Covid-19 | Já foram publicadas as regras da situação de contingência a partir de terça-feira

Resumo das medidas da Situação de Contingência (oficial)

A situação é tão urgente que houve uma publicação extraordinária ainda ontem à noite do Diário da República. Tem AQUI o link para ler o Despacho do Conselho de Ministros na íntegra. Mas tem aqui o resumo com mais detalhes do que os que foram avançados pelo primeiro ministro na Conferência de Imprensa e que descrevi neste artigo aqui.

Até 30 de setembro, em qualquer situação genérica, não podem existir ajuntamentos com mais de 10 pessoas.

Regras na restauração

Nos restaurantes, cafés e pastelarias só podem estar juntas no máximo 4 pessoas num raio de 300 metros de escolas ou universidades.

Entre as novas medidas adotadas, é determinada a aplicação, em todo o território nacional continental, da proibição de venda de bebidas alcoólicas em postos de abastecimento de combustível. A partir das 20h00, é proibida a sua venda em estabelecimentos de comércio a retalho, incluindo supermercados e hipermercados.

Passa a ser aplicável em todo o território nacional a atribuição, ao presidente da câmara municipal territorialmente competente, da possibilidade para fixar os horários de funcionamento dos estabelecimentos da respetiva área geográfica, ainda que circunscrito a determinados limites – das 20:00 às 23:00 – e mediante parecer favorável da autoridade local de saúde e das forças de segurança.

A resolução determina que em “áreas de restauração de centros comerciais (food-courts) é definido um limite máximo de quatro pessoas por grupo“, sendo que “o limite de 10 pessoas se aplica também dentro de estabelecimentos de restauração ou similares”.

Regras para as empresas

Em termos laborais, a resolução indica que “o empregador deve proporcionar ao trabalhador condições de segurança e saúde adequadas à prevenção de riscos de contágio decorrentes da pandemia da doença covid-19, podendo, nomeadamente, adotar o regime de teletrabalho“.

“Sem prejuízo da possibilidade de adoção do regime de teletrabalho nos termos gerais previstos no Código do Trabalho, este regime é obrigatório quando requerido pelo trabalhador, independentemente do vínculo laboral e sempre que as funções em causa o permitam” quando “o trabalhador, mediante certificação médica, se encontrar abrangido pelo regime excecional de proteção de imunodeprimidos e doentes crónicos“.

O regime de teletrabalho é obrigatório, “independentemente do vínculo laboral e sempre que as funções em causa o permitam, quando os espaços físicos e a organização do trabalho não permitam o cumprimento das orientações da DGS e da Autoridade para as Condições do Trabalho sobre a matéria, na estrita medida do necessário”.

As novas regras referem que “os veículos particulares com lotação superior a cinco lugares apenas podem circular, salvo se todos os ocupantes integrarem o mesmo agregado familiar, com dois terços da sua capacidade, devendo os ocupantes usar máscara ou viseira”.

Ao nível das regras de higiene, os locais abertos ao público devem garantir “a limpeza e desinfeção diárias e periódicas dos espaços, equipamentos, objetos e superfícies com os quais haja um contacto intenso”, bem como “a limpeza e desinfeção, antes e após cada utilização ou interação pelo cliente, dos terminais de pagamento automático (TPA), equipamentos, objetos, superfícies, produtos e utensílios de contacto direto com os clientes”.

Horários do comércio e as exceções

Em relação aos horários de funcionamento, os estabelecimentos não podem abrir antes das 10:00, exceto “os salões de cabeleireiro, barbeiros, institutos de beleza, restaurantes e similares, cafetarias, casas de chá e afins, escolas de condução e centros de inspeção técnica de veículos, bem como ginásios e academias”.

“Os estabelecimentos encerram entre as 20h00 e as 23h00, podendo o horário de encerramento, dentro deste intervalo, bem como o horário de abertura, ser fixado pelo presidente da câmara municipal territorialmente competente mediante parecer favorável da autoridade local de saúde e das forças de segurança”.

Artigo 10º

5 – Excetuam-se (do fecho às 23h00):

a) Estabelecimentos de restauração exclusivamente para efeitos de serviço de refeições no próprio estabelecimento;

b) Estabelecimentos de restauração e similares que prossigam a atividade de confeção destinada a consumo fora do estabelecimento ou entrega no domicílio, diretamente ou através de intermediário, os quais não podem fornecer bebidas alcoólicas no âmbito dessa atividade;

c) Estabelecimentos de ensino, culturais e desportivos;

d) Farmácias e locais de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica;

e) Consultórios e clínicas, designadamente clínicas dentárias e centros de atendimento médico veterinário com urgências;

f) Atividades funerárias e conexas;

g) Estabelecimentos de prestação de serviços de aluguer de veículos de mercadorias sem condutor (rent-a-cargo) e de aluguer de veículos de passageiros sem condutor (rent-a-car), podendo, sempre que o respetivo horário de funcionamento o permita, encerrar à 01:00 h e reabrir às 06:00 h;

h) Estabelecimentos situados no interior de aeroportos, após o controlo de segurança dos passageiros.

As novas regras proíbem “a realização de celebrações e de outros eventos que impliquem uma aglomeração de pessoas em número superior a 10 pessoas, salvo se pertencerem ao mesmo agregado familiar”.

Qualquer dúvida é só ler na íntegra o documento que tem muitas outras informações mais específicas para alguns setores de atividade.

Conhecendo as regras é mais facil cooperar com as autoridades para ver se conseguimos novamente “achatar” a curva que se prevê que aí vem. Atenção que isto está a apertar já lá fora e aqui começa a apertar também. Convém não desleixar. Primeiro pela nossa saúde, depois pela parte que mais interessa aqui no blogue que são os nossos rendimentos. Se isto piorar muito não está posto de lado medidas mais duras. E já estão a ver o que isso implica. Já tivemos uma amostra em Março, Abril e Maio.



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Os meus fundos de investimento – Balanço da semana #9 (7 de Setembro)

Fundos de investimento – Balanço semanal

Eu não sei se estão a achar interessante acompanhar esta “novela” dos meus fundos de investimento. Pela minha parte, fazer este balanço semanal “obriga-me” a acompanhar com detalhe os meus investimentos mais do que fazia antes. É verdade que isto me está a dar mais trabalho do que pensava inicialmente (com gráficos e tudo) mas a verdade é que até para mim está a ser útil.

Começo a perceber com mais pormenor o comportamento de alguns dos fundos. Começo até a pensar (ainda não o vou fazer) em resgatar alguns para reinvestir em alguns que estão crescer com mais regularidade e a aguentar-se melhor em semanas de crise nas bolsas. Tem a ver com o “mix” de ações que cada um tem.

Mais uma vez tenho de lhe repetir (e vou fazer isso à exaustão) que não sou um profissional desta área. Sou um cidadão curioso que está a partilhar a experiência consigo. Não são conselhos para fazer o que quer que seja. Posso estar até a fazer disparates financeiros. A única coisa que tenho para lhe mostrar são resultados reais absolutamente rigorosos e sem filtros. Ganho, ganho, perco, perco.

Esta semana os meus lucros desceram. Ainda estou com crescimentos positivos nas minhas poupanças “Covid”, mas menos.

Como lhe expliquei na semana passada, qualquer lucro em Fundos de investimento pode ser  temporário. Se perceber isto, nunca se sentirá enganado.

Foi uma semana “má” nas bolsas mundiais (para mim). Para outros fundos até pode ter sido boa.

NOTA PERMANENTE: Há 2019 decidi começar a investir em Fundos de Investimento. Nunca na minha vida tinha investido em produtos sem garantia de capital. Sempre tive medo destas coisas. Mas decidi arriscar e estou aqui, como um cliente bancário “normal” a partilhar consigo a minha experiência.

Algumas pessoas criticam-me por estar a falar deste tipo de investimentos de risco sem ser profissional da área. Mas acredito que é isso mesmo que dá algum interesse a estes meus artigos. São MESMO as experiências de uma pessoa normal que está a aprender e a dizer-lhe o que estou a descobrir e o que estou a ganhar e a perder com isso. Para que você aprenda também. Depois o que você faz é consigo. Recordo-lhe que em Março estive a perder com os meus fundos (que agora estão a dar lucro) cerca de 30%, mas decidi esperar e não resgatar. Não quero que pense que isto são “rosas”.

