Painel solar fotovoltaico – Balanço do mês 9 (Agosto 2017)

Mês 9 – Agosto 2017 (o melhor mês até agora)

A minha expectativa era que o mês de Agosto fosse o mês com a maior produção de eletricidade do ano e, de facto, confirmou-se. Julho foi muito semelhante, mas Agosto superou o mês anterior por mais um bocadinho.

Só não atingiu quase a produção máxima possível porque no final de Agosto choveu 2 dias.

Quase todos dos dias foram “dias perfeitos” em termos de produção do painel fotovoltaico. Como podem ver no gráfico seguinte de um dos dias de Agosto, desde antes das 8 da manhã, o painel começa a gerar eletricidade e faz o percurso normal do sol até depois das 6 da tarde.

Recordo – para quem chegou agora ao blogue Contas-poupança – que para perceber se compensa ou não investir num Painel solar fotovoltaico comprei um em Dezembro do ano passado. Instalei-o no telhado do meu condomínio (com autorização dos vizinhos). Produz até 250 W de eletricidade para consumir em casa em tempo real, sem baterias.

E quanto produziu em Agosto?

Em Agosto produziu (como podem ver abaixo) 47,244 kWh, o mês de maior produção até agora. Ou seja, se tivesse gasto tudo o que o painel produziu (que não foi o caso) teria tido uma poupança de 9,35 € (a cerca de 0,20 €/kWh) na fatura da luz. Nenhum desconto de uma fornecedora me dá um valor semelhante. Com mais painéis era multiplicar.

Quanto tempo para amortizar o painel solar?

(Repito isto em todos os posts) Como sei que estão sempre a fazer esta crítica, relembro mais uma vez que sei muito bem que não estou a poupar tudo o que o painel solar produz. Como não tenho baterias, tudo o que não consumo instantaneamente é oferecido à rede sem qualquer retorno. Mas faço as contas com este total para que cada um possa usar estes valores para adaptarem ao vosso caso. Eu não sei se gastam ou não o mesmo que eu. Sempre que saio de casa desligo todos os standby, pelo que durante o dia sobra sempre muita energia produzida pelo painel. (Fim da nota)

As contas de Agosto

Dos 11 anos de retorno iniciais (dados de Dezembro 2016) para pagar os 620 euros que investi, desceu para 9,6 anos em Março e para uma média de 8,4 anos em Abril. Em Maio, desceu para os 7,9 anos. E agora, com os dados de Agosto, vou ter o retorno do investimento em 6,9 anos.  A partir de Setembro, a média vai voltar a subir (é a minha expectativa) porque voltam os dias mais curtos e os dias nublados ou com chuva.

Estes dados até seriam excelentes, mas convém aqui arrefecer um pouco os ânimos (os meus) porque já percebi que o mês de Agosto – que tem a maior produção – até pode ser o que me dá mais prejuízo. Porquê?

Porque a produção é máxima, mas se estiver de férias em Agosto não estará ninguém em casa. Logo, em grande parte do mês a produção é desperdiçada. É verdade que não pago nada de luz entre as 11h e as 17h, mas também não aproveito ao máximo a eletricidade gerada pelo painel. Com a casa vazia e só com o básico deixado ligado, o pico máximo do consumo são cerca de 150 W. Convém pensar nisso, ao fim das contas. Mas mal não faz à carteira. A minha conta de luz de Agosto é sempre a mais baixa do ano.

Podem ver aqui os artigos anteriores (mês 1, mês 2, mês 3, mês 4, mês 5, mês 6a instalação).

Acompanhem aqui no Blogue e no Facebook esta pequena aventura fotovoltaica. A ideia é ajudar os curiosos a perceber se no vosso caso é um investimento útil ou não e como funciona.



6 comentários em “Painel solar fotovoltaico – Balanço do mês 9 (Agosto 2017)

  1. João Matos Reply

    Boa noite Pedro,

    Parabéns por esta iniciativa. É extremamente útil.

    Gostaria de saber qual o programa e como monitoriza a produção do painel.

    Obrigado!

    • Pedro Andersson
      Pedro Andersson Post authorReply

      OLá. Uso http://www.eot.pt mas há muita marcas semelhantes no mercado. Esta parece-me super exata. Coloco um emissor wireless no quadro elétrico em casa e recebo os dados no computador ou telemóvel.

