Aumente o seu reembolso do IRS (mesmo que esteja isento)





Mas como é que isso é possível?

Isto para mim foi (mais uma) reportagem surpreendente e acho que pode mudar a forma como os portugueses encaram o IRS se recebem o salário mínimo ou uma reforma baixa que os isenta de entregar o IRS.

(EU SEI QUE O BENFICA E O SPORTING JOGAM ESTA NOITE, MAS ELES NÃO VOS FAZEM GANHAR DINHEIRO) Façam pausa no jogo e vejam mais logo esta reportagem.

Durante anos ouvi – e repeti –  que se não faz retenção na fonte de IRS não precisa entregar o IRS. Claro que pode entregar o IRS para usar a declaração “a zeros” para outros efeitos, mas para receber dinheiro de reembolso NÃO!

Acabo de descobrir que isso não é verdade em muitíssimos casos.

Tem depósitos a prazo?

Imagine a seguinte situação: um casal recebe o salário mínimo nacional cada um, logo não precisa entregar IRS. Provavelmente não entregam ou fazem o IRS Automático. Como não descontam para o IRS podem ter todas as despesas do mundo que o Estado  não devolve nada. MAS…

Mas esse casal recebeu uma herança e tem um depósito a prazo (quanto maior melhor) que lhes rende 200 ou 300 euros de juros por ano. Esta situação não é assim tão incomum. E pode aplicar-se a pessoas idosas com pensões miseráveis ou emigrantes que regressam e têm as poupanças de uma vida em depósitos a prazo, ou certificados de Aforro ou Certificados do Tesouro.

O que descobri

Sim, sei que há pessoas que fazem isto há décadas. Mas só agora fiz esta reportagem e partilho com os milhões de portugueses que não sabem. Se essas pessoas com rendimentos baixos (inclui o salário mínimo) entregarem o IRS (mesmo sem serem obrigados a isso) e inserirem o Anexo E e englobarem os juros que receberam no ano passado vão recuperar a totalidade dos 28% dos juros que ficaram para o estado “retidos na fonte”. AAAAAHHHHHHH afinal estas pessoas fazem retenção na fonte… Esse foi o meu momento “Ahhhhh!”.

E como o Estado devolve o reembolso a partir do mínimo de 10 euros, isso significa que a partir de 40 euros de juros, quem entregar o IRS desta maneira vai receber pelo menos 10 euros de reembolso. A partir daí é sempre a subir.

Na reportagem desta noite do Contas-poupança, no Jornal da Noite da SIC, vou contar-lhe o caso de uma pessoa que recebia o salário mínimo e que, por ter um depósito a prazo chorudo, recebe todos os anos 900 euros de reembolso do IRS. Atenção: estando isenta de entregar IRS! 

Isto é super importante para os seus pais e avós ou emigrantes que regressaram a Portugal.

Falaram-me também de um caso de outra pessoa que estando reformada com uma reforma mínima recebe todos os anos 3 mil euros de reembolso. Sim, tem muitos milhares de euros no banco (a poupança de uma vida no estrangeiro).

Meus amigos, esta informação é REALMENTE muito importante e merece ser partilhada o mais possível junto de todos os portugueses que ganham o salário mínimo ou menos. Nós não sabemos as finanças de cada um. 

Se podem receber nem que seja mais 100 ou 200 euros por ano, isto não é relevante?

O Estado não devia informar as pessoas destas particularidades da lei? São direitos que as pessoas têm. Têm de os usar, se quiserem.

Descobri também coisas que mostram como somos “maus” a lidar com o dinheiro em Portugal. Contabilistas informaram-me durante a reportagem que há muitos “velhotes” que preferem não englobar os juros no IRS para os filhos não saberem quanto dinheiro têm no banco. E perdem centenas de euros todos os anos para que ninguém saiba que têm dinheiro no banco. São opções.

Outros não querem que o Estado saiba que têm esse dinheiro no banco. Amigos, acham mesmo que o Estado não sabe quanto dinheiro têm no banco, se quiser saber?

Mas o que colocam na Declaração de IRS é o valor dos juros que receberam e não quanto dinheiro têm no banco, OK? Mas aí já é opção de cada um englobar esses valores ou não.

Para mim, enquanto jornalista e cidadão, o importante é que saiba que tem essa opção.

O que faz com a informação é consigo.

Veja a reportagem completa mais logo no Jornal da Noite na SIC e veja como se faz.