Concluí que de facto, para fazer crescer o nosso dinheiro, em algum momento, terá de colocar parte do seu dinheiro em produtos sem capital garantido.

O que vai encontrar aqui são dados reais (os meus) e não simulações de um banco ou corretora.

Expliquei neste artigo AQUI porque estou a fazer isto, onde tem vários avisos e explicações sobre os bancos onde tenho estes fundos – que deve ler – sobre porque deve conhecer várias alternativas de investimento.Quero que perceba que, ao contrário dos depósitos a prazo, o seu dinheiro sobe e desce todos os dias. Se isso lhe faz confusão, não se meta nisto.

Quando ganhar dinheiro digo, quando perder também digo. Não lhe estou a vender nada, apenas quero partilhar informação. Nenhum artigo neste blogue é pago por ninguém. O meu objetivo é unicamente contribuir para a nossa literacia financeira.

Semana de 7 de Setembro de 2020

Comecemos como habitualmente com o desempenho semanal dos meus 3 fundos “Poupança Covid-19”.

Os lucros recuaram esta semana

Em minha casa eu e a minha mulher poupamos várias centenas de euros (porque ambos continuámos a trabalhar) durante esses meses da Covid-19. Decidimos pegar nesse dinheiro e (já que seria dinheiro que seria entregue às gasolineiras, restaurantes, escolas, portagens, etc.) investi-lo com mais risco. Felizmente conseguimos dar-nos a esse “luxo”. Há famílias que devem colocar este dinheiro num Fundo de emergência (depósito a prazo) e NUNCA os colocar em produtos de capital não garantido.

Subscrevi um fundo com o que a minha mulher não gastou durante o Estado de emergência (combustíveis e alimentação = 225,75 €), outro com o que o meu filho mais velho não gastou (passes e alimentação na escola = 153,12 €) e outro com o que o meu filho mais novo não gastou (a mensalidade da escola privada baixou e não teve atividades extracurriculares = 248,26 €). A situação esta semana é a seguinte:

Esta semana

Semana anterior

Se comparar com o balanço da semana passada, verificará que todos desceram no crescimento que estavam a ter.

O “American growth” desceu de 3,25% para 2,27%. O “MSS US Advantage” caiu de 13,41 % para 4,53% (uma descida muito grande, tal como tinha sido grande no crescimento anterior). O “UBS-CAD” desceu de 2,12% para 1,58%.

Como já lhe expliquei, como dois dos fundos são em moeda estrangeira tenho de fazer as contas ao câmbio. O banco faz essas contas por mim e estão no gráfico abaixo.

Portanto, aconteceu o que eu tinha dito na semana passada: de um dia para o outro pode perder o que estava a ganhar. No limite, tem de perceber que pode estar a ganhar 40 ou 50% ao fim de 5 anos e nesse ano acontecer (outra) pandemia e de repente ficar tudo negativo. Não acumula o resultado de um ano para o ano seguinte. Assim que atingir o seu objetivo, resgate o valor e coloque-o em produtos de capital garantido.

É por isso que 10 anos antes da reforma deve, por exemplo, retirar o dinheiro do seu Fundo PPR para um Seguro PPR. Para evitar este tipo de prejuízos.

Em resumo, nestas primeiras 9 semanas, na média dos 3 fundos ESTOU GANHAR DINHEIRO MAS MENOS, como poderá ver neste gráfico.

Se resgatasse hoje (neste momento) os fundos que subscrevi no início de Julho, ganharia 7,23 € em vez dos 29,59€ da semana passada.

Em todas as situações, ainda é preciso descontar os 28% para o IRS ou de taxa liberatória se forem fundos nacionais (nos depósitos a prazo seria a mesma coisa). Mas os 28% são só sobre as mais valias. Nunca será prejudicado em relação aos depósitos a prazo. É exatamente a mesma coisa.

Se um dia subscrever Fundos de Investimento pela primeira vez escolha em euros para ter uma leitura mais fácil para si e siga as instruções dos gestores de conta profissionais do banco ou corretora.

No total dos 3 fundos, no dia 16/7/2020 subscrevi 627,13 € e se os resgatasse neste momento devolviam-me 634,36 €.

Repito o alerta de sempre que esta estratégia é APENAS para uma pequena parte das suas poupanças a que se possa dar o “luxo” de perder. Não têm capital garantido.

Os meus outros fundos

Tenho um fundo “principal” que tento reforçar todos os meses, independentemente do que estiver a acontecer nas Bolsas. Interessa-me o longo prazo e não o curto prazo. Veja como está esta semana:

Como pode ver, a unidade que tem vindo a crescer mais (que subscrevi a 13 de Março) esteve a crescer 30,49%, depois desceu para 26,79%, na semana passada esteve no valor mais alto de sempre 36,47% e agora desceu para 34,42%.

A unidade que comprei mais caro neste período de 1 ano está a crescer 6,58%. A conta que tenho de fazer é a média de todos eles. Mensalmente recebo um extrato do banco com esse valor. Não tenho de estar a fazer essa conta.

O outro fundo que mantenho neste banco, ficou praticamente na mesma. Desceu 1 décima, para 14,38%, como pode ver no print screen acima.

É mesmo assim. Depende de como as ações contidas nos respetivos “cabazes” se comportaram na bolsa nos últimos dias.

Mais uma nota nova. Se resgatar um fundo, o banco começa pelas unidades mais antigas. Não posso dizer que quero resgatar “aquela” dos 30 e tal por cento. É a regra do “first in, first out” (o primeiro a entrar é o primeiro a sair). Também deve perceber isto desde o princípio. Não pode escolher. Não tem de resgatar o fundo TODO. Pode ser só metade ou um terço ou um determinado valor e eles fazem as contas.

Pode investir pequenas poupanças. Não é preciso ser rico para ter um fundo de investimento (bastam 15 ou 20 euros, outros “custam” 100, 200 ou 300 euros). No print screen acima tem lá os valores que investi.

Cada fundo, sua rentabilidade

Nestes outros fundos, noutro banco, todos estão atualmente positivos excepto um novo que acabei de subscrever na semana passada.

O que pretendo mostrar-lhe é que o que conta verdadeiramente ao longo do tempo é a MÉDIA de todos os seus investimentos e não apenas um que cresce muito ou um que desce muito. O fundo “melhor” neste momento está a crescer 13,34% e o “pior” está negativo 2,47%. Repito, todos estes fundos NÃO TÊM garantia de capital.

Esta semana

Na semana passada

Como expliquei na semana passadoa, no dia 1 de Setembro subscrevi mais um fundo. É o segundo da lista, teve nesse dia o valor de 308,13 €. Tirei esse dinheiro de uma outra poupança que não estava a render nada e coloquei neste fundo (porque foi o primeiro que subscrevi na minha vida, aconselhado pelo gestor de conta, e o primeiro que resgatei). Paguei cerca de 4 euros de comissão de  subscrição. É para mim uma exceção porque só costumo subscrever fundos sem comissões de subscrição e de resgate. Mas como tive uma boa experiência com ele no passado, decidi arriscar novamente. Passadas duas semanas ESTOU A PERDER DINHEIRO com essa unidade. O que vou fazer? Esperar. Sem stress. É normal.

Volto para a semana com mais um balanço.

Veja neste vídeo como subscrevi os meus fundos.

Avisos

Nunca deve ver a minha carteira de investimentos ou o que eu digo como um conselho sobre como e onde deve investir ou que fundos deve escolher. Há milhares de fundos. 

Não tenho qualquer formação financeira e sou um simples cliente bancário com muita curiosidade. Quando quiser subscrever fundos pela primeira vez deve contactar um gestor especializado no seu banco ou corretora. Nunca invista dinheiro de que vai precisar para outros fins. Pode perder dinheiro, se precisar levantá-lo numa altura em que estiver com valores negativos e não puder esperar meses ou anos até que eles recuperem.



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ABONO DE FAMÍLIA EXTRAORDINÁRIO | Afinal quanto é que vai receber?

Desilusão?

