buscar uma nova.

A outra lâmpada (são duas no exaustor) ainda funciona. Se fundir antes 2 anos farei a mesma coisa.

Faço isto para todas as lâmpadas lá de casa. Comecei a fazer isto quando me apercebi que estava a gastar uma fortuna em lâmpadas que não duravam nem um terço do que prometiam. É muito “giro” pedirem 10 euros por uma lâmpada que dura 10 anos e depois nem conseguir recuperar o que qastei com ela. Assim, não falha. A dica ontinua a funcionar.

Podem dizer: “Que preciosismo!”. Tudo bem. Estes 6 euros que “poupei” são equivalentes a 13 litros de leite (digo, a brincar, que os litros de leite são a moeda oficial do Contas-poupança). Multipliquem isto por várias lâmpadas ao longo do ano… É dinheiro que fica no meu bolso. Avaliem.

Esta foi das primeiras dicas que dei aqui no blogue.

Compensa mudar para lâmpadas LED

Pela minha experiência não é fácil encontrar lâmpadas LED que sejam uma alternativa ou melhores do que as “clássicas”. Demorei até acertar.

Use a garantia das lâmpadas

Portanto, não se esqueçam. Quando comprarem uma lâmpada escrevam nela quando começou a ser usada e guardem a fatura. Se durarem menos de 2 anos, em princípio não voltam a comprar lâmpadas. Desde que façam valer os vossos direitos enquanto consumidores.

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IRS – Boas notícias para quem está em União de facto

(Artigo escrito em Maio de 2017)

Se vive em União de facto, leia isto

Alguns espectadores estão a relatar-me que em algumas Juntas de Freguesia estão a dificultar a tal declaração para provar junto da Autoridade Tributária (AT)  que vivem em União de facto há mais de 2 anos, mesmo não tendo a mesma morada fiscal, para poderem entregar o IRS em conjunto.

Por isso coloco mais abaixo neste artigo o link para a Circular da AT que prova que podem pedir essa Declaração. Mais oficial não há. Tirei do Portal das Finanças. Podem imprimir e levar à Junta de Freguesia.

Leiam com muita atenção e verifiquem se preenchem todos os requisitos para não estarem a perder tempo.

Há 700 mil nesta situação

Neste momento há mais de 700 mil pessoas em Portugal que vivem em regime de União de facto. É muita gente! E muitos destes entregam o IRS em separado pensando que não podem entregar em conjunto. Podem estar a perder muito dinheiro.

Desde 2015 que o Fisco aceita a entrega do IRS em conjunto desde que apresentem uma Declaração da Junta de Freguesia sob Compromisso de Honra em conforme vivem juntos na mesma morada (mesmo não sendo a morada fiscal) há mais de 2 anos.

Antes de 2015, para um casal ser considerado unido de facto, ambos os membros do casal tinham de ter a mesma morada fiscal por um período de dois anos. Isso já não é assim.

O Ofício da AT para os em União de facto

O link está aqui:

Oficio_Circulado_20183_2016

Os membros do casal unido de facto que não têm a mesma morada fiscal, podem comprovar a sua situação apresentando os seguintes documentos:

  • Uma declaração da Junta de Freguesia competente;
  • Uma declaração sob compromisso de honra assinada por ambos os membros da união de facto de que vivem juntos há mais de dois anos;
  • Cópia integral do registo de nascimento de cada um.

O mais importante, na minha opinião, é que quem está nesta situação para além de poder entregar em conjunto este ano pode ainda corrigir a do ano passado e receber um “segundo” reembolso sem estar à espera. Dará com certeza algum trabalho. Mas faça uma simulação como se fosse entregar outra vez o IRS do ano passado em conjunto e veja a diferença. E depois decidam se vale a pena ter esse trabalho. Em alguns casos a diferença pode ser pouca ou nenhuma, mas há casos em que estamos a falar de centenas ou até milhares de euros.

Este foi o tema da reportagem do Contas-poupança na SIC esta semana, pode rever aqui a reportagem para tirar as dúvidas que tiver.

