Podcast #5 – Como ter uma prestação da casa GRÁTIS por ano com um PPR

Usar o dinheiro de forma inteligente

Esta foi uma novidade para mim. Nunca tinha pensado nisto desta maneira. A maior parte das pessoas só pensa no PPR para conseguir uma dedução de 300, 350 ou 400 euros no IRS todos os anos.  Claro que depende do seu dinheiro disponível para investir, dos seus rendimentos e do IRS que descontou na fonte no ano respectivo, mas veja lá (neste caso oiça lá) se isto não faz sentido.

Será que vale a pena investir dinheiro num PPR? Como funcionam os benefícios fiscais? Tenho de esperar até à reforma para resgatar o meu PPR? Como posso usá-lo para ter uma prestação da casa grátis todos os anos? Ouça este episódio que o vai fazer ganhar dinheiro. Para quem não percebe nada disto é só carregar no botãozinho cor de laranja na foto abaixo :).

Já está disponível também no Spotify, iTunes, Soundcloud, Podcast Republic, etc.

Publicarei uma nova “boleia” financeira todas as semanas para o ouvir a caminho do trabalho ou enquanto faz qualquer outra coisa.

É como se fosse ao meu lado no carro, no lugar do pendura. Sei que não pode falar comigo e responder-me, mas pode comentar na plataforma em que me estiver a ouvir. Dê-me a sua opinião e partilhe o Podcast com os seus amigos, colegas e família. É só clicar aqui e ouvir. No trânsito (se ligar o bluetooth do telemóvel ao carro pode ouvir no rádio), enquanto trabalha no computador, enquanto corre ou cozinha

Diga o que acha e proponha temas.

Preciso da sua opinião sobre o Podcast. Agradeço críticas construtivas :). E espero que sejam reflexões úteis.



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Vale a pena investir num PPR antes do fim do ano?

Faz sentido gastar dinheiro num PPR só para o IRS?

Numa resposta simplista eu diria que claramente sim. Imagine um depósito a prazo que lhe rende 20% “limpos”. Seria bom? Não seria bom, seria óptimo!

Basicamente a fiscalidade dos PPR permitem fazer essa conta simples. Isto não é um conselho para investir em PPR, nem me pergunte qual deveria subscrever. Isso é totalmente consigo. Só quero pô-lo a pensar um bocadinho.

De acordo com a Lei, pode deduzir no IRS a entregar no ano que vem (relativo a este ano de 2019) 20% do valor que investir agora até ao fim do ano. Tem limites máximos para essas deduções. São estas as contas:

Idade Investimento Dedução no IRS
Inferior a 35 anos 2 000 € 400 €
35 a 50 anos 1 750 € 350 €
Mais de 50 anos
e não reformado
1 500 € 300 €

Só para ter um termo de comparação, se tivesse um depósito a prazo a render 0,5%, teria de ter lá 100.000 € para receber 360 € líquidos. Com 2.000 € e menos de 35 anos conseguiria mais do que isso bastando para isso investir esse valor num PPR (um qualquer). Tem, obviamente de ter descontado IRS na fonte ao longo deste ano para descontar no imposto a pagar no ano que vem. Veja este artigo para tirar dúvidas.

Fiscalidade dos PPRs

Os Planos Poupança Reforma têm uma fiscalidade muito favorável e desconhecida por muitos portugueses. A tributação sobre as mais-valias é calculada apenas no momento do reembolso, e beneficia de uma taxa muito reduzida, se mantiver o seu investimento pelo menos 5 anos, ou ainda mais reduzida caso mantenha o PPR durante 8 anos.

Os outros produtos de poupança têm um imposto no resgate de 28%.

Prazo de investimento < 5 anos 5 a 8 anos > 8 anos
Fora das condições na Lei 21,5% 17,2% 8,6%
Dentro das condições na Lei 8,0% 8,0%

Para além dessa vantagem, é importante que saiba que, no caso dos Planos Poupança Reforma, o imposto só é aplicado no resgate, permitindo a capitalização dos juros e ganhos até ao momento do levantamento dos valores aplicados.

Pode resgatar o dinheiro a qualquer momento sem penalização se ficar desempregado de longa duração, doente (ou familiar direto) e para pagar a prestação da casa (após 5 anos).

 

Posso usar o PPR para outros fins?

Uma vez que beneficiam de uma tributação vantajosa, quando comparados com os depósitos a prazo, os PPR podem também ser vistos como uma forma de investimento para outras situações que não apenas a reforma.

Se resgatar antecipadamente o seu PPR para utilizá-lo para outros fins, mas se usufruiu do benefício fiscal, terá que o devolver. Resgatar o PPR antes do tempo significa que vai ter de repor o montante dos benefícios fiscais usufruídos, acrescido de 10% por cada ano que passou.

Uma forma de evitar esta situação é decidir desde o início não usufruir do benefício fiscal e, nesse caso, não pode ser penalizado quando resgatar o dinheiro. Para tal, não pode deduzir as entregas que fizer para o PPR no IRS. Basta que, ao entregar o Modelo 3, elimine dos campos que já aparecem pré-preenchidos os valores dessas entregas anuais.

Desta forma pode resgatar o PPR quando quiser e utilizar o dinheiro que poupou como entender. Fica apenas sujeito ao imposto de resgate que varia consoante o tempo de permanência no PPR.

Em resumo, se tem dinheiro disponível pondere seriamente subscrever um PPR nestes dias que restam de 2019. Tem neste artigo AQUI dicas sobre como escolher um dos  melhores PPR do mercado.



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Onde é que eu encontro o melhor PPR para mim?

Qual é o melhor PPR?

Em primeiro lugar, obrigado por terem visto o Contas-poupança esta quarta-feira no Jornal da Noite. Foi o programa mais visto na televisão portuguesa nos minutos em que foi emitido. Foi visto por 1 milhão e 100 mil pessoas. Ou seja, por 1 em cada 5 portugueses que estavam a ver televisão nessa altura. Espero que tenha ajudado a compreender como funcionam os PPR. Há centenas de milhares de pessoas que têm PPR e não fazem ideia se estão a ganhar ou a perder dinheiro.

Se não viu, pode ver ou rever AQUI a reportagem.