Muitos pais estão a ser surpreendidos com o valor do abono extra que vão receber automaticamente a partir de dia 15 de Setembro (terça-feira que vem). O primeiro-ministro tinha anunciado um complemento extraordinário do abono de família e creio que todos interpretaram isso como um abono de família extra, igual ao que recebem atualmente. Confesso que eu também pensei isso. Tem aqui o Diploma na íntegra para tirar dúvidas: Decreto-Lei 37-2020 Apoios sociais. Quer rir-se um bocadinho? Veja só o que está escrito na lei sobre o valor que as pessoas vão receber. Percebeu tudo, não foi? Na altura, quando li esta lei e li “uma prestação complementar” do abono na minha boa fé entendi que era um segundo abono. Errei. A ideia era apoiar as famílias que têm filhos na escola, com o consequente aumento das despesas devido ao regresso à escola. Acontece que ao ler a informação que está na página da Segurança Social está lá explicado que não é bem assim como se pensava. O valor a atribuir é apenas de 28 euros até ao máximo de 37,46 €. Longe do dobro que todos os pais (creio) estavam à espera. Há abonos superiores a 100 euros e que no máximo até ultrapassam os 200 euros (no caso de famílias numerosas). Seria uma boa ajuda, de facto. Portanto, acaba por ser um autêntico balde de água fria para muitos destes pais. Vamos a contas.

Prestação complementar de abono de família para crianças e jovens

As crianças e jovens têm direito a receber, no mês de setembro de 2020, uma prestação complementar, desde que: sejam titulares de abono de família, cujos valores correspondam aos 1.º, 2.º e 3.º escalões de rendimentos do agregado familiar e completem16 anos, inclusive, até 31 de dezembro de 2020.

(Até aqui tudo bem. Todas as crianças dos primeiros 3 escalões estão abrangidas até aos 16 anos. É uma informação clara.)

Montante

O montante da prestação complementar é igual ao valor do abono de família correspondente ao estabelecido para aqueles escalões para crianças e jovens com idade superior a 72 meses.

Ora é aqui que começam as tais contas. É que todas estas crianças recebem o complemento mas com o valor das crianças com mais de 72 meses (ou seja, com mais de 6 anos). Mesmo que as suas crianças tenham menos de 6 anos. Vejam a diferença. Como pode ver, quem está a receber 150 ou 50 euros vai receber “apenas” um complemento de 37,46 €. E assim sucessivamente. Mas é o que está escrito na lei. No caso das famílias monoparentais e com vários filhos, estariam à espera de 250 euros ou 300 euros e só vão receber os tais 37,46 €, ou 30,93€ ou 28 euros (conforme o escalão que têm).

Quantas famílias vão receber o apoio?

De acordo com o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social nos três primeiros escalões de abono de família estão registadas 974 mil crianças até 16 anos de idade. No quarto escalão estão registadas 120 mil crianças. Mas só os três primeiros escalões vão receber a prestação complementar. As majorações de números de filhos, idade e famílias monoparentais não contam para acrescentar a este valor.

Tenho de fazer alguma coisa?

Não. É automático. Mas é muito importante que tenha os seus dados atualizados na Segurança Social Direta. O apoio começa a ser pago a partir de 15 de setembro.

Em resumo, eu sei que é uma desilusão. Deveria dar para mais coisas mas este apoio – embora inesperado – vai dar apenas para uma mochila ou algum material escolar. É o que é.

A lição que acho que os vários ministérios (e o primeiro-ministro) devem aprender com este caso é que devem fazer um esforço maior para serem totalmente claros e o mais específicos possível para não gerar este tipo de mal entendidos. Pela nossa parte, enquanto cidadãos, devemos reforçar a ideia – que já tenho há muito tempo – que é só começar a contar com as coisas DEPOIS da lei estar aprovada e publicada em Diário da República. E mesmo assim…

Já tive muitas desilusões este ano. A última foi as das comissões do pagamento das prestações nos bancos. Era suposto ser para todos e afinal, quando publicaram a lei era só para os novos contratos e só a partir de Janeiro! Bom… Confirme na sua Segurança Social Direta quanto vai receber.



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ALERTA | Só tem até ao fim do mês para pedir a moratória do crédito à habitação

Ainda pode pedir a suspensão do crédito à habitação até 30 de Setembro

Eu sei que já escrevi um artigo sobre isto, mas estou a repetir o aviso porque esta semana aconteceu-me uma coisa extraordinária. Por motivos pessoais, tive de fazer uma viagem de UBER. Há meses que não usava os serviços de transporte deles (ou de quaisquer outros). Desde a pandemia que não falava com ninguém diretamente sobre como estava o negócio desde a Covid-19.

Meti conversa com o condutor e viemos a falar pelo caminho. Ele explicou-me, muito preocupado, que desde que a pandemia começou só estava a fazer cerca de 150 euros por semana. E a mulher que trabalhava em casa pouco mais conseguia ganhar. Depois de pagar a casa e o combustível para o carro quase não sobrava nada.

O senhor nunca tinha ouvido falar do Contas-poupança nem fazia ideia de que eu era jornalista. Perguntei-lhe se sabia o que era uma moratória e que isso era a solução para ele e para a família pelo menos durante uns meses (até Março de 2021) e que podia ter essas prestações “suspensas” desde Março. ELE NÃO FAZIA A MÍNIMA IDEIA.

Até ficámos a conversar mais um pouco depois da viagem para ele tomar nota do que deveria fazer quando contactasse o banco. Pareceu-me aliviado com a possibilidade de ter essa folga até os rendimentos voltarem ao normal.

É por situações como esta que considero que o trabalho dos jornalistas é absolutamente imprescindível na vida dos cidadãos. O problema é que a informação não está a chegar às pessoas como antes. Isso levava-nos longe mas não é esse o objetivo deste artigo.

Peça enquanto é tempo

Tem AQUI um artigo onde explico todos os detalhes sobre esta “ajuda” dos bancos e até um vídeo em que falo dos prós e contras de pedir esta moratória. Pus-me na pele de alguém que precisa de pedir este adiamento das prestações para tentar ajudar quem não sabe fazer este pedido. Vou usar o exemplo da Caixa Geral de Depósitos. Vai ter de ver no homebanking do seu banco como fazer, mas deve ser mais ou menos semelhante. Cliquei em Crédito, onde aparecem as minhas prestações e quanto já paguei e falta pagar e tem lá esta opção “Pedir moratória”.

A clicar nesta opção, a CGD pede-lhe apenas que escolha a sua situação. Veja se se encaixa em alguma destas situações.

Depois terá de anexar as Declarações de não dívida das Finanças e da Segurança Social. Tem AQUI o manual passo-a-passo sobre como pedir a das Finanças. E neste outro artigo pode aprender a pedir online a Declaração de não  dívida da Segurança Social. Não deverá pagar as prestações da casa ao banco pelo menos até Março de 2021. Já se fala em prolongar essa moratória até Setembro de 2021 mas isso ainda não está decidido.

Mais pessoas podem aderir com as novas regras

As condições de acesso às moratórias públicas sofreram alterações, sendo flexibilizadas as condições relativas à condição contributiva e tributárias dos clientes bancários (sejam consumidores particulares, empresas, empresários em nome individual ou outras entidades). A partir de dia 27 de Julho (já está em vigor), passam a poder beneficiar da moratória pública os clientes bancários que, para além de preencherem as demais condições de acesso legalmente previstas, se encontrem numa das seguintes situações:

  • tenham uma situação irregular cuja dívida seja de montante inferior a 5.000 euros;
  • tenham em curso um processo negocial de regularização da dívida em incumprimento;
  • façam ou tenham a situação regularizada na aceção do Código de Procedimento e de Processo Tributário e do Código dos Regimes Contributivos do Sistema Previdencial de Segurança Social, não relevando até ao dia 30 de abril as dívidas constituídas no mês de março;
  • que façam um pedido da regularização da sua situação até 30 de setembro.

Aproveite esta oportunidade. Como sabe, nesta moratória pública, desde que preencha os requisitos, os bancos não podem recusar, ao contrário das moratórias privadas. Isto é muito importante! Tem AQUI as informações que partilhei na altura e um vídeo no YouTube onde explico se deve ou não aderir a estas moratórias. Veja.

Em caso de dúvida contacte com urgência o seu banco e pergunte o que tem de fazer para fazer o pedido.

Tem vários capítulos sobre este tema no novo livro “Contas-poupança – Vença a crise com inteligência”. Tem o link abaixo para encomendar, se achar que ajuda.



