PODCAST | #17 – Como saber se você ganha muito ou ganha pouco?




Afinal você ganha muito ou ganha pouco?

É uma pergunta que parece talvez um pouco disparatada porque (acho eu) quem tem salários baixos obviamente tem a certeza de que ganha pouco e quem ganha “muito” nunca o irá admitir e defenderá que mesmo assim não chega e que está a ser mal pago para o que faz.

Este episódio do podcast é assumidamente polémico e sei que poderá gerar até alguns mal-entendidos entre alguns de nós, mas achei importante esclarecer alguns pontos relacionados com este tema sobretudo a pensar em futuros artigos que escreverei. A minha intenção não é arrastar polémicas inúteis, mas sim contribuir para que todos nos compreendamos uns aos outros. Quem ganha “pouco” e quem ganha “muito”. É que às vezes as coisas não são o que parecem e um salário baixo não é necessariamente um peso que tem de carregar toda a vida.

Vem isto a propósito de dezenas de mensagens que me mandam com alguma regularidade a criticar o facto de dar quase sempre como exemplo de um salário “normal” um salário de 1.000 €.

1.000 euros é um salário “normal”?

Tendemos a considerar como salário normal o nosso salário e o das pessoas que nos rodeiam. Ora, isso pode distorcer completamente a nossa visão da realidade e até pode ser um travão para tentarmos melhorar a nossa situação individual.

Falo sobre isso no episódio desta semana do podcast “Pedro Andersson – Contas-poupança”. Clique nas fotos abaixo para ouvir.

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Os “portugueses” ganham só o salário mínimo?

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15 comentários em “PODCAST | #17 – Como saber se você ganha muito ou ganha pouco?

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    Vanijo Reply

    Peço desculpa, gosto imenso do seu trabalho e da forma como aborda as coisas, mas a sua análise sobre este assunto deixa um pouco a desejar. E penso que quem não entende é você. Quando se usa a expressão “ganho mal”, não é comparar profissões com ninguém ou dizer mal de quem ganha mais. Temos um ordenado mediante a categoria profissional, estudos ou profissão, isso toda a gente sabe…
    Não!!! Nem sempre se pode alterar a vida, mudar de emprego, fazer cursos, escolher uma profissão.
    Ganhamos mal, quando não temos como pagar o nível de vida que está em Portugal.
    Um bom exemplo, esqueça a média nacional: Casal, 2 filhos, casa arrendada, 1 carro. 1450€ líquidos casal. Por certo consegue ter uma ideia das despesas. Dá para poupar algum? E se existir um imprevisto, um mês mau.
    Esqueça as médias nacionais, paga-se mal em Portugal. Ganha-se mal em Portugal, ponto.

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    Zélia do Monte Reply

    Meu Senhor, e se comparasse com certos países da União Europeia? Alemanha, França, Bélgica, Espanha, Holanda, Suécia, Finlândia, Luxemburgo, etc. Que tal esta comparação? Este é um país de salários muito, muito baixos. A maneira de ganhar mais é a luta, uma luta organizada, uma consciência de classe. Só desta forma os trabalhadores podem ganhar mais para que o patronato ganhe menos. O problema é a distribuição da riqueza que se gera, em que a parte de leão vai para o patronato e as migalhas para os trabalhadores. Portugal é, sim, um país de baixos salários. Aliás, são os baixos salários um dos problemas mais graves e que atrasa o desenvolvimento do nosso país. Sem o querer ofender, o Senhor com esta conversa da treta denota ser um grande reacionário. Está a fazer o frete ao capital, os que abocanham o suor, as mais valias de quem trabalha e ganha tão mal neste país.

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    Aurélia Azevedo Reply

    Acho indecente o que diz. Pagam mal e não me posso queixar. Claro que posso. Faço bem o meu trabalho sou competente e ganho mal. Não me vou queixar? Por exemplo os enfermeiros emigram todos porque ganham mal e não se quiseram queixar. Quando você precisar de um enfermeiro vá a outro país que pague mais. Precisamos é de mais greves e manifestações. E os empregados de limpeza e trolhas que ganham o salário mínimo é trabalham numa profissão extenuante vão mudar de profissão né? Quando precisarmos de um desses vamos procurar onde? Todas as profissões são precisas e muitas empresas pagam muito mal e metem todos os lucros “ao bolso”. Nós temos de nos queixar sim! Vivemos num país de conformados que aceitam o que tem. Mudem de profissão? Sim porque ao que parece quando temos casa e filhos para sustentar ainda nos sobra dinheiro do pouco que temos e tempo para investir na formação e procurar novos empregos. Você não conhece a realidade de quem tanto trabalha e não vê dinheiro ao fim do mês. Não fale dessa forma, achei vergonhoso dizer “não se queixem”! Saia desse seu mundo dos números e vá ver a realidade. Temos de nos queixar sim. Todas as profissões importam e têm de ser valorizadas. Talvez o salário mínimo é que seja demasiado baixo e não valoriza o trabalho das pessoas. Pense antes de falar.