Como é normal, recebi dezenas de comentários depois da reportagem. Uns a dizer que acharam interessante e muitos também a criticar porque parecia publicidade ao simulador da DECO para promover os PPR com os quais eles têm parceria.

Quero esclarecer o seguinte. Ao longo destes anos corro (assumidamente) o risco de falar em peças jornalísticas de empresas, produtos e serviços públicos e privados. Falo de aplicações para telemóveis, de grandes empresas e lojas de bairro. Para mim o que é relevante é que a informação seja útil para as pessoas. Para as pessoas comuns, que normalmente não têm acesso a informação privilegiada ou mais ou menos “secreta”.

Neste caso, assumo completamente a divulgação do simulador da DECO (mesmo que isso seja vantajoso para eles) porque é o ÚNICO simulador que conheço que compara realmente TODOS os PPR com uma referência (que neste caso são os dois PPR mais rentáveis do mercado, ou que na opinião da DECO são os melhores, de acordo com os critérios deles).

Há, de facto, um PPR com melhor rendimento do que um dos aconselhados pela DECO mas eles consideram que não oferece uma segurança financeira total. Se têm razão ou não, não sei.

A questão é: Ao usarem o simulador estão apenas a ter noção se o vosso PPR é rentável ou não, comparado com os melhores. E o simples facto de saber que há PPR melhores do que o seu, já é um ENORME abre-olhos para que a seguir se mexa para procurar alternativas. Se é o sugerido pela DECO ou não, para mim enquanto jornalista é completamente irrelevante. Tem é de procurar por si.

Onde procurar os melhores PPR

Como já expliquei, o simulador da DECO só compara com os que eles acham que são bons (se ganham com isso ou não, é com eles). Para mim o importante é que VOCÊ ganhe.

Os Seguros PPR rendem menos mas globalmente têm capital garantido. Como os subscreve em seguradoras, não tem de abrir conta num banco e pagar comissões de manutenção de conta. Confirme

Portanto, repito o que expliquei na reportagem que fiz há 1 ano (e que repeti na reportagem desta semana): se quiser saber quais são os Seguros PPR mais rentáveis na última semana ou mês deve ir à página da ASF (Autoridade de supervisão de Seguros e Fundos de pensões). Clique neste link. 

Depois abre-se esta página com todos os seguros PPR supervisionados pela ASF.

Por ser complicado (na minha opinião) é que chamei a atenção para o simulador da DECO que pega nestes dados para comparar com o seu PPR. Mas se quiser fazer este trabalho, pode e deve fazê-lo. Pode ordenar todos os dados que quiser, rentabilidade, comissões, etc. Na coluna onde tem a seta à esquerda tem quem comercializa o PPR que lhe interessa. Depois é consigo, contacte o banco ou seguradora e subscreva se assim o decidir. Não sou eu que lhe vou dizer o que deve fazer o ou que escolher. Sou só jornalista. Estou a dizer-lhe o que eu faria se estivesse à procura de um PPR.

Onde estão os melhores Fundos PPR

Se quiser mais rendimento (quase 4 vezes mais) do que nos Seguros PPR, tem os Fundos PPR. São vendidos por bancos e corretoras também. Rendem mais mas normalmente não têm capital garantido. Ganha ou perde rentabilidade conforme as bolsas sobem ou descem.

Para conhecer a lista o mais completa possível deve ir à página da APFIPP.

Clica nos relatórios mais recentes e abre-se esta página. Nela encontra variadíssimos tipos de fundos de investimento e tem esta linha que me parece ser de Fundos PPR. Se não for, quem está no setor corrija-me e que indique o link correto. Foi o que eu encontrei enquanto utilizador normal. Confesso que acho poucos.

Portanto, talvez haja outro link mais exato e pode não ser este. Mas pelo menos já tem aqui algumas alternativas. Antes de subscrever deve garantir que são mesmo Fundos PPR e não produtos que têm no nome “PPR” ou “Reforma” e não terem as características legais de um PPR. Lá por dizer “Reforma” não quer dizer que seja um PPR, OK?

“Consultório” Contas-poupança

Esta quinta-feira, na SIC Notícias estivemos durante uma hora a responder a dúvidas de espectadores sobre PPR. Foi muito útil e aprendi muito com o convidado. Pedro Lino é o responsável por uma corretora e domina esta área. Sugiro veementemente que vejam o programa aqui ou que andem com a box para trás. Quinta-feira às 15h.

Atenção às deduções no IRS

Não se esqueça que fazer um PPR pode acrescentar-lhe uma dedução fiscal que pode chegar aos 400 euros conforme a sua idade. Mais velho, o valor é menor.

Isto quer dizer que investindo num PPR, o dinheiro continua a ser seu e pode pagar menos 400 euros de imposto ou receber mais 400 euros de reembolso.

Avalie se é do seu interesse e se tem essas possibilidades financeiras.



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VÍDEO – Como saber se o meu PPR é bom ou mau

Se tem um PPR, confirme se está a render o que podia

Milhares de portugueses estão a perder dinheiro com os Planos Poupança Reforma ou, pelo menos, estão a ganhar muito menos do que poderiam.

Na reportagem desta semana do Contas-poupança mostrámos-lhe um simulador que lhe diz em segundos se o seu PPR é bom ou não (link abaixo). Se descobrir que há PPR que lhe podiam estar a render mais dinheiro faça as contas para perceber se vale a pena mudar para outro da concorrência. Os exemplos abaixo foram escolhidos ao acaso. Há centenas.

Vale a pena mudar

Faça com os PPR o mesmo que faz com o seu crédito à hábitação. Se encontrar um banco que lhe faz um spread mais barato e compensa mudar, MUDE.

Se tem o seu PPR na seguradora ou banco X e está a render só 1% e tem 20 noutras seguradoras (W, Y ou Z) que estão a render no mesmo período de tempo analisado 3 ou 4% e tem as mesmas condições ou melhores (rendimento garantido, por exemplo), está à espera de quê?

Faça contas. Se o seu dinheiro pode crescer mais porque é que o deixa crescer menos? O seu esforço de poupança é o mesmo…

Muitas pessoas têm um PPR porque foram “obrigadas” pelo banco para reduzir o spread no crédito à habitação, para terem benefícios fiscais ou simplesmente porque o gestor de conta do banco as convenceu a fazer um. No caso do crédito à habitação tem de avaliar sempre se ao mudar o PPR para a concorrência isso vai afetar o seu spread. Mas mesmo dentro da própria seguradora/banco pode haver PPR que rendem mais. Avalie.