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Os meus fundos de investimento – Balanço da semana de 31 de Agosto

Fundos de investimento – Balanço semanal

Esta semana já estou a ter lucros que se vejam com a minha poupança “Covid”. Pode ser temporário ou não. Lembre-se que, ao contrário dos Depósitos a prazo, não tem de esperar um ano completo para ter “direito” ao juro inteiro. Ou seja, se passados estes dois meses agora quisesse resgatar o dinheiro (enquanto está a dar lucro) poderia fazê-lo. Se esperar – é o que vou fazer – daqui a uma semana posso estar a perder mais do que lá coloquei. Basta a pandemia fazer das suas ou um presidente importante dizer uma coisa complicada ou ocorrer um atentado num lado qualquer. Já lhe mostro as contas.

Quanto aos meus outros fundos uma das unidades está quase a chegar aos 40% de juros (a que comprei em plena crise, no dia em que as bolsas tiveram a pior queda).

Todas as semanas venho aqui dizer-lhe – enquanto tiverem essa curiosidade – quanto estou a ganhar ou a perder com os meus Fundos de Investimento.

Há cerca de um ano e meio decidi começar a investir em Fundos de Investimento. Nunca na minha vida tinha investido em produtos sem garantia de capital. Sempre tive medo destas coisas. Mas decidi arriscar e estou aqui, como um cliente bancário “normal” a partilhar consigo a minha experiência.

Algumas pessoas estão a criticar-me por estar a falar deste tipo de investimentos de risco sem ser profissional da área. Mas acredito que é isso mesmo que dá algum interesse a estes meus artigos. São MESMO as experiências de uma pessoa normal que está a aprender e a dizer-lhe o que estou a descobrir e o que estou a ganhar e a perder com isso. Para que você aprenda também. Depois o que você faz é consigo. Recordo-lhe que em Março estive a perder com os meus fundos (que agora estão a dar lucro) cerca de 30%, mas decidi esperar e não resgatar. Não quero que pense que isto são “rosas”.

Concluí que de facto, para fazer crescer o nosso dinheiro, em algum momento, terá de colocar parte do seu dinheiro em produtos sem capital garantido.

O que vai encontrar aqui são dados reais (os meus) e não simulações de um banco ou corretora.

Expliquei neste artigo AQUI porque estou a fazer isto, onde tem vários avisos e explicações – que deve ler – sobre porque deve conhecer várias alternativas de investimento.Quero que perceba que, ao contrário dos depósitos a prazo, o seu dinheiro sobe e desce todos os dias. Se isso lhe faz confusão, não se meta nisto.

Quando ganhar dinheiro digo, quando perder também digo. Não lhe estou a vender nada, apenas quero partilhar informação. Nenhum artigo neste blogue é pago por ninguém. O meu objetivo é unicamente contribuir para a nossa literacia financeira.

Semana de 31 de Agosto de 2020

Comecemos como habitualmente com o desempenho semanal dos meus 3 fundos “Poupança Covid-19”.

Um dos fundos disparou (no bom sentido)

Em minha casa eu e a minha mulher poupamos várias centenas de euros (porque ambos continuámos a trabalhar) durante esses meses da Covid-19. Decidimos pegar nesse dinheiro e (já que seria dinheiro que seria entregue às gasolineiras, restaurantes, escolas, portagens, etc.) investi-lo com mais risco. Felizmente conseguimos dar-nos a esse “luxo”. Há famílias que devem colocar este dinheiro num Fundo de emergência (depósito a prazo) e NUNCA os colocar em produtos de capital não garantido.

Subscrevi um fundo com o que a minha mulher não gastou durante o Estado de emergência (combustíveis e alimentação = 225,75 €), outro com o que o meu filho mais velho não gastou (passes e alimentação na escola = 153,12 €) e outro com o que o meu filho mais novo não gastou (a mensalidade da escola privada baixou e não teve atividades extracurriculares = 248,26 €). A situação esta semana é esta:

Esta semana

Semana anterior

Se comparar com o balanço da semana passada, verificará que todos quase duplicaram o crescimento que tinham.

O “American growth” que estava a subir 1,65%, agora está a crescer 3,25%. O “MSS US Advantage” disparou para 13,41 %. O “UBS-CAD” está a crescer neste momento 2,12%.

Como já lhe expliquei, como dois dos fundos são em moeda estrangeira tenho de fazer as contas ao câmbio. O banco faz essas contas por mim.

Devo ficar super contente com este crescimento em apenas uma semana? Sim, desde que eu perceba desde já que daqui a dois ou 3 dias (ou não) as bolsas vão acalmar ou entrar em pânico por causa de uma coisa qualquer e aqueles 13,41% passam num instante a negativo. Se perceber isto, está tudo bem. Se não tem “estômago” para isso tem outro tipo de investimentos. Caso já ficasse contente com este valor, resgatava-o hoje e mantinha os outros dois fundos, ou resgatava uma parte dele (não tenho de o tirar todo). Faz tudo isto online no seu homebanking.

Em resumo, nestas primeiras 8 semanas, na média dos 3 fundos ESTOU GANHAR DINHEIRO, como poderá ver neste gráfico.

Se resgatasse hoje (neste momento) os fundos que subscrevi no início de Julho, ganharia 29,59€.

Em todas as situações, ainda é preciso descontar os 28% para o IRS ou de taxa liberatória se forem fundos nacionais (nos depósitos a prazo seria a mesma coisa). Mas os 28% são só sobre as mais valias. Nunca será prejudicado em relação aos depósitos a prazo. É exatamente a mesma coisa.

Para ter ideia do que isto representa, para ter o mesmo valor em juros (brutos) em depósitos a prazo teria de ter lá 30.000 euros durante 1 ano. Consegui o mesmo resultado com 627 euros em 2 meses. Podia não ter acontecido. Tem de entender isso. E teria de os resgatar hoje, porque amanhã posso estar a perder em vez de ganhar. Não acumula ao longo do tempo. É o valor que tem no dia em que resgata. Ficou claro?

Se um dia subscrever Fundos de Investimento pela primeira vez escolha em euros para ter uma leitura mais fácil para si e siga as instruções dos gestores de conta profissionais do banco ou corretora.

No total dos 3 fundos, no dia 16/7/2020 subscrevi 627,13 € e se os resgatasse neste momento devolviam-me 656,72 €.

Repito o alerta de sempre que esta estratégia é APENAS para uma pequena parte das suas poupanças a que se possa dar o “luxo” de perder. Não têm capital garantido.

Os meus outros fundos

Tenho um fundo “principal” que tento reforçar todos os meses, independentemente do que estiver a acontecer nas Bolsas. Interessa-me o longo prazo e não o curto prazo. Veja como está esta semana:

Como pode ver, a unidade que tem vindo a crescer mais (que subscrevi a 13 de Março) esteve a crescer 30,49%, depois desceu para 26,79%, na semana anterior esteve a crescer “apenas” 27,30% e esta semana está no valor mais alto de sempre 36,47%.

A unidade que comprei mais caro neste período de 1 ano está a crescer 8,21%. A conta que tenho de fazer é a média de todos eles. Mensalmente recebo um extrato do banco com esse valor. Não tenho de estar a fazer essa conta.

O outro fundo que mantenho neste banco, desceu de 16,43% para 14,49%, como pode ver no print screen acima.

É mesmo assim. Depende de como as ações contidas nos respetivos “cabazes” se comportaram na bolsa nos últimos dias.

Podem ser pequenas poupanças. Não é preciso ser rico para ter um fundo de investimento (bastam 15 ou 20 euros, outros “custam” 100, 200 ou 300 euros). No print screen acima tem lá os valores que investi.

Cada fundo, sua rentabilidade

Nestes outros fundos, noutro banco, todos estão atualmente positivos.

O que pretendo mostrar-lhe é que o que conta verdadeiramente ao longo do tempo é a MÉDIA de todos os seus investimentos e não apenas um que cresce muito ou um que desce muito. O fundo “melhor” neste momento está a crescer 15,07% e o “pior” apenas 0,64%. Repito, todos estes fundos NÃO TÊM garantia de capital.

Esta semana

Na semana passada

Permita-me um detalhe, esta semana no dia 1 de Setembro subscrevi mais um fundo. É o segundo da lista, teve nesse dia o valor de 308,13 €. Tirei esse dinheiro de uma outra poupança que não estava a render nada e coloquei neste fundo (porque foi o primeiro que subscrevi na minha vida, aconselhado pelo gestor de conta, e o primeiro que resgatei). Paguei cerca de 4 euros de comissão de  subscrição. É para mim uma exceção porque só costumo subscrever fundos sem comissões de subscrição e de resgate. Mas como tive uma boa experiência com ele no passado, decidi arriscar novamente. Vamos ver no que dá.

