O meu primeiro Fundo de Investimento – Semana 8

Já estão a recuperar (alguns)

Faz agora 2 meses que subscrevi alguns fundos de investimento. Decidi fazê-lo para testar a reportagem do Contas-poupança que fiz sobre como rentabilizar as nossas poupanças. Explico o processo AQUI,

Assim que subscrevi os fundos (5 fundos de vários tipos, para ser diversificado), os mercados deram uma cambalhota e ficaram todos negativos. Agora já estão a recuperar. Esta é uma longa jornada que conto que dure cerca de 5 anos (pelo menos). Portanto, estes altos e baixos vão acontecer mais vezes. Pelo menos é com esta atitude que vejo as coisas. E é essa a mensagem que espero transmitir, numa estratégia de aumentar a nossa literacia financeira (incluo-me nos que estão a estrear-se nestas coisas). Estou no mesmo pé dos que têm medo de se meter com os “mercados”.

Os Certificados do Tesouro rendem 1,39% em média a 7 anos. A única forma que encontrei de pôr o meu dinheiro a render mais do que isso é arriscando em produtos sem garantia de capital. Todas as pessoas que entrevistei e com quem falei que já entraram neste mercado, são unânimes quando dizem que a longo prazo tem compensado sempre quando se tem uma carteira diversificada. Não é apostar tudo só num fundo, porque pode ter o “azar” desse correr mal durante vários anos seguidos.

Subscrevi 5 fundos: 1 isolado e uma carteira com 4 fundos em 2 bancos diferentes. Explico tudo em artigos anteriores. Se tiverem curiosidade é só usar o motor de busca do blogue, na coluna da direita, e escrever “fundos”.

A semana

Como já expliquei, investi um valor simbólico que para facilitar as contas, dou aqui os valores proporcionais a um investimento de 1.000 €.

Neste momento, este fundo já está POSITIVO outra vez, e a render 0,65%. No ano passado rendeu 8%. Em 2 meses passou de -1% a +0,65% (mais do que o meu depósito a prazo que rende 0,45%).

A carteira de 4 Fundos, que subscrevi noutro banco também já esteve toda negativa, mas agora 2 já estão positivos.

É aguardar

Uma coisa é certa. Só vou perder dinheiro se os vender quando estiverem negativos. Seja como for, como já referi, este investimento é para manter aconteça o que acontecer. Não é dinheiro que preciso para o dia-a-dia. NUNCA INVISTA DINHEIRO QUE POSSA VIR A PRECISAR.

Recordo que estes artigos não são conselhos para ninguém investir nem para imitarem o que quer que seja. É mais um contributo (é a minha intenção) para a literacia financeira – primeiro minha – e depois para todos os portugueses que queiram aprender a gerir melhor o seu dinheiro. Por isso partilharei aqui o que correr bem e o que correr mal.

Daqui a 5 anos vamos ver se o que dizem é verdade ou não. Historicamente, a médio prazo os fundos têm rendido mais que os investimentos com capital garantido. Mas rendimentos passados não são garantia de rendimentos futuros. É o que está escrito em todos os documentos que assinei.

Semana 8 de negociação

(durante 4 semanas não escrevi nenhum artigo sobre isto, porque andaram sempre negativos. A dada altura nem fui ver para não desanimar)

Valor investido (proporcional ao valor real): 1.000 €

Fundo de Investimento 1

(misto): +0,65 (máximo negativo: -1% – Abril 2018)

Valor ao fim do dia: 1.010,07 € (máximo negativo: 993,50 € de 1.000 €) 

 

Fundo de Investimento 2

Carteira: (valor proporcional ao real) 1.000 €

Fundo 1 (misto): +0,13% (Máximo negativo: – 2,36% – Abril 2018)

Fundo 2 (misto global): -1,41% (Máximo negativo: – 1,79% – Abril 2018)

Fundo 3 (misto): -2,91 (Máximo negativo: – 2,91% – Maio 2018)

Fundo 4 (misto agressivo): +0,45% (Máximo negativo: – 0,97% )

Valor ao fim do dia: 986,71 (Máximo negativo: 976,97 € de 1.000 €)

 

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13 comentários em “O meu primeiro Fundo de Investimento – Semana 8

  1. José António M. Nunes Reply

    Pelo aspecto gráfico do site sobre o andamento dos seus fundos,verifico que também tenho conta exactamente nos mesmos bancos. E gosto também por vezes de experimentar alguns Fundos. Alguns com sucesso, outros nem por isso. Mas não vendo “a perder”.
    O que gostaria de lhe perguntar relaciona-se com a pergunta já aqui feita pelo Milton, mas que certamente por lapso não respondeu, e que tem a ver com a declaração das mais valias em sede de IRS.
    Os bancos não lhe fazem qualquer desconto na altura da venda – só em fundos com sede em Portugal – logo terá que os declarar mais tarde, quando apresentar a sua declaração de rendimentos.
    Deixe-me só acrescentar, que estou de acordo consigo em estar atento ao andamento dos seus fundos. E acho também que os resultados devem ser avaliados. Leia-se : o seguro morreu de velho, e se for necessário vender, não vamos esperar 5 ou 10 anos por que é o que dizem os “livros”.
    Aliás eu muito raramente mantenho o mesmo fundo em carteira mais de 1 ano.