Mas eu não tenho PPR

Se nunca teve um PPR pense nisto. Ter todo o dinheiro numa conta a prazo é neste momento um desperdício.

Os portugueses são por natureza avessos ao risco, mas há PPR com e sem garantia de capital. Pesquise.

Em algumas situações, os PPR até podem ser um bom produto de investimento a 8 ou 10 anos, mas o ideal é pensar o mais cedo possível na sua reforma.

De uma forma muito simples, e só para perceber a diferença com um depósito a prazo, se colocar 100 euros por mês num depósito a prazo e começar aos 40 anos, vai chegar à idade da reforma com cerca de 32 mil euros. Se colocar o mesmo valor num dos melhores PPR do mercado, com os dados atuais, chegará à mesma data com cerca de 92 mil euros.

Obviamente, ninguém pode garantir que o rendimento seja sempre alto, mas é o que tem acontecido ao longo das últimas décadas. Historicamente tem compensado investir nos melhores PPR.

Se decidir agora fazer um PPR tem de perceber que há dois tipo de PPR. Os Fundos de Investimento e os que são Seguros. Para cada idade há um PPR ideal.

Os Fundos PPR são para todos (o mais cedo possível e até aos 57 anos).

Os Seguros PPR são para quem tem mais de 57 anos, para garantir que não perde o que ganhou até ao momento.

Arriscar ou não em PPR sem capital garantido é sempre uma decisão sua. Depende do perfil do investidor. Mas pense pela sua cabeça e não aceite um PPR só porque alguém o escolheu por si.

Muitas bancos e seguradoras têm simuladores para que possa saber quanto pode ganhar daqui a uns anos se tiver o PPR deles. No caso do simulador da DECO, que se chama “Ganhe mais no PPR”, a vantagem é que comparam com aqueles que consideram os melhores PPR do mercado e não apenas com os PPR que um banco ou seguradora têm.

Por exemplo, se juntasse 100 euros num depósito a prazo a partir dos 30 anos teria na idade da reforma 44.400 euros. No melhor PPR proposto pela DECO, a manterem-se os dados atuais, poderia ter mais de 185.000 euros.

Há excepções na lei para levantar o dinheiro que tem num PPR sem qualquer penalização. São elas o desemprego de longa duração, problemas de saúde e pagar a prestação da casa.

Tem vantagens fiscais. Pode descontar no IRS até ao máximo de 400 euros, mas quanto mais velho for menos pode deduzir. A taxa de imposto quando resgata o PPR é de 8%, enquanto os outros produtos financeiros têm uma taxa liberatória de 28%. Só aqui já fica a ganhar.

No Contas-poupança já falámos anteriormente sobre os PPR. Tem AQUI a reportagem que fiz há 1 ano. A novidade é que agora já pode de uma forma simples e rápida saber se o PPR que tem é bom ou mau ou mais ou menos para as suas poupanças, com o simulador da DECO que, na altura, não existia.

Se já tem um PPR ou vários, basta colocar no programa o nome do seu PPR e fica logo a saber se deve mantê-lo ou se deve transferi-lo para um que renda mais.

A comissão de transferência nos seguros PPR é de no máximo 0,5%, e zero nos fundos PPR.

Se ao usar este simulador, perceber que está a perder dinheiro ou que podia ganhar muito mais só tem de arregaçar as mangas e mexer-se. Pegue nos dados do seu PPR e procure noutros bancos e seguradoras produtos melhores.

Uma nota muito importante. O banco que tem o Fundo PPR proposto pela DECO exige 5 mil euros para abertura de conta. Se for sócio da DECO bastam 1.000 euros. Informe-se de quais são as condições de cada PPR em cada banco ou seguradora.

Se os PPR aconselhados pela DECO não lhe interessarem, deve consultar as listas de PPR da ASF e da APFIP e ver um a um. Vai ter de queimar algumas pestanas mas pode ganhar muitas dezenas de milhares de euros a mais a longo prazo se fizer isso.

Também tem os Certificados de Reforma da Segurança Social. Falei deles aqui nesta reportagem.

Cuidado

Deixo mais um alerta. Alguns bancos e seguradoras estão a tentar convencer os clientes que têm PPRs muito bons a desistirem deles. É o que se chama “atirar o barro à parede”.

Uma espectadora pediu para reforçar o PPR que tinha (que tem um excelente rendimento e garantido ainda por cima) e recebeu uma resposta por e-mail em que a seguradora do banco dizia que o referido PPR se encontrava fora de comercialização pelo que devia indicar qual o fundo que pretende reforçar, estando disponíveis os seguintes” e depois apresentava 3 PPR com, obviamente, condições muito menos vantajosas para a cliente. A cliente foi ler imediatamente o contrato que assinou quando subscreveu o produto e verificou que não dizia lá nada sobre exceções no futuro. Tem AQUI o artigo que escrevi com o resultado final da troca de e-mails. Ganhou a cliente.

Em resumo, alguns bancos e seguradoras estão a tentar que os clientes desistam dos bons produtos financeiros que têm em troca dos que são melhores agora para as instituições financeiras.

Se algum dia isto lhe acontecer, confirme primeiro se a decisão deles está prevista no contrato que assinou. Se não estiver, bata o pé junto de todas as instituições que estão ao seu alcance, nomeadamente autoridades supervisoras e centros de arbitragem.

Se fosse ao contrário, o cliente a dizer que não paga os juros do crédito ao banco porque decidiu descontinuar o crédito porque há melhores no mercado, já estão a prever a resposta não é?

A reportagem

Veja ou reveja a reportagem em VÍDEO neste link na página da SIC Notícias:

https://sicnoticias.pt/programas/contaspoupanca/2019-12-04-Como-pode-saber-se-o-seu-PPR-e-bom-ou-nao-

Em resumo, ter um PPR é um decisão financeira inteligente, mas tem de o ir acompanhando e já sabe que não tem de aceitar tudo o que os bancos ou seguradoras lhe dizem. Um PPR que já foi bom, agora pode já não ser. E tem centenas no mercado. Em muitos casos não paga nada por mudar ou paga muito pouco. Faça contas e ponha o seu dinheiro a render mais.