Seja como for, veja como em 3 dias está a render 6 vezes mais do que um depósito a prazo a 1 ano. Podia estar a perder? Podia. Acontece que nestas semanas as Bolsas estão estranhamente optimistas apesar da pandemia. Estão a atingir máximos históricos. Tenha em atenção que quando se investe em máximos históricos é provável que desçam no futuro. O ideal é investir quando estão em queda. Vá acompanhando.

Nesta fase dos meus investimentos (cerca de 1 ano e meio) sinceramente não sei ainda quando os vou resgatar. É importante que perceba que posso (e já o fiz no ano passado) resgatar qualquer destes fundos total ou parcialmente.

Vamos imaginar que por exemplo 15% de crescimento de um fundo acima para mim já é óptimo e quero “garantir” esse dinheiro. É só clicar no fundo no homebanking e clicar em vender e passados 4 ou 5 dias o valor está na minha conta. Só isso. É muito menos complicado do que eu imaginava.

E pronto, depois faço com esse dinheiro o que eu quiser. Gasto, guardo ou volto a investir num outro fundo ou em produtos de capital garantido como Certificados de Aforro ou do Tesouro. Você é que sabe.

É importante fazer constantemente esta avaliação porque na semana que vem podem estar todos em queda 10 ou 15% e perder todos estes “ganhos”. Quando isso acontecer, o “segredo” é não vender e esperar que recupere.

A outra estratégia é deixar isto crescer até 5 ou 10 anos antes da reforma. Nessa altura deve garantir que não perde o que já ganhou.

Repetirei estes avisos em todos os balanços semanais para quem chegar aqui pela primeira vez.

Veja neste vídeo como subscrevi os meus fundos.

Avisos

Nunca deve ver a minha carteira de investimentos ou o que eu digo como um conselho sobre como e onde deve investir ou que fundos deve escolher. Há milhares de fundos. 

Não tenho qualquer formação financeira e sou um simples cliente bancário com muita curiosidade. Quando quiser subscrever fundos pela primeira vez deve contactar um gestor especializado no seu banco ou corretora. Nunca invista dinheiro de que vai precisar. Pode perder dinheiro, se precisar levantá-lo numa altura em que estiver com valores negativos e não puder esperar meses ou anos até que eles recuperem.


 

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Os meus fundos de investimento – Balanço da semana de 24 de Agosto

Fundos de investimento – Balanço semanal

A novidade que vos trago esta semana é que passado um mês e meio já estou a ter lucro com os meus fundos de investimento “Covid”. Já lá vamos. Obviamente podia ainda estar a perder ou até a ter grandes prejuízos. Se tudo correr “normalmente” dentro de algum tempo conto estar a dizer-vos que estou a ter grandes “perdas”. Tudo depende de como estiverem as bolsas nessa semana. Mas para já, está tudo no caminho certo.

Por exemplo, em Março com o confinamento mundial, as bolsas estiveram em queda a pique e estive a perder 30 e 40% nos meus fundos que tinha nessa altura. Não vendi. Mantive-os. E como podem ver a seguir, alguns desses já estão a crescer 30% passados 4 meses. Os mesmos que estiveram em queda os tais 30%.

Chegados a este ponto, perguntarão vocês porque não os resgato já que estão a crescer tanto? Porque só duas ou 3 unidades deste fundo é que estão com esses valores, Na média de todos eles, “só” estou a ganhar 10%. Vou deixar estar. Mas vamos a contas.

Todas as semanas venho aqui dizer-lhe – enquanto tiverem essa curiosidade – quanto estou a ganhar ou a perder com os meus Fundos de Investimento.

Há cerca de um ano e meio decidi começar a investir em Fundos de Investimento. Nunca na minha vida tinha investido em produtos sem garantia de capital. Sempre tive medo destas coisas. Mas decidi arriscar e estou aqui, como um cliente bancário “normal” a partilhar consigo a minha experiência.

Algumas pessoas estão a criticar-me por estar a falar deste tipo de investimentos de risco sem ser profissional da área. Mas acredito que é isso mesmo que dá algum interesse a estes meus artigos. São MESMO as experiências de uma pessoa normal que está a aprender e a dizer-lhe o que estou a descobrir e o que estou a ganhar e a perder com isso. Para que você aprenda também. Depois o que você faz é consigo.

Concluí que de facto, para fazer crescer o nosso dinheiro, em algum momento, terá de colocar parte do seu dinheiro em produtos sem capital garantido.

Para perceber como funcionam na prática estas ferramentas de investimento, semanalmente digo-lhe se estou a ganhar ou a perder dinheiro. São dados reais e não simulações de um banco ou corretora.

Expliquei neste artigo AQUI porque estou a fazer isto, onde tem vários avisos e explicações – que deve ler – sobre porque deve conhecer várias alternativas de investimento, semanalmente vou dizer-vos como está a evoluir a minha carteira de fundos de investimento para que perceba que, ao contrário dos depósitos a prazo, o seu dinheiro sobe e desce todos os dias. 

Quando ganhar dinheiro digo, quando perder também digo. Não lhe estou a vender nada, apenas quero partilhar informação. Nenhum artigo neste blogue é pago por ninguém. O meu objetivo é unicamente contribuir para a nossa literacia financeira.

Semana de 24 de Agosto de 2020

Comecemos como habitualmente com o desempenho semanal dos meus 3 fundos “Poupança Covid-19”.

Já estou a ganhar dinheiro

Como em minha casa eu e a minha mulher poupamos várias centenas de euros (porque ambos continuámos a trabalhar) durante esses meses da Covid-19, decidimos pegar nesse dinheiro e (já que seria dinheiro que seria entregue às gasolineiras, restaurantes, escolas, portagens, etc.) investi-lo com mais risco. Felizmente conseguimos dar-nos a esse “luxo”. Há famílias que devem colocar este dinheiro num Fundo de emergência e NUNCA os colocar em produtos de capital não garantido.

Subscrevi um fundo com o que a minha mulher não gastou durante o Estado de emergência (combustíveis e alimentação = 225,75 €), outro com o que o meu filho mais velho não gastou (passes e alimentação na escola = 153,12 €) e outro com o que o meu filho mais novo não gastou (a mensalidade da escola privada baixou e não teve atividades extracurriculares = 248,26 €).

Esta semana

Semana anterior

Se comparar com o balanço da semana passada, verificará que um ficou quase igual, um subiu e o outro desceu. O “American growth” depois de ter crescido na semana passada quase 2%, agora desceu 3 centésimas. O “MSS US Advantage” voltou a crescer mais 1,6 % O “UBS-CAD” desceu 9 centésimas.

Como já lhe expliquei, como dois dos fundos são em moeda estrangeira tenho de fazer as contas ao câmbio. O banco faz essas contas por mim.

Em resumo, nestas primeiras 7 semanas, na média dos 3 fundos ESTOU GANHAR DINHEIRO, como poderá ver neste gráfico.

A média dos meus 3 fundos de investimento “Poupança Covid” está positiva pela primeira vez. Se resgatasse neste momento os fundos que subscrevi no início de Julho, ganharia 6,23€.

Em todas as situações, ainda é preciso descontar os 28% para o IRS ou de taxa liberatória se forem fundos nacionais (nos depósitos a prazo seria a mesma coisa). Mas os 28% são só sobre as mais valias. Nunca será prejudicado em relação aos depósitos a prazo. É exatamente a mesma coisa.

Para ter ideia do que isto representa, para ter o mesmo valor em juros em depósitos a prazo teria de ter lá 9.000 euros durante 1 ano. Consegui o mesmo resultado com 627 euros em 7 semanas. Podia não ter acontecido. Tem de entender isso. E teria de os resgatar hoje, porque amanhã posso estar a perder em vez de ganhar. Ficou claro?

Se um dia subscrever Fundos de Investimento pela primeira vez escolha em euros para ter uma leitura mais fácil para si.

No total dos 3 fundos, no dia 16/7/2020 subscrevi 627,13 € e se os resgatasse neste momento devolviam-me 633,46 €.

Repito o alerta de sempre que esta estratégia é APENAS para uma pequena parte das suas poupanças a que se possa dar o “luxo” de perder.

Os meus outros fundos

Tenho um fundo “principal” que tento reforçar todos os meses, independentemente do que estiver a acontecer nas Bolsas. Interessa-me o longo prazo e não o curto prazo.