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Vou pagar menos 60 € de IMI

Simulei… poupei!

Há cerca de 3 anos simulei se valia a pena pedir a reavaliação da minha casa nas Finanças. Compensava. Perdi uma hora nas Finanças e poupei 120 euros.

Passaram quase 3 anos, por isso dentro de semanas posso pedir novamente uma reavaliação grátis. Acabei de simular novamente. Vou poupar mais 60 € (para além dos 120 € iniciais). Este ano já paguei. Esta redução suplementar só vai refletir-se em 2019, quando pagar o IMI relativo a 2018 ( o IMI anda sempre um ano atrasado). Tenho de esperar por Janeiro de 2018 para fazer o pedido.

Simule de 3 em 3 anos

A simulação pode ser feita por todas as pessoas no site www.paguemenosimi.pt da DECO. Não precisa ser sócio, mas tem de deixar os seus contactos.

No meu caso, como já passaram 3 anos, sou beneficiado em dois dos critérios que formam o Valor Patrimonial Tributário do imóvel.

Porque vou pagar menos 60 € de IMI?

O coeficiente de vetustez baixou de 0,9 para 0,85 (é a idade do prédio) e o coeficiente de localização baixou de 1.7 para 1.5 (no meu caso a mudança da lei das vistas e do sol – lembram-se? – beneficiou-me). No seu caso pode tê-lo prejudicado. Só saberá se fizer a simulação.

Imprima a Caderneta Predial

Só tem de imprimir a sua Caderneta Predial atualizada no Portal das Finanças e preencher os campos que lhe pedirem no site da DECO. Recebe o resultado por e-mail.

Só por fazer isto (irei às Finanças em Janeiro) vou poupar 120+60=180 € por ano daqui para a frente. Se não fizesse nada seria o que pagaria a mais só por causa da minha inércia de deixar andar… O Estado não se queixa quando o contribuinte paga IMI a mais. Tem de se queixar. Sabe isso, certo?

No próprio site da DECO pode imprimir o Modelo 1 do IMI. Já pode levar meio preenchido porque há alguns dados que só eles sabem. Se não imprimir em casa, vai ter de pagar o impresso na repartição de Finanças. Vá pessoalmente. Pode fazer online mas dá demasiados problemas (diz a experiência).

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Mais um erro na Segurança Social

Valeu a pena terem visto a reportagem do Contas-poupança

Já lhe mostro mais um exemplo de pessoas que estavam descansadas a pensar que como sempre trabalharam na mesma empresa (há mais de 20 anos) que todos os descontos estavam a ser bem feitos… e que afinal não estava tudo bem.

Antes disso, só mostrar-vos que, por causa da reportagem, pedi a senha para eu próprio ver se estou bem na Segurança Social e a carta chegou poucos dias depois. Portanto, funciona.

 

Confirmei que no meu caso, aparentemente, está tudo OK.

Vamos ao caso da minha conhecida que, por causa da reportagem do Contas-poupança, fez o mesmo. Pediu a senha e foi ver na Segurança Social Direta.

Falta um ano completo de descontos

Descobriu que lhe faltam um ano e meio de descontos em 2002 e 2003. Já pediu ajuda aos Recursos Humanos da empresa onde trabalha para tentar descobrir o que se passa. O erro pode ser da própria Segurança Social, dos ficheiros informáticos, erro humano, etc. É preciso ver caso a caso. Pelo menos agora, com calma, pode resolver o problema porque sabe que ele existe.

Veja AQUI abaixo a reportagem onde explico o que deve fazer para garantir que os seus descontos estão em ordem.

VÍDEO – Confirme se os seus descontos para a Segurança Social estão aqui

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VÍDEO – Como poupar milhares de euros com transferência de créditos

Mudar o crédito da casa não é um drama

Há milhares de portugueses que podem reduzir a prestação da casa ao banco e que não sabem, ou acham que dá muito trabalho ou têm medo de mudar uma palha que seja quando estamos a falar de bancos.