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Como sei se o meu PPR é bom, mau ou mais ou menos?

E já agora, se vale a pena pensar em ter um…

Estamos a chegar ao fim do ano e muitos portugueses aproveitam para reforçar o PPR para terem beneficios fiscais no IRS. Podem deduzir no IRS 20% do que investirem em 2019, até um limite máximo de 400 euros (quanto mais velho for, menos pode deduzir).

Mas o que muitos não sabem é que provavelmente estão a perder dinheiro com os Planos Poupança Reforma ou, pelo menos, estão a ganhar muito menos do que poderiam.

Mais logo, a reportagem do Contas-poupança no Jornal da Noite, na SIC, explica-lhe como pode saber se o seu PPR é bom ou não, ou se deve pensar seriamente em subscrever um ou vários PPR.

Vale a pena mudar o meu PPR de banco ou seguradora?

E já agora pode simular quanto poderia estar a ganhar se já tivesse um PPR.

Atenção que há neste momento mais de 100 PPR a serem comercializados em Portugal entre bancos, corretoras e seguradoras. NUNCA escolha só com base no que lhe diz o seu gestor de conta. Ele vai propor-lhe o melhor que tem, mas apenas entre os produtos que a empresa DELE vende. Tem de ter algum trabalho para fazer o seu dinheiro render mais, já que está a fazer esse esforço de poupança.

O simulador

Vou mostrar-lhe um simulador em que coloca o nome do PPR que tem (pode até ter vários) e fica a saber em poucos segundos se o seu PPR é dos bons ou se vale a pena mudar para outro que renda mais.

Cerca de 1 milhão de portugueses têm um PPR (Plano Poupança Reforma). Mas a grande maioria não sabe sequer quanto está a render e muitos estão até a ter prejuízo.

Muitas pessoas têm um PPR porque foram “obrigadas” pelo banco para reduzir o spread no crédito à habitação, para terem benefícios fiscais ou simplesmente porque o gestor de conta do banco as convenceu a fazer um.

Se fez um PPR porque lhe disseram e não porque quis mesmo, o mais provável é que não faça ideia se está a ganhar ou a perder dinheiro.

Em algumas situações, os PPR até podem ser um bom produto de investimento a 8 ou 10 anos, mas o ideal é pensar o mais cedo possível na sua reforma.

A diferença enter colocar as suas poupança num depósito a prazo ou num bom PPR pode ser de muitas dezenas de milhares de euros ao fim de 10, 20 ou 30 anos. Não seja preguiçoso pensando que não vale a pena mudar para outro PPR (mesmo que seja pouco) ou que só conhece os depósitos a prazo e que isso chega muito bem. Mas a decisão é, obviamente, sempre sua. O nosso objetivo é que conheça alternativas para pôr o seu dinheiro a trabalhar para si.

Até logo!
Contas-poupança, quartas-feiras, Jornal da Noite, na SIC.

Aumente-se a si próprio, sem ter de pedir ao patrão!



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PPR – Não tem de fazer tudo o que o seu banco/seguradora lhe diz

PPR – Cuidado com algumas informações dos bancos

É a chamada dúvida metódica. Não estou a lançar uma suspeita generalizada sobre os bancos e seguradoras, quero apenas alertar que deve avaliar sempre se o que lhe estão a dizer/sugerir/”ordenar” é mesmo assim como dizem. No caso dos PPR deve, de forma especial, ter cuidado com o que contrata, com o que mantém e com o que reforça. Vamos a mais um caso em que se a cliente fizesse o que o banco/seguradora disse para fazer, perderia milhares de euros. Não fez, queixou-se e a seguradora voltou a trás.

Os PPR em Portugal

Mais de 1 milhão de portugueses têm um PPR. Têm nestes produtos cerca de 19 mil milhões de euros e o mais extraordinário é que, pelos cálculos da DECO, em média quem tem os tais PPR está a perder 790 euros por ano por cada 10.000 euros que lá têm. Eu diria por intuição (a DECO diz que são mais) que 90% ou mais dos portugueses estão a perder dinheiro (ou pelo menos a não ganhar) por terem escolhido mal o PPR. Farei brevemente uma nova reportagem sobre isto. É que há centenas de PPR diferentes e os que os bancos e seguradoras propõem aos clientes são quais? Os que lhe rendem mais a si? Não, o mais provável é que lhe proponham os que rendem mais a eles, certo? É que eles usam o seu dinheiro para ganhar dinheiro com ele.

Há mais de 700 PPR diferentes. Quem tem de escolher os mais rentaveis para si é você e não os bancos. É assim que funciona.

Disseram-lhe que estava descontinuado

Vamos então ao caso, para que saiba o que fazer se isto um dia acontecer consigo. A espectadora fez um PPR numa altura em que os PPR eram “bons”. O PPR que ela escolheu tinha um juro excelente e garantido. Ou seja, no mínimo recebia “x” de juros todos os anos, independentemente do desempenho das bolsas, e podia reforçar todos os anos até aos 60 anos. Ela todos os anos reforça tudo o que pode porque assim o dinheiro está a “trabalhar para ela”. Teve a “sorte” ou inteligência de perceber que era um bom produto financeiro quando o viu.

Acontece que as circunstâncias do mercado mudaram e agora o banco tem um problema nas mãos. Aquele PPR especificamente está a dar mais lucro à cliente do que ao banco. Então o que alguns bancos (neste caso é a seguradora de um banco) fazem assim que podem é descontinuar o produto. Ou seja, acabam com esse PPR e criam outro com outro nome e outras condições que lhes sejam obviamente mais rentáveis. Clientes novos já não podem contratar esse. Acho isto absolutamente normal. Se eu tiver um restaurante e tiver um prato que me dá prejuízo acabo com ele e passo a pôr no menu outro que me seja mais rentável. Nada contra.

O problema é que quando a cliente quis reforçar este ano o PPR como costuma fazer todos os anos, o banco respondeu-lhe que o PPR estava descontinuado e que se quisesse reforçar teria de ser num de outros 3 PPR que têm agora (naturalmente, que rendem MUITO menos). Têm abaixo os e-mails trocados com a instituição.

