Saiba como um PPR pode render mais do que os depósitos a prazo



Já pensou em substituir o seu depósito a prazo por um PPR?

(ATUALIZAÇÃO – REPORTAGEM FOI ADIADA POR RAZÕES DE ATUALIDADE. DEPOIS INFORMAREI QUANDO SERÁ EMITIDA. PEÇO DESCULPA).

Mas então o PPR não é só para a reforma? Em teoria sim. Na prática não.

Na semana passada caiu-me (mais) uma ficha. Durante a entrevista sobre como usar o PPR para pagar a prestação da casa (pode ver essa reportagem aqui) o entrevistado disse-me: “Olhe, e já reparou que os portugueses andam a perder milhões de euros deixando o dinheiro a render zero nos depósitos a prazo quando podiam ter esse dinheiro a render num PPR?”

– “Como? Mas eu só posso resgatar o dinheiro do PPR em condições especiais ou então tenho de pagar uma penalização gigantesca. Num depósito a prazo posso mobilizá-lo quando quiser… Num PPR não.”

– “Isso é o que as pessoas pensam. Você só é penalizado pelo Fisco se puser esse dinheiro do PPR no IRS e receber os tais 300 a 400 euros de reembolso. Se não o colocar no Modelo 3 do IRS e não receber nenhuma dedução fiscal pode levantar o seu dinheiro quando quiser porque não tem de devolver nada e a multa de 10% por cada ano em relação a “nada” é “nada”. E tem um rendimento dezenas de vezes superior aos depósitos a prazo.”

E pronto! Fez-se luz na minha cabeça e nasceu mais uma reportagem do Contas-poupança. Pode vê-la mais logo no Jornal da Noite na SIC.

Explico como – teoricamente – o “pior” PPR é melhor do que os depósitos a prazo. Claro que tem de preencher algumas condições e ter em atenção as várias comissões do PPR que utilizaria para substituir o seu depósito a prazo (ou parte dele).

Há PPR que são péssimos e com os quais até pode ter prejuízo mesmo com capital garantido. Nem imagina as comissões de resgate de alguns PPR…

Claro que nunca deve pôr todas as suas poupanças no mesmo local. Mas esta opção foi para mim um abre-olhos e estou a considerar seriamente colocar uma parte das minhas poupanças “normais” do meu Fundo de emergência num PPR que encontre e que renda 2 ou 3% em vez de os ter nos Certificados do Tesouro Poupança Crescimento. O “segredo” é não o colocar no IRS e não ser ganancioso com os 300 ou 400 euros “imediatos” da dedução. Em depósitos a prazo é que nem pensar.

Avise os seus conhecidos que têm depósitos a prazo e que se queixam de que não rende nada. É que estou a falar de Seguros PPR com capital garantido, por isso essa questão não se põe. Não estou a falar de Fundos PPR sem garantia de capital.

E se tiver dúvidas depois da reportagem desta noite não se esqueça de que pode colocar as suas perguntas em direto amanhã (quinta-feira) na SIC Notícias às 15h00. Estarei em estúdio com um especialista para responder às vossas dúvidas sobre como podem pôr o vosso dinheiro a render mais. Mandem as vossas perguntas em vídeo por Whatsapp para o nosso número de telefone especificamente para isso.

Espero por si mais uma vez, mais logo, no Jornal da Noite na SIC.

Quarta-feira é dia de Contas-poupança. Até já!



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31 comentários em “Saiba como um PPR pode render mais do que os depósitos a prazo

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    Fernando Costa Reply

    Bom dia
    Segundo entendi e peço confirmação, então, posso reforçar ou colocar dois PPR de €1500 um para mim e outro para a minha mulher para no n/ caso abatermos €600 no IRS, certo?

