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Painel solar fotovoltaico – Balanço de fevereiro de 2021 (mês #51)

Escrito por Pedro Andersson

09.03.21

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6 min de leitura

Balanço do mês de fevereiro de 2021

Pela primeira vez desde que faço o registo mensal da produção do meu painel fotovoltaico que fevereiro não foi um mês de recuperação da produção depois dos meses de Inverno. Como poderá ver no gráfico abaixo, o que é habitual é fevereiro ser melhor do que janeiro e por aí fora até ao Verão. O que é que isto significa? Nada de especial. Significa que choveu e houve mais nuvens em fevereiro do que no mesmo mês nos 4 anos anteriores. Só isso. Houve aquela tempestade e tal, lembra-se? Refletiu-se na produção do meu painel (e em todos os painéis do país, suponho).

Foi um mês muito fraquinho. Só poupei cerca de 3 euros na fatura da eletricidade. Não chegou aos 19 kWh de produção em todo o mês (que também tem menos dias, como sabemos).

Desperdicei 2% para a rede. É um excelente valor. Mas deve-se ao facto de estarmos 4 pessoas confinadas em casa. Obviamente, gastamos tudo o que o painel produz. Mais houvesse.

Leia também: Quanto custa um painel solar?

NOTA PERMANENTE: Como já sei que muitas pessoas vão perguntar, comprar baterias (mais 6 painéis para ser suficiente para carregar as baterias) custar-me-ia vários milhares de euros. Eu não tenho esse orçamento e demoraria décadas a recuperar o investimento. Assim, o “acordo” com a E-Redes (como se chama agora a EDP Distribuição) é consumir em tempo real o que o painel fotovoltaico produz e o que não consumir é oferecido para a E-Redes vender aos outros consumidores. Essa opção é boa para soluções “off-grid”, ou seja em locais isolados sem acesso a eletricidade da rede.

Os números de fevereiro de 2021

Tem aqui abaixo o gráfico da produção do painel ao longo dos meses mais recentes. Para quem está aqui pela primeira vez, ou recentemente, quero relembrar que o painel solar instala-se no telhado (aparafusa-se), aponta para sul e a tomada que sai do painel liga a uma tomada normal em sua casa (no meu caso é na tomada da arrecadação junto ao telhado, uma vez que moro num andar a meio do prédio). Tem AQUI o vídeo com a instalação do meu painel. Sempre que há sol ele produz eletricidade. É como se fosse um frigorífico, só que em vez de gastar eletricidade, injeta eletricidade em minha casa.

A sua casa consome sempre primeiro a energia do painel. Portanto, se ele produzir o suficiente para o frigorífico e uma ou duas luzes ligadas, não vai buscar nada à “EDP”. É eletricidade de “graça”. Só tem de levar em conta o investimento. 

Como pode ver, o painel produziu exatamente 18,842 kWh em fevereiro. Daria para fazer gratuitamente 19 assados no forno, mais ou menos.

Tem a seguir o gráfico que mostra os dias. Foi um mês com vários dias muito maus, com muito pouco sol. Vamos ver se março é melhor.

As contas

O que o painel fotovoltaico de 250 W produziu em fevereiro representou 3,20 € de poupança na minha fatura da luz, se tivesse consumido tudo o que o painel produziu no mês passado. Tive um desperdício exato de 2,18%, contabilizados pelo meu aparelho que mede tudo minuto a minuto.

Aproveito para lhe recordar este artigo sobre como os vendedores podem tentar fazer com que compre mais painéis do que aqueles que precisa.

Como pode ver este desperdício refere-se especificamente ao dia 21 de fevereiro. O desperdício para a rede foi ZERO em todos os outros dia. Foi um domingo em que não estivemos em casa para resolver um problema. Este exemplo é extraordinário para que perceba que se tem sempre pessoas em casa, comprar 3 ou mesmo 4 painéis pode ser um bom investimento. Se a casa está vazia, basta um.