A cliente fez aquilo que qualquer um de nós deve fazer. Perante uma situação deste tipo a primeira coisa a fazer é ler o contrato e a ficha do produto que assinámos. Ora, nada dizia no contrato que havia exceções para reforçar o produto. O banco estava simplesmente a “atirar o barro à parede” a ver se os clientes deixam de reforçar um produto que já não lhes dá lucro. Se em 10, 2 caírem já não é mau. Se caírem todos ainda melhor.

A cliente respondeu por e-mail a dizer que não concordava e diz que não teve resposta. Então decidiu fazer queixa à Autoridade Reguladora dos Seguros e deu conhecimento disso ao banco.

Ela explicou que o contrato que assinou não refere a impossibilidade de fazer reforços e portanto não queria subscrever outros PPRs. E queria aproveitar os benefícios fiscais no IRS antes do fim do ano.

O PPR que ela subscreveu tem garantia de capital investido e 2,5% de taxa mínima garantida e dura até aos 60 anos (tem 45).

O banco estava a tentar que ela transferisse o capital para outro fundo. Mas os 3 PPR que propuseram não têm garantia de capital investido nem rendibilidade mínima garantida.

A resposta do banco

Perante a recusa da cliente e a queixa na ASF (Autoridade de Seguros e Fundos de Pensões) o banco voltou atrás e afinal agora a cliente já podia reforçar o PPR e manter as condições. Como devia ser desde o princípio.

Em resumo, sempre que tiver um bom produto financeiro MANTENHA-O. Se o banco ou financeira/seguradora o tentar convencer de que o produto acabou, CONFIRME que essa possibilidade está escrita no seu contrato. Se estiver, não pode fazer nada. Se não estiver, bata o pé. Está no seu direito. Não tenha medo de defender os seus interesses. Apresente queixa em todo o lado. Não tem de fazer tudo o que lhe dizem que tem de fazer. Temos olhos para ler e cabeça para pensar.


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PPR – Faça a sua pergunta em vídeo no Contas-poupança

TEM UMA PERGUNTA SOBRE PPR?

Olá. O tema do programa Contas-poupança na próxima quinta-feira na SIC Notícias são os PPR. Vale a pena ter um? Como escolher um que renda mais? Posso mudar para um PPR de outro banco ou seguradora? Como saber se está a render bem ou se estou a ter prejuízo? Mande um vídeo por Whatsapp com a sua pergunta específica e responderemos em direto na Quinta-feira. Participe!

Consultório “Contas-poupança”

Como sabem, o Contas-poupança (para além da reportagem no Jornal da Noite, às quartas-feiras) tem agora um programa de uma hora às quintas-feiras, na SIC Notícias das 15h às 16h. Em direto respondemos às vossas perguntas específicas (tipo consultório). Podem participar pelos telefones “normais” 21 416 11 47 ou 21 416 11 48.

Mande a sua pergunta por WhatsApp

Queremos ver-vos. Portanto, estamos a testar o envio das vossas perguntas em vídeo por WhatsApp (se resultar avançaremos para outros métodos). Para isso devem instalar a App no vosso telemóvel e registar o nosso número na vossa lista de contactos. Temos um número específico só para o envio das vossas perguntas em vídeo. É o 963 168 000. Depois é simples:

-Clicam na App e depois de abrir, clicam no ícone da máquina fotográfica.

– Gravam a vossa pergunta, mantendo sempre o dedo no botão da gravação enquanto estiverem a falar (COM O TELEMÓVEL NA HORIZONTAL). Se mandarem o vídeo na vertical fica mais “feio” mas passa na mesma.

– Depois de gravada a vossa pergunta (tentem até estar como querem – DICA: mantenham o telemóvel o mais estabilizado possível para o vídeo não ficar tremido), escrevem na “legenda” o vosso nome, profissão, idade e localidade e carregam no símbolo de “Certo”.

Tem aqui um exemplo de pergunta feita por um espectador (Manuel Nascimento) que entrou no último programa.

 

– Escolhem o numero do “Contas-poupança” 963 168 000 da vossa lista de contactos e já está. Recebido. Avaliaremos a relevância da vossa pergunta, irá para o ar e responderemos em estúdio em direto na quinta-feira, entre as 15h e as 16h.

Esta é uma oportunidade de, mais uma vez, aproximar o público da televisão. Queremos que este seja o VOSSO programa. Aparecerem na televisão, em vez de simplesmente entrarem pelo telefone é uma possibilidade muito interessante. Aproveitem.

O tema desta semana são os PPR

O tema desta quinta-feira é “PPR – Valem a pena? Como escolher o melhor?”. Fale-nos do seu problema e tentaremos encontrar uma solução.

Teste agora. Mesmo que não resulte à primeira, não desista. Este novo formato é muito importante para nós e para si.

Mande-nos a sua pergunta em vídeo pelo WhatsApp. É super simples. Só custa o primeiro 🙂 Ou mande uma mensagem simples sobre o programa, se quiser, só para testarmos.

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NOVO LIVRO “CONTAS-POUPANÇA”

34 dicas para poupar muito mais e fazer crescer o seu dinheiro em 2018.

É um livro que se paga a ele próprio apenas com uma dica.

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PPR – Mais um caso que não estava a render quase nada

Abrir os olhos

Apesar das críticas por parte de alguns profissionais do setor de demasiada simplicidade na informação na reportagem do Contas-poupança sobre os PPR, acho que toquei num ponto sensível e que atingi os meus objetivos.

Há finalmente pessoas que foram perguntar se o seu PPR que andam a subscrever há anos está a render alguma coisa ou não. Há tantas surpresas… Vejam mais este caso do Nuno Guerra:

Olá. Sobre os PPR’s tenho a agradecer a reportagem que vi. Tenho um desde 2012 com entregas mensais de 25 Euros por causa do Spread do Crédito à Habitação. Fui consultar e pelas minhas contas fiz um total de entregas de 1950 Euros. Tenho 2008,28 Eur, ou seja, ao fim de 6 anos e meio apenas me rendeu 2,99% – uma média de 0.5% ao ano.

E por ter visto a reportagem já contactei o meu Gestor de Conta para me informar sobre quais os PPR’s existentes no banco com maior risco e que me possa dar maior taxa de rentabilidade. Para começar e porque tenho de manter o Spread.

Caso contrário irei seguir o seu conselho, transfiro o PPR para outra entidade e subscrevo outro produto no banco apenas para efeitos de manutenção do spread. Um bem haja e muito obrigado pela dedicação ao tema.