Pode poupar dezenas de milhares de euros

Se tem um spread igual ou superior a 2% está mais que na altura de avaliar se vale a pena mudar o seu empréstimo para um banco que lhe faça um spread de 1,15 e que lhe pague TODAS as despesas de transferência e a penalização ao banco “antigo”. Mas atenção que mais do que o spread o que conta é a TAEG.

Há empresas que fazem esse trabalho por si de graça, ou quase – algumas cobram 100 euros mais IVA – e que o que recebem é uma comissão dos bancos que ficam com o “novo” empréstimo. É assim que funciona este negócio de transferência de créditos.

Também pode fazer isto sozinho, mas tem menos poder negocial e não vai conseguir provavelmente resultados tão bons.

No Contas-poupança desta semana mostrei dois casos de pessoas que seguiram esta dica e que pouparam, no todo do empréstimo, 130 mil euros e 82 mil euros. O Paulo e a Rita.

Ele poupou 130 mil euros e ela 82 mil euros (têm as contas mais abaixo).

Vejam a reportagem as vezes que quiserem até perceberem como funciona.

http://sicnoticias.sapo.pt/programas/contaspoupanca/2017-02-08-Como-poupar-milhares-de-euros-no-credito-a-habitacao

Até pode não conseguir nada no seu caso, mas pelo menos tente. O que tem a perder? Não paga nada por tentar.

Leia bem todos os documentos

E no final, quando assinar (se assinar) leia bem todas as letras miudinhas do novo contrato e SÓ ASSINE se concordar mesmo com tudo e não tiver dúvidas nenhumas.
Vamos aprender a fazer estas coisas bem. Tem de deixar de assinar de cruz papéis importantes.
Achamos que é este o nosso papel enquanto jornalistas: ajudar as pessoas a ter uma maior literacia financeira e dessa forma a viverem melhor com o mesmo dinheiro. Ele não cai do céu.

Veja os contactos mais abaixo. NOTA: Não temos nenhuma ligação a nenhuma empresa ou serviço. Partilho esta informação porque considero que é útil para as pessoas. Nenhum artigo é patrocinado por quem quer que seja. É para ficar claro e evitar conversas desnecessárias.

 

Tem dúvidas? Quer contactos?

Antes de me “inundarem” com perguntas leiam POR FAVOR este artigo:

https://contaspoupanca.pt/2016/09/23/transferencia-do-credito-habitacao-as-duvidas/

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Passes sociais já estão no e-Fatura

Passes sociais já estão no e-fatura

Como sabem, os passes sociais (os bilhetes isolados não) passam a ser uma das deduções possíveis no IRS.

Primeiro alerta: Os passes sociais só entram no IRS que vão entregar em 2018 (relativo a 2017). No IRS que vão entregar agora não vai poder deduzir os passes sociais porque não estavam incluídos na lei no ano passado. É uma medida nova para este ano que está a decorrer. O IRS que vamos agora entregar em 2017 é referente a 2016 (eu sei que isto é óbvio, mas nunca fiando). Portanto, escusam de andar à procura desta despesa no vosso e-fatura de 2016.

Como vai funcionar?

Desde 1 de Janeiro deste ano (2017) que deve pedir sempre que o seu passe social e de todos os do seu agregado familiar tenham o NIF de quem os paga, para evitar confusões mais à frente. Se for no NIF das crianças pode gerar confusão depois se os pais decidirem entregar o IRS em separado, por exemplo.

Em algumas empresas pedir a fatura com o NIF é simples, noutras é uma complicação. Não vou falar disso agora.

Os passes têm 6% de IVA. Esse valor do IVA é dedutível a 100% na categoria “Exigência de fatura”. Ou seja, está na mesma categoria dos restaurantes, hotéis, cabeleireiros, oficinas e veterinários. Vai somando tudo ao longo do ano até atingir 250 € por agregado familiar. Ao atingir esse valor, não adianta pedir mais faturas, a menos que queira ganhar a “Fatura da Sorte” ou lutar contra a fraude e evasões fiscais.

Esta é a imagem que vai encontrar no e-Fatura quando clicar no ano 2017.