Neste momento, o meu desafio é juntar todas estas formas de poupança diferentes para deixar de pagar eletricidade durante muitos anos. Explico neste artigo como estou a planear passar a ter faturas de eletricidade quase a zero. Ainda não consegui, mas vou no bom caminho.

Se tivesse consumido tudo o que o painel produziu teria já poupado até agora 322,04 €. O retorno do investimento continua nos 8 anos. Pelo preço dos painéis hoje, já estaria pago. O meu foi barato na altura, mas caro para os dias de hoje (tudo ficou-me em 620 euros, com instalação e material extra).

No gráfico abaixo tem a produção total do painel em kWh. Não é influenciado pelo preço que pago pela eletricidade.

Este gráfico é importante porque a poupança em dinheiro é uma coisa, mas a eletricidade que ele produz é outra. Eu posso produzir mais eletricidade, mas se o preço da eletricidade baixar, a minha poupança vai ser igual ou inferior. Assim consigo comparar as duas coisas e ao mesmo tempo avalio a eficiência do painel para saber se devo acionar a garantia ou não. Se a eficiência baixar para os 80% antes de 20 anos dão-me uns novos.

Até agora, os picos máximos nestes 4 anos mantêm- se iguais, logo não tenho nenhuma razão para reclamar. Estão bons. Não gasto 1 cêntimo em manutenção. Vou ao telhado duas vezes por ano passar um pano para tirar a poeira.

Compensa comprar um painel solar?

Como não consumo tudo o que o painel produz, com o aparelho de medição de consumos que tenho instalado e que mede a exportação de eletricidade, sei que gastei em tempo real praticamente  98% da eletricidade que o painel produziu. 

Feitas as contas, dei à rede em fevereiro 0,07 € (que não poupei). Não me parece ser relevante.

É por estas contas que deve avaliar bem se precisa mesmo mais do que um painel solar. Um, pode e deve ter de certeza, diria. Dois ou mais, só os deve instalar se tiver a certeza de que tem gente ou equipamentos elétricos suficientes para gastarem a energia que vai estar a produzir em tempo real (nas horas de mais sol).

Assim, o retorno real (o chamado break even) continua pelas minhas contas perto dos 8 anos (reais). 

Depois de passado esse tempo (8 anos), o painel estará pago e terei pelo menos mais 15 anos de “lucro”. Já só falta metade desse tempo, uma vez que 4 anos já passaram. Veremos se é assim. Mensalmente continuarei a fazer aqui o balanço para o ajudar a avaliar se deve ou não comprar um (ou vários) painéis solares.


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2 Comentários

  1. Jorge Pereira

    Desde já agradeço por este extraordinário trabalho que faz em prol de todos, já há muito tempo que acompanho o blog e já me ajudou muito.
    Dada a sua experiencia com o painel solar fotovoltaico ando a pensar colocar 1, fui-me informar e ao que apurei, a informação que o Pedro coloca aqui já se encontra em parte desatualizada, pois se colocar um painel com potência inferior a 300w como não tenho, nem posso comunicar nada à DGEG, segundo a lei, qualquer quantidade de energia que o painel produza e que eu não gaste na hora será enviada para a rede pública e paga por mim como energia gasta, dado que os contadores novos se não forem modificados são sempre unidirecionais.
    Exemplo: frigorifico + arca congeladora que trabalham a maior parte do tempo.
    Energia gasta quando ambos trabalham em simultâneo: 200w
    Se tiver um painel a produzir p.e. 270w, estou a pagar 70w como se os tivesse consumido e este valor sobe quando gasto menos energia.

    A solução por assim dizer seria colocar um painel com potencia superior a 300w para registar na DGEG e aferirem o contador, mas é preciso ter em atenção que essa aferição ou substituição tem um valor a ser pago de 60 e tal euros e eles não vem aferi-lo logo, ou seja durante o tempo que estivesse como o caso anterior estaria tb a pagar a energia enviada.
    Por favor verifique esta informação.

    Obrigado

    Responder

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