O PPR pode ser uma boa ferramenta de investimento, se…

Em resumo, há produtos financeiros que nos podem ajudar a fazer crescer o nosso dinheiro. Os PPR são um bom produto se souber escolher e se o for adaptando ao longo do tempo. Um PPR não precisa ser para toda a vida. Não deixe que seja o “gestor de conta” a escolher por si, como viu na reportagem. Escolha o que lhe parece melhor e DEPOIS tire as dúvidas com o seu gestor de conta ou profissional de seguros. Saiba o que quer primeiro.

Uma das críticas que me fizeram é que transmiti a mensagem de que se um PPR rendeu 5% ao ano nos últimos 5 anos isso não quer dizer que vá crescer 5% ao ano até se reformar. Isso é óbvio. Refiro na reportagem que os mais rentáveis não têm capital garantido. Nada é garantido (quando são fundos sem garantia de capital) mas se não se mexer quando percebe que o seu PPR rendeu 0,01% ao longo dos últimos 8 anos então não sei se é preguiça ou “amor” aos bancos que ganham consigo aquilo que devia ser o cliente a ganhar. Afinal o que está a colocar no PPR é dinheiro que lhe custou a si ganhar. E o banco ou seguradora é que está a ganhar consigo.

Atenção ao capital garantido ou não

Pode mudar para um PPR aparentemente melhor e vir um crise nas bolsas como a de 2008 e afinal de repente estar a ter prejuízo. Claro que pode acontecer, mas aí é esperar que as bolsas recuperem e voltará, em princípio, aos juros positivos. O problema é se precisa de resgatar esse dinheiro por uma emergência e tem lá menos do que lá colocou. Tem de avaliar.

Mas atenção a uma coisa, o dinheiro que coloca num PPR não deve ser o seu fundo de emergência. Isso é outra coisa completamente diferente. O dinheiro que coloca num PPR é dinheiro que pode arriscar um pouco mais para que renda mais. E mesmo entre os seguros PPR com capital garantido há dezenas e dezenas que rendem muito mais do que 2% ao longo dos anos passados (após a crise).

Você é que sabe

A mensagem que lhe quero passar é que ninguém é melhor gestor de conta do seu dinheiro do que você próprio. Se não percebe alguma coisa, faça perguntas até perceber. Pesquise na internet, coloque dúvidas por exemplo no grupo de Facebook “Contas-poupança – As suas dúvidas”. Há lá milhares de pessoas que percebem ou que já pesquisaram e que estão dispostas a ajudar e a partilhar conhecimentos sem nenhum (espero eu) interesse escondido. Mas nunca vá atrás do que lhe dizem (eu incluído). Pense pela sua própria cabeça. E faça contas. Muitas contas. Está na altura de mudarmos a nossa atitude em relação ao nosso dinheiro.

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Quanto está a render o seu PPR? – Um caso prático

Temos de aprender a fazer contas

Recebi este comentário (público) de uma espectadora surpreendida com a reportagem sobre os PPR. Reparem como milhares (não tenho como provar este número, mas devem ser dezenas de milhares) de portugueses não fazem ideia do que contrataram e acham que estão a investir “bem” na reforma e não estão.

Leiam este caso e já explico o que me parece que está a acontecer.

Caro Pedro, vi a reportagem e irei ao meu banco perceber exactamente o que tenho ganhado ou perdido.

Tenho um Seguro PPR desde Julho de 1997 (fi-lo aos 25 anos), débito mensal que começou em 25€ (4900$), com actualizações anuais e neste momento vai em cerca de 45€/mês (num total de 12.000€). Tem uma taxa de rentabilidade desde 1997 (!) fixa em 4% (!).

O produto está descontinuado (Atlântico Reforma PPR – consultei o site indicado na reportagem da ASF)) e graças à sua reportagem descobri que tenho 3% de comissão de subscrição (que não percebo se foi cobrada aquando da constituição) e 2% de comissão de gestão (?), 0,50€ no caso de transferência do seguro e 0% no caso de reembolso.

Se bem me recordo, além de ter constituído este PPR para uma reforma futura + benefícios fiscais em sede de IRS, uma das vantagens era ficar isenta de forma automática de comissões de manutenção de conta à ordem.  Obrigada pela descodificação destes produtos!

Vamos a contas

Antes de mais pode ver ou rever a reportagem AQUI.

A espectadora aparentemente tem um bom PPR. Afinal de contas tem um rendimento garantido de 4%. Muito bom. Será?

Diz ela que rende todos os anos 4%, mas descobriu com a reportagem que a comissão de subscrição é de 3%. Fiquei com a ideia, de acordo com a descrição, que ela pensa que essa comissão só foi cobrada em 1997 quando iniciou o PPR.

Meus amigos, cada vez que transferem dinheiro mensalmente estão a subscrever mais esse dinheiro, portanto (a menos que haja indicação em contrário), cada vez que a cliente transfere mensalmente os tais 45 euros agora, “comem-lhe” logo 3%. E depois tem a comissão de 2% de gestão todos os anos. Portanto, desde 1997 que só por isto no ano em que meteu lá dinheiro no PPR perdeu de certeza 1%. Dão-lhe 4% de rendimento, mas cobraram logo no primeiro dia de cada entrega 3% + 2% nesse ano = 5% em comissões.

Ou seja, só passado 1 ano depois de subscrever cada valor é que fica com mais ou menos o dinheiro que lá colocou na realidade. Mesmo assim, todos os anos, com uma comissão de 2% de gestão anual, os 4% fixos passam logo imediatamente para 2%. Portanto, o que parece bom, na realidade pode não ser.

Foi por ter percebido isto que decidi fazer a reportagem. Tem de ver caso a caso qual é a sua situação e que comissões está a pagar.

Relembro que pode mudar para um PPR (seguro ou fundo) sempre que quiser. No caso de ter um seguro PPR pagará uma penalização de 0,5% do valor que transferir para outro banco ou seguradora e se for fundo não paga nada (é o que está na lei). Tem aqui um exemplo de uma carta de transferência de PPR. Tem o nome de uma seguradora, mas a carta foi escolhida ao acaso. Não é nenhuma sugestão.