Para ter uma ideia, se receber 250 euros de juros, vai receber de reembolso 70 euros se entregar o IRS com o Anexo E. Se recebeu no ano passado 2.500 de juros recebe 700 euros e assim por diante. Faça a simulação e veja quanto consegue recuperar.

 

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78 comentários em “Aumente o seu reembolso do IRS (mesmo que esteja isento)

  1. ALFREDO ALMEIDA Reply

    Alguém sabe se surte algum efeito entregar declaração de substituição de rendimentos referentes aos anos de 2015 ou 2014? Se tivesse englobado rendimentos de capitais nesses anos ia receber centenas de euros!

  2. Maria Jardim Reply

    Bom dia.
    Tenho o meu agregado familiar actualizado no portal das finanças (1 filha).
    Ao fazer a simulação de reembolso do IRS, sem colocar o NIF da minha filha na folha de rosto, o valor a receber até é simpático. Ao incluir o NIF da minha filha na folha de rosto este valor baixa para zero.
    Porquê é que isto acontece?
    Muito obrigada.

  3. Luís Reply

    Depende de como os 28 por cento da retenção no Depósito compara com a sua taxa de imposto quando faz o IRS. Para quem esteja isento ou tenha uma taxa de IRS inferior aos 28 compensa. Quem tenha uma taxa de IRS superior (fruto do escalão de rendimentos a que pertence) não tem vantagem pois foi retido a uma taxa inferior (28 por cento).

  4. Ana Reply

    Boa noite. Esta situação é só para contribuintes isentos de irs?! Tentei fazer a simulaçao com o anexo E no quadro 4b por ter um deposito a prazo com as condições que descreve na reportagem mas na simulação com este anexo o valor nao se altera…

    • Luís Reply

      Depende de como os 28 por cento da retenção no Depósito compara com a sua taxa de imposto quando faz o IRS. Para quem esteja isento ou tenha uma taxa de IRS inferior aos 28 compensa. Quem tenha uma taxa de IRS superior (fruto do escalão de rendimentos a que pertence) não tem vantagem pois foi retido a uma taxa inferior (28 por cento).

  5. Sandra Velho Reply

    Boa tarde. Fiz agora a simulação e incluindo o englobamento vou buscar os 28% da retenção na fonte, tal como havia sido referido. Alguém sabe o valor da coima a pagar por se entregar a declaração de substituição fora de prazo? Queria tentar fazer também o englobamento dos valores de 2017 e 2016.
    Grata

  6. Fátima Elisabete Valente Rosa Reply

    Bom dia! Vi várias vezes o Contas poupança para perceber o seu conteúdo, porque foi a primeira vez que ouvi falar do assunto, o qual agradeço! Agora a minha pergunta é eu posso pedir ao IGCP os elementos de 2017 e fazer em 2019, essa rectificação! Se puder, paga-se coima?
    Ê que eu com uma pensão baixa, tenho sempre pago bastante e se pelo menos pudesse ir buscar os de 2018? Agradeço a quem me possa esclarecer!
    Obrigado
    Elisabete Rosa

    • Pedro Andersson
      Pedro Andersson Post authorReply

      Olá Elisabete. Veja se tem essa declaração online dos anos mais antigos. Sim pagará uma pequena multa. Tem de ligar 217 206 707 para saber quanto e como deve fazer. Fico contente se conseguir recuperar esse dinheiro 🙂

  7. Jorge Reply

    Pedro, esta reportagem foi muito útil, mas induziu em erro quanto ao local exato onde preencher os juros e respetivas retenções dos produtos mencionados.
    O vídeo e alguns dos ecrãs desta página apresentam o quadro 4A do anexo E, referente a rendimentos sujeitos a taxas especiais, sobre os quais não foi efetuada retenção. No entanto, os juros de depósitos a prazo e certificados do aforro/tesouro declaram-se no quadro 4B, referente a rendimentos sujeitos a taxas liberatórias.

    • Pedro Andersson
      Pedro Andersson Post authorReply

      Obrigado Jorge. Eram as imagens que tinha… Por isso só mencionei Anexo E. Felizmente há pessoas atentas como o Jorge.

    • Tiago Martins Reply

      Boa noite,

      Estou a preencher o anexo E e escolho para não englobar e preencho o quadro 4B e na validação da sempre o mesmo erro, a dizer que tenho de escolher a opção para nao englobar pois preenchi o quadro 4B apesar de ter estar o botão “não” selecionado.

