Painel solar fotovoltaico – Balanço de Dezembro e Janeiro

Painel solar – Meses 13 e 14  (Dezembro 2017 e Janeiro de 2018)

Apercebi-me agora que me esqueci de fazer o balanço de Dezembro do ano passado. Peço desculpa. Quando for assim, alertem-me se estiverem interessados em saber como está a correr a aventura do painel solar fotovoltaico.

Vamos assim a um dois em um :).

O primeiro ano já passou e o meu balanço é positivo. Percebi até ao momento várias coisas simples: Agora é possível comprar painéis solares mais baratos do que o que eu paguei. É só pesquisar no Google por “painéis solares”. E peçam ajuda no grupo de Facebook “Contas-poupança – As suas dúvidas” a quem já comprou. Pode perguntar por preços e dicas para perceberem melhor se é um investimento que vos sirva.

No meu caso, dei cerca de 500 euros pelo painel (não chegou a esse valor) e paguei cerca de 120 euros pela instalação (incluindo material de instalação que foi opção minha e por isso custou mais). Não tenho baterias, por isso só consumo o que o painel produz em tempo real. Se não estiver ninguém em casa, o que sobra dos 250 W que o painel produz no pico do dia é oferecido à rede. As regras são estas.

Vamos a contas

Recordo – para quem chegou agora ao blogue Contas-poupança – que para perceber se compensa ou não investir num Painel solar fotovoltaico comprei um em Dezembro de 2016. Produz até 250 W de eletricidade para consumir em casa em tempo real, sem baterias. Até 6 painéis, pode instalar à vontade sem ter de pedir autorização. Basta comunicar numa página da Direção-Geral de Energia e Geologia. Tem toda a informação AQUI.

Quanto produziu em Dezembro?

Para já, os números são estes:

Em Dezembro, o painel produziu 22,313 kWh. Traduzindo por miúdos dava para aspirar a casa 15 vezes durante uma hora de “graça”.  Para quem não percebe estas medidas, nós pagamos a eletricidade ao kWh (são 1.000 W). Cada mil watts custam cerca de 20 cêntimos. É o equivalente às medidas de um litro de leite ou a um kg de açúcar. A eletricidade mede-se em kWh. Um secador de cabelo de 1.000 W gasta 20 cêntimos por hora. Por isso é que os aquecedores a óleo são um “estoiro” na fatura de eletricidade:  alguns gastam 2.000 W por hora… Se o deixar ligado a noite ou dias inteiros é como ter um parquímetro no quarto.
Adiante.

Uma mudança no preço da luz

Para perceberem a minha estratégia de poupança, devo dizer-vos que (quase) sempre que encontro mais barato mudo. A Endesa fez-me mais barato e por isso mudei. Estou a testar. Se surgirem problemas volto a mudar. Mudei primeiro a eletricidade e depois acrescentei o gás, por isso no gráfico o valor do preço da eletricidade varia em meses diferentes. Como estou a pagar menos pela eletricidade, a minha poupança com o painel também diminuiu.
22,313 kWh X 0,1777 € = 3,97 € de poupança em Dezembro.

Quanto produziu em Janeiro?

Em Janeiro, a produção subiu um pouco, para 24,223 kWh x 0,1740 = 4,21 € de poupança.

Quanto tempo para amortizar o painel solar?

(Repito isto em todos os posts) Como sei que estão sempre a fazer esta crítica, relembro mais uma vez que sei muito bem que não estou a poupar tudo o que o painel solar produz. Como não tenho baterias, tudo o que não consumo instantaneamente é oferecido à rede sem qualquer retorno. Mas faço as contas com este total para que cada um possa usar estes valores para adaptarem ao vosso caso. Eu não sei se gastam ou não o mesmo que eu. Sempre que saio de casa desligo todos os standby, pelo que durante o dia sobra sempre muita energia produzida pelo painel. (Fim da nota)

As contas de Dezembro e Janeiro

Dos 11 anos de retorno iniciais (dados de Dezembro 2016) para pagar os 620 euros que investi, neste momento o retorno está em 7 anos e meio. Isto se tivesse consumido tudo o que o painel produziu. Coisa que não aconteceu.

Se estimar um desperdício de 30%, esse valor passa para quase 10 anos. Não estou aqui para convencer ninguém, nem para dourar uma coisa que não seja verdadeira. O meu objetivo é apenas dar-vos uma perspectiva realista do que pode ganhar ou perder com a compra de um painel solar (ou vários) com o meu caso pessoal. Acho que é um contributo importante, porque as empresas normalmente vendem uma imagem super “embelezada” da produção dos painéis.