Como pode ver, a unidade que tem vindo a crescer mais (que subscrevi a 13 de Março) esteve a crescer 30,49%, depois desceu para 26,79%, na semana passada esteve a crescer “apenas” 27,30% e esta semana está no valor mais alto de sempre 33,60%.

A unidade que comprei mais caro neste período de 1 ano está a crescer 5,93%. A conta que tenho de fazer é a média de todos eles. Mensalmente recebo um extrato do banco com esse valor. Não tenho de estar a fazer essa conta. No extrato que recebi esta semana, a média deste fundo está nos 10%.

O outro fundo que mantenho neste banco, voltou a crescer para 16,43%, como pode ver no print screen acima.

É mesmo assim. Depende de como as ações contidas nos respetivos “cabazes” se comportaram na bolsa nos últimos dias.

Podem ser pequenas poupanças. Não é preciso ser rico para ter um fundo de investimento (bastam 15 ou 20 euros). No print screen acima tem lá os valores que investi.

Cada fundo, sua rentabilidade

Nestes outros fundos, noutro banco, todos estão atualmente positivos.

O que pretendo mostrar-lhe é que o que conta verdadeiramente ao longo do tempo é a MÉDIA de todos os seus investimentos e não apenas um que cresce muito ou um que desce muito. O fundo “melhor” neste momento está a crescer 14,32% e o “pior” apenas 2,53%. Repito, todos estes fundos NÃO TÊM garantia de capital.

Esta semana

Na semana passada

Nesta fase dos meus investimentos (cerca de 1 ano e meio) sinceramente não sei ainda quando os vou resgatar. É importante que perceba que posso (e já o fiz no ano passado) resgatar qualquer destes fundos total ou parcialmente.

Vamos imaginar que por exemplo 12% de crescimento do fundo “MFS” acima para mim já é óptimo e quero “garantir” esse dinheiro. É só clicar no fundo no homebanking e clicar em vender e passados 4 ou 5 dias o valor está na minha conta. Só isso. É muito menos complicado do que eu imaginava.

E pronto, depois faço com esse dinheiro o que eu quiser. Gasto, guardo ou volto a investir num outro fundo ou em produtos de capital garantido como Certificados de Aforro ou do Tesouro. Você é que sabe.

É importante fazer constantemente esta avaliação porque na semana que vem podem estar todos em queda 10 ou 15% e perder todos estes “ganhos”. Quando isso acontecer, o “segredo” é não vender e esperar que recupere.

A outra estratégia é deixar isto crescer até 5 ou 10 anos antes da reforma. Nessa altura deve garantir que não perde o que já ganhou.

Repetirei estes avisos em todos os balanços semanais para quem chegar aqui pela primeira vez.

Veja neste vídeo como subscrevi os meus fundos.

Avisos

Nunca deve ver a minha carteira de investimentos ou o que eu digo como um conselho sobre como e onde deve investir ou que fundos deve escolher. Há milhares de fundos. 

Não tenho qualquer formação financeira e sou um simples cliente bancário com muita curiosidade. Quando quiser subscrever fundos pela primeira vez deve contactar um gestor especializado no seu banco ou corretora. Nunca invista dinheiro de que vai precisar. Pode perder dinheiro, se precisar levantá-lo numa altura em que estiver com valores negativos e não puder esperar meses ou anos até que eles recuperem.


 

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PENSÕES | Reformados prejudicados no IRS vão poder corrigir as declarações dos últimos 4 anos

Não é automático. Tem de pedir!

A lei foi publicada esta segunda-feira. É a correção de uma enorme injustiça. Infelizmente alguns nunca verão essa situação corrigida porque, mais uma vez, não é automático. Os reformados (sejam pessoas informadas ou não) vão ter de fazer o pedido, apresentando uma declaração de substituição nas Finanças.

Tem a lei AQUI https://data.dre.pt/eli/lei/48/2020/08/24/p/dre

Mas vou fazer-lhe um breve resumo, porque é importante que trate disto e que avise todas as pessoas que conhece e que podem estar nesta situação.

Como sabem, a Autoridade Tributária era “cega” até há poucos meses e quando um reformado recebia as reformas em atraso todas juntas, quando isso juntava dois anos diferentes (ou mais), era considerado “rico” no ano em que as recebia e tinha de pagar um IRS medonho para a possibilidade financeira dele. E não havia nada a fazer. Era pagar e mais nada.

Depois veio outra lei que dizia que a partir do ano passado isso já não ia acontecer, mas “esqueceram-se” dos anos anteriores. Agora, com a publicação desta lei essa correção já será possível. Ainda não hoje, mas daqui a 1 mês, quando entrar em vigor.

Tem aqui o artigo que escrevi quando a lei foi aprovada e tem alguns casos reais a mostrar como pode corrigir as declarações de 2019.

Depois de entrar em vigor (passados 30 dias da publicação), ou seja, a partir de 24 de Setembro, já poderá fazer o pedido e ser-lhe-ão devolvidos as centenas ou milhares de euros que pagou a mais.

A AT vai mandar cartas a avisar

Nesta situação há uma melhoria nos procedimentos habituais. A lei diz que a Autoridade Tributária (AT) vai ter de avisar os envolvidos (vão cruzar os dados da Segurança Social com as Finanças) nos 2 meses seguintes. Pelas minhas contas, essas cartas/e-mails serão recebidas pelos prejudicados – que receberam pensões em atraso antes de Outubro de 2019 – entre Outubro e Novembro deste ano. Estejam muito atentos e avisem os vossos pais ou avós para não ignorarem essa comunicação. Às vezes acontece.

Mesmo que não perceba nada disto, basta ir às Finanças no fim do ano e pedir ajuda. Eles estão lá para isso. Diga que é por causa da Lei n.º 48/2020 de 24 de Agosto. Eles sabem o que é. Mas fica aqui também:

Artigo 4º

A alteração ao artigo 74.º prevista no artigo 2.º da Lei n.º 119/2019, de 18 de setembro, aplica-se retroativamente a rendimentos de pensões referentes a anos anteriores, até um limite de quatro anos.

Artigo 5.º

Disposição transitória

1 – No prazo de 60 dias após a publicação da presente lei, a Autoridade Tributária e Aduaneira, após articulação com o Instituto da Segurança Social, I. P., comunica por escrito a todos os pensionistas que tenham recebido pensões em atraso antes de outubro de 2019, a possibilidade de retificação das declarações de rendimentos referentes a anos anteriores, para efeitos do previsto no artigo 74.º do Código do IRS.

2 – Nas situações a que se refere o n.º 2 do artigo 24.º da Lei n.º 119/2019, de 18 de setembro, os sujeitos passivos dispõem do prazo de 30 dias previsto no n.º 2 do artigo 60.º do Código do IRS, contados a partir do final do prazo previsto no número anterior, para a entrega da declaração de substituição referente ao ano do pagamento dos rendimentos ou colocação à disposição para o exercício da opção pelo regime alternativo de tributação dos rendimentos de anos anteriores.

Os casos referentes a 2019 já podiam ser corrigidos antes desta lei. Tratou disso?



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Fundos de Investimento | TOP 10 dos Fundos Nacionais Mais Rentáveis (APFIPP) – Semana de 14 de Agosto

Semana de 14 de Agosto de 2020

Confesso que não estou surpreendido com a curiosidade que estes artigos sobre os fundos de investimento tem suscitado junto de muitos leitores. Muitos dizem-me que pela primeira vez ponderam subscrever este tipo de produtos e perguntam-me que fundos devem estudar, em que bancos e com que critérios.

A essas pessoas respondo sempre que não dou esse tipo de conselhos. Eu não pretendo dar-vos o peixe, quero ensinar-vos a pescar. Têm aqui os resultados: neste artigo e no outro em que vos falo dos meus resultados pessoais. Se acharem o assunto interessante,  devem primeiro ler (ainda mais) e depois escolher um banco (de preferência sem comissões) e depois com os especialistas desse banco ou corretora escolher os fundos de acordo com o vosso perfil. Mais risco mais possibilidade de retornos altos, menos risco retornos mais baixos e lentos. Simples. Comece por “baixo”, não queira ficar rico rápido porque isso não funciona assim, OK?