      É erro da aplicação?

      Obrigado

  8. André Reply

    Boa tarde,

    No anexo H, ao declarar valores de rendas pagas. Temos de colocar o artigo, a freguesia etc. No campo a baixo temos de colocar o país. Ao colocar Portugal dá-me um erro, isto será normal?!

    Obrigado,

  9. Carlota Reply

    Boa tarde, Francisco! Como procedeu para ir buscar o 4 ano anterior? Emitiu nova declaração, relativa a esse ano, no ano seguinte? (ou seja, presumo que, perante as Finanças, a nova declaração serviu para CORRIGIR a anterior, certo?). A minha situação é a seguinte: eu não enviei NENHUMA declaração nos últimos 4 anos, pois estou dispensada da entrega da declaração de IRS. Será que se eu enviar este ano a declaração de IRS de 2017 (para declarar o englobamento dos juros), perante as Finanças, isso corresponderá a uma coima por entrega fora do prazo?! Agradeço toda a disponibilidade dispensada! Um bem-haja para si e para o Pedro!

  10. Jose Capitão Reply

    Pedro também gostava e agradecia muito a pergunta que esta senhora faz

    ALEXANDRA NEVES 4 ABRIL, 2019REPLY
    francisco: sabe se o caso da conta ter dois titulares que nao fazem irs juntos sao os dois obrigados a declarar a respectiva quota-parte ou não??

    e também se sendo eu pensionista por invalidez se haverá alguma possibilidade de fazer o englobamento e me ser retirada a pensão por ter rendimentos extras???
    muito obrigado

    • Pedro Andersson
      Pedro Andersson Post authorReply

      Lamento. Não sei. Terá de perguntar a um contabilista ou mesmo as Finanças 217 206 707.
      Não quero induzir em erro sem querer.

  11. João Fernandes Reply

    Olá caro Pedro
    Acontece que eu não possuo quaisquer produtos de declaração obrigatória para poder preencher o quadro 4A.

  12. João Fernandes Reply

    Caro Pedro, acontece que não possuo quaisquer produtos de declaração obrigatória, apenas possuo certificados de tesouro. Como tal disseram (AT) que não seria possível fazer o englobamento dos mesmos(no quadro 4B) sem possuir os outros que se declaram no quadro 4A.

    • Jorge Reply

      Isso não é verdade. Pode perfeitamente preencher o quadro 4B, deixando o 4A vazio. Aliás, o próprio simulador se encarregará de o informar de situações não aceitáveis.

  13. João Fernandes Reply

    Caro Pedro, tentei preencher o anexo E, mas obtive dois erros, um dizia que não podia repetir o NIF da entidade igcp nos dois quadros 4A e 4B,outro erro impedia-me de preencher apenas o quadro 4B. Telefonei à AT e disseram que não posso englobar apenas juros de capitais com retenção na fonte, teria de ter também produtos de taxas especiais de declaração obrigatória. Fiquei com dúvidas e vou ter de consultar um contabilista.

    • Ana Reply

      Bom dia João, ontem tive o mesmo erro no preenchimento da minha declaração, mas consegui ultrapassá-lo. Não preenchi o quadro 4A, e não optei por nenhuma das opções quando refere englobamento opção englobamento, isto porque existe uma 3ª opção, que é apenas preencher o quadro 4B (sem colocar nada na opção de englobamento – nem sim, nem não). As instruções de preenchimento não são muito claras…A verdade é que deixou de apresentar erros, e na simulação houve alteração de valores. Espero ter ajudado!

    • Pedro Andersson
      Pedro Andersson Post authorReply

      Eles não conseguiram dizer-lhe que produtos é que lá tinha na base de dados deles. Às vezes dizem… Depende da simpatia do funcionário.

    • João Fernandes Reply

      Caro Pedro, acontece que não possuo quaisquer produtos de declaração obrigatória, apenas possuo certificados de tesouro. Como tal disseram (AT) que não seria possível fazer o englobamento dos mesmos(no quadro 4B) sem possuir os outros que se declaram no quadro 4A.

      • Jorge Reply

        Isso não é verdade. Pode perfeitamente preencher o quadro 4B, deixando o 4A vazio. Aliás, o próprio simulador se encarregará de o informar de situações não aceitáveis.

  14. Carla Reply

    Boa noite!
    Excelente trabalho e uma informação que vai permitir recuperar algum dinheiro.