Até pode mudar para um PPR que renda menos, mas se não tiver comissões tão altas pode mesmo assim ganhar mais. Temos de abrir os olhos.

Faça as contas.

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VÍDEO – Vale a pena ter um PPR? E posso trocar por um melhor?

Vale a pena ter um PPR?

Claro que sim! Desde que o saiba escolher e tenha claramente um objetivo definido para a sua reforma. Subscrever o PPR ideal para si pode render-lhe muitos milhares de euros a mais do que se simplesmente escolher o que lhe aconselharam no banco ou na seguradora.

Com certeza, já percebeu que as nossas reformas vão ser muito mais curtas do que esperávamos quando começámos a trabalhar. Pode encolher os ombros e pensar “Depois logo se vê” ou pode começar já hoje a garantir que os cortes que vamos ter serão compensados por algum esforço agora. A questão é que quanto mais cedo começar o seu PPR, menor será esse esforço.

Eu tinha a ideia (completamente errada) de que só devia começar a pensar nos PPR quando chegasse aos 50, porque aí já estaria perto da reforma. Para ser sincero, faço parte de uma geração em que quando entrei no mercado de trabalho nem se falava muito em PPR ou se falaram achei que era muito novo para ter logo uma despesa que não me serviria para nada durante décadas. Para mim era um desperdício de dinheiro. Não sei qual é a sua ideia ainda hoje sobre os PPR, mas essa era a minha ideia completamente desligada da realidade: PPR = Despesa inútil.

Uns anos depois comecei a perceber que os PPR traziam vantagens fiscais. Mesmo assim, não pensei muito no assunto porque envolvia uma “despesa” de mais de mil euros por ano e não estava para isso. Nunca pensei nos PPR como um investimento, em vez de uma despesa.

O que são os PPR?

Os Planos Poupança Reforma (PPR) são dos produtos financeiros mais conhecidos em Portugal.

Os banco normalmente propõem os PPR como um produto de poupança para juntar dinheiro para a reforma. Mas poucos sabem como realmente funcionam e até pode acontecer que tenha prejuízo com eles em vez de poupança.

Os PPR são fundos de investimento mistos: contêm dentro deles vários tipos de produtos como ações, obrigações e outros produtos diversificados mais ou menos complexos. O enquadramento legal é feito especificamente para que os valores colocados nos PPR sejam utilizados para a sua reforma. As entregas e os respetivos juros só podem ser resgatadas na altura da reforma ou nas situações previstas na lei.

Há centenas de PPR disponíveis em Portugal. Há mais de 17 mil milhões de euros subscritos. É muito dinheiro.

Muitos portugueses até poupam mensalmente, mas colocam o dinheiro em depósitos a prazo ou em produtos com maior liquidez (que possam levantar quando quiserem).

Mas a vantagem dos PPR é justamente essa: Não terem liquidez. Assim não tem a tentação de o resgatar por razões menos importantes que a sua reforma.

As vantagens do PPR

Hoje, num depósito a prazo, o melhor que consegue é 1% bruto, ou seja quase nada.

Caso não saiba, os PPR têm duas categorias: Seguros de capitalização ou Fundos de investimento. Cada um deles destina-se a faixas etárias diferentes e a diferentes perfis de risco

Os seguros de capitalização têm capital garantido. Quando estiver mais próximo da reforma (a 10 anos) deve mudar, aconselha a DECO, para um Seguro PPR.

Se ainda estiver longe da reforma – com 30 ou 40 anos – pode correr algum risco para obter maiores rendimentos. Há anos nas bolsas piores do que outros. A longo prazo, o rendimento destes Fundos PPR será superior. Mas obviamente tem de ter consciência de que tanto pode ganhar como perder o dinheiro que lá tem. Repito que não têm capital garantido.

Em média, os seguros PPR andam nos 2% de juros. Os melhores fundos de investimento PPR rendem entre 5 e 10%. Deverá decidir de acordo com o seu perfil de risco.

Quem escolheu o seu PPR?

Infelizmente, a maior parte dos PPR são sugeridos por bancos e seguradoras, que são partes interessadas no negócio. Os clientes subscrevem o que o gestor de conta recomenda e fica com esse PPR toda a vida e muitas vezes aquele PPR não é o mais adequado para essa pessoa. Para uma pessoa de 30 ou 40 anos, ter um seguro PPR é provavelmente um desperdício de tempo e dinheiro. Tem opções muito mais rentáveis. Avalie.

Aos 30 anos posso assumir riscos, mas aos 50 não devo. Deve ir adequando o tipo de risco ao longo da vida e ver ano a ano se a concorrência tem PPR melhor do que o seu atual.

A ASF (Autoridade de Seguros e Fundos de Pensões) publica anualmente quanto rendem os seguros PPR e a Associação Portuguesa de Fundos de Investimento (APFIPP) publica quais os rendimentos dos vários Fundos de investimento PPR.

Tem aqui os links:

Relativamente aos PPR sob a forma de seguro, estão na Autoridade de Supervisão dos Seguros e Fundos de Pensões em http://www.asf.com.pt > Seguros > Informação sobre PPR. Aqui encontrará não só as comissões que paga em cada um como a rendibilidade no ano anterior e nos últimos 3 anos.

http://www.asf.com.pt/NR/exeres/1A4E93BA-6496-4F9F-A04F-B5E786F9871C.htm

Quanto aos PPR sob a forma de Fundos de Investimento, estão na Associação Portuguesa de Fundos de Investimento em http://www.apfipp.pt. Clique em “Fundos de Investimento Mobiliário” e também em “Fundos de Pensão” e tente encontrar o seu atual PPR. Veja se os números lhe agradam ou se anda a perder dinheiro (comparando com alguns dos outros referidos com as mesmas características do seu).

PPR sob a forma de fundo de pensões

http://www.apfipp.pt//report.aspx?itemcode=Mrr_FPAbertos_PT.rpt&calendar=yes&type=FP

PPR sob a forma de fundo de investimento (sem ser fundo de pensões) http://www.apfipp.pt//report.aspx?itemcode=MR_FIM_PUB_PT.rpt&calendar=yes&type=FIM

Onde subscrevo o melhor PPR e com que critérios

Veja nas listas da AFPIPP e da ASF quais são os PPR que têm maior rendimento ao longo dos últimos 5 anos e que têm menos comissões.

