VÍDEO – Emprestar dinheiro a empresas e ganhar 7% de juros

Qualquer um de nós pode ser um mini banqueiro

A partir de 20 euros pode emprestar dinheiro a uma micro ou pequena empresa portuguesa que precise de pequenos financiamentos.

Por vezes há papelarias, talhos, lojas de informática, lojas de roupas, oficinas, etc, que precisam de fazer pequenas obras ou comprar material ou produtos para vender. Sim, podem pedir ao banco, mas às vezes o processo é lento e burocrático ou os bancos podem até não emprestar.

Foi com base nesta necessidade que começaram a surgir as plataformas de crowdfunding. Em Inglaterra e nos Estados Unidos já fazem parte do dia-a-dia das empresas e dos cidadãos investidores.

Em Portugal estão a dar os primeiros passos. A Raize foi o exemplo que encontrei para mostrar como funcionam. As empresas vão ter com a Raize, provam que podem pagar, dão garantias e se passar no “crivo” o pedido é colocado na plataforma. E milhares de pessoas como você e eu emprestas 5, 10 15, 20 ou 30 euros cada um. E pagam juros conforme o grau de risco que apresentam. A média está nos 7,5% de juros.

A partir desse momento, milhares (cerca de 20 mil cidadãos inscritos) dizem se querem emprestar ou não e quanto (só pode emprestar até 5% do total de dinheiro que têm na conta da plataforma) para evitar dar dinheiro a mais a apenas uma empresa. O que tem acontecido é que todos querem emprestar e é preciso dividir por todos.

O risco é de perda total do investimento

Não tenha ilusões. Qualquer investimento que renda mais do que depósitos a prazo ou os Certificados do Estado têm risco. Neste caso, o risco é de algumas empresas não conseguirem pagar ou, em alguns casos, atrasarem-se nos pagamentos. Aí a ideia é emprestar pouco a cada empresa: se alguma falhar as outras boas pagadoras compensam essa perda.

Sublinho que o Contas-poupança não dá conselhos financeiros. Estamos simplesmente a dar-lhe a conhecer as várias alternativas de investimento que tem para fazer render as suas poupanças. Já falámos de Fundos de Investimento, agora da Raize, e falaremos dos PPR, dos Seguros de capitalização, dos Fundos imobiliários e de outros menos conhecidos. Depois cada um decide o que fazer, se quiser fazer alguma coisa, claro.

Pode ver ou rever a reportagem desta semana sobre plataformas de Crowdfunding de Crédito aqui:

http://sicnoticias.sapo.pt/programas/contaspoupanca/2018-05-23-Sabia-que-pode-emprestar-dinheiro-a-empresas-e-ganhar-7-em-juros-por-ano-

Em 700 créditos, 4 falharam o pagamento

Até agora, e a plataforma portuguesa Raize já tem 3 anos e meio, teve uma taxa de sucesso (em que os empréstimos foram pagos com os respectivos juros) para os investidores superior a 99%.

As taxas de juro que praticam rondam os 7% brutos. Só para terem uma ideia, os depósitos a prazo praticados neste momento rondam os 0,3%.

Já imaginou emprestar dinheiro a empresas (a partir de 10 ou 20 euros) e ser remunerado por isso, como se fosse você próprio um banco? É assim que funciona.

600 pessoas como eu e você a emprestar dinheiro a uma empresa?

Imagine que uma empresa em vez de pedir emprestados 10 mil euros a um banco, pede a 500 ou 600 pessoas e paga os juros a essas pessoas em vez de os pagar a um banco?

Se estiver disposto a correr riscos, os juros acompanham o risco. É assim que funciona em qualquer investimento que decida fazer na vida.

Já comecei a receber mensagens de pessoas que me dizem que nem pensar em meter dinheiro em produtos sem capital garantido. É uma opção perfeitamente razoável e nada criticável, tal como não é criticável quem decide investir em produtos de risco, maior ou menor. São perfis diferentes.

É preciso alguma coragem para assumir que vai perder algum dinheiro para poder ganhar mais do que se não fizer nada.

NUNCA INVISTA DINHEIRO QUE LHE FAÇA FALTA PARA OUTRAS COISAS!

E nunca invista tudo num só produto de poupança. Nunca meta todos os ovos no mesmo cesto. Este conselho morreu de velho.

Esta é apenas mais uma alternativa para quem quer investir e para as micro e pequenas empresas que precisam de pequenos financiamentos. Avalie.

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VÍDEO – Saiba qual vai ser a sua reforma

Conheça o novo simulador de pensões da Segurança Social

A partir de hoje (quarta-feira, dia 9 de Maio de 2018) já pode simular qual vai ser a sua pensão. Fica a saber o dia em que se vai poder reformar e quanto vai receber, mesmo que ainda faltem muitos anos para isso acontecer.

Fomos à Segurança Social, falar com o Diretor do Centro Nacional de Pensões para nos explicar como funciona. Tem o link da reportagem mais abaixo.

Antes a reforma era uma adivinha

Durante anos, saber o valor da reforma era uma espécie de jogo em que o resultado final era uma espécie de surpresa. Agradável ou desagradável. E só podia pedir para fazer uma simulação na Segurança Social quando faltassem 5 anos para se reformar.