Nunca se esqueçam que grande parte da produção é oferecida à rede. Isso não é poupança. É desperdício. Façam muito bem as contas a quanto consomem de energia durante o dia.

No meu caso estou convencido de que compensa o investimento. Mas cada caso é um caso. Tem de estar a gastar em permanência (da 8 da manhã à 6 da tarde) mais do que o que o painel produz para compensar realmente. Normalmente o frigorífico e o router não gastam isso (os 250 W)…

Acompanhem aqui no Blogue e no Facebook esta pequena aventura fotovoltaica. A ideia é ajudar os curiosos a perceber se no vosso caso é um investimento útil ou não e como funciona. Registe-se com o seu e-mail no blogue para receber a Newsletter.

Veja mais dicas no livro “Contas-poupança” que reúne as melhores reportagens  dos primeiros 5 anos do programa:


20 comentários em “Painel solar fotovoltaico – Balanço de Dezembro e Janeiro

  1. Carlos Campos Reply

    Boa tarde Cara Maria Lopes,
    Se pretender uma informação detalhada e consequente sobre as suas questões, sugiro que contacte com a empresa Eurosisnergia Do Norte, Lda., através do E-mail: geral@eurosisnergia-norte.com
    Esta empresa terá muito gosto em lhe explicar todos o promenores sobre qual a melhor opção vs investimento.
    Cumprimentos,

  2. Maria Lopes Reply

    Bom dia,
    estou a planear construir casa e gostaria de instalar painéis para autoconsumo. Existe algum site que me esclareça as dúvidas mais básicas como quantos instalar para uma casa com x eletrodomésticos e uso das 18 às 7h?
    Foi-me indicado que a edp vende os painéis com 50% de desconto em relação ao preço de mercado. Sabem me indicar se é verdade?
    Instalando painéis numa nova habitação, é necessário ter ligação à rede? Imaginando que se coloca os painéis necessários para ser autossuficiente (incluindo baterias).
    Obrigado.

  3. Carlos Campos Reply

    Boa tarde, …
    Caro Sr. Alcides Costa;
    Bem-haja pelo seu contributo no blogue do Pedro Andersson!
    O que refere não é considerado um “reparo”, mas sim uma “redundância”.
    Uma vez que, informo precisamente o que o Senhor Costa aqui referiu, e bem!
    No entanto, no nosso país (e não só, …) território continental, os meses de Junho, Julho e Agosto, são sempre os meses em que existem maiores produções vs captações de energia solar.
    Independentemente de haver mais calor, produz sempre mais!
    Os módulos Fotovoltaicos têm de estar com uma orientação o mais a Sul possível, e com uma inclinação na base do bom senso, mínima de 28°, o ideal seria a 35° ou 37°, e, como diz, (Sr. Costa) com abertura na parte de trás, para isso será necessário triângulos de inclinação ajustáveis.
    Só mais uma curiosidade, apesar de não deixar de ser um preciosismo; Normalmente chamam-se painéis a ambas as tecnologias de captação de raios solares, mas para deferênciar bem as tecnologias, deveria ser hábito e comum atribuir o nome correcto de cada tecnologia.
    Assim teremos;
    Colectores Solares, estes quanto mais aquecem, mais água quente sanitária (AQS) produzem.
    Módulos Solares Fotovoltaicos, estes produzem sempre energia eléctrica, quanto mais incidência directa do Sol aos módulos houver, e de preferência com temperaturas ambiente o mais baixas possíveis.
    Os módulos Fotovoltaicos produzem sempre, mesmo que com menos luz solar, até em dias nublados, ou de chuva, chamada tecnicamente de LUZ DIFUSA.
    Saudações Solares,
    CC

  4. Alcides Costa Reply

    Boa tarde a todos, Esta é a primeira intervenção que aqui faço e gostaria de fazer um reparo ao comentário do Sr. Carlos Campos, a 10 de Março, e que diz o seguinte: – “as produções máximas são só nos meses em que há muito Sol, durante mais horas, (fica claro que os meses bons em Portugal são; Junho, Julho e Agosto, normalmente, isto se a natureza não nos “pregar uma partida, …!”) e, se a temperatura ambiente for mais reduzida,”.
    Inicialmente, eu pensava que quanto mais calor, maior seria a produção dos painéis, mas já tive a confirmação de que tal é errado. Já tive dias de calor tórrido em Julho e Agosto com produção inferior a dias de sol e metade da temperatura ambiente. Comecei a pesquisar este fenómeno e concluí que quanto menos calor ambiente, melhor para o painel gerar energia, porque com o calor, as células fotovoltaicas de silício cristalino perdem eficiência, a tensão da célula cai e, portanto, a potência que essa pode gerar cai também.
    Em dias de sol, os meus dois painéis produzem mais energia com temperatura ambiente de 15 graus e alguma brisa, do que com temperatura ambiente de mais de 30 graus. Isto porque o calor que emana do telhado e que envolve os painéis, provoca o tal efeito de perda de eficiência nas células. O ideal, será instalar os painéis numa estrutura inclinada sobre o telhado e não assente directamente neste, de forma a haver uma melhor ventilação em redor dos painéis.

