COMBUSTÍVEIS | Compensa abastecer com o diesel aditivado de marca?

Escrito por Pedro Andersson

20.07.22

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5 min de leitura

Compensa abastecer com o diesel aditivado de marca?

Esta é uma das dúvidas mais antigas que tenho. Abasteço combustíveis low cost ou é preferível pagar mais por combustíveis aditivados de marca reconhecida porque fazem melhor ao motor e porque faço mais quilómetros?

Como já vos disse várias vezes, a minha avaliação é que se trata de uma questão mais ou menos filosófica.  Cada um defende a sua dama e, até agora, eu sou dos que defendem que o principal critério deve ser o preço porque os combustíveis simples não estragam os carros (se o fizessem seriam proibidos) e fazer mais quilómetros pagando mais, acaba por ficar a coisa mais ou menos na mesma.

Mas eu não fico facilmente convencido sem testar primeiro. Posso estar enganado e não tenho nenhum problema com isso. Acho que em tudo na vida, se encontramos melhor devemos mudar, mesmo que isso envolva mudar o nosso mindset.

Assim, quero partilhar convosco o teste que iniciei há mais de um mês e que ainda não terminei. Portanto, ainda não tenho conclusões. Em todo o caso quero partilhar já o que estou a fazer, porque assim vocês poderão fazer o mesmo entretanto e até poderemos partilhar as nossas conclusões e ver se batem certo.

Top diesel aditivado low cost ou Diesel Premium de marca?

Tenho por hábito abastecer combustível simples (não aditivado). Mas para este teste fui um nível acima. Estou a comparar Diesel aditivado de uma marca Low Cost (Ecobrent) com o Diesel Evologic da GALP.

Enchi o depósito até não poder mais com 50 litros de combustível Top Diesel  da Ecobrent (é o posto mais barato junto ao meu local de trabalho, em Paço de Arcos) e – tentando não alterar os meus percursos normais e a velocidade a que ando – anotei quantos quilómetros fiz. Com 50 litros, fiz 740 quilómetros. Fiz uma média de consumo de 6,8 l/100 km (os percursos são sobretudo citadinos). Deu uma média de 13,01 € por 100 km.

Assim que acendeu a luzinha, abasteci novamente com 50 litros de diesel, mas desta vez topo de gama da GALP (Evologic) e zerei o conta-quilómetros. Não usei qualquer cupão de desconto e paguei o preço da GALP junto ao Continente da Amadora (que é mais barato do que nas GALP “normais”). No momento em que escrevo este artigo ainda não cheguei a meio do depósito, mas quero partilhar as minhas expectativas e as minhas simulações, para depois ver se bate tudo certo.

A diferença de preços exatamente no mesmo dia entre os dois combustíveis era de 14 cêntimos por litro:

  • Top Diesel Ecobrent – 1,925 €/l
  • Diesel GALP Evologic – 2,064 €/l

Assim, pelas minhas contas de Excel, para me ficar ao mesmo preço e valer a pena (sem ter qualquer poupança, só para ficar igual financeiramente) vou ter de fazer mais 53 quilómetros com este depósito de combustível de “marca”. Se fizer menos, financeiramente não me compensa abastecer num posto da GALP.

Por outro lado, se usar um cupão de desconto da GALP/Continente, basta-me fazer 15 quilómetros a mais com o mesmo depósito para já me ser igual abastecer num lado ou no outro. Recordo que estou apenas a falar da questão financeira.

Nota-se diferença na potência?

Sim, noto. Com o combustível aditivado de marca, o meu carro (com o seu pode ser diferente) tem mais potência nas subidas (é onde noto a diferença) e – não sei se é sugestão ou não – parece-me que o motor trabalha de uma forma mais suave e menos “barulhenta”.