    • Pedro Andersson
      Pedro Andersson Post authorReply

      Olá. Obrigado José. Infelizmente não consigo responder a todos. Assim que atingir o seu objetivo é vender, sim. Depende do que pretende :).

  2. João Rio Reply

    Sei que tem utilidade pedagógica e de conteúdo, mas não faz sentido estar a comentar o desempenho de um fundo de investimento semana a semana. É como ver a tinta a secar. Trata-se de um investimento a longo prazo, só interessa saber os resultados daqui a 5 ou 10 anos.

    • Pedro Andersson
      Pedro Andersson Post authorReply

      Correto. É isso mesmo. Tem unicamente utilidade pedagógica. Se a generalidade dos leitores achar que não interessa deixo de publicar :). Não estou aqui para maçar ninguém, claro. Mas sinto curiosidade por parte de que não percebe como funciona. Eu próprio tenho essa curiosidade.

      • Grace Reply

        Pode e deve continuar a publicar este tema, tenho seguido as suas publicações dos Fundos de Investimento.

    • Pedro Andersson
      Pedro Andersson Post authorReply

      Em todo o caso, quando está sem grandes alterações não publico por isso mesmo. Agradeço a sua sugestão. Mas dizer daqui a 5 anos como correu não faz sentido a quem podia aproveitar (ou não) agora.

  3. Jose Almeida Sousa Reply

    Apliquei 5000 euros num seguro do Banco Santander,que estava indexado à PT.Apesar dos licros dessa empresa,e dos faustosos ordenados por ela pagos,ao fim de 5 anos recebi….4460 euros!!!

  4. Milton Reply

    Bom dia. Gostaria de saber quais os fundos em que investiu. Em relacao às mais valias que possa ter como vao vao ser declaradas posteriormente em sede de irs??
    Obrigado

    • Pedro Andersson
      Pedro Andersson Post authorReply

      Ola. Há milhares de fundos. Não dou conselhos financeiros porque não tenho autorização para isso nem conhecimentos. Liguei para os meus bancos e pedi ajuda. Deve fazer o mesmo. A deco dá várias sugestões no site deles, avalie.

  5. Paulo Amaral Vieira Reply

    Então acho que vamos fazer sociedade hehehe
    🙂 Isso é Otimo, pois muitos investidores ao escolherem um fundo onde vão aplicar o seu dinheiro, devem analisar diversos fatores, nomeadamente, os riscos associados ao investimento, bem como os custos inerentes à aplicação.
    Obrigado pela resposta e Bons Negocios

  6. Paulo Amaral Vieira Reply

    Caro Pedro, se me permite uma sugestão.
    É um facto que a longo prazo (5 ou 10 anos) a maior parte do Fundos apresentam um crescimento positivo (isto regra geral).
    No entanto não se pode considerar verdadeira a afirmação de que: …”Só vou perder dinheiro se os vender quando estiverem negativos”…
    De todo!
    Ao fim de um ano podem estar positivos e já estarmos a perder dinheiro.
    Para a sua carteira de 1000€ (apresentada acima), se o seu Banco ou Corretora lhe cobrar trimestralmente o módico valor de 10€ de Comissão de Gestão de Ativos, significará que: De três em três meses está a perder 1%, o que representa ao fim do ano, estar aperder 4%. Imagine em 5 anos ou 10.
    Se o Fundo (ou a carteira dos Fundos) no fim do ano tiver subido 2%, o Pedro está na verdade a perder 1% ao ano. Isto tomando em consideração apenas as despesas de Gestão.

    Para não criar falsas ilusões de que os fundos de investimento são uma alternativa talvez “perfeita” a algumas outras formas de investimento mais tradicionais e mais seguras…
    Falta considerar as despesas enerentes à Gestão da Conta de Ativos e as despesas de Compra e Venda (neste caso só da compra, pois ainda não vendeu).
    Da mesma forma que um anuncio de venda de carros, mostra-nos obrigatóriamente alguns dos respetivos encargos enerentes à compra e permanencia do mesmo, ou seja: Valor do seguro; Valor do UI; etc…etc…
    Da mesma forma que, como o Pedro já nos explicou e bem em reportagens passadas. Num Emprestimo à Habitação devemos ter em consideração todos os valores envolvidos no mesmo, ou seja: Seguros, Produtos impostos pelo Banco, etc…etc… A tal MTIC ou até a FINE.

    Numa carteira de Fundos para se apurar a REAL rentabilidade, TEMOS obrigatóriamente, como já escrito acima de considerar as despesas enerentes à Gestão da Conta de Ativos cobrada pelo banco, mensalmente ou trimestralmente, e as despesas de Compra e Venda (neste caso só da compra, pois ainda não vendeu) e eventualmente depois também outras despesas.

    Isto para não corrermos o risco de estar a criar falsas ilusões ou falsas expetativas a ninguém. Até por que estamos a falar de um investimento de risco.
    Bons Negocios

    • Paulo Amaral Vieira Reply

      Errata:
      Nesta frase:
      …”Se o Fundo (ou a carteira dos Fundos) no fim do ano tiver subido 2%, o Pedro está na verdade a perder 1% ao ano”…
      .
      Onde está “1%”, é obviamente “2%” que eu queria escrever
      Peço desculpas

    • Pedro Andersson
      Pedro Andersson Post authorReply

      Obrigado Paulo. Não pago qualquer comissão de gestão de ativos. De outra forma não me metia nisto :). Escolhi bancos que não cobram isso.

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