    Já efectuei a simulação e consigo recuperar parte do IRS retido no pagamento de juros. No entanto, tenho a seguinte duvida, que se calhar também outras pessoas tem.

    No Anexo E, existe um quadro 5, que é relativo a rendimentos obtidos em anos anteriores. Tentei obter informação do que se pode eventualmente recuperar. Mas não consegui saber quantos anos anteriores se podem declarar. As instruções do Anexo E, não esclarecem.

    Seria algo de que se calhar poderia falar no proximo Contas e Poupanças!

  15. Manuel Reply

    Boa tarde Sr. Anderson, estando desempregado, e com juros de depósitos e certificados do.tesouro, preenchendo o anexo E, e simulando de varias maneiras não me dá o valor total da retenção da fonte, apenas ignorando as opções de englobamento dá 14,5 desse valor. As outras simulações com e sem englobamento prejuízo ou menor valor a receber. Porque não consigo a totalidade? Obr. e parabéns pelo seu muito bom trabalho!

    • Jorge Reply

      Não consegue reaver a totalidade retida porque os seus rendimentos (subsídio de desemprego + juros), subtraídos da suas despesas, são suficientemente elevados para que sobre eles pague imposto.

  16. - JORGE DINIS TELO DE NOBREGA Reply

    Boa tarde,
    é com muito agrado que acompanho os seus “conselhos” tem sido bastante úteis, já deu para poupar algumas centenas de euros.
    Relativamente ao IRS, tenho uma duvida quanto ao anexo E. Pois tentei declara um valor que obtive com ações dos CTT com o pagamento dos dividendos que recebi no ano passado…julgo que é possivel declarar este rendimento!!!!Mas quando coloco no campo (451) o valor que obtive como rendimento e depois o valor que ficou retido, dá uma mensagem de erro…é normal.
    Fico aguardar uma resposta vossa se for possível.
    Cumprimentos,
    Dinis Nóbrega

    • Pedro Andersson
      Pedro Andersson Post authorReply

      Olá. Tem de declarar TODOS os juros que recebeu em 2018. Dever ter recebido algumas migalhas que está a esquecer :). Mas basta ligar 217 206 707 e eles confirmam o valor que deve colocar.

  17. Manuel Reply

    Boa tarde, Sr. Pedro Anderson estando desempregado a mais de 2 anos e tendo rendimentos em depósitos e obrigações do tesouro quando faço a simulação apenas aparece cerca de metade (14,5 cento) desses valores retidos na fonte para receber e não os 28,cento. Não entendo. Obrigado e parabéns pelo seu bom trabalho.

    • Jorge Reply

      Para qualquer tipo de rendimento (salários, pensões, rendas, juros), se ultrapassar um determinado valor, terá de pagar imposto. Se apenas recebe juros e mesmo assim tem de pagar, quer dizer que recebe bastante 😉

  18. ALFREDO ALMEIDA Reply

    Este ano vou englobar (referente a 2018) e no ano passado também englobei(referente a 2017. Mas nos anos anteriores não o fiz por desconhecimento e perdi dinheiro. Alguém me sabe dizer se consigo recuperar o dinheiro de anos anteriores englobando rendimentos de capitais, e até que ano? Ao certo paga se alguma coima?

  19. Sónia Reply

    Boa noite,
    Obrigada por elucidar esta questão. Desconhecia por completo.
    Nem entanto, tenho uma questão:
    E quem não fez IRS em anos anteriores por estar isento, pode fazer agora? Em caso afirmativo, quantos anos anteriores?

    • Carlota Reply

      Olá Sónia!
      Também estou na mesma situação. Já conseguiu esclarecer a dúvida, de como proceder para entregar os anos anteriores? Ao enviarmos as declarações dos anos anteriores, será que pagaremos coima? Obrigada.

  20. Francisco Baptista de Gouveia Reply

    Alexandra neves, podem fazer o ENGLOBAMENTO como for mais conveniente, isto e imagine que para si não e benéfico pelo contrário devido a sua taxa de IRS por exemplo ser superior a da retenção de Juros (28% Continente e Madeira e 22,4% Açores) e do outro titular ser benéfico isto e inferior ou isenta que um pode fazer e o outro não, só tem e que declarar de todos os rendimentos juros dos bancos ou do IGCP e isso, espero ter esclarecido, só vi a pouco, desculpe…

  21. Carlos Vaz Reply

    Boa tarde.
    Como obter a referida declaração, no que respeita aos certificados de aforro/poupança mais?
    Obrigado.