Se abastecer com combustível simples (sem ser aditivado e fizer na mesma os 740 quilómetros) a diferença de preço por litro entre o Diesel Ecobrent e o Evologic da GALP (com desconto de 10 cêntimos)  passa a ser de 7 cêntimos. Assim, basta-me garantir que faço mais 27 quilómetros com o da GALP (ou outro de marca mais conhecida) para me ficar ao mesmo preço. Testarei a seguir com o combustível simples, para o tira-teimas.

Tem o meu ficheiro “Excel” que estou a usar para fazer as minhas contas.

Ficheiro Excel Simulador Combustíveis

Em conclusão, estou muito curioso para saber os resultados deste meu teste.

Obviamente, isto não tem nada de científico. Basta eu fazer algumas viagens diferentes do habitual para alterar um pouco os resultados, mas o que lhe quero transmitir é que o importante é cada um de nós se convencer do que é melhor e testar com a sua própria realidade. Basta durante 4 meses alternar depósito low cost e aditivado e tomar nota dos valores para tomar uma decisão consciente e mais rigorosa em vez de se basear apenas num “achismo”. 

No meu caso estou, para já, a abrir a porta para reavaliar a minha convicção de que os aditivados de marca não valem a pena. Tudo depende de quantos quilómetros vou fazer a mais com os mesmos 50 litros.

Assim por alto, se fizer mais 15 a 20 quilómetros já me compensa (pela potência do carro e pela eventual proteção adicional do motor) passar a abastecer com aditivados de marca (se usar sempre aditivados de low cost).

Para mudar do combustível simples para o aditivado de marca e gastar o mesmo ao fim do mês, terei de fazer de forma regular e constante mais cerca de 30 quilómetros por depósito.

Dar-vos-ei conta dos resultados deste teste assim que acender a luz vermelha do depósito. Partilhem a vossa experiência. Estou curioso por ouvir outras opiniões (fundamentadas).

COMBUSTÍVEIS | Qual é a diferença de preço entre marcas? (O exemplo deste fim de semana)


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41 Comentários

  1. Duarte Melim

    Para um teste mais eficaz recomendo pelo menos 2 depósitos com o mesmo combustível, quer pelo número de kms ser maior, quer pela adaptação (e gestão) da Centralina ao novo combustível.

    Ocasionalmente alterno para combustível aditivado.
    Low cost não costumo utilizar

    Responder
    • Pedro Cunha

      Boa noite Pedro Andersson,

      Na próxima vez que atestar irei fazer o teste para ver se realmente vale a pena ou não.

      Obrigado pela dica

      Pedro

      Responder
    • José Pedro

      Sobre os aditivados ou não, para a generalidade dos consumidores é um pouco como os pastéis de nata, sabem sempre só mesmo mas á os mais saborosos ..
      Os combustíveis todos são aditivados, mas as marcas otimizam os combustíveis para se obter melhor rendimento e redução de emissões CO2. A Galp abriu em Setúbal á quase 20 anos uma bomba de combustíveis não aditivados e um alto quadro da Galp disse na altura na comunicação social que estes combustíveis aumentam os consumos e também as emissões. Cada um de nós que faça bem as contas sobre os consumos da sua(s) viatura(s) e tem a resposta á questão levantada..
      P.s. excluo os combustíveis aditivados de 98 octanas devido ao seu preço absolutamente proibitivo.

      Responder
    • João Augusto Alves d

      Tecnicamente falando, o que tenho lido nestes comentários, não percebem nada. O combustível aditivado,é sempre melhor tanto nos quilómetros percorridos, como no bom funcionamento do motor e poupança de acistensia na oficina, para limpeza de injetores.