Sempre que encontrar a despesa do passe social no seu e-fatura “perdido” no meio das faturas de supermercado deve alterar a categoria  para “Passes mensais”.

Vale a pena pedir passe com NIF?

Um passe de 60 euros paga 6% de IVA = 3,6 €/mês.

3,60 € x 12 meses dá 43,20 € de dedução no IRS por ano. Ou seja, equivale quase a um passe “grátis” pago pelo Estado.

Avalie o esforço de pedir a fatura do passe com número de contribuinte.

Se forem 2 passes de 60 euros estamos a falar de 86,40 €. É dinheiro. São 192 litros de leite (o litro de leite é a moeda oficial do Contas-poupança, como sabem…).

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Como cancelar um serviço de TV+NET+VOZ

Queriam que pagasse 2 meses, pagou 15 dias

Não é por acaso que as operadoras de telecomunicações estão no TOP das reclamações dos consumidores.

Fazem tudo para nos convencer e depois fazem tudo para não nos deixar ir embora, mesmo quando já nada nos prende a elas.

Vejam o caso desta espectadora, cliente da MEO. Pode servir de exemplo para muitos, mesmo que noutras operadoras.

Dados a reter: A cliente já não estava fidelizada e quis cancelar o serviço.

Carta registada

Mandei carta registada a 29/11 que foi recebida a 30/11. Segundo a lei, a MEO tinha de me contactar no máximo de 5 dias úteis depois para me informar de quando iriam cancelar o serviço e o valor que eu teria de pagar. Não o fizeram (nunca me contactaram).

Queixa na ANACOM

Antes de ir a loja entregar os equipamentos, mandei no final de dezembro uma queixa por e-mail à ANACOM a informar que tinha feito o pedido de desligamento do serviço e não tinha recebido qualquer comunicação por parte da MEO. Imprimi o e-mail (também por sugestão da ANACOM) e fui à loja a 2/1, para resolver o assunto.

Um mês depois ainda estava ativo

Disseram-me que o meu serviço ainda estava ativo. Ia ser desligado só a 6/1 porque a carta tinha dado entrada nos serviços a 13/12. Disse-me que íamos receber mais uma fatura (já tinha pago a última que ia até 27/12) para pagar e se não estivéssemos de acordo para reclamar no fim de pagar.

Pedir o Livro de Reclamações

Pedi o Livro de reclamações onde ia juntar a reclamação que fiz para a ANACOM, uma vez que eles têm de cortar o serviço até no máximo 30 dias após receber a carta. A senhora aconselhou a fazer antes uma reclamação interna e se não estivéssemos de acordo com a solução deles, aí sim, escreveria no livro. Aceitei e fiz a reclamação interna (a funcionária associou a cópia do meu e-mail à queixa). Ainda não tinham passados 24 horas ligaram-me a dizer que iriam cancelar o serviço ainda nesse dia e só cobrariam até ao 16/12 ou seja em vez de pagar nova fatura ainda me seria restituído parte do valor que já tinha pago na ultima fatura.
O que deduzo é que o facto de ter recorrido à ANACOM ajudou imenso à resolução do problema.

Pagou 15 dias em vez de 2 meses

Moral da história, se a espectadora não se mexesse o serviço continuaria ativo e o que aconteceria é que teria de pagar mais uma fatura, ou quem sabe, duas quando fez o aviso muito a tempo. Neste caso, depois de se queixar, só lhe cobraram 15 dias em vez de dois meses completos.
Revela também a importância de enviar carta registada porque fica com uma prova de que a empresa recebeu o documento que enviou (fique sempre com uma cópia). Também pode enviar por e-mail mas eles podem sempre dizer que não receberam, a menos que eles lhe respondam. Não é garantido.

Consulte este folheto da ANACOM

Pode fazer aqui o download do folheto da ANACOM onde se explica passa a passo como se faz um cancelamento de forma a dar o menos trabalho (e problemas) possível. Guarde este link porque um dia vai fazer-lhe falta.

Contas-poupança – o mais visto em 2016

As audiências

Antes de mais quero agradecer (mais uma vez) a confiança e a regularidade com que vêem o Contas-poupança às quartas-feiras na SIC.

