Painel solar fotovoltaico – Balanço Dezembro 2018 (mês 25)


Balanço do mês de Dezembro de 2018

Foi um ano pior do que 2017. Em 2017, o meu painel solar produziu 440 kWh e no ano passado a produção desceu para 392 kWh. Mas esta informação vale o que vale porque não mandamos no sol nem no tempo. Pelo menos tenho a certeza de que a menor produção não se deve ao desempenho do painel porque vejo todos os dias e está OK, sem nenhuma falha técnica ou avaria até ao momento.

As contas

Em Dezembro, o painel solar fotovoltaico produziu 20,518 kWh, ou seja, cerca de 20.000 W que gastei em minha casa antes de ir buscar eletricidade ao meu fornecedor de energia. Claro que não gastei tudo, mas se gastasse seria essa a poupança.

Vamos aos gráficos habituais de quem segue este blogue há vários meses ou anos. Recordo que cada kWh (1.000 watts) custa cerca de 20 cêntimos na fatura da luz.

No gráfico seguinte pode acompanhar a produção dia a dia. Alguns dias, produziu quase zero.

E o desconto na fatura?

Estas são as contas de Dezembro de 2018. Se tivesse consumido tudo o que o painel produziu teria poupado na fatura da luz exatamente 3,95 euros (já com IVA).

Nestes 25 meses (mais de 2 anos) que já passaram teria poupado 168,38 euros. Como investi 620 euros no painel e na instalação, neste momento o retorno do investimento está nos 7,7 anos.

Errei

Aproveito para corrigir um número que irá fazer subir o valor da minha poupança com o painel. Por algum motivo (erro meu, obviamente) nos últimos meses fiz a conta ao kWh no Excel com um valor que estava convencido de que já tinha o IVA incluído. Olhei para as contas duas vezes e verifiquei que afinal não estava a incluir o imposto. Já corrigi essa falha. Estava a calcular a poupança por baixo.  Peço desculpa. O preço do kWH que tenho atualmente na Endesa é 0,1923 (com IVA). Recalculei os meses anteriores.

Compensa comprar um painel solar?

Como não consumo tudo o que o painel produz (porque não estou em casa durante o dia durante a semana), tenho estimado o meu desperdício para a rede em cerca de 25%.

Assim, o retorno real  (o chamado break even) continua pelas minhas contas perto dos 10 anos (reais). Depois de passado esse tempo, o painel estará pago e terei pelo menos mais 15 anos de “lucro”. Veremos se é assim. Mensalmente continuarei a fazer aqui o balanço.

Para os que chegaram agora ao blogue, relembro que como não tenho baterias, tudo o que não consumir em tempo real é oferecido à rede. As baterias são demasiado caras para mim. Com baterias, todo o sistema fica em cerca de 5 mil euros.

Se só chegou agora ao blogue e está interessado em mais informações sobre se compensa ou não comprar um painel solar, use o motor de busca no blogue, na coluna da direita e pesquise “painel solar”. Tem dezenas de artigos sobre esta minha “aventura”. Não sou técnico desta área. Sou apenas um consumidor curioso. E partilho a minha experiência.

Não vá na conversa de poupanças fabulosas. Há de facto uma poupança real mas muito longe do que muitos vendedores querem fazer crer. É o que estou a descobrir mês a mês. Não estou de maneira nenhuma arrependido de ter feito este investimento, mas deve fazer muito bem as contas antes de comprar um painel solar fotovoltaico.

Leia também todos os comentários de leitores/espectadores sobre o tema. Também pode tirar dúvidas no grupo de Facebook “Contas-poupança – As suas dúvidas”.

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13 comentários em “Painel solar fotovoltaico – Balanço Dezembro 2018 (mês 25)

  1. Avatar
    CARLOS C. Reply

    Olá boa tarde!

    Aqui aqui venho eu dar mais um contributo e partilhar a minha experiência! Os 6 painéis de 250€( mais precisamente 275€ cada um) estão montados e a produzir, já tive dias de obter a produção nos mil quatrocentos e tal w, e mesmo em dias sem sol direto a rondar os 300w, e mesmo em dias bastante maus, com chuva e bastantes nuvens, céu cerrado e mesmo assim a produzir entre os 30 e 70w nos dias maus.
    A montagem elétrica é muito simples, qualquer pessoa o poderá fazer, em relação a estrutura está feita e com diferentes posições conforme tinha referido.
    A inclinação devera ser a latitude acrescida de 10 a 15° no pico do inverno ou seja no equinócio de inverno e 10 a 15° subtraídos no equinócio de de verão, a partir daí jogamos com as posições.
    Assim a rentabilidade será maior.
    Em relação a gráficos e históricos de produção não tenho pois ainda me falta fazer a conexão wi-fi com o inversor. Mais tarde e quando tiver tempo para isso tentarei partilhar.
    Em relação a preços, já há kits no mercado de 250w por trezentos e poucos euros.
    Tenho algumas imagens para partilhar mas não sei como o fazer aqui.

  2. Avatar
    Carlos Reply

    Resposta a um e-mail:

    Bom dia!
    A empresa é , o site é
    Fica em lisboa, e a entrega por transportadora do meu kit eram cerca de 55€, mas como tinha de ir ao Algarve passei por Lisboa e carreguei.
    O kit já está um pouco mais caro por aquilo que já vi no site.
    Tb vendem kit para montagem mas fica-me mais económico se for eu a fazer.
    Para ver como sera o suporte basta procurar na NET! Há muitas imagens. Basta mm só escrever suporte painéis fotovoltaicos.
    Para prazos de amortização, isso varia muito do aproveitamento que fizer.
    Em 1500w estamos a falar de 1.5kw/h, claro que ao longo do dia, mm com um dia de céu limpo, a produção irá variar consoante a inclinação do sol.
    Com um suporte simples inclinável só se irá otimizar a inclinação anual do sol e não a inclinação diária desde o nascer ao pôr do sol, que para esta teria de ser um suporte rotativo também.
    Quanto maior for o consumo de energia gratuita em detrimento da paga maior será a poupança e mais rápida será a amortização. É tudo uma questão de contas, e quanto mais empenhado estiver em poupar e reaproveitar a energia disponível mas depressa amortiza.
    Espero ter ajudado.

    Cumprimentos,

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    Carlos Reply

    … cada positivo de um painel liga-se ao negativo seguinte e assim sucessivamente, depois o último cabo positivo do último painel e o negativo do primeiro ligam-se ao inversor, depois é só ligar o inversor a uma tomada da casa e está pronto a funcionar….

  4. Avatar
    Carlos Reply

    Em relação a um sistema com baterias a minha opinião é a seguinte:
    As baterias são caras, tem uma semi vida, e vão perdendo capacidade.
    Num sistema de baixa potência, como estes até os 1500€, a energia que se consegue armazenar é pouca para os consumos que se vão ter, gastando-se num instante, e não adianta aumentar o número de baterias porque o sistema não vai ter capacidade para carrega-las se forem mais do que o número indicado para a potência instalada.
    Estes sistemas de bateria na minha opinião são bons para sistemas isolados onde não se tem acesso à rede.
    Em relação às energia que não é consumida e é injetada na rede, não conseguindo aproveitá-la toda, sinceramente não me importo muito, é um dos meus contributos para reduzir a pegada ecológica, acho que se todos puder-mos contribuir de alguma maneira seria ótimo!
    Em relação ao aquecimento e a perda de eficiência também já tinha lido algo sobre isso.
    Em termos de ligações, são muito simples mm para que não seja engenhocas.
    Cada painel trás uma placa com dois cabos, um positivo e um negativo, cada positivo de um painel liga-se ao negativo seguinte e assim sucessivamente, depois o último cabo positivo do último painel e negativo do primeiro ligar-me ao inversor, depois e só ligar o inversão a uma tomada da casa e está pronto a funcionar.
    Simples.
    Espero ter ajudado.

  5. Avatar
    Carlos Reply

    Boa noite!

    Respondendo ao eficiência, devo dizer que a minha piscina devido as dimensões deverá ter entre 6 a 8 horas noturnas e duas horas durante o dia no pico do calor.
    O que eu penso fazer e passar essas horas noturnas para diurnas, diminuindo o funcionamento durante a noite.
    O meu consumo diurno e superior ao do Pedro, que só se limita ao stand-by do equipamento do frio. As lavagens das máquinas tb podem passar para o período diurno, por esse motivo convém ter uma potência de produção superior.
    Cada caso é um caso, e cada casa uma casa! Na minha durante muitos dias há sempre alguém durante o dia em casa.
    Ora havendo um consumo maior durante o dia, a amortização será mais rápida. Além que se tirarmos consumo mm ao bi-horario, que mesmo sendo mais barato terá sempre de ser pago e se passarmos para um período em que será de graça, a poupança é maior. É uma questão de gestão e de liberdade para fazer isso, que no caso de termos uma potência instalada maior nos permite isso ao invés de uma potência mais baixa que facilmente ser consumida não nos deixando hipótese para escolha.
    Em relação a empresa que me vendeu o kit, dou essa informação por e-mail caso queiram, para não entrar aqui em publicidade.
    calcarao@gmail.com.
    Em relação ao suporte para os painéis não será com o ângulo do telhado mas sim com um suporte em triângulo.
    Como tenho acesso fácil e rápido à estrutura e colocando três suportes em triangulo, vou colocar no lado que fica ao alto de cada triangulo um macaco de carro daqueles de manivela soldado ou aparafusado, que s podem comprar numa sucata e fazer umas marcações ou contar o número de voltas a dar uma x por mês para baixar ou subir a estrutura para ajustar entre os 25 e os 45 graus consoante a altura do ano.
    Espero ter ajudado.

  6. Avatar
    Alcides Costa Reply

    Boa tarde Carlos,
    Tenho instalado 500w desde que o governo autorizou o autoconsumo.
    Gostaria de trocar ideias consigo e para tal, deixo-lhe o meu endereço.
    cid.costa.50@gmail.com

  7. Avatar
    Alcides Costa Reply

    Bom dia Carlos,

    Se me permite, gostaria de lhe deixar o meu endereço para troca de informações que podem ser úteis a ambos. cid.costa.50@gmail.com
    Eu tenho dois painéis num total de 500 w instalados. Penso instalar mais quatro, até perfazer os 1500w, mas com a possibilidade de armazenamento da produção não consumida, que mesmo tendo apenas 500w instalados e quando não consumo toda a produção, esta acaba sendo injectada na rede acabando por beneficiar a EDP, mas neste momento, as baterias para armazenagem ainda estão a um preço elevado.

    Um dos assuntos de que mencionou, interessa-me bastante, porque eu mesmo já pensei nessa possibilidade, que é a de orientar (nem que seja manual) os painéis, consoante a localização do sol, mas era algo a fazer (só não sei como) quando instalar mais quatro painéis para perfazer os 1500w com armazenamento da energia produzida de dia e não consumida, para poder fazer uso dela à noite sem recorrer à rede. E é aqui que a troca de ideias é importante, para eu saber como o Carlos fez o tal sistema de orientação móvel.
    Uma vez que é o Carlos quem vai instalar os painéis, gostaria de lhe dar uma dica que adquiri ao longo destes sete anos, para retirar mais produção dos painéis.
    Os meus estão exactamente como a foto acima mostra, assentes no telhado que está virado ao sol.
    Não fui eu que os instalei, foi o técnico da empresa onde comprei o sistema completo e que me custou na altura, só com dois painéis, 500w, os mesmo 1250€ que o Carlos pagou os 1500w do seu sistema. Foi praticamente no início, em que o governo permitiu o autoconsumo.

    Então, o conselho que lhe dou, é que não instale os seis painéis como o da foto e como estão os meus, assentes sobre o telhado, porque ao longo do tempo, verifiquei que em pleno verão, com temperaturas de 25 a 30 graus ou mais, os painéis produzem menos energia do que num dia de inverno mas com céu limpo.
    Não me pergunte o porquê deste fenómeno, estou dando a dica por experiência e verificação feita várias vezes com o céu limpo e temperaturas díspares, em que estando temperaturas mais baixas, os painéis produziam praticamente o limite de capacidade, chegado aos 498w de produção, algo nunca atingida em pleno verão.
    Como leigo, penso que o calor térmico gerado no telhado em volta dos painéis, reduz a produção de energia. Então qual a solução e será essa que farei quando comprar os quatro: Retirar os painéis do telhado e fazer uma estrutura simples para fixação dos painéis, de modo que circule o ar livremente por baixo dos mesmo, evitando desta forma as altas temperaturas que se fazem sentir no verão.
    Se me perguntar se o técnico que montou o sistema não deveria saber disso, eu direi que não, porque na verdade, eu pesquisei bastante sobre o assunto na net e só encontrei um artigo onde era referido o fenómeno que a temperatura excessiva tinha sobre a produção dos painéis.
    Não o chateio mais. Se estiver interessado em trocar mais ideias, estou disponível, assim como eu gostaria mais tarde quando instalasse o seu sistema móvel, que me orientasse.
    Abraço
    Alcides Costa

    Como o Carlos diz que é quem vai instalar o sistema, gostaria de lhe dar uma dica que pela experiência ao longo dos sete anos que tenho os painéis fotovoltaicos, e permitiu verificar que a instalação dos painéis tem influência na produção de energia.

  8. Avatar
    Carlos couto Reply

    Boa noite , li o artigo e gostei , tambem tenho andado a penssar em por um sistema de paineis solares mas ouco tanta coisa que fico com certas duvidas ,e eu gostaria se por ventura akguem souber como eide fazer ligar os paineis dereito na rede ou optar por batarias , e qual a potencia dos paineis visto ser uma casa de 3 pisos obrgado

  9. Avatar
    Carlos Reply

    Boa noite!

    Decidi envolver-me nesta nova vertente de produção e autoconsumo de energia elétrica e gostaria de partilhar.
    Comprei um sistema de 1500w com monitorização WiFi incluída, devo dizer que penso que foi um muito bom negócio, paguei 1250€ pelo sistema todo novo, claro que a montagem fica por minha conta, ou melhor serei eu a fazê-lo visto que não há muitos segredos na mesma, será uma questão de fixar e orientar os painéis e ligar os fios, muito simples devo dizer, mesmo para quem não seja muito engenhoso.
    Aliás vou fazer uma estrutura com possibilidade de reduzir/aumentar a inclinação dos painéis consoante o mês do ano! Tirando ao máximo a rentabilidade segundo a inclinação do sol.
    Inicialmente a ideia era começar pelos 250w e ver qual seria a rentabilidade, mas pensando melhor decidi-me pelos 1500, porque assim em vez de ficar limitado pela baixa potência, com 1500w a liberdade já será outra, podendo neste caso já se fazer a opção por por máquinas de lavar a funcionar durante o dia, assim como outros aparelhos, e com a monitorização em tempo real será mais fácil fazer essa gestão, e como tenho uma piscina e no período de primavera, verão e outono tenho de ter pelo menos duas horas de funcionamento das bombas no período de mais calor, as quais me têm um consumo a rondar os 1500w, a poupança é total, aliás consoante a produção que verificar, possivelmente passarei algum do funcionamento de 8h noturno das mesmas para o período diurno, poupando assim o valor que mesmo sendo em bi-horario, passará a rondar o gratuito.
    De momento ainda não fiz a montagem, mas espero fazê-la o mais breve possível pq isso significa poupança, irei fazendo aqui um update logo que tenha novidades.
    Em relação a potências penso que uma potência baixa deixa muitas limitações, ficando-se reduzido aos consumos em “stand-by” dos eletrodomésticos. E depois tem-se sempre os fim de semana que acaba sempre por se consumir mais
    Caso alguém tenha dúvidas, questões ou comentários, aceitarei de bom agrado.

    • Avatar
      Joaquim Pinto Reply

      Bom dia Carlos, podes indicar qual é o contacto para a compra do equipamento?
      obrigado

    • Avatar
      Eficiencia Reply

      Carlos, poderia concordar consigo se fosse uma empresa, onde tudo é consumido praticamente.
      Agora 90% dos lares Portugueses estão vazios nas horas de maior produção, tirando os fins-de-semana que 70% até sai de casa, ou seja, a consumir continuo temos os electrodomésticos do frio e pouco mais, não tendo baterias é inútil tal dimensão de produção.
      Se fizer contas aos minutos que vai consumir os 1500w totais vai perceber que os 900€ que pagou a mais serão precisos muitos anos para amortizar, eu também tenho piscina (sei que não é a hora correta de o fazer), mas trabalhava as ditas duas horas de noite em bi-horário, de resto já reparou que o painel do Pedro (na altura muito caros) são precisos quase 8 anos para o retorno de investimento e investiu apenas 600€, eu adquiri um painel de 275w com inversor, fiz eu a montagem (simples) no total gastei 360€, tem 10 anos de garantia.
      Ou seja, produzir sim, se tiver armazenamento se não é irrelevante tal produção para uso doméstico na minha opinião que vale o que vale.

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