      Responder
      • António Silva

        Se fosse só isso depois é egr of FAP of porque fica mais barato que a limpeza. Tinha um carro a diesel como mudei de trabalho passava na prius punha aditivada mas era muito mais barato. Conclusão tive de fazer um limpeza de injetores. Neste momento tenho um a gasolina o livro diz que é 98 octanas então é o que leva BP ou galp depende dos descontos que tenho

        Responder
    • Jorge Bispo

      Boa tarde!
      Também defendo que cada um tem que fazer as suas próprias experiências, mas em relação à sua, acho que começa logo mal, pela forma como faz as médias! Acho que deveria encher o depósito sim, mas contabilizar um kilometragem exacta(ex: 500 km), e depois voltar a encher o depósito para ver quanto gastou, sem ter de confiar na luz da reserva!
      Assim seria um cálculo mais justo!

      Responder
      • Pedro Andersson

        Olá. Sim. Tem razão. No depósito seguinte já vou fazer isso. Obrigado.

        Responder
    • Fernandes

      Olá Sr. Pedro.
      Eu sou motorista Uber, portanto é um pouco difícil ter números reais, devido aos percursos, mas são maioritariamente citadinos, e entre 200 a 300 km por dia. Já efectuei diversos testes de forma a optimizar as minhas despesas de combustível, e sendo o meu caso muito específico, posso partilhar o seguinte: não notei diferença no número de km, entre simples ou aditivado. Noto sim uma melhor resposta do motor e redução do ruído. Estou a utilizar o top diesel da prio por uma questão de preço. Mas na realidade as médias foram sempre as mesmas. Uso Renault Clio e Renault Megane, ambos 1.5 DCI. A Megane “engasga” um pouco com o aditivado da Galp. Ambas perdem força com os combustíveis de hipermercado ou marcas alternativas, sejam simples ou aditivados. Na prio acabei por ter algum equilíbrio com o top diesel.

      Responder
      • Ceguinho do Metro

        O Top diesel da Prio é uma falácia a comerçar pelo nome. Não é um gasóleo aditivado mas sim um gasóleo com uma componente de bioconbustível mais elevada – salvo erro, cerca de 7%. De Top ou aditivado não tem nada. Só lhe dão esse nome porque a malta fica com a sensação que mete um gasóleo aditivado ao preço mais baixo do mercado.

        Responder
  2. Constantino Pena

    Ola, consigo fazer cerca de mais 50 km’s por deposito cheio, com o gasoleo aditivado, mas feitas as contas a diferença de preço por litro por vezes é ela por ela

    Responder
  3. Nuno Oliveira

    Bom dia Pedro, fiz esse teste com os meus carros á uns anos e para mim acho que compensa os aditivados. A única diferença é que quando fiz o teste, nunca fiz a comparação logo a seguir a mudança de combustível, ou seja, logo após mudar o combustível é como se o motor ainda esteja “sujo” do combustível anterior, só a partir do segundo depósito do novo combustível é que fazia as comparações e na minha opinião são substanciais. Só mais um pequeno detalhe, e é a minha opinião, além de um low-cost, fiz a experiência com as três marcas, chamadas grandes em Portugal, Galp, BP, e Repsol, e nos meus testes a Galp foi a pior de todas, está ao nível da Cepsa que é mais barata, a BP e a Repsol estão praticamente ao mesmo nível em termos de rendimento, sendo que a Repsol é mais barata. Mas como disse é a minha opinião baseada nos meus testes com um carro a gasolina e um a gasóleo.

    Responder
      • Joaquim Réquio

        Eu uso o Diesel mais barato porque o meu carro está equipado com Ulimate Cell que produz hidrogênio que é introduzido e queimado em conjunto com o Diesel, melhorando a explosão que leva ao aumento do binário ao mesmo tempo que reduz o consumo e reduz cerca de 80% os gases nocivos. O consumo de combustível reduziu cerca de 15/20%.

        Responder
        • António

          Posso partilhar a minha experiência a propósito deste tema.
          A minha realidade passa por frequentes viagens Porto-Lisboa, com velocidades muito estáveis, que oscilam entre os 120 e os 130 km/h, num veículo de alta cilindrada que utilizo, quase exclusivamente, para viagens em auto-estrada. Sinceramente, relativamente ao consumo, identifico um maior número de quilómetros percorridos com um depósito de gasóleo aditivado, na ordem dos 30 a 50 km.
          No entanto, a diferença que até acabo por valorizar mais diz respeito ao comportamento do motor, na medida em que quando utilizo o gasóleo aditivado, para mesma velocidade a rotação do motor é um pouco mais baixa.