  22. Oliveira Reply

    Boa tarde
    Obrigada pelo seu trabalho
    Ao receber o reembolso as pessoas que normalmente são isentas nas taxas moderadoras deixam de o ser ?
    Cumprimentos

    • Pedro Andersson
      Pedro Andersson Post authorReply

      Olá. Não sei. Terá de ver quais são os requisitos para estar isento de taxas moderadoras. Por exemplo pode ligar para a segurança social ou para o SNS e averiguar a sua situação. Ou mesmo ligar para as Finanças 217 206 707.

  23. Igor Santos Reply

    Bom dia,
    Saiu ontem uma notícia que referia a obrigatoriedade de declarar as contas N26 e Revolut (entre outros) na declaração de IRS. Como podemos fazê-lo?
    Obrigado

  24. Alexandra Neves Reply

    No banco informaram-me que uma conta com 2 titulares que nao façam irs juntos (ex: avo e neta) o valor a declarar nas finanças era apenas a quota-parte dos juros do titular e nao a totalidade. Estará correcta esta informação? Se um titular declara será que são ambos obrigados a declarar?

  25. Alexandre Neves Reply

    O ano passado quando coloquei essa questao no banco informaram-me que tb está relacionado com os titulares, ou seja, imaginando que sao 2 titulares: avo e neta e recebem de juros brutos 1000 na conta conjunta, a avó a fazer a declaração só irá colocar a quota parte dela (500€) e a neta tem de colocar tb os 500€, só nao sei se é obrigatorio declararem os dois titulares ou não. Ninguem consegue ajudar?

    • Marco Lopes Reply

      SIm, é assim que funciona. Se a conta tiver 2 titulares, as declarações dos bancos são emitidas com 50% de juros para cada titular (o fisco tem essa informação!)

  26. Joao Reply

    Carissimo, de facto apreende-se muito com a sua rubrica, no entanto no caso que Apresenta é necessário que o banco durante o mês de Janeiro tivesse enviado a declaração às finanças, claro que, pode sempre ainda pedir que o faça, pois a uns anos eu estava desempregado e a minha esposa de baixa e como os juros na Altura eram altos pedi ao banco já durante o período de entrega e eles enviaram a declaração, pois era cerca de 3000 euros de juros que recebi de volta, claro que recebi foi no final do prazo

  27. Pedro Reply

    Boa noite, adoro o seu trabalho e o servico publico que nos presta, estive z ler o artigo em que fala no anexo E, respeitante a recuperar os 28% retidos pelo estado, a minha esposa ganha salario minimo eu ganho mais e faco descontos de IRS, fazemos entrega em conjunto, deste modo e possivel recuperar os tais 28% retidos pelo estado?
    Atenciosamente
    Pedro

  28. Francisco Baptista de Gouveia Reply

    Caro Pedro e a todos aqui, obrigado por mais um excelente assunto que pode trazer mais dinheiro a muita gente que não sabe…
    Por acaso já faço englobamento a 3 anos, e ainda fui buscar o 4 ano anteruor que não tinha feito por total desconhecimento das vantagens do ENGLOBAMENTO RENDIMENTO CAPITAIS, então como ainda estava dentro do prazo de 2 anos no primeiro ano que fiz logo depois submeti nova declaração desse ano que não havia feito e ficou resolvido, recuperei os 28% de imposto retido pelo estado sobre os juros dos referidos capitais…
    Existe algumas coisas aqui que posso acrescentar pois algumas pessoas não sabem e estão confusas…
    1-todas as pessoas ISENTAS de IRS, isto e com uma taxa ZERO CONSEGUEM REAVER A TOTALIDADE DOS 28% retidos pelo ESTADO aquando do pagamento de juros devidos pelos capitais investidos (DEPOSITOS A PRAZO, CERTIFICADOS DE AFORRO/TESOURO, RENDIMENTOS DE ACOES/OBRIGACOES…