Em muitos dos Seguros contratados por 90% dos portugueses que têm PPR, o rendimento é absorvido pelas comissões que as pessoas pagam. Um Seguro PPR pode dar 2% de juro por ano mas as comissões levam todo esse rendimento, sem se aperceber. Faça contas rapidamente porque pode estar a perder dinheiro.

Se perceber que o seu PPR não está a render nada (ou muito pouco) pode mudar o seu PPR para outro banco. O que acontece normalmente é que as pessoas vão ao banco onde têm conta e dizem que querem fazer um PPR. O bancário até pode ter boa vontade, mas vai propor o que tem e não o melhor do mercado. E propõem na maior parte dos casos um Seguro PPR em vez de um Fundo PPR. Vendem os seus produtos ou os do grupo a que pertencem ou com os quais têm protocolos ou parcerias. Temos de abrir os olhos.

As comissões de subscrição são muito pesadas nos Seguros PPR e as pessoas não se apercebem ou acham normal. Há situações em que cada entrega tem uma comissão que é muito superior ao rendimento que vai obter. Por exemplo, comissões de 5% cada vez que entrega dinheiro. É uma enormidade. E os bancos ou seguradoras são capazes de lhe dizer que o PPR rendeu 2% quando na realidade teve um prejuízo de 3%!

Estão a perder dinheiro com um PPR. Isto é absurdo.

Isto acontecia frequentemente quando os PPR eram muito procurados por causa dos benefícios fiscais. Como tinham muita procura, e as pessoas recebiam mais de IRS, nem se questionavam sobre as comissões. As comissões desses PPR ainda continuam se não fez nada para mudar essa situação. Investigue as condições e a rendibilidade do seu atual PPR. Pode estar a perder muito dinheiro.

A transferência não é complicada. Se o seu PPR tem capital garantido vai pagar uma penalização de 0,5% no máximo. Se não tem garantia de capital não paga nada por transferir o seu montante acumulado para outro PPR que acredite que será mais rentável.

Assim que souber para qual quer mudar, é só chegar a essa instituição e dizer que quer transferir o seu PPR para eles. Eles vão disponibilizar uma carta de transferência, coloca a apólice do seu PPR atual, assina e eles tratam de todo o processo. Demora alguns dias, mas não tem de fazer mais nada.

Não tem nenhuma fidelização. Pode mudar de PPR todos os anos se quiser, mas não convém andar sempre a mudar porque num ano as bolsas até podem andar negativas e isso não ter a ver com o fundo especificamente. Há anos bons e anos maus e o PPR pode perfeitamente recuperar nos anos seguintes.

Claro que rendimento passado, já sabe, não é garantia de rendimento no futuro. Não se pode garantir nada. É preciso estar atento e ver se os conselhos se alteram.

Pode ver ou rever a reportagem desta semana no Contas-poupança neste link abaixo:

https://sicnoticias.sapo.pt/programas/contaspoupanca/2018-09-19-Saiba-como-escolher-o-melhor-Plano-Poupanca-Reforma

Porque deve pensar seriamente num PPR?

Quanto mais cedo começar a poupar mais vai acumular. Faz toda a diferença. Se só começar aos 40 ou 50 anos, só vai juntar 20 mil euros ou nem isso. Não é suficiente para ser um complemento de reforma.

Vamos a contas. Se aplicar mensalmente 50 euros numa poupança durante 27 anos (ou seja, a partir dos 40 anos até aos 67) poderá juntar:

Num mealheiro – 16.200 € (sem risco)

Num depósito a 1% – 18.593 € (sem risco)

Num Seguro de capitalização PPR a 2% – 21.436 € (sem risco)

Num Fundo PPR a 5% – 33.683 € (com risco de capital)

Num Fundo PPR a 9% – 64.599 € (com risco de capital)

Está a ver a diferença de escolher um bom PPR? Se ambos os membros do casal fizessem isto, no pressuposto que os juros conseguidos se manteriam estáveis (não é provável, porque haverá sempre oscilações) teriam cerca de 130 mil euros quando chegassem à reforma. Se começar a poupar para a reforma aos 50 anos, durante 15 anos só vai juntar cerca de 18 mil euros.

Se com esta dica descobrir que o seu PPR não está a render nada, é só transferi-lo para outro e fica provavelmente a ganhar mais. Pode fazer toda a diferença. Avalie.

Os benefícios fiscais dos PPR perderam importância. Representam hoje apenas 2 ou 3 centenas de euros de dedução e mesmo assim com algumas limitações. Mas têm ainda uma vantagem importante: No momento do resgate a tributação é de apenas 8%, em vez dos 28% dos outros instrumentos de poupança.

Em resumo: Olhe bem para os papéis que tem em casa. Descubra o nome do seu PPR (cada banco e seguradora tem vários PPR). Compare as comissões e a rentabilidade com os PPR da concorrência. E transfira-o se achar que vale a pena fazê-lo.

Se não tem nenhum PPR, é sempre um boa altura para o fazer. Com o passar dos anos, as reformas serão cada vez mais baixas e quanto mais cedo começar a pensar na sua reforma mais esse investimento vai render mesmo que seja pouco por mês.

Pode resgatar o seu PPR antes da reforma?

Os PPR podem ser sempre resgatados. Mas se for fora das condições previstas na lei terá de devolver os benefícios fiscais que recebeu acrescidos de 10% por cada ano que já decorreu. É muito desaconselhado.

Há várias situações em que pode resgatar o seu PPR sem penalização: Desemprego de longa duração; Incapacidade para o trabalho; e Doença grave do próprio ou de um familiar. Em 2013, foi acrescentada uma nova condição: Pode pagar com ele as prestações do crédito à habitação. Não é amortizar. É pagar as prestações. Pode retirar pequenos montantes e pagar as prestações que venceram ou que vão vencer.

Com esta dica pode vir a ganhar mais algumas centenas ou mesmo muitos milhares de euros, mudando o seu PPR atual para um mais rentável, de acordo com o seu perfil de idade e de risco. Por outro lado, não sabemos que crises virão no futuro e como as bolsas vão reagir e isso pode afetar o seu PPR. Há quem seja completamente avesso a qualquer risco e há quem não se importe de arriscar para ter mais ganhos. Avalie os riscos e benefícios. A decisão final é sempre sua.

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