Semanalmente partilho convosco o TOP 10 dos Fundos de Investimento NACIONAIS divulgado pela Associação Portuguesa de Fundos de Investimento e Patrimónios (APFIPP). Estes dados são públicos. O meu objetivo é simplesmente que vá acompanhando a rentabilidade dos Fundos de Investimento como ferramenta para pôr o seu dinheiro a crescer (muito) mais do que apenas nos depósitos a prazo. Não quer dizer que invista, mas pelo menos fica a conhecer. Estes produtos não têm capital garantido.

Como pode ver na tabela acima, mais subida, mais descida, continuam a ser sempre mais ou menos os mesmos no Top 10. Noto também outra coisa, que esta última semana foi “boa” nas bolsas. Os que já tinham crescido na semana passada cresceram ainda mais. Os melhores estão a render 14, 15 e 16%. São valores normais em fundos de investimento de maior risco (6 e 7. 7 é o máximo de risco).

Como deve ler o quadro? Quer dizer que quem subscreveu uma ou mais unidades destes fundos há exatamente 1 ano (a 14 de Agosto de 2019) teve agora este rendimento. Não quer dizer que se os subscrever hoje vai ter esse valor daqui a 1 ano, estamos em sintonia? Daqui a um ano até pode estar a perder dinheiro. É mesmo assim.

A questão é que se nunca “semear” nunca colherá. Só quem investiu há 1 ano tem agora este rendimento nestes fundos específicos. Quem investiu num depósito à ordem há 1 ano teve agora 0,1% de juros. É a diferença.

Estes valores extraordinários, como viu na tabela, implicam assumir risco. Portanto, deverá perceber também que só assumindo riscos poderá esperar ter uma boa rentabilidade com as suas poupanças. Deve contar como normal estar também a perder 15 ou 20% em várias alturas do seu investimento. Depois recuperam (é o que esperamos).

Como já lhe expliquei no outro artigo semanal sobre os meus fundos de investimento, só subscrevo fundos em bancos que não me cobram nada. Os bancos “clássicos” cobram e não é pouco. Mas tem de avaliar por si e fazer contas.

Confirme sempre essas informações com o gestor de conta do banco onde pretender investir. Atenção às comissões de guarda de títulos e manutenção de contas de investimento e afins. É de fugir a todo o custo a menos que compense o rendimento apesar disso tudo. Eu opto por bancos que não me cobram isso.

O que são Fundos de Investimento? Quais os fundos nacionais mais rentáveis?

Esta informação semanal é para quem está disposto a subscrever produtos financeiros sem capital garantido. Se nem quer pensar em arriscar um pouco do dinheiro que tem, não perca tempo a ler esta informação. Os Fundos de Investimento são “cabazes” de ações e obrigações geridos por profissionais nos bancos e corretoras. Compra um “cesto” e o valor dele vai subindo ou descendo conforme o comportamento do conjunto de ações selecionadas nas bolsas. É estar na Bolsa sem estar diretamente. É ótimo para quem não percebe nada disto começar a investir uma pequena parte das suas poupanças. Tem o meu exemplo aqui.

O ponto que deve fixar é que se quer pôr o seu dinheiro a trabalhar para si e ganhar dinheiro com o seu dinheiro terá de um dia arriscar um pouco. Normalmente entregamos o nosso dinheiro aos outros (aos bancos, nos depósitos a prazo) para eles ganharem dinheiro com o nosso dinheiro. Em parte, eles pegam no nosso dinheiro, colocam neste tipo de produtos (e outros muito mais complexos) e ganham eles com o esforço do seu trabalho. Se for você a investir o seu dinheiro há uma inversão dos papéis.

O que vai encontrar neste artigo semanal?

Os Fundos de Investimento são um mundo de altos e baixos diários. Semanalmente recebo informação da APFIPP (Associação Portuguesa de Fundos de Investimento e Fundos de Pensões) com os 10 Fundos nacionais mais rentáveis nos últimos 365 dias. Esta informação é pública e está no site deles. Reproduzo apenas o que recebo. Não faço análises nem dou conselhos de investimento. O meu objetivo é incentivar a literacia financeira, para que perceba como funcionam estes produtos e suscitar a sua curiosidade. As decisões sobre como gere o seu dinheiro são exclusivamente suas.

O meu objetivo com estes artigos é que passem a ACOMPANHAR a evolução dos fundos que vos interessam (estes e muitos outros) para depois saberem quando é boa altura para comprar ou para vender. Se nunca começarem a olhar, nunca perceberão como funciona. Nunca invista dinheiro de que pode vir a precisar nos próximos meses ou anos. É a regra “sagrada”.

Ao olhar semanalmente para a lista vai verificar que muitos fundos que estavam no Top 10 na semana passada deixaram de estar e que muitos novos entraram nesta semana. O segredo, se é que há algum, é escolher dois ou 3 fundos de vários níveis de risco por exemplo um de risco 3, um de risco 5 e um de risco 6 e ir investindo ao longo do tempo com regularidade. Se começar a trocar de fundos só porque vê outros a crescer mais do que o seu isso só vai trazer-lhe stress e não chega a ver os fundos a fazerem o seu trabalho. Cada um deles tem uma estratégia diferente. Numa semana em que as bolsas caem, os fundos moderados vão crescer mais do que os arrojados e vice-versa.

Nesta fase, é apenas este detalhe que gostava que percebesse. Este Top 10 da APFIPP não é uma corrida para ver quem chega em primeiro lugar. Eu uso-o só para perceber que tipo de ganhos é possível ter com Fundos de Investimento em geral. Claro que é interessante saber quais são os que estão ao longo do tempo sempre nos primeiros lugares, esse detalhe pode ser importante na altura de escolher, como é óbvio. Mas não é num mês que vai ter essa noção. Dê tempo ao tempo. Vá acompanhando e tirando as suas próprias conclusões. Quando decidir arriscar e investir peça ajuda a um consultor financeiro do banco que escolher de preferência sem comissões, claro.

Neste vídeo mostro-lhe como escolhi os meus.


Avisos e Advertências

Antes de investir em Fundos de Investimento, deve informar-se bem junto do seu gestor de conta (no banco ou corretora/Gestora de fundos) sobre os riscos que corre e fazer a sua avaliação do perfil de risco (tem de preencher sempre um questionário primeiro). Investimentos de risco não são brincadeira. Pode perder parte do seu dinheiro se agir precipitadamente ou não souber lidar com momentos de crise/queda dos mercados.

Este Top 10 tem apenas os Fundos nacionais mais rentáveis. Não inclui os que mais perderam, que serão muitos. Há Fundos que todas as semanas entrarão em terreno negativo. A APFIPP não faz esse TOP 10. Antes de comprar/subscrever um Fundo (há unidades a partir de 25 euros ou até menos), deve ouvir as recomendações de profissionais da área e agir segundo as normas do setor que lhe serão transmitidas.

O que vai encontrar nesta lista não são recomendações de investimento, até porque há muitos outros fundos de investimento internacionais com rendibilidades superiores e inferiores e alguns destes mencionados na lista da APFIPP serão negociados junto de quem tem conta em determinados bancos e você pode não ser (nem querer ser) cliente desse banco. O meu objetivo é apenas que perceba de que tipo de rentabilidade estamos a falar quando nos referimos a fundos de investimento, sempre relativamente a quem os subscreveu há um ano.

Outra informação relevante é que devem ver sempre a evolução destes e de outros fundos nos últimos 5 anos. O facto de estarem a subir muito agora (no último ano) não quer dizer que continuem a subir assim no futuro. Mas veja sempre o passado.

Outro alerta: Os fundos da APFPP são só dos que estão inscritos nesta Associação. Há milhares de outros Fundos (nacionais e internacionais) que não fazem parte desta lista e que são melhores e piores do que os desta reduzidíssima lista de 10 fundos. São apenas um exemplo do que podem render alguns fundos. Isto são investimentos SEM CAPITAL GARANTIDO, ou seja, no limite pode perder todo o dinheiro que investiu e são dos mais arriscados. Há outros menos “perigosos” mas que rendem muito menos.

Alertas da APFIPP:

– Estes resultados não consideram comissões de subscrição e resgate, bem como outras comissões e encargos eventualmente suportados diretamente pelos participantes, que variam de acordo com as condições estabelecidas no regulamento de gestão de cada fundo.

– As informações constantes deste documento não consubstanciam qualquer tipo de aconselhamento a investidores o qual deverá ser prestado por entidades profissionais, nem dispensam a consulta de outra informação, nomeadamente a publicada oficialmente pelas Entidades Gestoras ou pelas entidades encarregues da colocação e comercialização dos valores mobiliários em causa.