  5. josé antónio madeira dinis Reply

    Sr Pedro

    Não estou a entender o gráfico que nos mostra a prudução mensal, em Julho e Agosto por exemplo, só produziu 45kwh./mês? É muito pouco. Com o que produziu deu para alimentar o quê? Esta é a minha grande dúvida, quando está a produzir dá para quê?
    obrigado

    • Carlos Campos Reply

      Caro José Dinis,
      A pergunta foi dirigida ao Pedro Andersson, … . Mas posso responder-lhe também se não se importar!?
      Vejamos, um só módulo Fotovoltaico de 250Wp de potência produz cerca de 45kW, (tal como o Sr. disse que viu no gráfico) não é pouco!
      É muito bom, mas as produções máximas são só nos meses em que há muito Sol, durante mais horas, (fica claro que os meses bons em Portugal são; Junho, Julho e Agosto, normalmente, isto se a natureza não nos “pregar uma partida, …!”) e, se a temperatura ambiente for mais reduzida, (inferior/menor).
      Para saber para que serve, (ou melhor, como questionou, “para quê?”) a energia produzida, terá de fazer contas matemáticas muito simples!
      Exemplo: se o Sr. Dinis tem uma lâmpada de 40W, essa lâmpada consome sempre os 40W, por cada hora (Wh vs kWh) que passa, as contas são feitas da mesma forma para os restantes equipamentos e outros consumos, tais como, os leds, lâmpadas de néon, (luzes piloto de diversos equipamentos e acessórios) etc.
      Para saber o que produz, e, o que é na realidade consumido, terá sempre de instalar um equipamento de monitorização, afim de registar o que consome vs gasta, e o que desperdiçar, não consumido, e que será automáticamente injectado na RESP, Rede Eléctrica de Serviço Público.
      É assim que a instalação do Pedro Andersson funciona, a dele, e de outras pessoas, independentemente de terem 1, 2, 3, ou 6 módulos Fotovoltaicos.
      Espero ter ajudado, …
      Cumprimentos,

    • Pedro Andersson
      Pedro Andersson Post authorReply

      Até 6 painéis oferece a rede. Se não quiser oferecer tem de preencher todos os requisitos para micro produção. Esta opção é autoconsumo.

    • Carlos Campos Reply

      Caro Bruno Sal,
      O excedente da energia eléctrica que se produz e não é consumida, vai ser sempre injetada na rede eléctrica de serviço público RESP.
      Não havendo forma de a armazenar em baterias, é assim que acontece!
      Não se trata de ser obrigatório ou opção!
      Poderá sempre “queimar a energia excedente (deste modo sim, será uma opção!) num dispositivo eléctrico, chamado de resistência.
      Mas não vejo nenhuma vantagem nisso, pois é a mesma coisa que deitar leite, fruta ou batatas para o lixo, em vez de oferecer a quem muito precisa, só porque não lhe pagam o preço justo pelos produtos!
      No entanto, se tiver um sistema com armazenagem de energia eléctrica em baterias, e, se não estiver bem dimensionado todo o sistema, quer seja o gerador Fotovoltaico ou o banco de baterias, poderá acontecer/existir (actualmente uma grande maioria das instalações executadas estão a funcionar assim!!) haver desperdícios na mesma, neste caso não podendo o banco de baterias acumular mais o desperdício não é injectado na RESP, mas simplesmente se desperdiça porque não é utilizada a energia!
      Simplesmente os módulos Fotovoltaicos recebem os raios solares, que serão transformados em energia eléctrica DC, mas não terá qualquer produção no output DC para o carregador incluído no Inversor Híbrido.
      Ou seja, não existindo consumos, nem mais capacidade de armazenamento no banco de baterias, o sistema ficará OFF, até haver de novo consumos, e havendo Sol suficiente as baterias serão de novo recarregadas.
      Espero que tenha entendido a minha pequena e “simples” explicação!?
      Cumprimentos.

      • Daniel Sousa Reply

        Se a energia em excesso é injectada na rede, e vai ser usada, porquê a companhia de electricidade não desconta na fatura o equivalente ao que foi injectado?É devido a uma questão de tecnologia não inventada ou é por estratégia comercial?