O ano de 2016 foi muito bom. Mais uma vez, a rubrica sobre poupança, finanças pessoais e direitos do consumidor foi campeã de audiência nos minutos em que é emitida dentro do Jornal da Noite e tem também excelentes audiências quando é repetida na Sic Notícias.

Como podem ver no quadro abaixo, a média de espectadores ao longo do ano foi de quase 1.200.000 (um milhão e duzentos mil) em cada programa. Teve uma audiência média de quase 25% de share (ou seja, um em cada 4 portugueses que estão a ver televisão naquele momento  viram o Contas-poupança).

O livro

2016 foi também o ano em que lancei o livro “Contas-poupança” com as melhores e mais relevantes dicas de poupança dos últimos 5 anos de reportagens. Continuo a acreditar que é o melhor manual de poupança que já foi lançado em Portugal (feito de propósito para a realidade portuguesa). Desculpem a falsa modéstia, mas acredito mesmo. Se não acreditasse não o tinha escrito. Já vai na terceira edição e espero que, se ainda não o compraram, chegue à quarta edição brevemente. Muito obrigado pelos vossos comentários ao livro. As críticas têm sido excelentes e muito motivadoras. O livro é este e está à venda nas livrarias e hipermercados desde setembro (se não o encontrarem – está esgotado em muitos locais – peçam ao funcionário para repor). Ou mandem-me um e-mail ou mensagem pelo facebook.

 

O facebook do Contas-poupança

Já somos mais de 80 mil. Nunca esperei chegar a este número e todos os dias há mais pessoas a seguir a página onde coloco quase diariamente as dicas de micro-poupança que encontro no meu dia-a-dia e que partilho convosco. Nem sempre se aplicam a todos e há umas mais interessantes que outras, mas são as minhas dicas. Continuem a mandar sugestões e críticas.

Às vezes recebo mensagens de leitores/espectadores ofendidos porque mandaram uma mensagem ou fizeram uma pergunta e eu não respondi. Por vezes são até um pouco “indelicados” como se tivesse prometido alguma coisa e não estivesse a cumprir. Alerto mais uma vez que este blogue é pessoal. Faço isto por carolice. Se sou só um e recebo centenas de mensagens e perguntas por semana e às vezes por dia, é humanamente impossível responder a todos. Tenho o meu trabalho, a minha família e a minha vida pessoal. Mesmo assim tento responder a todos, o que é uma “maluquice” pouco habitual. Se eu não responder, podem insistir, mas peço que não o façam como se fosse obrigação minha fazê-lo (é só um desabafo…).

 

O blogue

Estamos a chegar aos 3 milhões de visualizações. Se quiserem ser avisados sempre que escrevo um novo artigo inscrevam-se com o e-mail em www.contaspoupanca.pt

Eu coloco o link no facebook mas as pessoas nem sempre estão ligadas no facebook e assim não perdem nenhuma dica.

 

Em resumo, esperamos continuar a merecer a vossa confiança em 2017 e enquanto na SIC tivermos temas e encontrarmos formas de poupar ou de melhorar/simplificar a nossa vida cá estaremos.

Conto convosco aí desse lado.

 

 

Tem a certeza de que sabe quanto ganha?

Sabe mesmo quanto ganha?

Ao longo dos anos, tenho-me apercebido que são poucas as pessoas que sabem exatamente ao cêntimo qual é o salário que recebem mensalmente. É estranho porque todos os meses cai na conta e, com a exceção de quem ganha comissões ou recebe bónus mensais, esse valor é sempre o mesmo

Normalmente, sabemos que ganhamos mais ou menos “x”, que é o valor que guardamos de memória do tempo em que negociámos o ordenado ou de algum momento marcante mais recente em que fixámos um valor.

Se não acredita, faça o teste: tente dizer de cabeça o valor do seu ordenado com o valor exato das dezenas de euros. E a seguir compare com o valor real que recebeu no mês passado. Talvez tenha uma surpresa (agradável ou desagradável). O mesmo em relação a um casal. É muito comum o outro “achar” que sabe quanto dinheiro entra em casa todos os meses e por vezes tomam decisões de compra pensando que dá e afinal não é bem assim. Ambos sabem qual é o orçamento exato dos rendimentos mensais do agregado?

