VÍDEO – O que devo fazer quando a Euribor começar a subir?

Passo para Taxa fixa ou continuo com Taxa variável?

Alguns bancos estão já a propor Taxa fixa para novos contratos de Crédito à Habitação e até a antigos clientes que têm spreads muito baixos. Claro que estamos a falar de 3, 4 ou 5 % de taxa fixa.

Para termos uma ideia, há pessoas que têm ainda spreads de 0,3 ou 0,5%. Ora para esses, mesmo que a Euribor suba 3% continua a compensar manter a Taxa variável (spread + Euribor) porque até lá chegar ainda vai passar muito tempo. Passar já para uma Taxa de 3% seria desperdiçar estes juros baixos.  Claro que é uma opção de cada um: Há quem prefira pagar mais e ter a certeza de que sabe quanto vai pagar todos os meses aconteça o que acontecer na Europa e no Mundo. É uma opção perfeitamente legítima.

Embora os especialistas que contatamos aconselhem manter para já a taxa variável, é verdade que ninguém consegue ver o futuro numa bola de cristal.

Mas a reportagem desta semana do Contas-poupança tentou encontrar critérios racionais e financeiros para sustentar essa argumentação. Pode ver ou rever a reportagem AQUI: http://sicnoticias.sapo.pt/programas/contaspoupanca/2018-05-30-Taxa-fixa-ou-variavel-no-credito-a-habitacao-

Claro que se encontrar, por exemplo, uma taxa fixa a 3% para 30 anos é bem capaz de ser uma boa opção. Isso cada um terá de avaliar. Mas duvido MUITO que encontre. Anda tudo à volta de taxas de 5% (ou seja, a pisar os picos máximos que só foram atingidos em alturas de crise absoluta nos últimos 17 anos). A Euribor foi criada em 1999. Em média nunca passou dos 2%.

Recordo que os bancos já estão a pensar em substituir a Euribor por uma outra taxa chamada ESTER. Obviamente, essa nova taxa já não deverá permitir que aconteça o que aconteceu nos últimos 3 anos com a Euribor a atingir taxas negativas. Uma coisa nunca vista que estragou completamente as contas dos bancos (para nosso benefício).

Ora, praticamente todos os analistas estão a prever que a Euribor vai começar a subir e a chegar a zero e aos valores positivos no ano que vem (2019). Claro que ninguém pode garantir isso, mas é razoável acreditar que a Euribor não pode continuar negativa muito mais tempo.

O Banco Central Europeu deverá aumentar a taxa de referência para acima de zero nos próximos meses para colocar a inflação nos 2% no espaço europeu (os 2% de inflação é o valor considerado ideal para as economias crescerem).

Não entre em stress sem necessidade

Portanto, veja a reportagem e perceba o que aí vem e como se pode proteger de alguma forma dos aumentos que se prevêem. Não tem de ficar com medo nem entrar em stress. No fundo esse aumentos são a “normalidade”. Estas mensalidades que pagamos agora aos bancos são as mais baixas de sempre, mas não são “normais”. Comece a fazer contas e a pôr dinheiro de lado para sustentar esses aumentos. Mas não pense que vão disparar já para valores absurdos. O mais provável é que aconteçam devagarinho e ao longo do tempo.

Mas pode ter a certeza de que vão aumentar para os valores normais antes da crise de 2008. Reorganize já o seu orçamento familiar para não ter surpresas desagradáveis. Faça um pé-de-meia para essa situação. Um dia destes faço uma reportagem sobre qual é a melhor estratégia para se preparar para esses aumentos. Deve amortizar ou não, por exemplo?

Para já, tenha calma que (com os dados atuais) não vem aí o dilúvio. Peça uma simulação ao seu banco sobre quanto ficaria a pagar se optasse hoje pela taxa fixa e compare. Faça contas e decida se quer mudar ou não. Sem stress.

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3 comentários em “VÍDEO – O que devo fazer quando a Euribor começar a subir?

  1. Sousa Costa Reply

    ” O que devo fazer quando a Euribor começar a subir?”
    O que deveria ter feito nos últimos anos:
    Amortizações parciais , porque assim teria aproveitado estes anos de euribor baixa para o fazer e quando o juro aumentar a sua prestação mensal estaria mais controlada.
    Agora se calhar já vai tarde … Ja era previsível (desde o ano passado ) que as taxa de juro iriam subir a partir do segundo semestre de 2018 .
    NOTA: a maior parte dos bancos (créditos anteriores a 2008) penaliza ZERO nas amortizações parciais. Ha dois ou três anos atrás até houve um banco que “pagava” a quem o fizesse !

  2. Tiago Reply

    Teria sido importante dizer que numa situação de inflação elevada no futuro, que é um risco da política monetária na Europa, a taxa fixa é muito vantajosa pois bloquea os custo por 30 anos, e no final o imóvel é um ativo muito valorizado.

  3. Pedro Alves Reply

    No meu entender este tema foi muito mal abordado porque não é verdade que a taxa fixa ande nos 5%..está cerca de 1,5pp acima da variável e há vários bancos com empréstimos a taxa fixa com maturidade de 30 anos. Portanto é bem expectável que nos próximos anos a subida seja superior a este valor. O verdadeiro custo da taxa fixa é a amortização antecipada que tipicamente é 2% contra os 0,5% da variável. Com as recentes iniciativas para retirar a possibilidade aos bancos de rever o contrato de empréstimo no caso de arrendamento torna esta diferença menos relevante, com a vantagem de não ter de andar preocupado com as variações da taxa, típico dos países do norte da Europa

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