    2-Tal como falou o Sr. Oscar num comentário anterior, e que acabei de referir no ponto 1 não são só os JUROS BANCARIOS mas sim TODOS OS TIPOS DE RENDIMENTOS SUJEITOS A TAXA DE 28% (MADEIRA E CONTINENTE) e se não me engano de 22,4% (AÇORES) mas que deixou no final uma informação errada pois já não está em vigor a cerca de 3 anos essa legislação que dizia que para o contribuinte estar VALIDADO de modo a poder fazer ENGLOBAMENTO DE RENDIMENTO DE CAPITAIS teria que informar o banco até ao dia 20 de janeiro do ano seguinte ao pretendido para efectuar o ENGLOBAMENTO RENDIMENTO CAPITAIS NO IRS, aí os bancos emitiam uma declaração ao cliente e informavam a AT de que o cliente iria fazer o ENGLOBAMENTO…
    Isto estáva totalmente errado e colocava vários problemas como o de INVALIDAR MUITOS CONTRIBUINTES pois se não tivessem demonstrado ao BANCO ou IGCP (certificados aforro ou tesouro) até ao dia 20 janeiro de cada ano não poderiam pedir a partir do dia 21 janeiro inclusive, tão a ver? Mais, para o cliente ter a certeza que era benéfico fazer o ENGLOBAMENTO NO IRS teria que poder fazer a simulação até dia 20 janeiro e todos sabemos que isso não era possível pois era sempre a partir de 1 de ABRIL que a AT colocava o simulador atualizado na mesma altura em que era permitido entregar IRS e sem saber isso muitos nem pediam (era muito difícil simular por conta própria pois todos os anos mudam muitas nuances das regras IRS…) e poderia acontecer o pior que era fazer o ENGLOBAMENTO e ainda ter que pagar mais dinheiro ao ESTADO sobre o rendimento de capitais, tipo se a TAXA IRS for acima dos 28% ou 22,4% (conforme região morada fiscal…) O estado cobra o excesso desde essas taxas até a taxa de IRS do contribuinte nesse ano…

    Pois bem, a nova legislacao deixou de exigir isso aos contribuintes com RENDIMENTOS DE CAPITAIS, os BANCOS e o IGCP FICARAM OBRIGADOS (não só como antes a informar SOMENTE os CLIENTES QUE PEDIRAM DECLARACAO RENDIMENTO CAPITAIS a AT…) a INFORMAR a AT TODOS OS RENDIMENTOS DE CAPITAIS de TODOS OS CLIENTES, deixando o cliente de ser obrigado a pedir ou informar aos BANCOS e ao IGCP de tal vontade podendo assim em qualquer altura do ano pedir essa declaração (pois está sempre validado para o IRS) meramente informativa para o cliente poder preencher o IRS corretamente, atenção que tem que informar de TODOS OS BANCOS e ou IGCP e não só alguns, aqui e todos ou nenhum…

    3-O Pedro Falou que só interessa fazer o ENGLOBAMENTO RENDIMENTO CAPITAIS em sede de IRS se a TAXA for ZERO (isentos de IRS) e muito certo, mas quero acrescentar que quem paga uma TAXA IRS abaixo dos 22,4% ou 28% (Conforme a região como falei acima…) Tipo 12,41% na MADEIRA ou cerca 14% no CONTINENTE (não sei precisar no momento com exatidão essa %) nos AÇORES não tenho noção da % da taxa mais baixa pode REAVER A DIFERENCA ENTRE a taxa RETIDA NOS JUROS e a sua TAXA DE IRS, tipo a exemplo se no CONTINENTE FOR 14% recebe METADE DO QUE O ESTADO LHE RETEVE E DESCONTOU NOS JUROS…

    4-Tambem na nova legislação ficou possível para quem tem casas arrendadas poder fazer ou não em separado o ENGLOBAMENTO DAS RENDAS de modo a baixar o imposto retido, antes ou fazia ENGLOBAMENTO DE RENDIMENTO CAPITAIS e de RENDIMENTOS PREDIAIS ou não fazia NENHUM, agora e possível fazer um sem o outro pois as vezes não convém devido aos valores juntar os 2 tipos de ENGLOBAMENTO…

    Espero ter ajudado a todos, muito obrigado…

    PS. Sempre achei que deveria ser o ESTADO a entregar todaos estes valores ao contribuinte de uma forma automática e não ao contrário, mas e claro que isso não importa ao ESTADO como todos sabemos…

    • Alexandra Neves Reply

      francisco: sabe se o caso da conta ter dois titulares que nao fazem irs juntos sao os dois obrigados a declarar a respectiva quota-parte ou não?