    Por outro lado, posso colocar a quantia que entender noutro PPR ou em dois e n/ os colocar no IRS e assim obter mais juros que noutros depósitos? Mas se necessitar do dinheiro dentro de 3, 6, 12, 24 ou … 36 meses, isto é, antes do período dos 5 anos, posso levantar sem penalizações? ou tem penalizações mas mesmo assim compensa?

    Nota: Tenho 64 anos e minha esposa tem 59 anos de idade e estamos no ativo

  2. Avatar
    Fernando Costa Reply

    Boa noite Sr. Andersson

    Pretendo saber se para ter dedução no IRS todos os anos, tenho de fazer PPR todos os anos?
    Obrigado,

    Fernando Costa

  3. Avatar
    Patrícia Carvalho Reply

    Boa tarde Sr. Pedro.

    Gosto sempre muito das suas rubricas mas gostei desta em particular e fiquei com uma dúvida.
    Eu não tenho crédito habitação, imaginemos que eu subscrevo agora um PPR e compro habitação daqui a 2 anos. A regra dos 5 anos aplica-se? Ou nem sequer poderei utilizar esse PPR para pagar a prestação pois na altura da sua subscrição ainda não tinha habitação?

    Espero ter sido clara na exposição das minhas dúvidas.

    Grata pela atenção.

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    Fernando Dias Reply

    Boa tarde Sr. Pedro
    Tenho um CPR (conta poupança reforma) desde os anos 90, ligado a uma seguradora, com uma taxa de 4% ao ano, mais uma percentagem relativa aos lucros dos investimentos que fazem, que invariavelmente é 0%.
    Já não existe este tipo de poupança? Como só se fala em PPR’s.
    Obrigado

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    João Reply

    Boa tarde Pedro,

    O que esta a dizer é que não declarado o PPR no IRS podemos pedir o seu reembolso sem esperar x anos para o fazer e sem penalização (excepto alguma penalização especifica do ppr que se subscreva ) ?

    Ou seja, não teremos de resgatar apenas nas condições abaixo passado 8 anos como já ouvi em alguns bancos?

    Resgate PPR: em que situações se pode fazer sem penalização?
    Uma das grandes características que define estes produtos financeiros assenta no facto de só poderem ser resgatados (ou seja, só pode levantar o dinheiro acumulado) sem sofrer penalizações nas seguintes situações:

    Reforma por velhice;
    A partir dos 60 anos de idade (mas desde que o PPR tenha sido subscrito há mais de cinco anos);
    Desemprego de longa duração;
    Verificação de incapacidade permanente para o trabalho;
    Doença grave de algum membro do agregado familiar;
    Em caso de morte do titular do PPR (situação na qual o montante acumulado é entregue aos herdeiros ou a um beneficiário designado ainda em vida);
    Para pagar a prestação do crédito habitação.

    Obrigado,
    João

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    Jorge Reply

    Os PPRs não estão cobertos por um fundo de garantia como os depósitos a prazo. A garantia de capital
    é prestada apenas pela própria seguradora.
    Também não me parece que “o pior PPR” seja melhor que qualquer depósito a prazo. Há PPRs que garantem apenas 0,50% de rendimento, e depósitos que dão 1,40%, bem como os certificados de tesouro que dão 1,39% (em média durante 7 anos).
    Estou por isso muito curioso em ver a reportagem!

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    Manuel Costa Reply

    Fui ver o jornal da noite de ontem na SIC e não encontrei o seu programa. Terei entendido mal?

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    Nuno Reply

    Qual o Seguro PPR mais aconselhado, tendo em conta as taxas e juros associados?

  9. Avatar
    João Francisco Mendes Ferreira Reply

    Bom dia Pedro,

    Sei que no artigo não se refere ao mecanismo dos FUNDOS PPR, que é o meu caso. Subscrevi recentemente o PPR Alves Ribeiro com a intenção de o deixar por lá muitos anos mas também de ir reforçando a minha posição todos os anos em cerca de 1000/1500€. A minha dúvida é, tendo em conta que invisto esse valor todos os anos acho que faz sentido tirar partido do reembolso do IRS nesses anos correcto? Ou apenas se pode “pedir” o reembolso uma vez?