          Responder
          • Telmo M.

            Senhor António – com o aditivado, a rotação do motor é mais baixa para a mesma velocidade, em comparação com o simples? (Que teria então rotação mais alta?)
            Que tipo de caixa de transmissão tem?

    • Carlos Filipe

      Olá Pedro,
      Ando com uma carrinha VW Caddy, de leasing (neste momento tem 3 anos), que sempre levou com gasóleo Prio aditivado, que ainda ssim é mais barato que o gasóleo simples da Prio.
      Por outro lado, o meu carro de família, habitualmente conduzido pela minha mulher, um Ford Focus 1,6 tdci de 2006 com 145k km, sempre levou gasóleo aditivado, normalmente BP ou Repsol que são as marcas em que tenho descontos.
      Os dois carros ligados, ao ralenti, ao lado um do outro, a diferença na suavidade do funcionamento do motor é impressionante… O Focus ao pé da VW nem se ouve.
      O Focus faz essencialmente percurso citadino enquanto que a VW anda mais em autoestrada (a VW tem cerca de 123k Km à data).
      O Focus relativamente ao sistema de injeção nunca me deu problemas, apesar da idade e km.
      A VW na realidade também não, até porque é um veículo relativamente novo, mas aquele “matraquilhar” no funcionamento não me transmite confiança. Irá dar dores de cabeça a quem ficar com ela depois do leasing acabar.

      Responder
    • Rui Gomes

      Andei alguns anos a abastecer na cepsa e andava satisfeito, era um pouco mais barato e funcionava tudo bem, até que descubro uma outra também da cepsa mais barato, e passei a abastecer nessa bomba, que também era da cepsa e passados uns 3 ou 4 meses, notei que as médias eram um pouco mais alta e quando eu acelarava o motor não respondia, então mudei para a repsol e passados 2 horas o motor passou a trabalhar normalmente e as médias baixaram para os 7, ou 6. Isto dentro da mesma marca e propriedades da mesma entidade.

      Responder
  4. Pedro Pardal Alves

    Caro Pedro bom dia!
    Desde já obrigado pelas excelentes dicas e por partilhar mais esta experiência.
    Queria dizer-lhe que no meu caso, quando mudo de gasóleo simples para aditivado, mesmo que seja lowcost, apenas ao 2o depósito seguido é que começo a notar a diferença de potência e trabalhar do motor que falou.
    Abrc e bom trabalho

    Responder
    • Pedro Andersson

      Obrigado Pedro. Vou fazer esse teste com o segundo depósito a seguir e vou partilhar a minha experiência. Abraço

      Responder
  5. Joel alves

    Bom dia a todos, por norma abasteço no Intermarché e uso o gasóleo aditivado desde que ficou disponível, dependendo do posto é 2 ou 3 cent. mais caro. A única diferença que noto é que o carro (Opel Astra 2003 1.7) faz menos fumo. Nas minhas deslocações faço cerca de 1000km com 50 litros mas fazia cerca de 900 quando usava o aditivado da Prio, por isso atenção.
    Para registo dos consumos recomendo a APP Fuelio ou a Spritmonitor. Esta ultima tem a uma página na internet onde podemos consultar o consumo de outros condutores em spritmonitor.de/en/

    Responder
    • Fabio Dias

      Tenho a mesma experiência com o combustível aditivado da Prio.
      Experiência também partilhada por outras pessoas. Depósitos cheio com gasóleo aditivado da Prio e a conclusão foi semelhante: menos km por depósito.