        • Carlos Campos Reply

          Caro Daniel,
          É muito longo e complicado responder-lhe com “simples” palavras!
          No entanto aqui vai;
          A tecnologia existe e é simples, muito simples, é só colocar um contador.
          No entanto pode sempre vender-se, mas o valor atribuído para a tarifa, e os cálculos vs métodos dependentes do mercado MIBEL, são muito complicados e pouco atractivos para uma remuneração (tarifa) do kWh injectado na RESP.
          Os sobrecustos de todos os requisitos,… equipamentos, seguros, pagamento de inscrição, projecto e inspeções necessários, … são demasiados dispendiosos para que o retorno (do investimento,…) em EUROS do excedente produzido e não consumido justifique tal opção.
          Para melhor compreender o que digo e afirmo, o melhor mesmo é ler o DL153/2014, e respectivas Portarias sobre o mesmo, no âmbito das UPAC e UPP.
          Terá de ter paciência se quiser entender tudo bem!
          Só após leitura atenta e por diversas vezes irá entender.
          É mesmo assim, aconteceu o mesmo comigo, e com os demais profissionais do sector.
          O meu conselho, … (mesmo sem me o pedir) é mesmo ajustar a sua instalação de produção de energia eléctrica conforme o seu perfil de consumos.
          E só depois, se necessário aumentar a produção.
          Seguir o mesmo método do Pedro Andersson, é um exelente exemplo a seguir!
          Por isso mesmo ele criou este Blogue, para nos orientar e mostrar soluções, além de alertas importantes.
          Espero ter ajudado nas suas questões!?
          Cumprimentos,

  6. Carlos Campos Reply

    Caro Jorge,
    Como acompanho a “aventura” do Pedro Andersson desde o início do seu investimento vs instalação do kit Fotovoltaico, e, sabendo quem lhe o vendeu, e onde essa empresa adquire os equipamentos, aqui vai de fonte segura as marcas dos principais equipamentos:
    Módulo solar Fotovoltaico;
    S-Energy 250Wp, fabricado na Coreia do Sul, com I&D da Samsung.
    Inversor de rede sincronizado, também chamados de microinversores, pela sua potência ser muito pequena;
    APS 250, potência máxima de input 250W DC e output AC = 250Wp.
    Aqui fica a resposta à sua curiosidade, 🙂 .
    Cumprimentos.

  7. Carlos Magalhaes Reply

    Boa tarde, obrigado pela partilha. O link que está na frase “Basta comunicar numa página da Direção-Geral de Energia e Geologia. Tem toda a informação AQUI.” está a apontar para um PDF do disco local. Será que pode partilhar?
    Obrigado

  8. Fernando Pereira Reply

    Boa tarde, Pedro
    Obrigado pelos seu contributo e disponibilidade, para ajudar o consumidor mais incauto. Sem dúvida que a energia que o sol nos fornece, é quase gratuita, desde que coloquei os painéis solares e deposito de agua 300l, para consumo sanitário, uma botija de gás só para o fogão, chega a durar 13 a 14 meses (45kg gás butano), antes uma botija durava pouco mais de um mês,(para banhos e fogão), com a vantagem de viver no Algarve, onde o sol é abundante.
    Instalei, na era Sócrates, com 50% de redução, compensou bastante, já lá vão 8 ou 9 anos, está mais que amortizado! Abraço

  9. Jorge Reply

    Olá bom dia. Para além do painel solar tem que ter um inversor próprio. Sabe-me dizer qual o nome dele para este caso. Obrigado

    • Pedro Andersson
      Pedro Andersson Post authorReply

      Olá. Vinha um Kit Completo. Veja se ajuda.
      Características Técnicas:

      • 1 Módulo Fotovoltaico Policristalino de 250Wp;
      • 1 Micro Inversor de rede de 250Wn;
      • 1 Estrutura para cobertura plana ou cobertura inclinada (Opcional);
      • 5 metros de cabo elétrico para exterior e tomada;
      • 10 anos de garantia contra defeitos de fabrico dos Módulos e Inversores;
      • 2 Anos de garantia contra defeitos de fabrico da estrutura;
      • 25 anos de garantia mínima de produção a 80%;

  10. Hugo Reply

    Bom dia, não seria de colocar parte dos impostos que não se paga com esta poupança?
    Não iria dar uma amortização a um prazo mais curto?
    Obrigado e boa continuação.

    • Pedro Andersson
      Pedro Andersson Post authorReply

      Olá Hugo. Já tenho o IVA incluído no valor do kWH hora poupado. Está a ver mais algum imposto que deva contabilizar. Tudo o resto tenho de pagar independentemente do consumo. Está a ver mais alguma coisa? Obrigado.

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