A partir de agora, na internet já pode simular a sua pensão com o rigor possível que a distância no tempo permite. Tenha em atenção de que se tratam de estimativas baseadas no último ano completo de rendimentos sujeitos a descontos para a segurança Social.

Para já importa saber que tem de ter a password da Segurança Social direta. Se não tem ou perdeu-a, deve pedi-la no site. Vai receber a senha pelo correio em casa.

Convém ter no mínimo 15 anos de descontos. Se tem menos, o resultado do simulador não vai ser realista.

 

Ao simular, tanto pode saber quanto vai perder, como ganhar a mais, se decidir atrasar ou adiantar a sua reforma.

Em 2018 a idade legal de reforma é aos 66 anos e 4 meses

Saber quanto vai receber, pode ajudá-lo a decidir já hoje se deve investir num PPR ou em Certificados de Reforma do Estado, por exemplo. Ou em outros investimentos com mais risco. Tem de avaliar o seu perfil de investidor. Mas provavelmente vai ter uma desilusão quando vir os valores que lhe cabem.

Como fazer a simulação

Carrega em “pensões” na página da Segurança Social Direta e depois em “Simulador de pensões”. Assim que abre o simulador aparecem duas opções.

Quando abrir a sua página, a simulação vai usar os seus dados reais. Tal e qual como se fosse ao atendimento presencial da segurança social.

Atenção! Os valores são brutos. Tem de descontar o valor correspondente ao seus escalão de IRS para ter o valor líquido da pensão que vai receber. Neste momento o seu salário é o valor bruto, mais o subsídio de almoço, mais o que combinou com a empresa, menos o IRS e o desconto para a segurança social. Quando chegar a sua reforma é o valor bruto, sem descontos para a segurança social, mas continua a descontar para o IRS pelo escalão do valor correspondente. Para lhe facilitar a vida use o escalão que lhe descontam atualmente. É uma valor aproximado. Portanto, é menos do que o valor que lhe aparece na simulação.

Pode ver os salários que foram usados para o cálculo da pensão. Pode confirmar se foi tudo registado corretamente. Neste caso desde 1979, com os altos e baixos da vida.

Aproveite para ver se lhe faltam anos na sua listagem de salários. Pode acontecer, como já lhe mostrei nesta reportagem do Contas-poupança AQUI.

E se quiser reformar-se mais cedo?

Tem de ir à outra simulação: À medida. Tem 3 opções de pensão, de velhice ou duas de invalidez.

Se simular reformar-se um ano antes o que aconteceria a este beneficiário? Ia receber apenas 678 euros por mês (brutos). Ou seja, um ano de antecipação iria custar cerca de 2.300 euros por ano.

Pelo contrário, pode continuar a trabalhar. Neste caso fictício mencionado na reportagem, se adiar a reforma 1 ano, até aos 67 anos e 5 meses teria uma pensão de 988 €. Uma bonificação de mais de 100 euros por mês.

Pode indicar também se prevê receber outras pensões, se é desempregado de longa duração e se saiu da empresa com acordo ou não e outras opções, para a simulação ser o mais exata possível. Mesmo assim fica o aviso. São só estimativas.

Faça uma experiência. Na “Simulação à medida” altere o valor do aumento do salário que está definido em 0,5% por ano (se fosse verdade era bom), e coloque zero. Estou a sugerir isto porque há imensas empresas que não aumentam ninguém há mais de 10 anos. E veja o resultado na sua pensão se mantiver o seu salário até deixar de trabalhar. Isso sim é que é assustador.

As excepções

O simulador não cobre algumas as situações específicas: não abrange a Caixa Geral de aposentações da função pública, caixa dos advogadas ou quem trabalhou no estrangeiro. Também não dá para determinadas profissões, como pescadores ou mineiros que têm contagem de tempo diferente. Mas dá para 80% dos contribuintes portugueses. Quase 4 milhões de pessoas.

Se achar que os valores estimados não são lógicos, pode alterá-los. Vai a “Salários” e muda-os, carregando no lápis, para os valores que entender e faz nova simulação para mais ou para menos. E veja quanto precisa ganhar por ano para ter a reforma dos seus sonhos.

Na minha opinião este simulador é útil porque nos permite traçar objetivos claros na nossa vida financeira. Se eu perceber que daqui a 20 anos vou ter uma reforma miserável, é agora que eu tenho de agir. Não é quando faltarem 5 anos que vou juntar dinheiro para pôr a render para compensar as minhas perdas na pensão face ao meu salário atual.

Ou, por outro lado, posso pensar que chega perfeitamente para as minhas necessidade e até posso prever antecipar a minha reforma. Cada caso é um caso. Saber (um pouco) sobre o nosso futuro nunca foi mau, mesmo que seja só uma estimativa.

 

Veja ou reveja a reportagem em VÍDEO do Contas-poupança

http://sicnoticias.sapo.pt/programas/contaspoupanca/2018-05-09-Simulador-de-pensoes-saiba-como-funciona

 

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