      Responder
      • Devis

        Boa Tarde,
        Ha outro detalhe, tenho uma viatura v8 marca luxo e meto combustível gasolina com aditivo e às vezes sem aditivo. O motor faz menos esforço nas rotações, o barulho dos 500 cavalos fica mais limpo.. Nítido o som e nas subidas nota se também.

        Meti uma vez na prio com aditivo rendeu me menos 100km e o motor fez mais esforço.

        Há marcas que recomendam certo tipo de combustível porque se metermos outro e o carro avariar etc a oficina tem tendência de ignorar a responsabilidade.

        No meu caso um dia meter low cost é mesmo por ser urgente é meter o mínimo para próxima bomba não low cost. E encher o depósito.

        Responder
  6. Tiago Rocha

    Boa tarde e bom artigo que irei acompanhar.

    Quero aqui deixar mais numa ideia e possivel discussão. Qual será a diferença entre o gasóleo simples da Galp, BP ou Repsol, comparado com os low cost?
    Será que as grandes empresas petrolíferas estão a vender o gasóleo simples mais “fraco” comparativamente ao que tinham antes dos aditivados? Deixo aqui a questão.

    Responder
  7. JL

    Boa tarde a todos,
    Pela minha experiência no uso de combustíveis low cost, sempre diesel, o meu carro parecia um assador a fazer fumo. Um belo dia começaram a aparecer informações no painel com avisos de problemas na injeção e no motor e sei lá mais o quê. Queixei-me várias vezes na oficina, até que alguém me perguntou qual o combustível com que abastecia o carro. Informei que era low cost. Disseram-me que provavelmente o combustível não seria de qualidade e, para acabar com os problemas, para fazer uma limpeza com o aditivado da BP ou da Galp. E não é que os problemas acabaram? Além do mais é como o Pedro refere: mais potência e um trabalhar de motor mais refinado. Se é diesel melhor ou pior, não sei. O que sei é que o motor do meu carro está completamente diferente, para melhor.
    Um abraço.

    Responder
  8. Uma Ideia

    Uma amigo meu fez-me uma vez uma pergunta: O combustível aditivado vem num camião cisterna diferente? Nunca tinha pensado nisso e, ao que que parece, a resposta é.. “não”. Vendeu-me a história que o combustível base é o mesmo mas o “aditivo” é adicionado no depósito da gasolineira. Eu comprei a ideia. Depois pensei em investigar os combustíveis simples com os aditivos que se vendem, por exemplo, nos hipermercados…

    Responder
    • Pedro Andersson

      Sim. Disseram-me a mesma coisa. E de marca para marca o que varia é a quantidade de aditivo por litro.

      Responder
  9. Telmo

    Boa tarde Pedro Anderson,

    Por norma, não gosto muito dos seus artigos porque levam em conta demasiado o aspecto econômico e por vezes são “esquecidos” alguns pormenores importantes que podem alterar os cálculos (estou-me a lembrar neste momento dos testes que foram feitos nos esquentadores… não concordei nada… )

    De qualquer forma, ficam as minhas opiniões sobre este teste que está a realizar, e no final, uma sugestão:

    1. Caso se note diferença (tal como indica que sim) na potencia e no ruido… os combustíveis não aditivados não estarão de facto a danificar o motor? Na minha opinião: Não é humanamente possível detectar alterações a esse nível. Caso exista alguma diferença ela só poderá ser verificada de uma forma metódica, cientifica e precisa dada a proximidade que possa existir entre os 2 tipos de combustíveis.

    2. O teste que está a fazer, deveria ser feito sem saber que combustível está a usar (as cegas). Aconselho a reiniciar o teste e a pedir a alguém que abasteça por si.

    3. Se fizer exatamente o mesmo teste que está a fazer, MAS, usando sempre com o mesmo combustível, chegará sempre a muitas diferenças no consumo 🙂 Especialmente em cidade… O que isso significa afinal? Significa que este método não pode ser usada para este tipo de comparações.