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    Ricardo Andrade Reply

    So uma nota: segundo a PORDATA este valor medio nacional é iliquido (1170€). Ja agora Pedro, seria interessante abordar a questao imobiliaria (tanto rendas como prestacao) mas numa perspectiva de evolucao dos precos (vejo pouquissimas analises comparativas na evolucao do preco e e-me dificil saber quanto mais é que pago hoje por assinar um contrato de arrendamento ou comprar – face aos ultimos 10 anos e cruzar isso com a inflacao). Esta é a despesa que mais pesa em media na carteira dos portugueses e cada vez cresce mais.. Fica a dica. Parabens pelo excelente trabalho!

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    Hugo Reply

    Quando diz que o salário médio é de 1170€… Estamos a falar de brutos ou líquidos?
    Seria bom os jornalistas na generalidade distinguirem cada vez que falam em valores, se estes são brutos ou líquidos.

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    Emilia Nogueira Reply

    No que diz respeito aos medicos que trabalham na função publica e que já atingiram o topo de carreira (36 de carreira hpspitalar) as situações são dispares, há muitos medicos em topo de carreira a ganhar 4000 € mas brutos, liquidos são 2300€.

    O meu alerta vai para que não se induza nos ouvintes que todos os medicos longa carreira ganham 4000 liquidos.
    Cada hospital tem varios tipos de contrato e não me aprece que a maioria dos medicos ganhe 4000 liquidos.

    Mas tirando este “promenor” foi um episodio muito elucidativo.

    Obrigada

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    Francisco Reply

    Estimado Pedro,
    Começo por lhe agradecer pelo trabalho que desenvolve que é na generalidade dos casos muito bom ou até mesmo excelente.
    Mas tenho também que pedir desculpa porque acho que neste podcast assume algo que acho profundamente errado e que é um problema da sociedade Portuguesa. Nós não temos vencimentos líquidos, nós temos vencimentos brutos e dois colegas que trabalham lado a lado na mesma empresa e que tenham exatamente o mesmo salário bruto podem receber líquidos valores completamente diferentes, dependendo das suas situações fiscais. Ser “não casado”, ser casado com alguém que é titular de rendimentos ou não, ter zero dependentes ou ter 3 ou 4, ter algum tipo de incapacidade (vulgo deficiência), todos estes fatores influenciam muito os valores líquidos, como tal é sempre em remunerações brutas que devemos falar quando fazemos comparações.
    Agradeço mais uma vez pelo seu trabalho do qual sou fã, mas não podia deixar de dar este meu testemunho.
    Um forte abraço

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    Luis Reply

    Boa tarde fiquei com uma dúvida no valor médio da pordata porque no site não fala em líquido ou bruto! Alguém consegue explicar?

    • Avatar
      Jorge Reply

      Deverá ser bruto, porque a retenção varia caso a caso (conforme o número de titulares e dependentes e a existência de deficiência).

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    Jorge Reply

    Excelente episódio. Parabéns pela clareza e frontalidade.
    Espero que não venha a “apanhar” muito pelo que disse 😉 .

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    Ana Silva Reply

    Pedro, quando fala em engenheiros, suponho que sejam pessoas em fim de carreira em empresas privadas. Infelizmente não é bem assim. Conheço engenheiros com 20 anos de casa pública a receber 1500€… Mas pronto, pormenores. É tudo realmente muito relativo. Depende da zona geográfica até.

    • Pedro Andersson
      Pedro Andersson Post authorReply

      Certo, Ana. Mais uma vez estamos a falar de médias. Também nesses casos se aplica a teoria de que pode ser engenheiro noutro lado/empresa. Claro que em alguns casos essa sugestão até pode ser considerada ofensiva pelo próprio. Mas se um engenheiro ganha pouco face aos colegas na mesma região, deve perguntar-se se pode fazer alguma coisa para corrigir essa situação. Isso acontece porquê? Responder a essa pergunta pode ser o começo da “solução”. É a área da engenharia? Deve exigir um aumento? Pode começar a trabalhar por conta própria? Com uma formação poderia subir de patamar salarial? A minha intenção com este episódio é “abanar” um pouco essas águas.

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    Rui Silva Reply

    Bom dia, conheço muita gente que nem que pagasse para trabalhar. Para esses o ordenado mínimo até é demais.
    Algumas pessoas pensam que só têm direitos… no entanto felizmente que nem todos pensam assim!
    Há direitos e deveres, como em tudo na vida.
    Há também aqueles que por muito que lutem, nunca passam do ordenado mínimo, e depois há também muitos que recebem “oficialmente” o ordenado mínimo … depois quando se reformarem, vão andar a pedir ajuda se não juntarem um pé de meia, com o que não declaram durante a vida!
    Também há aqueles que recebem fortunas sem nada produzirem, só porque foram afortunados ou nasceram nesta ou aquela família.
    Há de tudo!
    Abraços

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