Negociar com os bancos – um exemplo de sucesso

Tem vergonha? Perdeu…

Uma das coisas mais importantes que aprendi nestes 5 anos de “Contas-poupança” é que às vezes só não poupamos porque não queremos ou temos vergonha.

Vejam o caso de um amigo meu que viu a reportagem da renegociação de créditos por mudar de banco.

Ele não tinha interesse em mudar de banco. Nem era um crédito à habitação. Era um crédito pessoal de 30 mil euros (com hipoteca). Estava a pagar um spread de 6% a 30 anos.

Com a reportagem, ganhou “coragem” para ir ao Novo Banco (onde tem o empréstimo).  Pediu para falar com o gestor de conta e disse “Acho que estou a pagar muito, não dá para baixar o spread?”

RESPOSTA: “Está bem, vamos baixar para metade… Realmente estava muito alto”.

– E tenho de fazer alguma coisa?

-Não. Vamos alterar já.

– Obrigado e adeus.

Só por fazer isto, vai poupar cerca de 120 € por mês, 1440 € por ano. Cerca de 40 mil euros a menos que vai pagar ao longo do contrato. E se calhar ainda dá para negociar noutro banco 1,5% de spread, mas isso talvez tenha custos. Ele tem de avaliar e fazer contas.

Ele ficou estupefacto porque não estava à espera de conseguir nada. Nem teve de negociar nada…

Só teve pena de não ter feito isto há mais tempo.

Claro que nem todos os casos acabam assim ou são tão simples. Mas ninguém disse que era fácil. Mas neste caso foi! Porque não tenta?

Lição que quero passar (com mais este exemplo e as reportagens todas as semanas): Está nas nossas mãos pelo menos tentar. Se estão à espera que as empresas vos contactem para baixar seja o que for, bem podem esperar sentados.

 

 



Um comentário em “Negociar com os bancos – um exemplo de sucesso

  1. Salvador Reply

    Boa tarde Pedro Andersson.
    Antes de mais um agradecimento por este excelente blog. Apesar de ver o contas poupança no jornal da SIC, é a primeira vez que escrevo aqui, e tenho perguntas a fazer-te.
    Tenho Crédito à habitação no Santander desde junho/11, o qual nos primeiros 5 anos o spreed foi de 2,70, e após esse periodo (ano passado) passou para 2,90. Tou a pensar em fazer a tranferência. Qual a sua opinião. Outra situação. – Fiz 3 amortizações (1 de 7.500€; e 2 de 6750€) ao crédito que pedi no valor de 50 mil euros, porém e o que tenho vindo aperceber-me é que o banco não comunicou às seguradoras (Totta seguros “do banco” – seguro de vida, Libertiseguros – multiriscos e recheio), essas amortizações pq estou a pagar mais de seguros apesar da dívida ter baixado para 31 mil euros. Fiz ainda uma reclamação sobre isso e pedi também que me reduzissem o spreed para 2,3 em maio do ano passado (por carta registada com aviso de receção ao cuidado do gestor de conta e recebida pelo mesmo no principio junho716), a qual ainda não obtive resposta. Fiz ainda em novembro/16 uma segunda reclamação na superlinha (por telefone) do banco por ainda não ter recebido a resposta à 1ª reclamação, tendo recebido um email do serviço de incidências do banco o qual me disse que o gestor tinha-me telefonado mas não recebi qualquer telefonema do gestor, e que me iam dar a resposta por email, a qual recusei por essa via tendo dito que queria ser notificado por carta registada, e estamos em agosto/17, e tenho notado nos extratos do banco que já mudaram o meu gestor de conta, e recebi novamente uma carta da liberti seguros com o aumento dos seguros de multiriscos e recheio da casa, sem ter obtido ainda resposta da carta que o meu 1º gestor do banco recebeu. A pergunta é se com a carta e o aviso de receção recebido pelo gestor de conta posso reclamar junto do banco de portugal e do instituto de seguros para saber se o banco comunicou/atualizou o valor em divida do crédito habitação, junto das seguradoras, porque disseram-me que à uma lei ou dec-lei que obriga os bancos a comunicarem às seguradoras o valor em divida após amortizações do crédito habitação efetuado pelos clientes.

    Cmpts

    P.S: Obg pelo excelente serviço que presta aos portuguêses

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