    4. Dizem os defensores dos combustíveis aditivados que a grande diferença é a longo prazo (inclusivamente nos consumos). É a consecutiva utilização do gasóleo aditivado que mantem os seus benefícios e os maximiza. Estes testes, tiram o “longo prazo” de lado, e portanto, retiram a fiabilidade do próprio teste.

    5. O “atestar” nas bombas neste formato, não é muito cientifico. Qualquer mililitro é importante de ser contabilizado neste tipo de testes.

    A minha convicção é: A diferença na utilização de um combustível aditivado manifesta-se após uns milhares e milhares de quilômetros (200.000… 300.000). A existir alguma diferença nos combustíveis, teria de existir este tipo de utilização para se manifestarem diferenças no desgaste do motor (que é verdadeiro beneficio que de facto poderá ser aproveitado, se é que ele existe). Sobre consumos, é complicado: Temos até quem diga que como o aditivado é melhor, gasta mais porque “puxa melhor” 🙂 … é complicado ….

    Resumindo: Desta forma, será mais um artigo que não dá em nada a não ser alguma discórdia na comunidade. Alguns cliques, algumas leituras e mais um dia de trabalho no escritório.

    A minha sugestão: Ajude os portugueses a fazer um verdadeiro teste cientifico. Algo em grande escala mas que possa valer a pena e ajude a esclarecer “definitivamente” este assunto. Montar pelo menos 2 motores novos (só os motores), e simular os consumos de combustível. Neste formato daria com certeza para montar cenários realistas de consumo em conjunto com critérios técnicos viáveis e depois extrapolar para a realidade. Sobre ruido, aqui sim, poderiam ser medidas as diferenças.

    Em alternativa, usar carros iguais, novos (ou próximo disso), e usar um banco de testes para “gastar” combustível e fazer os testes que se acharem convenientes.

    Até termos alguém com a coragem, capacidade e vontade de realizar testes independentes e precisos, a duvida irá permanecer, e com a duvida as discussões intermináveis.

    Um bem aja e boa sorte com o teste que já está condenado antes de começar 🙂

    Obrigado.

    Cumprimentos.

    Responder
    • Paulo Martins

      Esclarecedor.

      Responder
  10. Master AUDO

    Se calhar arranjar um carro melhor?
    O meu A3 com 23anos faz ceta de 1000km com 50 litros…

    Responder
  11. Ricardo

    Boa noite
    Venho em detalhes diferentes …..como será que os aditivados vêm nos camiões porque nos mesmos há cerca de 3 a 4 compartimento gasoleo e gasolina nos auto tanques para serem entregues, não tou haver as gasolineiras adicionar aditivados.

    Tenho a salientar que os combustíveis vêm todas da mesma refinaria. Como são distribuídos com as composição diferentes por parte das grandes marcas isso não sei….

    Sei que todos os consumidores deverias de perguntar ou saber que há quanto tempo para limpar os depósitos ( bombas)( tanques ) dos combustíveis isso porque se a mesma marca o mesmo combustível ( aditivado ou nao) numa faz menos km ou noutra faz mais…
    Quer dizer que há uma que está com detritos ou impurezas que se vai acumular ao longo dos anos de deveriam de ser limpos.

    Também sabemos que os aditivados são simplesmente para Co2 e no carro é lubrificante no motor a não ter um desgaste carbonizado que os simples não têm em abundância e os injectores agradecem.

    Por isso é difícil fazer este tipo de cálculos se não fazer muitos kms como a sugestão de 2 depósitos para cada combustível e diferente é o motor tem uma boa revisão porque isso também conta e muito para fazer Este comparativo é gastar muito dinheiro.

    Responder
  12. JPC

    Há vários anos que todas as semanas faço cerca de 900km sempre no mesmo percurso, maioritariamente em estrada a velocidades entre os 90 e 100km/h. Já abasteci Galp, Repsol, BP, Prio, Intermarché, simples ou aditivado e de um modo geral não notei qualquer diferença significativa no consumo

    Responder
  13. Paulo Martins

    Caro Pedro Andersson,

    Antes de mais, obrigado por trazer um tema clássico que continua a gerar bastantes teorias e mitos.