  2. Carlos Campos Reply

    Boas para todos (as);
    Prezado João Carvalhao,
    Pois é, esta seria a forma mais correcta e justa, para um investimento em sistemas do género.
    Pode ser que, dentro de pouco tempo a classe política com competências para tal, (Ministério da económica, do trabalho e da energia) tenham a coragem de legislar uma regulamentação obrigatória para implementação do Net-Metering. Agora que, se pode voltar de novo ao mercado regulado de electricidade, (bem sabemos que com mais custos, sobretudo em taxas e taxinhas, de ditas compensações, não sei do quê, mas sei para quem, para os bolsos do grupo chinês e dos seus comparsas, … Mexia & Cpha.) podemos vir a ter este sistema implementado, mas é necessário coragem e força anímica por parte dos líderes das associações dos sectores das renováveis e de equipamentos de produção de electricidade.
    Mais uma informação adicional só como complemento do que foi dito até aqui, mas também por curiosidade;
    O sistema “Feed in Tariff”, já está implementado/previsto no DL153/2014, mas os sobrecustos que implica poder vender a electricidade não consumida/excedente, são proibitivos! Requerem demasiada burocracia, registo + pagamento, equipamentos de leitura, cartão de GSM + carregamentos, Seguro de responsabilidade Civil, custos de inspeções periódicas até 10 anos, o tipo de instalação é bastante mais onerosa, etc.
    Só para terem uma ideia, o preço do kWh injectado na RESP – Rede Eléctrica de Serviço Público, ronda actualmente entre os 0,025€ e os 0,038€, (este ultimo, o valor máximo até à data, desde a publicação e entrada em vigor do DL153) estas oscilações devem-se ao barômetro (obrigatório por DL) do MIBEL, Mercado Ibérico de Energia Eléctrica. Se lerem com atenção o DL153/2014, terá de ser mesmo com muita atenção, vão entender melhor como funciona a “coisa”.
    Até breve, fiquem bem, e de preferência com os “olhos bem abertos, e ouvidos atentos”, porque como sabem, “ninguém dá nada a ninguém!”
    Cumprimentos,
    Carlos Campos

  3. Carlos Campos Reply

    boas para todos (as);
    Prezado João Carvalhao,
    A sua questão não está muito explícita, (para quem não lida com estas coisas,…) mas julgo que o entendi. Vejamos, a companhia de electricidade EDP, (entre outras companhias) dispõem de contadores bidirecionais, (alguns instalados em empresas) e, até mesmo os que estão actualmente a colocar novos, e a substituir pelos antigos, electrónicos e analógicos (este último chamado também de disco) podem ser parametrizados de forma a contar a energia de consumo da rede, e descontar no valor de consumo a energia produzida (ex.: módulo Fotovoltaico, etc.) e não consumida/excedente.
    É conhecido internacionalmente como NET-METERING, este sistema de contagem é usado desde à 6 anos no Brasil, e na Alemanha à cerca de 14 anos>. Existem também em outros países, mas com pouquíssima relevância.
    Este era o modus operandi ideal de funcionamento, e o mais justo. Infelizmente, aquando da revisão do DL 118 para o actual DL153/2014 do Autoconsumo UPAC e UPP, “negociado e acordado” entre o MEE, DGEG, REN, EDP, Advogados ao serviço do anterior Governo da República portuguesa e Associações dos sectores da Indústria Solar, a “poderosa” EDP não concordou, e nem sequer quis aceitar algumas excepções, exemplo: o caso do Pedro Andersson, entre muitas outras milhares de pessoas, considerados de “pequenos microprodutores” de electricidade.
    A EDP prefere que a energia excedente seja toda oferecida. Claro que, situações como estas, só acontecem quando existe uma empresa como a EDP (considerada por muitos como “um Estado dentro do Estado!”).
    Portanto concluindo, mesmo que existissem contadores Bidirecionais instalados, não havendo regulamentação para o “NET-METERING”, não nos servem de nada ter um contador com estas características.
    Espero ter sido útil, e respondido com precisão à sua questão.
    Cumprimentos,
    Carlos Campos

    • Joao carvalhao Reply

      Sim foi muito útil e obrigado. Queria tentar apenas ajudar a todos aqueles que têm painéis fotovoltaicos que não utilizam toda a sua capacidade potencial e acabam por a desperdiçar não tendo estes a capacidade de poder comprar uma bateria que torna muitas vezes o retorno do investimento muito demorado e por vezes não justificado. Com esse tipo de contadores não haveria assim a necessidade de comprar as ditas baterias pois todo a produção excedente seria descontado pelo contador bidirecional.

  4. Joao carvalhao Reply

    Existe por ventura algum contador (bidirecional)que a edp tenha que faça o sentido inverso quando se verifica que a energia produzida pelo painel seja superior a energia gasta pelo consumo que se faz em casa?

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *