Painel solar fotovoltaico – Balanço Setembro 2018 (mês 22)

Balanço do mês de Setembro de 2018

Peço desculpa, mas este mês atrasei-me com este artigo. Tenho tido o tempo muito ocupado com o lançamento e divulgação do Livro “Contas-poupança”. Mas cá vai. Dediquei algum tempo a fazer as contas do painel solar em Setembro.

Comparado com Setembro do ano passado, foi um mês mau. O sol não foi nosso amigo. Em Setembro, o meu painel fotovoltaico produziu 39,191 kWh. Menos 4 kWh que o mesmo mês no ano passado. Ou seja, o sol produziu menos cerca de 2 euros do que há 1 ano (entretanto também mudei de contrato de luz e passei a pagar menos por kWh por isso a poupança é cada vez menor porque a fatura é também cada vez menor). Mas junto as duas poupanças. Não me estou a queixar…

Vamos aos gráficos habituais de quem segue este blogue há vários meses ou anos.

Neste gráfico com a produção diária, pode ver que a produção até foi constante, cerca de 1,4 kWh por dia. Ou seja, o que o painel produz se fosse todo consumido em tempo real, daria uma poupança de cerca de 20 cêntimos por dia na fatura da luz.

Aqui no gráfico seguinte pode acompanhar a produção acumulada mês a mês. Como dependemos totalmente do sol, já percebi que não dá para fazer previsões. Não mandamos no tempo. Será sempre o que o sol e as nuvens quiserem. Vamos a agora fazer 2 anos de produção e este segundo ano não está a produzir da mesma maneira que o primeiro. Mas estou curioso para ver as contas ao final do ano porque embora haja variações nos meses, no resultado final pode haver semelhanças. Vamos ver.

As contas

Estas são as contas de Setembro de 2018. Se tivesse consumido tudo o que o painel produziu teria poupado na fatura da luz exatamente 6,82 euros (já com IVA).

Nestes 22 meses que já passaram teria poupado 147,74 euros. Como investi 620 euros no painel e na instalação, neste momento o retorno do investimento mantém-se nos 7,7 anos.

Compensa comprar um painel solar?

Como não consumo tudo o que o painel produz (porque não estou em casa durante o dia durante a semana), tenho estimado o meu desperdício para a rede em cerca de 25%.

Assim, o retorno real  (o chamado break even) continua pelas minhas contas perto dos 10 anos (reais). Depois de passado esse tempo, o painel estará pago e terei pelo menos mais 15 anos de “lucro”. Veremos se é assim. Mensalmente continuarei a fazer aqui o balanço.

Para os que chegaram agora ao blogue, relembro que como não tenho baterias, tudo o que não consumir em tempo real é oferecido à rede. As baterias são demasiado caras para mim. Com baterias, todo o sistema fica em cerca de 5 mil euros.

Comprar um painel solar pode ser uma boa ferramenta de poupança, mas o retorno é muito lento e tem de saber gerir os seus consumos de eletricidade nas horas de sol. Ter o painel a produzir eletricidade e não a gastar imediatamente é deitar fora o dinheiro que investiu. É preciso algum rigor quando fizer este tipo de investimentos. É a lição que continuo a partilhar e que estou a aprender com a minha “aventura” que começou em Dezembro de 2016.

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11 comentários em “Painel solar fotovoltaico – Balanço Setembro 2018 (mês 22)

  1. Luis Colorado Reply

    Boa tarde Pedro,

    já pensei várias vezes instalar um ou dois paineis, ainda não o fiz por fazer muitas contas e ainda não ter chegado a valores que ache que sejam razoaveis, ou seja, os valores que me estão a dar era cerca de 10 anos de amortização para um painel.
    Já agora como chega aos valores mencionados? algum dispositivo ligado ao painel que dá o valor consumido?
    Aconselha algum painel? ou Kit? visto ter investigado sobre isso, porque existem tantos que tenho algum receio de comprar.

    Obrigado

    • Pedro Andersson
      Pedro Andersson Post authorReply

      Olá. sim tenho. No meu caso chama-se EOT http://www.eot.pt, mas há muitas marcas e empresas. Pesquise “medidores de consumos de eletricidade. Quanto aos Kit, não tenho conhecimentos técnicos para aconselhar. Sugiro que coloque a questão no grupo de facebook “Contas-poupança – as suas dúvidas”.

  2. Carlos Campos Reply

    Caro Augusto Martins,
    Dentro de 4 a 5 anos, poderá até acontecer encontrar à venda módulos Fotovoltaicos a preços que indica, a preços de venda ao público em geral.
    Ex.: módulo de 290W = 66,00€ + IVA, actualmente à taxa de 23%.
    Mas a esses valores, (0,23€Wp) só é possível para tecnologias policritalinos, e de muitíssima baixa qualidade, com aquisições mínimas de 6 contentores de 40′ (quarenta pés). Importados directamente da RPC, mas a incluírem ainda os custos de desalfandegamento, direitos e IVA de 23%.
    Se importados da Holanda, IVA não “paga à cabeça!”, mas o transporte terá de ser incluído no valor de 0,23€Wp, e ainda a margem comercial, e todos os custos de Alfândega, que o importador pagou na Holanda.
    Apesar dos valores/custos de Alfândega, (direitos, transporte desde a RPC/Holanda, IVA) serem bem menores!
    Existem ainda as chamadas “engenharias financeiras”.
    De qualquer forma, módulos ACTUALMENTE, com estes preços são módulos de qualidade baixa, que no meu caso pessoal só os instalaria, se fossem oferecidos!
    O preço médio para módulos Fotovoltaicos de média qualidade, ronda os 0,33€Wp, comprados de uma só vez, e no mínimo 6 contentores de 40′.
    Qualidade Alta, Ex.: Panasonic, SolarWorld, …, ronda os 0,37€Wp, 0,39€Wp.
    Atenção, que me reporto sempre à classe A, qualidade boa, e nunca à classe B, mesmo sendo da mesma marca, (a classe B) esta tem sempre pequenos defeitos de fabrico, tais como, assemblagem, problemas em uma ou mais células fotovoltaicas, etc.
    Mas até os valores baixarem para os indicados, e de forma transversal, muita água ainda irá passar por baixo das pontes!
    Espero ter contribuído para uma melhor informação.
    Cumprimentos,

  3. Augusto Martins Reply

    Só por curiosidade e para que as pessoas que frequentam este utilíssimo local possam fazer contas à vida, neste momento, as empresas do fotovoltaico em portugal estão a comprar painéis solares poli-cristalinos a valores da ordem dos 23 cêntimos o Watt-pico.

  4. Sérgio Reply

    Olá Pedro,
    Em primeiro lugar gostaria de lhe dar os parabéns pelos artigos que tem vindo a publicar nestes últimos anos e pelas ideias que tem partilhado connosco.

    Relativamente a este, já pensou se no seu caso não compensaria acumular a energia eléctrica em baterias? Novas ou usadas, existem cada vez mais soluções que podem ser vantajosas para se tornar quase autosustentado.

    Mas talvez me tenha escapado algum pormenor e está não possa ser uma solução para si?

    • Pedro Andersson
      Pedro Andersson Post authorReply

      Olá. Em qualquer circunstância pelas minhas contas nao compensa o investimento no meu cado. Ainda. No futuro terei de reavaliar conforme o preço das baterias. Tudo o que for mais de 500 ou 600 euros demora imenso tempo a recuperar.

  5. Carlos Campos Reply

    Boas,
    Caro Pedro Andersson;
    Independentemente de já ter chuvido, e de ter existido uma lavagem natural, mas únicamente superficial do seu módulo solar Fotovoltaico.
    Sugiro-lhe, assim que possa ir com uma esponja ou escova suave, e água doce sem detergentes, esfregar bem o módulo Fotovoltaico.
    O Sol começa a estar cada vez mais baixo, e se o vidro do módulo não estiver brilhante (bem limpo) os raios solares têm maior dificuldades em incidir nas células fotovoltaicas, logo perdas de eficiência na produção.
    Cumprimentos,

  6. Carlos Campos Reply

    Boas para todos (as);
    No caso do Pedro Andersson, (e de muitas outras pessoas) não justifica investir em baterias, porque os consumos além de mínimos, são regulares, ou seja, muito equilibrados durante os 12 meses do ano.
    E o desperdício, (estimado) comparativamente com outros produtores, (em pé de igualdade) até não é muito!
    Porque a maioria (com previsões muito conservadoras, >70%) de quem investiu nestes sistemas de Autoconsumo com tecnologia fotovoltaica, têm perdas muito superiores, entre os 40% a 80%.
    Outros investidores, independentemente do número, (quantidade de módulos Fotovoltaicos) não têm desperdício nenhum, isto porque no período diurno consomem na totalidade toda a energia produzida, e ainda necessitam de recorrer à rede eléctrica de serviço público (RESP).
    Cada caso é um caso, por isso é necessário ter uma boa percepção do perfil de consumo de cada um que queira investir na tecnologia, tal como acontece com o Pedro Andersson.
    Desejos de, Bons investimentos, bons dimencionamentos e boas energias.
    Cumprimentos,

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