    Pessoalmente (até pelo anos que trabalho nesta área) a classificação “premium” nos combustíveis não é mais que um cliché de comunicação (puro marketing) para confortar o cliente que está disposto a pagar pela “salvaguarda” dos injetores ou meramente por uma questão de estatuto social ou pseudo-sofisticação intelectual.

    Ora, a publicidade sai muito cara neste tipo de campanhas e na diferença de preço, acresce sobretudo este investimento feito pelas marcas na promoção do produto, do que propriamente eventuais benefícios miraculosos ao nível da limpeza/eficiência/rendimento do motor.

    Ainda que hajam alguns benefícios, eles são residuais como demonstra a reportagem da Deco-Proteste feita há 10 anos.

    Se o objetivo for a poupança de combustível, seja em “lowcost” ou “premium”, os milagres ocorrem quando deixamos de acelerar inconscientemente até ao semáforo que já estava vermelho.

    Para os mais cépticos, a Deco-Proteste levou a cabo esta reportagem há 10 anos:
    https://www.youtube.com/watch?v=fPW1GfnoFyM

    Bem haja e mais consciência na estrada 😉

    Responder
    • Telmo

      👍

      “Se o objetivo for a poupança de combustível, seja em “lowcost” ou “premium”, os milagres ocorrem quando deixamos de acelerar inconscientemente até ao semáforo que já estava vermelho.”

      Muito bem escrito.

      Cumprimentos.

      Responder
  14. Bruno Neves

    Pedro, julgo que as potências dos carros também poderão causar algum enviesamento no teste.
    Há já alguns anos, quando surge a “polémica” dos combustíveis premium vs simples, decidi na altura (tinha um Fiat Panda a diesel) fazer esse mesmo teste com a diferença que mudava de de combustível a cada dois depósitos e abastecia sempre na mesma bomba, BP na estrada nacional à entrada de Setúbal quando vimos de Azeitão. Fazia maioritariamente circuito urbano com trajectos curtíssimos (muito tempo com o motor frio) embora fizesse muitos km
    por dia.
    A conclusão a que cheguei foi de que fazia os mesmos km com o simples e com o premium, apenas verificava que com o simples no inverno fazia um pouco de fumo precisamente por falta dos diversos aditivos do premium.
    O carro era novo, tinha cerca de 3000 km na altura.
    Espero ter ajudado com este meu exemplo.

    Responder
    • Pedro Andersson

      Obrigado Bruno. Este teste que estou a fazer é justamente com o meu carro, os meus percursos e o meu pé no pedal. O meu incentivo é que cada um faça o mesmo. Não pretendo fazer. Sra de universal ou representativo. Aliás, pelos meus valores iniciais estou a chegar à mesma conclusão que o Bruno 🙂

      Responder
  15. Valdemar Machado

    Olá Pedro,

    Louvo-lhe o voluntarismo. Mas pergunto se não há estudos científicos nesta área? A meio cientifico mundial ainda não estudou este “mistério”? A “Deco” nunca promoveu um teste com as suas congéneres europeias? Acho que podia explorar o assunto por aqui.

    Responder
    • Pedro Andersson

      Olá. Sim há. Mas o que me interessa são as minhas circunstâncias pessoais, os meus percursos, o meu carro e os postos que tenho disponíveis perto de mim. Eu não me desloco num laboratório científico. Cada um deve convencer-se de que está a fazer as melhores opções. Não pretendo convencer ninguém. Estou apenas a partilhar o que estou a fazer e como o estou a fazer 🙂

      Responder
    • Pedro Andersson

      O estudo da Deco de há cerca de 10 anos diz que aditivado ou simples, as diferenças são irrelevantes e que é apenas uma questão de marketing.

      Responder

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