Isto apenas para chegarmos ao objetivo desta crónica: só podemos gerir bem o nosso dinheiro se soubermos exatamente quanto ganhamos e quanto gastamos.

Sabendo quando recebemos mensalmente, passamos a outro desafio. Uma coisa é o que recebe, outra é o seu salário real. Como?

Quanto tem de pagar para trabalhar?

Faça as contas ao que tem de pagar todos os meses apenas para poder trabalhar. Pegue no seu salário “limpo” e subtraia o valor dos combustíveis, da portagem, da alimentação que paga a mais em relação ao que pagaria se levasse de casa, do estacionamento, vestuário específico, etc. Vai ficar surpreendido com o resultado. Esse é o valor que tem disponível para TUDO o que resta e não o que cai na conta.

GETTY

Um exemplo prático: vamos imaginar uma pessoa que more na margem sul do Tejo (Alcochete, por exemplo) e que trabalhe no centro de Lisboa e que ganhe €1000 limpos. Terá provavelmente estes gastos:

• portagem Ponte Vasco da Gama: €2,75 x 22 dias = €60,50 por mês

• combustível: €120 por mês

• estacionamento: €5/dia = €110 por mês

• alimentação (almoço fora): €7/dia x 22 dias = €154 por mês

• alimentação (lanche): €3 x 22 dias = €66

As despesas são aproximadas e pode acrescentar mais alguma despesa, se for o caso, mas acho que já percebeu o conceito. Esta pessoa paga todos os meses mais de €510 só para trabalhar e ganhar €1000.

É possível ganhar menos e ter mais dinheiro?

Claro que podem considerar este argumento demagógico, mas a verdade é que uma pessoa que ganhasse “apenas” €700 e conseguisse um trabalho na própria localidade onde mora, em que pudesse deslocar-se para o trabalho por exemplo a pé, de bicicleta ou transporte público e se pudesse ir comer a casa, ganharia o mesmo ou mais (e com mais qualidade de vida) do que quem trabalha no centro de Lisboa a receber €1000.

Claro que depois tem de contar com o subsídio de férias e de Natal – quanto maior o salário, maiores serão estes dois subsídios, como é óbvio. E há que pensar na reforma e nos descontos para a Segurança Social. E há profissões em que ter trabalho (mesmo com prejuízo) é importante. Conheço uma professora que deu aulas durante um ano numa localidade fora da grande Lisboa com prejuízo todos os meses porque precisava do tempo de serviço para concorrer no ano seguinte. E há a realização profissional de cada um. Não tem preço.

E sei como é difícil encontrar empregos e manter os que temos.

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Este exemplo é apenas para alertar que devemos ter a noção exata de qual é a nossa realidade financeira. Pode não ser tão boa como julgamos e isso pode ser decisivo na altura de fazer compras mais avultadas e que nos sufocam o orçamento durante meses ou anos. Uma coisa é o que ganhamos mensalmente (que entra na conta bancária), outra é o nosso salário “real”.

Quando receber uma proposta de emprego (ou estiver à procura), faça estas contas para saber se o salário que lhe estão a propor é realmente bom, face às despesas que vai passar a ter. Gastar mais 100 euros por mês para ser aumentado 200 pode não ser um negócio assim tão bom. Chama-se a isto “literacia financeira”.

Lamento se esta crónica não é propriamente agradável para começar o ano, mas se quisermos ter o nosso orçamento em ordem, temos de começar por estas contas mais difíceis. E por vezes temos de tomar decisões complicadas, mas que podem fazer todo o sentido do ponto de vista financeiro.

Faça uma lista de todas as despesas “obrigatórias” que tem relacionadas com o seu trabalho. Subtraia ao seu salário líquido. Esse é o seu salário real. É com esse que tem de contar.

(Escrevi esta crónica no Expresso em 2017)


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