    • Carlota Reply

      Boa tarde, Francisco! Como procedeu para ir buscar o 4 ano anterior? Emitiu nova declaração, relativa a esse ano, no ano seguinte? (ou seja, presumo que, perante as Finanças, a nova declaração serviu para CORRIGIR a anterior, certo?). A minha situação é a seguinte: eu não enviei NENHUMA declaração nos últimos 4 anos, pois estou dispensada da entrega da declaração de IRS. Será que se eu enviar este ano a declaração de IRS de 2017 (para declarar o englobamento dos juros), perante as Finanças, isso corresponderá a uma coima por entrega fora do prazo?! Agradeço toda a disponibilidade dispensada! Um bem-haja para si e para o Pedro!

    • Marco Lopes Reply

      A estupidez é que o ESTADO conhece todos esses valores! Pelo menos no que toca a BANCOS / correctoras e afins. As listagens estão na posse do fisco, pois são comunicadas, mas o contribuinte depois tem de fazer a declaração DETALHADA de todos os movimentos… Tive um ano em que fui obrigado a submeter meia dúzia de vezes a declaração, depois de ter falado com as finanças diversas vezes (não aceitavam os valores, devido a algumas discrepâncias!!)

      Para quando o preenchimento automático? Não convém!!!!!!!!! Se tivessemos MAIS VALIAS quase de certeza que eles nos caiam em cima!!!!

  29. Raul Pedro Reply

    Viva caro Pedro Andersson, muito me aprazem os seus artigos!

    Tenho aqui uma dúvida, um pouco fora do tópico, ainda que relacionada com o IRS.
    Sou trabalhador independente e passo recibos verdes a empresas nacionais e outras estrangeiras, tudo UE. Todo o meu trabalho é desempenhado remotamente, com esporádicas deslocações pela UE.

    Acha que tenho de apresentar o modelo J no IRS, ou pelo contrário apenas necessito de apresentar o modelo B ?!

    Julgo que esta seria uma temática que interessava aos seu leitores, com a mais frequente globalização e vulgarização do trabalho remoto.

    Obrigado pela ajuda.
    Cumprimentos

    • Pedro Andersson
      Pedro Andersson Post authorReply

      Olá. Obrigado. Não domino as questões fora de Portugal. Terá de ligar 217 206 707. Não quero induzir em erro sem querer.

  30. Pedro Ramos Reply

    Sr. Pedro Anderson, mais uma vez os meus Parabéns por falar num assunto comuita importância. Agora a minha pergunta: isto também se aplica aos juros dos certificados de aforro poupança mais?
    Obrigado

  31. Cribeiro Reply

    E bom saber . Mas eu ainda gostava de saber como e que essas pessoas agora . Não digo os velhinhos e os imigrantes . Mas como um cidadão comum com o salário mínimo consegue popular para ter dinheiro a render .

    • Pedro Andersson
      Pedro Andersson Post authorReply

      Olá. Basta receber uma herança. Ou ganhar a fatura da sorte ou um prémio qualquer. Ou poupar mesmo muito. Só estou a dar uma opção a quem tem ou venha a ter. Se não se aplica, fica para a próxima. O saber é muito importante…

  32. óscar Reply

    é verdade, tem razão e o Estado devia informar os cidadãos sobre este(s) seu(s) direito(s). Acontece, porém, que não é assim tão fácil preencher o tal Anexo E. Isto porque para incluir os juros das contas bancárias (e não somente, também outros rendimentos de investimentos, Fundos, Rendimentos ou Dividendos de Acções, por exemplo) é necessário que os bancos emitam uma declaração para esse efeito (englobamento), declaração essa que tem um prazo – creio que até ao final de janeiro – para ser pedida pelos contribuintes. Ou seja, os bancos também ‘escondem’ esse pormenor que pode fazer a diferença e se o cliente não a pedir especificamente, eles não a emitem.

      • Helena Ventura Reply

        Bom dia, sob que nome estará esse documento no homebanking? são tantos os tipos de documentos que estou um pouco perdida onde o procurar/ encontrar. Claro que varia de banco para banco. Obrigada.

    • Luis Reply

      Com base na minha experiência – dos últimos anos e deste ano – esse limite de Janeiro já não se aplica. Peça a declaração fiscal para efeitos de englobamento agora ao seu Banco e ainda vai a tempo.

    • Jorge Reply

      A declaração do(s) banco(s) já não é obrigatória desde há 2 ou 3 anos. Desde que o contribuinte saiba (todos) os montantes, basta preenchê-los no anexo E da declaração.

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