– As rendibilidades divulgadas representam dados passados, não constituindo garantia de rendibilidade futura, porque o valor das unidades de participação pode aumentar ou diminuir em função do nível de risco que varia entre 1 (risco mínimo) e 7 (risco máximo).

– As informações contidas neste documento foram elaboradas tendo em conta os dados transmitidos pelas entidades gestoras ou divulgados pela CMVM. A APFIPP não se responsabiliza pela inexatidão ou deficiência dos dados que são transmitidos pelas entidades em causa nem pelos resultados das análises ao classificações elaboradas tendo por base dados deficientes ou incorretos.


 

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PODCAST | #21 – Afinal quem manda no seu dinheiro?

Tem a certeza de que é você que recebe o seu salário?

A maior parte de nós acha que mandamos no nosso dinheiro. Está na nossa conta, portanto nós somos o patrão do nosso salário. Ora, isso é um erro crasso. São raras as pessoas que usam o dinheiro com inteligência. Eu diria que na maior parte dos casos, nós trabalhamos a vida inteira simplesmente para realizar os sonhos dos outros. Duvida? Oiça este episódio do podcast. Obviamente, não tem de concordar comigo. Mas veja se se revê nesta descrição.

Explico tudo isto e mais algumas coisas no episódio desta semana do podcast “Pedro Andersson – Contas-poupança”. Clique nas fotos abaixo para ouvir.

O que é um podcast?

Aproveite a minha boleia financeira (gravo em áudio uma “conversa” no carro enquanto faço as minhas viagens e faço de conta que você vai ali ao meu lado) e veja como pode aumentar-se a si próprio. São uma espécie de programas de rádio para escutar enquanto faz outras coisas. Subscreva o podcast na plataforma em que estiver a ouvir para ser avisado sempre que houver um episódio novo.

Não estranhe ouvir o motor do carro, buzinadelas e o pisca-pisca. Faz parte da viagem.

Comente e dê a sua opinião.

Aprenda a gerir melhor o seu dinheiro

Tem a seguir os links para o Spotify, Soundcloud e iTunes. Para quem não percebe nada disto, deve ir à loja de aplicações do seu telemóvel e instalar gratuitamente a app “Spotify” ou “iTunes” ou outra que dê para ouvir Podcasts. No caso do SoundCloud basta clicar e começa logo a ouvir.

Boa viagem e boas poupanças!

 

 

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ELETRICIDADE | LuzBoa foi comercializador mais barato no 2.º trimestre – ERSE

LuzBoa foi comercializador com fatura de luz mais baixa no 2.º trimestre – ERSE

A empresa LuzBoa foi considerada pela ERSE a mais barata nos meses mais recentes. Como sabem os tarifários de eletricidade estão sempre a mudar e o que hoje é verdade, no próximo trimestre já não é. Mas achei muito interessante ser uma das empresas “pequeninas” a ter os melhores preços para os consumidores. É isto que lhe ando a dizer repetidamente ao longo dos últimos anos.

 

Neste artigo fui mal interpretado por algumas pessoas. Quero deixar novamente claro que o que é melhor para mim, não tem de ser necessariamente o melhor para si. No meu caso, assumi escolher uma empresa mais cara do que por exemplo a LuzBoa, porque os descontos associados e paralelos compensam-me esse tarifário mais caro. Pago mais pelo kWh, mas poupo muito mais porque tenho alguns “códigos amigos”. É só um exemplo!

Alguns leitores do blogue retorquiram que o melhor tarifário para eles é o da Galp porque dá descontos no Continente e de 14 cêntimos na Galp. É isso mesmo que cada um de vocês tem de fazer: contas. Ver o que é melhor para si. Não tenho de lhe “vender” nada nem o estou a fazer. Cada caso é um caso. Mas POR FAVOR, o que lhe sugiro é que não fique PARADO a ver a sua fatura da luz subir. Queixar-se não o faz poupar nada.

Os mais baratos

Assim, sem descontos, de acordo com a ERSE, a LuzBoa disponibilizou, entre abril e junho, as ofertas comerciais de eletricidade mais baratas quer para as famílias com menor consumo de energia, quer para os agregados com maiores consumos.

De acordo com o Boletim de Ofertas Comerciais do Mercado Retalhista de Eletricidade da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), referente ao segundo trimestre deste ano, para um casal sem filhos com um consumo anual de 1.900 quilowatts-hora (kWh), um consumo em vazio de 40% e uma potência contratada de 3,45 kVA, a oferta comercial mono (só de eletricidade) com menor fatura é da LuzBoa, com um valor de 31,01 euros por mês.

Relativamente à tarifa regulada, esta oferta permite um desconto de 17% e uma poupança mensal de 6,34 euros.

No caso dos casais com dois filhos, com um consumo anual de 5.000 kWh, um consumo em vazio de 40% e uma potência contratada de 6,9 kVa, a oferta comercial mono com valor mais baixo continua a ser da LuzBoa, com um valor de 70,79 euros/mês, que corresponde a um desconto de 22% e uma poupança mensal de 20,00 euros em relação à tarifa regulada.

A LuzBoa volta a destacar-se nas famílias com quatro filhos, com um consumo anual de 10.900 kWh, um consumo em vazio de 40% e uma potência contratada de 13,8 kVa, com um valor de 146,66 euros/mês, que corresponde a um desconto de 23% e uma poupança mensal de 44,91 euros em relação à tarifa regulada.

No caso das ofertas duais (eletricidade e gás natural), para as famílias com menores consumos a oferta com fatura mais baixa é da Endesa, com um valor de 43,30 euros/mês, que corresponde a um desconto de 13% e uma poupança mensal de 6,47 euros em relação à tarifa regulada.

Já para as famílias com dois e quatro filhos, a oferta comercial dual com menor fatura mensal é da GoldEnergy, com um valor de 100,97 euros/mês, que corresponde a um desconto de 12% e uma poupança mensal de 13,60 euros em relação à tarifa regulada nos agregados médios e um valor de 214,10 euros/mês, um desconto de 10% e uma poupança mensal de 24,21 euros nos de maior dimensão.

Pode poupar até 539 euros ano

No segundo trimestre, a ERSE conclui existirem “poupanças significativas no mercado liberalizado, em comparação com o mercado regulado”, com o consumidor tipo 1 (casal) a poder poupar 76 euros/ano no contrato de eletricidade e o consumidor tipo 3 (casal com quatro filhos) a registar uma poupança potencial de 539 euros/ano.

Considerando as ofertas comerciais apenas de gás natural, a ERSE conclui também que no trimestre em análise “existiam poupanças significativas no mercado liberalizado, em comparação com o mercado regulado”, variando entre 40 euros/ano para o consumidor tipo 1 e 49 euros/ano para o consumidor tipo 2.

Para os agregados com dois elementos, sem aquecimento central e com um consumo anual de 138 metros cúbicos, a oferta comercial de gás com menor fatura mensal é da Endesa, com um valor de 9,12 euros/mês, que corresponde a um desconto de 27% e uma poupança mensal de 3,30 euros em relação à tarifa regulada.

Também no caso de uma família com dois filhos, sem aquecimento central e com um consumo anual de 292 metros cúbicos, a oferta mais competitiva é a da Endesa, com um valor de 19,64 euro/mês, um desconto de 17% e uma poupança mensal de 4,14 euros face à tarifa regulada.

Já nos agregados com quatro filhos, com aquecimento central e um consumo anual de 640 metros cúbicos, a oferta comercial de gás com menor fatura mensal é a da Iberdrola, com um valor de 42,71 euros/mês, que corresponde a um desconto de 9% e uma poupança mensal de 4,03 euros em relação à tarifa regulada.

Em resumo, mais do ir atrás do que a ERSE diz (ou do que eu ou outros dizemos) tem de pegar na sua fatura e sempre que encontrar alguma empresa que faça um tarifário mais barato ou lhe faça descontos que lhe interessam (atenção aos seguros de assistência que na maior parte dos casos são só uma despesa a menos que os use de facto), muda. Se fizer isso sempre que encontrar melhor dentro de pouco tempo estará a poupar dezenas ou menos mais de 100 euros por ano face à sua situação inicial.

É dinheiro que fica no seu bolso e não nos cofres das grandes empresas. Lembre-se sempre que a eletricidade é exatamente igual seja qual for a empresa (das cerca de 30) que estão no mercado português. Só paga menos.


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