    Cumprimentos e obrigado pelo seu incrível trabalho!

    • Avatar
      Jorge Reply

      Pode usufruir do benefício fiscal todos os anos em que investir no PPR. O montante aplicado virá provavelmente já preenchido na sua declaração de IRS e se não quiser ter o benefício (e ficar com o dinheiro “preso”) terá de apagar o campo respetivo.

        • Pedro Andersson
          Pedro Andersson Post authorReply

          E faz bem. Pode usar em caso de doença, desemprego ou para a prestação da casa. Ou levanta quando quiser mas tem de devolver os benefícios fiscais todos com multa.

  10. Avatar
    João Francisco Mendes Ferreira Reply

    Bom dia Pedro,

    Sei que no artigo não se refere ao mecanismo dos FUNDOS PPR, que é o meu caso. Subscrevi recentemente o PPR Alves Ribeiro com a intenção de o deixar por lá muitos anos mas também de ir reforçando a minha posição todos os anos em cerca de 1000/1500€. A minha dúvida é, tendo em conta que invisto esse valor todos os anos acho que faz sentido tirar partido do reembolso do IRS nesses anos correcto? Ou apenas se pode “pedir” o reembolso uma vez?

    Cumprimentos e obrigado pelo seu incrivel trabalho

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    Sara Lourenço Reply

    Bom dia Sr. Pedro.

    Ao mobilizar antecipadamente o dinheiro que temos no PPR, perdemos os juros que ganhamos em ter o dinheiro nessa conta, certo?
    Por isso, caso precisemos do dinheiro antecipadamente, além das comissões de resgate que poderemos ter de pagar, vamos perder os juros que eventualmente tenhamos ganho. Ou os juros estão sempre garantidos?

    Obrigada.

      • Avatar
        Sara Lourenço Reply

        Entendido.

        Agora só preciso saber escolher bem o Seguro PPR, pois o fundo já tenho.

        Obrigada! 🙂

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    Tiago Reply

    Bom dia Pedro, uma informação útil a divulgar (talvez em item futuro) é como funciona todo o processo de “resgate do PPR para Credito Habitação” (se é mensalmente que tiram de lá para pagar a prestação, se ha comissões envolvidas de cada vez que levantam, etc)

  13. Avatar
    Ruben Reply

    A pergunta da Sra. Helena foi pertinente. Tendo dois PPRs, posso usar um como depósito a prazo, nunca declará-lo no IRS e, assim, posso levantá-lo quando quiser e o outro declaro-o no IRS a fim de receber os 400€. É possível esta situação?

    • Pedro Andersson
      Pedro Andersson Post authorReply

      Claro. Pode ter um PPR para o carro, outro para as propinas do filho, outro para ir a Eurodisney daqui a 5 anos. Só não pode por no IRS senão fica “acorrentado”. Mas há detalhes importantes que falarei na reportagem. Para depois não ter surpresas 🙂

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    Helena Rodrigues Reply

    Bom dia sr Pedro. Muito obrigada por esta luz. É possível a mesma pessoa ter dois ppr? Um para a reforma e outra para fundo de emergência? E só colocar o ppr para a reforma no irs?

    Obrigada

      • Avatar
        PC Reply

        Poder pode, contudo, NUNCA se coloca num PPR capital destinado ao fundo de emergência cuja a liquidez tem de ser do dia. Os PPRs atualmente em comercialização têm risco de capital, liquidez diferida habitualmente em D+5 o que pode ser um problema para quem precisa de aceder ao capital no próprio dia.
        Ponderar sempre as necessidades de liquidez no curto, médio e longo prazo e em consciência alocar o seu património nos diversos ativos diversificando. Este é o segredo, diversificação!

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